Notas iniciais
Eu sei o que vão dizer: "Por que demorou tanto? Já faz semanas, o que houve?" Eu posso resumir tudo em poucas palavras: Volta as Aulas. Foi por isso que eu demorei, se nas férias eu não tinha muito tempo, imagine agora, mas eu vou tentar trazer mais capítulos em breve, sem mais enrolação, Boa Leitura a todos vocês.

Soluço estava em casa, sentado no sofá com um pouco de ansiedade, apenas esperando dar 19h, até que seu pai entra na sala.

— Soluço, eu tenho que dar uma saidinha, tenho que resolver alguns assuntos. Vê se não fica acordado até mais tarde – Disse Stóico indo em direção a porta.

— Pode deixar pai – Respondeu Soluço.

Stóico saiu de casa e Soluço voltou a esperar ansiosamente até 19h.

ENQUANTO ISSO...

Velho Enrugado e Banguela estavam dentro da torre do relógio, a lua cheia iluminava a cidade os dois dragões esperavam dar 19h, até que finalmente o sino toca anunciando as 19 horas.

— Tudo bem, e agora? – Perguntou Banguela.

— Deixe-me pensar – Pediu Velho enrugado.

A lua cheia iluminava a torre, produzindo uma sombra com os ponteiros, Velho enrugado percebeu que aquela sombra estava apontando para algum lugar, ele se aproximou da sombra e viu que havia um tijolo diferente entre os vários que compunham a parede.

— Será que...?

Velho enrugado empurrou o tijolo e as paredes começaram a se mexer, um tremor tomou conta do lugar, e uma passagem se abriu, revelando um alçapão pouco iluminado.

— Na verdade, Banguela não iria se decepcionar se o chão não se abrisse, revelando uma passagem escura e sinistra – Murmurou Banguela olhando para a passagem.

— Ande, não podemos perder tempo – Disse velho enrugado e ambos desceram pelo alçapão rumo ao desconhecido.

ENQUANTO ISSO...

Soluço ouviu aguem bater na porta e foi atender. Soluço viu Astrid parada na porta com um sorriso no rosto.

— Me atrasei? – Perguntou ela.

— Não, pode entrar – Disse Soluço.

Astrid entrou e ambos se sentaram no sofá e pegara seus materiais de estudo.

— E ai? Por onde devíamos começar? – Perguntou Astrid.

— Eu me dou bem mal nas aulas do Bolor, devíamos começar por lá – Sugeriu Soluço.

— Pois é, convenhamos, ele fala muita besteira – Disse Astrid.

— Principalmente com aquele lance de dragões.

— Verdade. Soluço, o que você acha dos dragões, tipo assim, se eles existissem, acha que eles seriam bons ou maus – Perguntou Astrid e Soluço fica meio corado com essa pergunta.

— Acho que seriam legais. Eu acho que seriam grandes e fortes e inteligentes. Seriam criaturas incríveis – Disse Soluço um pouco se vangloriando.

— Entendi. Acha que é possível sermos amigos de dragões.

— Acho, quero dizer...se eles existissem, seria legal ser amigo de um, principalmente se o Melequento vir me atazanar – Disse Soluço e ambos riem.

ENQUANTO ISSO...

Banguela e Velho Enrugado estavam seguindo por um túnel escuro, até que veem algo brilhante no fim do túnel, eles se aproximam e se depararam com uma com uma bola de cristal de aspecto simples, mas que brilhava igual a um diamante.

— Lá está ela – Disse Velho enrugado se aproximando.

Ele se aproximou e pegou a bola, que não era muito grande, mas parecia ser poderosa, ele admirou a beleza dela por um tempo, até que o chão começou a tremer, o teto começou a desabar e tudo parecia estar se fechando.

— Vamos sair daqui antes que o teto cai sobre a cabeça de Banguela!

Ambos voaram o mais rápido que conseguiam para fora do túnel, enquanto ele continuava desabando e chegam a saída da torre.

— Conseguimos! – Gritou Banguela.

— É, aqui está ela – Disse Velho Enrugado admirando a bola de cristal.

De repente, ele é surpreendido por uma rede de dragões a prova de fogo, que se enrola sobre seu corpo e o faz derrubar a bola de cristal. E na sua frente estava o caçador, que se agachou e pegou a bola de cristal.

— Obrigado dragão, você poupou muito do meu tempo – Disse ele.

Em seguida, ele pega o que parecia ser uma prancha tecnológica que flutua e sobe em cima dela e sai voando da torre.

— Banguela vai tirar vovô daí – Disse Banguela se aproximando de Velho Enrugado.

— Não, o caçador não pode vencer! Vá atrás dele, eu me viro – Disse Velho Enrugado.

Sem enrolar muito, Banguela sai voando da torre seguindo o caçador. O caçador estava voando na prancha, admirando a bola de cristal, que nem se deu conta de que estava sendo seguido por um dragãozinho verde e pequeno.

— O que Banguela faz? Ah, Banguela teve uma ideia.

O dragão se aproximou da prancha por trás do caçador e mordeu o seu traseiro com sua gengiva áspera e dura.

— AAAAAAAAAAAAH! – Gritou o caçador largando a bola de cristal.

— Banguela Pega! – Gritou o dragão voando em direção a bola e a agarrando no ar – Puxa, é pesada – Disse ele a segurando com um pouco de dificuldade.

— Você vai pagar por isso sua lagartixa gigante! – Gritou o caçador voando na direção de banguela.

Banguela saiu voando pelos prédios de Nova York tentando despistar o caçador, que o seguia ferozmente.

— O que Banguela faz? Banguela precisa de ajuda! – Pensou o dragão voando em direção a casa de Soluço sendo seguido pelo caçador.

ENQUANTO ISSO...

Soluço e Astrid estavam rindo e conversando, estavam bem distraídos um com o outro. Eles se olharam por alguns instantes, pareciam até estar hipnotizados. Astrid chegou mais perto e Soluço também, ambos aproximaram os seus rostos cada vez mais e mais, estando a poucos centímetros de distância. Astrid fechou os olhos, Soluço também, eles se aproximaram mais e mais, até que...um barulho de celular faz com que se afastem rapidamente.

Astrid tirou o celular do bolso para ver o que era. Soluço soltou um leve suspiro olhando para o lado e viu Banguela na frente de sua janela segurando um objeto redondo e transparente e em seguida saindo voando para o teto de sua casa.

Enquanto isso, Astrid checa o seu celular, nele aparece uma mensagem do caçador:

Estou com problemas, venha para o telhado.

— Astrid, eu preciso ir ao banheiro – Disse Soluço.

— É, e eu preciso ir lá fora tomar um ar – Responde Astrid.

Ambos saem correndo em direções opostas, Soluço entra no banheiro e se transforma no Fúria-da-Noite e sai pela janela do banheiro.

Soluço aparece no telado da casa e a caçadora aparece do outro lado do telhado.

— Dragão – Murmurou ela.

— Caçadora – Murmurou ele.

— Socorro! – Gritou Banguela ainda sendo seguido pelo caçador, que estava se aproximando dele.

Banguela vê Soluço e joga a bola de cristal em sua direção e Soluço a agarra.

— Peguei! – Disse ele até que a caçadora dá um chute no seu estomago, o fazendo largar a bola, em seguida, a caçadora agarra a bola.

— Na verdade, eu peguei – Disse ela.

Soluço passa uma rasteira na caçadora com sua calda e ela cai no chão e Soluço pega a bola de volta.

— Acabe com ele – Gritou o caçador ainda no ar.

A caçadora desferiu vários golpes no dragão, Soluço de desviava, bloqueava e saída da frente como podia, ainda segurando a bola. A caçadora se adianta e chuta a mão de Soluço que segurava a bola, o fazendo larga-la, em seguida a caçadora pega a bola de novo.

— Passa pra cá! – Gritou o caçador.

A caçadora se preparou e jogou a bola em direção ao caçador.

— Não com o Banguela aqui! – Disse o dragão se colocando entre o caçador e a bola e a agarrando primeiro – Pega!

Banguela jogou a bola e Soluço a pegou e logo a caçadora foi a seu encontro.

— Você não vai vencer dragão – Disse a caçadora.

— Se você acha que é capaz de me vencer, devia estudar melhor – Disse Soluço e os dois arregalam os olhos – Espera...

— ESTUDAR! – Gritaram ambos e Soluço jogou a bola para Banguela e ambos saíram correndo em direções opostas.

Dentro de casa, Soluço sai do banheiro na sua forma humana e Astrid também entra pela porta.

— Soluço, eu preciso usar o banheiro – Disse Astrid transpirando.

— E eu preciso de ar puro – Disse Soluço também transpirando e ambos saem correndo em direções opostas de novo.

No telhado da casa, o Fúria-da-Noite aparece de um lado e a caçadora de outro. O caçador persegue Banguela e se aproxima e agarra a bola de cristal, mas Banguela se adianta e morde a sua mão, o fazendo largar a bola. Soluço se adianta e agarra a bola e a caçadora vem ao seu encontro e começam a lutar de novo.

Enquanto isso, Banguela se escondeu em baixo da prancha do caçador e viu alguns fios embaixo da prancha.

— O que acontece se Banguela cortar um deles?

Banguela foi até os fios e usando a sua garra, cortou o fio vermelho. De repente, o prancha saiu voando em disparada em uma velocidade altíssima.

— Foi Banguela que fez isso? – Perguntou o dragão sorrindo observando a cena.

— AAAAAAAAAH! – Gritava o caçador voando naquela velocidade e sumindo entre os prédios.

— Banguela, pega! – Gritou Soluço jogando a bola em direção ao dragão, que a pegou e saiu voando entre os prédios.

— Isso ainda não acabou dragão! – Gritou a caçadora pulando do telhado e Soluço fez o mesmo.

Dentro de casa, Astrid sai do banheiro ofegante e Soluço entra em casa também ofegante.

— Oi – Disse Astrid.

— Oi Respondeu Soluço.

Ambos se sentam no Sofá, com os olhos pesados e quase pegando no sono.

— Então, onde a gente parou? – Perguntou Soluço.

Por fim, o cansaço de Astrid a vence e ela acaba pegando no sono deitando sua cabeça no ombro de Soluço, que também não se aguenta e também pega no sono.

Apesar de estarem dormindo em um sofá, totalmente exausto e esgotados, Astrid e Soluço sentem que nunca dormiram tão bem como naquela noite.

Notas finais
Gostaram? Comentem ai o que vocês acharam e a gente se vê em breve com o próximo capítulo, que eu vou tentar não demorar tanto para traze-lo. Até a próxima meus leitores :)