Notas iniciais
Oi Gente, tudo bem?
Eu voltei com uma nova história para vocês! Espero que gostem dessa nova história, se vocês gostarem comentem ai em baixo, blz? Boa leitura a todos vocês!

— Esse é o seu território jovem dragão e você sozinho é responsável pelas pessoas que nele vivem, em cada canto de Nova York existem pessoas que precisam de sua proteção – Disse um senhor de idade, baixinho, careca e um pouco rabugento.

Ao lado desse senhor, estava um jovem garoto, aparentemente de 18 anos de idade, cabelos castanhos, olhos verdes cor de esmeraldas observando o horizonte enquanto o senhor falava.

No ombro desse garoto pousou um dragão, um dragão verde claro e com olhos azuis, um pouco maior que a palma da mão, o dragão aparentava não ter nenhum dente.

— Se conseguir isso aqui, conseguirá em qualquer lugar – Disse o dragão ainda no ombro do garoto.

— Tudo bem, eu tô nessa pra valer – Disse o garoto se espreguiçando.

— Mas antes tem que melhorar seu treinamento de dragão, um passo de cada vez. “Até mesmo um jovem falcão precisa se levantar antes de poder voar – Discursou o senhor, sem perceber que o garoto mal estava prestando atenção.

— Da uma olhada! – Gritou o garoto.

O garoto ergueu uma das mão para cima e de repente, suas mãos se transformaram em garras, seus pés em patas enormes, apareceram asas em suas costas e ele virou um dragão por completo, um dragão preto, com olhos verdes e incrivelmente grande.

— Eu não tô pronto só para voar, eu tô pronto para detonar!

O dragão pulou do prédio e levantou voo, fazendo manobras espetaculares pelos ares, enquanto o senhor o observava e o pequeno dragão também o fitava.

— Cuidado nova-iorquinos! O Fúria-da-noite tá na área! – Gritou o dragão ainda se exibindo.

O dragão continuou voando na frente dos seus “expectadores”, até que de repente virou humano de novo.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAH! – Gritou ele começando a cair.

Ambos olharam para baixo e viram o garoto se segurando na escada de incêndio que havia no prédio.

— Eu tô bem, eu tô legal! Hum...dá pra alguém me ajudar aqui? – Perguntou o garoto enquanto o senhor o observava com um ar de reprovação.

O pequeno dragão foi até lá e pousou na sua cabeça e o fitou de ponta cabeça.

— Banguela acha que Soluço tem muito que aprender – Disse o dragão em um tom de deboche.

UM TEMPO DEPOIS...

Já havia anoitecido na cidade de Nova York, Soluço, o senhor e Banguela caminhavam pelo parque deserto conversando.

— Nós, dragões temos um imenso poder, mas, para revelar seu potencial precisa continuar treinando e dominar seus poderes – Explicou o senhor, ou Velho Enrugado, o avô de Soluço, enquanto os três caminhavam pelo parque de Nova York – Jato de plasma!

Soluço respirou fundo e cuspiu um jato de plasma poderoso.

— Dentes de dragão! Garras de dragão! Cauda de dragão!

Soluço se transformou em um dragão por completo, demonstrando todas as características que seu avô tinha pedido.

— É! Eu consegui todos eles! – Disse Soluço animado.

— E um aluno dragão deve obedecer seu mestre, nesse caso eu, sem questionar, ou duvidar – Disse Velho Enrugado fitando Soluço.

— Tudo bem, eu obedeço, quando quiser e como quiser – Disse Soluço com uma cara não muito confiável, em seguida virando humano de novo.

Enquanto isso, o pequeno dragão, ou melhor dizendo Banguela, estava farejando pelo parque até que capta um cheiro.

— Eca! É o caçador! Banguela reconhece esse chulé em qualquer lugar! – Disse o dragão tampando seu fusinho com uma das patas.

— O caçador? – Perguntou Soluço.

— Sim jovem dragão, o caçador é o líder de um grupo de ninjas, por assim dizer, que vivem para caçar e matar dragões. Ele é astuto e perigoso.

— Mas por que ele nos caça? – Perguntou Soluço de volta a sua forma humana.

— Ora, poucos sabem da nossa existência jovem dragão, sendo assim, nossas cabeças valem muito no mercado negro clandestino, o caçador e sua gangue são destinados a matar dragões, assim como você é destinado a ser um dragão – Explicou Velho enrugado.

Os três se esgueiraram pela moita e viram uma pessoa grande, forte e usando uma capa feita de pele de dragão e com uma máscara negra cobrindo seu e com uma espécie de bastão, uma ponta tinha um machado duplo e a outra uma lança afiada. O caçador se esgueirava pelas arvores, procurando algo, ou algum alvo.

— E então? O que vamos fazer? – Perguntou Soluço.

— Nós não, você – Disse Velho Enrugado.

— Eu? Tipo sozinho? – Perguntou Soluço.

— Sim, é hora de testar suas habilidades de dragão, mas lembre-se, se revelar sua identidade, colocará em risco a sua família e seus amigos e não deixe que as pessoas o vejam, elas podem não reagir bem com a ideia de dragões entre eles – Explicou Velho Enrugado.

— Tudo bem, pode deixar comigo! – Disse Soluço.

— Capricha Soluço, Banguela vai ficar observando escondido na moita – Disse o pequeno dragão.

O caçador estava escondido atrás de uma arvore e Soluço se esgueirou para uma arvore que havia atrás dele e o observou.

— Agora, jato de plasma – Sussurrou Velho Enrugado para si mesmo observando Soluço.

— Experimente meu jato de plasma – Murmurou Soluço fazendo seu rosto virar uma cabeça de dragão e em seguida cuspindo um jato de plasma.

O caçador se virou para ele repentinamente e com um simples golpe com seu bastão, ricocheteou o jato, que voou na moita onde Bolor e Banguela estavam.

— Sai da frente! – Gritou Banguela saindo da moita junto com Velho Enrugado antes do jato de plasma os a tingirem.

— Dragão – Murmurou o caçador girando o seu bastão e correndo na direção de Soluço.

— Ho-ho – Murmurou Soluço vendo ele e aproximar e tentando transformar o resto de seu corpo em dragão.

— Diga adeus dragão! – Gritou o caçador preparando-se para dar um golpe com o machado na ponta do bastão.

Soluço rola pela grama se desviando do golpe e se transformando em um dragão completamente.

— É só o que sabe fazer? Agora prepare-se para... – Antes de terminar, alguém ataca Soluço pelas costas com um chute, o fazendo cair no chão.

Esse alguém era uma garota, uma garota com um sobretudo negro, cabelos loiros trançados e com uma máscara negra que cobria todo o seu rosto, menos os olhos que eram azuis cor de céu.

— O que achou mestre caçador? – Perguntou a garota.

— Muito bem caçadora, seu treinamento valeu a pena – Disse o caçador.

Soluço se levanta meio atordoado e a caçadora vai ao seu encontro desferindo vários chutes no ar, Soluço se desvia dos chutes e eles começam a se rodear ficando em posição de combate.

— Qual é? O que uma garota legal como você está caçando dragões? – Perguntou Soluço e ambos começam a lutar, Soluço tenta acertar um soco, mas a caçadora agarra o seu braço e a coloca atrás de suas costas o imobilizando e em seguida dando um chute suas costas, o fazendo cair no chão novamente.

— É sua oportunidade de ouro de matar o seu primeiro dragão, acabe com ele! – Gritou o caçador jogando seu bastão para a caçadora.

— Com o maior prazer! – A caçadora correu em direção ao Soluço, até que uma bola de fogo atinge o chão, formando uma parede de chamas entre Soluço e caçadora.

Seu avô Velho Enrugado aparece transformado em um dragão do tipo Pesadelo-monstruoso azul, com Banguela voando ao seu lado.

— Isso ainda não acabou dragão! – Gritou o caçador ficando ao lado da caçadora, em seguida jogando uma esfera no chão, fazendo subir uma nevoa branca e ambos desaparecem nessa nevoa.

— Jovem dragão, precisa aprender que não se vence uma batalha assim, metendo bronca. Amanhã intensificaremos o seu treino, esteja no telhado depois da escola – Disse Velho Enrugado, não como um pedido e sim como uma ordem.

— Aff, tá legal vovô, estarei lá – Respondeu Soluço indo para casa depois de uma noite cheia.

NA MANHÃ SEGUINTE...

PVO Soluço

Mais um dia na cidade de Nova York, aparentemente uma manhã normal, mas minha vida está longe de ser normal. Eu ainda não me apresentei a vocês, Meu nome é Soluço, Soluço Spantosicus Strondus III e tenho 18 anos.

Pelo pouco que sabem sobre mim, já devem saber que eu não sou só um adolescente comum e normal de Nova York, eu também sou um dragão destinado a proteger a humanidade das garras do mal.

— Soluço – Chamou minha mãe Valka – O café está na mesa.

— Já vou indo – Respondo levantando da cama e me vestindo.

Eu desço até a cozinha e encontro minha mãe terminando de arrumar a mesa, eu me sento ainda meio cansado da noite passada e pelo visto minha mãe reparou.

— Noite difícil, não foi? – Perguntou ela.

Pois é, minha mãe sabe que eu sou um dragão, na verdade, eu sou de uma família de dragões por parte de mãe, minha mãe também era um dragão, mas quando se casou com o meu pai, ela teve que abrir mão dos seus poderes e ser apenas uma mulher comum.

— Soluço – Minha mãe me chama me tirando dos meus pensamentos.

— Ah, é, noite difícil, o Caçador quase arrancou minha cabeça e ainda levei uma surra de uma menina – Eu disse e minha mãe soltou uma pequena risada.

— Olha Soluço, eu sei que foi difícil pra você descobrir que era um dragão e que tinha essa responsabilidade de proteger os inocentes – Minha mãe começou a falar.

— Mãe, descobrir que eu era um dragão foi incrível, mas eu não sabia que com isso vinha essa responsabilidade – Eu respondo.

De repente, meu pai Stóico entra na cozinha, ao contrário da minha mãe, ele não faz a menor ideia de que nós somos dragões, minha mãe nunca contou pra ele e eu também nunca disse nada.

Ele se senta na mesa e põe seu café na xicara.

— E então, do que estavam falando? – Perguntou ele.

— Nada demais querido – Respondeu minha mãe – Só que é melhor o Soluço ir logo, senão irá se atrasar para a escola.

— Ah sim, claro – Respondeu ele começando a ler o seu jornal.

— Eu já vou indo então – Eu repondo pegando minha mochila e siando pela porta – Tchau gente.

— Tchau filho, até mais tarde – Respondeu meu pai ainda lendo o jornal.

UM TEMPO DEPOIS...

Pois é, mais um dia normal na escola, o colégio de Manhattan, eu estava pegando minhas coisas no meu armário pra não perder a primeira aula, eu não podia me atrasar de novo.

— Aí Strondus – Uma voz me chama.

— Lá vamos nós de novo – Murmuro pra mim mesmo.

— É hora de entrar no armário! – Ele grita vindo em minha direção.

Esse Pé-Grande trotando em minha direção é o Melequento, desde sempre ele pega no meu pé, eu até que poderia me transformar em dragão nesse momento e colocar fogo nas calças dele, mas eu não posso me expor, então...

Ele me enfiou no meu apertado armário com um sorriso maléfico no rosto.

— É melhor não se atrasar para a aula Espinha de Peixe – Esse é o apelido carinhoso que ele inventou pra mim ah anos atrás, ele fala antes de fechar a porta do armário na minha cara.

Alguns minutos depois, o zelador da escola aparece e abre o armário.

— O quê?! De novo?! – Perguntou ele enquanto eu saia do armário – Você devia dar um soco naquele brutamontes! Aprenda a se defender Strondus, quando eu tinha a sua idade eu não deixava nenhum grandalhão me provocar...

Eu deixei ele falando sozinho por que eu já estava atrasado para a aula e não dava para me atrasar de novo.

— Ei Soluço – Chamou alguém – Vamos, a aula vai começar!

Esse alguém era o Perna-de-peixe, o meu melhor amigo desde criança, ele era meio fora de forma, pra não dizer bolo-fofo, mas tinha um coração que não cabia no peito.

— Eu já vou indo Perna-de-peixe – Eu respondo.

De repente, duas pessoas passam por mim em alta velocidade em um skate e param na minha frente. Esses dois são os Gêmeos Cabeça-dura e Cabeça-quente, são os mais encrenqueiros da escola, mas ainda sim são gente boa.

— Iai Soluço – Cumprimentou Cabeça-dura.

— Oi gente, o que vocês estão fazendo? – Pergunto olhando para a vassoura que a Cabeça-Quente trazia consigo.

— Nada de mais, é só... – Ela começa até que a gente começa a ouvir uns berros vindo de longe.

— Ei vocês! – Grita o faxineiro da escola correndo na nossa direção.

— Ho-ho, é melhor a gente ir – Disse Cabeça-dura.

Os dois saem na disparada com o skate enquanto o faxineiro os perseguia gritando a plenos pulmões.

— Devolvam minha vassoura seus pestes! Quando eu colocar minhas mãos em vocês, eu vou...

Enquanto ele corria atrás dos gêmeos, eu e Perna-de-peixe fomos para a aula, a aula era o momento mais tedioso do dia, como o nosso professor Bolor, falando de mitologia e filosofia, aquelas coisas chatas de sempre, quando a aula finalmente acabou, eu peguei meu skate no armário e fui em direção a saída junto com o Perna-de-peixe.

— Ei Soluço – Os gêmeos vieram na nossa direção – A gente tá indo até a pista de skate, tão afim de vir também?

— Ah eu não – Murmurou Perna-de-peixe – Eu tenho muita lição de casa para fazer.

— Nerd! – Gritou Cabeça-Quente – E você soluço?

— Não dá – Eu respondi – Eu prometi ajudar meu avô no trabalho.

E com ajudar eu quis dizer treinar com ele.

— Então tá, a gente se vê outra hora – Eles dizem subindo nos seus skates e indo embora.

Eu me despedi do Perna-de-peixe e quando me virei para ir embora, trombei com alguém e derrubei seus livros no chão.

— Foi mal – Eu disse me agachando para ajudar a pegar os livros e quando eu a fitei, eu vi uma garota, uma garota linda de olhos azuis e cabelos loiros trançados, meu queixo caiu quando eu pus meus olhos nela, ela era realmente linda.

— Ah...oi – Eu disse meio sem jeito.

— Oi pra você – Ela me respondeu com um sorriso no rosto e que sorriso ela tinha, eu recolhi seus livros e entreguei em suas mãos.

— Obrigada – Ela me agradeceu, de repente, eu percebi uma marca na sua mão direita, uma marca com o formato de um dragão na palma de sua mão.

— O que é isso? – Eu perguntei sendo indiscreto, não levo jeito pra falar com garotas.

— É uma marca de nascença – Ela me respondeu – A gente se vê por aí, tá legal?

— Tá, claro, a gente se vê – Eu fiquei a fitando enquanto ela se afastava até desaparecer na esquina, meu Deus, ela era linda, mas eu senti que eu já havia visto ela em algum lugar, mas onde?

Notas finais
Gostaram???
O que acharam desse primeiro capítulo? Comentem aí em baixo o que acharam, deem sua opinião, criticas e o que vier nas suas cabeças, até mais meus leitores :)