Notas iniciais
Vejo que muitas pessoas só leem o índice e não se interessam pela historia, que pena =/ Das que leram o primeiro capitulo poucas chegaram ao segundo, e espero que essas estejam aqui =) Não sei o que vocês estão achando da historia, então, não mendigando comentários, mas pelo menos me mandem uma mensagem, to meio perdida rsrs Espero que gostem desse, o próximo será o ultimo ;)

Então, apos tomar uma das escolhas mais difíceis de minha vida, me encaminho ate a prisão do céu, onde terei uma bela conversa com Metatron. Esta fica longe, afastada das partes bonitas do céu, ou pelo menos que eram bonitas. Deus a fez tão distante para que o povo que merece estar aqui não tenha que conviver com criaturas tão perversas e dissimuladas, como Metraton e Gadreel. Como é cansativo ir até la sem auxilio de minhas asas, não sei como os humanos se acostumam com essa coisa de andar. Acho que a preguiça é um dos sete pecados capitais mais valido.

Após alguns minutos de caminhada chego ate a prisão. O local é como uma cadeia de humanos, sem cor, paredes extremamente altas, não se ouve nem um ruido vindo de lá. A diferença são os símbolos enoquianos dentro de cada cela, o que faz com que seja impossível algum anjo sair de la. Se tornam mais inofensivos que bebes, mas de Metatron não se pode duvidar e por isso, tenho escondido em meu sobretudo minha lamina e a da Hannah por prevenção.

Entro no local e me dirijo a cela dele. Quando me vê solta um comprimento conhecido:

– Olá Clarence! Saiba que você viria. Sentiu saudades? — Esse nome me faz lembrar de um tempo confuso. Como eu odiava que Meg me chamasse assim, eu não intendia o porque. Sinto falta daquela demônio irresistível e de treinar com ela o que aprendi com o Homem da Pizza.

– Metatron, não me venha com papinho, o assunto é serio e não tenho tempo para suas piadinhas. Onde está minha graça?

– Ora ora, ta pensando que é assim? Exigências sem nenhum beijinho? Nossa relação não era assim Clarence.

– Não me chame assim, esse não é o meu nome. Só vou perguntar mais uma vez, onde está minha graça?

Metatron ri de minha cara. Ele sabe que é seria a situação e se diverte brincando com isso. A cada minuto sem um comando no céu mais irmãos irão morrer, e isso significa o seu trinfo.

– Tudo bem Cass, faremos um acordo. Você me liberta e eu lhe devolvo a graça, simples assim. Eu prometo, por Deus - ele zomba olhando para cima como se estivesse da terra olhando os céus — que irei voltar ao meu apartamento simples, rodeado de livros, e não farei mal algum. Afinal, eu não queria essa vida, os Winchester que me procuraram primeiro, e a tentação de ser o novo Deus tomou minha cabeça, assim como a sua também. Me parece que esse é o seu novo pensamento, não tem medo de pirar novamente Castiel? Você causou muito mal, mais ate que eu, acha que aguenta? Acha que esse peso em suas costas vai ser carregado facilmente? Como vai se sentir, tendo que ouvir anjinhos birrentos reclamando, orações de criancinhas pedindo para não fazer xixi na cama, ou de ladrões pedindo pra o roubo ser bem sucedido? Você, tão bonzinho com os irmãos, será que conseguirá deixar de atender um pedido? Afinal, as pessoas não podem ter tudo que pedem em suas orações.

Me irrito, e não pelo o que ele disse, e sim por saber que é verdade. Saio dali, do lado de fora penso melhor. Ando de um lado para outro — parece que isso faz fluir os pensamentos, ótima funcionalidade para essas pernas — e tomo minha decisão. Volto à cela:

– Sim, eu vou conseguir. Serei o líder que meus irmãos merecem!

–Terá que me soltar primeiro. — me olha de um jeito que só ele sabe, um jeito que me tira do sério.

– Não vou te libertar Metatron, você apodrecerá nessa cela. — Berro com ele, já sem paciência.

Metraton da as costas para mim e fica mudo. Em sinal de total infantilidade poe as mãos no ouvido e começa a cantar "Oh Death", não sei se pra ele tem algum significado, mas para mim não, apesar de soar bem irritante.

Nesse momento, quase sem esperanças, me lembro de Naomi e seu aparelho de controle mental. Será que alguém sabe usá-lo? Poderia ser uma ótima ferramenta nessa busca. Ok, torturar não é do meu feitio, mas isso é uma causa maior.

Saio de lá como quem havia desistido e procuro Zaniel¹, amigo intimo de Naomi. Ele, arrependido de seus pecados, me conta como funciona o aparelho. Consiste em uma maquina que se assemelha com uma canela, ou com uma daquelas maquinas de dentista — fui em um enquanto humano, é uma tortura paga! -, tal maquina introduz no cérebro da casca do anjo um microchip com informações de quem quer controla-lo. Como as marcas que os anjos deixam em um corpo quando "compram" sua alma². Assim, o que o anjo controlador quiser o controlado faz, através de influencias sofridas pela casca. Zaniel concorda em me ajudar, ele também quer que eu seja o líder, pois me acha forte por ter conseguido vencer o poder da maquina.

Volto a cadeia e começamos o procedimento. Em pouco mais de dez minutos, o chip esta instalado e Metatron começa a me obedecer.

– Metatron, onde esta minha graça?

– Sua graça caiu em uma das ilhas do arquipélago havaiano, chamada Oahu. Está embaixo de uma arvore que aparenta ser centenária, mas só cresceu daquela magnitude pela energia angelical. Cuidado Castiel, recuperá-la não sera tao fácil como roubar graças de outros anjos. Se ela for engolida rapidamente, pode fazer um enorme estrago, e a sua energia de explosão pode acabar com meio mundo.

Sinto-me com medo, mas mesmo assim preciso arriscar. Peço para que Zaniel retire o aparelho dele, não quero mante-lo sob controle. Imediatamente pego o caminho de volta. A jornada será longa. Já posso sentir o cheiro de minha graça. O líder está a caminho.

Notas finais
¹ - Nome de anjo que peguei aleatoriamente, pois não sei quem poderia ser próximo de Naomi na serie para saber seus segredos. Por curiosidade, esse é o anjo das segundas-feira kkkkkk ² - Referência ao episodio "O terceiro homem" Sexta temporada, episodio 3