Soluço: O Fúria-da-Noite

3 Há muitas batalhas pela frente


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Levei um tempo, mas aqui está mais um capítulo pra vocês. Eu preciso falar uma coisa séria sobre essa história, mas isso vai ficar nas notas finais. Bia leitura para vocês :)

NARRAÇÃO DE SOLUÇO

Fala sério, esses treinos do meu avô estão ficando cada vez mais ridículos, semana passada eu tive que usar minha cauda de dragão para limpar a casa inteira do meu avô, usando ela como vassoura, batendo ela de um lado para o outro. Isso lá é treinamento?

O dia foi exaustivo eu preciso dormir um pouco. Eu cheguei em casa após o treino e encontrei minha mãe fazendo o jantar e meu pai a observando um pouco impaciente esperando o jantar.

— Oi gente – Eu cumprimentei.

— Oi filhão, onde esteve? – Perguntou meu pai.

— Ajudando meu avô na casa dele – Respondi.

— O jantar está pronto – Anunciou minha mãe.

Nós jantamos em silencio, eu as vezes olhava para o meu pai e ele parecia distraindo, com os pensamentos longe. Deve ser coisa do trabalho dele, eu nunca soube ao certo o trabalho dele, mas isso é o de menos.

Após o jantar, meu pai teve que sair de última hora, coisa do trabalho, eu fui para o meu quarto e me joguei na cama, um tempo depois, minha mãe entrou no quarto e se sentou na cama ao meu lado.

— Como foi o treino? – Perguntou ela.

— Péssimo, eu fiquei o dia todo varrendo a casa do meu avô, isso não é treino, um dragão não devia fazer isso! – Eu reclamo ficando sentado na cama e minha mãe põe a mão em meu ombro.

— Soluço, eu sei que as vezes seu avô pode ser meio excêntrico, mas esse treino vai valer de alguma coisa, você vai ver – Ela responde.

— Duvido.

Como limpar a casa com aminha cauda vai me ajudar um dia, essa eu tô pagando pra ver.

ENQUANTO ISSO...

Velho Enrugado, o avô de Soluço estava no terraço de sua casa observando o horizonte, era de tarde e o sol estava se pondo. Ele estava na forma de um Pesadelo Monstruoso enquanto Banguela estava empoleirado na sua cabeça também observando.

— Ah! Tá o maior tédio aqui, porquê Banguela está aqui mesmo? – Perguntou o dragão.

— É bom observar a cidade enquanto o sol se põe, dá uma sensação de paz, é uma forma de meditação muito boa – Explicou Velho Enrugado.

— Tá legal, Banguela ao banheiro, o atum que Banguela pegou não está caindo bem.

O dragão voou até um banheiro que havia na sacada, um banheiro portátil que havia sido instalado na sacada recentemente, e se trancou lá dentro.

Velho Enrugado continuou a olhar para o horizonte, de repente, ele sente uma sensação estranha na boca do estomago, um mal pressentimento.

— Tem alguma coisa errada – Ele disse para si mesmo.

De repente uma nevoa branca densa invade o terraço e dessa nevoa surge o caçador e a caçadora.

— Tem toda a razão dragão – Disse o caçador e ambos começaram a rodear Velho Enrugado.

— É sempre um prazer derrota-lo caçador – Disse Velho Enrugado.

Ele se prepara para lutar e dispara várias bolas de fogo no caçador, que desvia todas elas com o seu bastão. Em seguida, a caçadora sobe em cima do dragão e o agarra pelos seus chifres e força a cabeça dele no chão, em seguida, o caçador joga uma rede sobre o dragão, o prendendo no chão, Velho Enrugado tenta se soltar, mas em vão.

— Esqueça velhote, essa rede é a prova de fogo – Disse o caçador – Já pegamos um dragão, agora falta o outro.

Enquanto isso, Banguela sai do banheiro e ao ver a situação, volta para dentro.

— Banguela tem que ficar calmo, eles nunca vão saber que Banguela está aqui – Disse o dragão para si mesmo.

Em seguida, ele escuta alguém tentando abrir a porta do banheiro.

— Banguela precisa parar de falar sozinho – Dragão começa a pensar em como sair dessa situação, parecia que não havia outro jeito de sair dali.

A caçadora se aproxima da porta do banheiro e houve a descarga sendo puxada e em seguida, ela arromba a porta, mas não encontra nada, nem ninguém lá dentro.

ENQUANTO ISSO...

Soluço se levanta da cama e vai até a cozinha pegar um copo de água, depois de beber a água, ele escuta alguns barulhos vindo da pia, ele se aproxima para olhar e algo surge de dentro da pia.

Soluço se assusta e dá alguns passos para trás até ver que se tratava de Banguela, que estava nos canos da pia.

— Banguela? Como chegou aqui? – Perguntou Soluço.

— Isso não importa! – Respondeu o dragão não querendo falar sobre isso – Mas Soluço tem que ajudar, o vovô estava no terraço, aí quando o caçador apareceu...

— O caçador?! E cadê o vovô – Perguntou Soluço agarrando o dragão pelas patas e o fitando.

— Resumindo: A coisa tá feia – Respondeu o dragão – Banguela e Soluço tem que pedir ajuda.

— Não! Eu tenho que cuidar disso! – Respondeu Soluço.

— O quê?! Mas Soluço em domina ainda a transformação de dragão – Respondeu ele.

— Isso é o que veremos.

Soluço se concentrou e suas mãos viraram paras, seus pés virara garras, sua cauda apareceu. Ele se transformou em um dragão completamente.

— Eu consegui! Dominei minha transformação, eu me sinto incrível – Disse ele observando seus músculos de dragão.

— Certo, temos que salvar vovô – Disse o dragão e ambos saíram voando pela janela de casa.

ENQAUNTO ISSO...

— Vou perguntar pela última vez – Disse o caçador apontando o machado para Velho Enrugado, que ainda estava sobre a rede – Onde está o Fúria-da-noite?!

— Bem de baixo do seu nariz – Disse Soluço pousando com perfeição no terraço – Igual a uma meleca!...Espera. Esquece a comparação.

O caçador começou a se aproximar do dragão, mas a caçadora o deteve.

— Deixa comigo – Ela disse pegando o bastão do caçador – Eu tenho umas contas a acertar com ele.

Ela girou o bastão em suas mão e correu na direção de Soluço, que se desviou de sua investida e eles ficaram frente a frente, a caçadora avançou com o bastão, mas Soluço se desviou e acertou um chute nela, que acabou largando o bastão e o caçador o pegou de volta.

— Segura essa! – Soluço cuspiu um jato de plasma, mas a caçadora se desviou rolando para trás.

— Chega! – Gritou o caçador apontando o machado na ponta do bastão para o dragão – Fúria-da-noite, prepare-se para virar um par de botas!

— Meu Jovem! – Gritou Velho Enrugado – Limpe o chão!

Soluço virou de costas e acertou sua cauda no caçador, o jogando do outro lado do terraço. Em seguida, a caçadora correu em sua direção, e eles começaram alutar.

— Nada mal caçadora, você é boa – Disse Soluço entre as investidas.

— Você também não é dos piores menino dragão – Respondeu ela.

Soluço segurou uma das mãos dela, retirando sua luva.

— Ei! – Gritou ela.

— Já chega! – Gritou o caçador correndo em direção ao Fúria-da-noite.

Em um gesto rápido, Soluço atira um jato de plasma no caçador, que o acerta e o joga em um prédio do outro lado da rua, enquanto isso, Banguela tira a rede de cima de Velho Enrugado e os três ficam lado a lado.

A caçadora pega sua luva do chão e encara uma marca de nascença em sua mão, uma marca com o formato exato de um dragão, antes de colocar a luva de volta.

— Nós voltaremos! – Gritou ela.

— Vou estar preparado! – Gritou Soluço de volta ates da caçadora desaparecer entre os prédios.

Ambos voltaram a sua forma humana.

— Banguela sabia que Soluço ia conseguir! – Disse o dragão pousando na cabeça de Soluço.

— Muito bem jovem dragão, mas ainda há muitas batalhas pela frente, voltamos a treinar amanhã, depois da escola – Disse Velho Enrugado.

— Pode deixar vovô, foi mal por ter duvidado de seu treinamento, agora eu vejo que eles são uteis – Disse Soluço.

— Venha, vamos entrar, o vovô fez um bom café pra gente – Disse Velho Enrugado.

Ambos desceram e tomaram café juntos, mas ainda tinha muitas batalhas e escolhas pela frente, coisas que talvez o jovem dragão não consiga lidar.

Notas finais
É o seguinte, é o 3º Capítulo dessa história e só teve 1 comentário até agora. Pelo visto essa história não tá rendendo, então, se não tiver mais comentários, eu vou desistir, jogar tudo pro ar e excluir essa história. Afinal, não adianta continuar postando se ninguém se interessa. Se quiserem que eu continue essa história, então comentem, senão eu desisto. Até mais.