Soldados de Chumbo
12 Início do Fim (Season Finale) Parte 1
Indianápolis, 23h37
Na sede da Opus Dei de Indianápolis estavam James, Padre Maurice, Greevys, Professor Macabeus e o Dr Hans, o Peste Negra.Padre Maurice acendia um cigarro atrás do outro, andava para todos os lados da sala ao invés de usualmente se reconfortar em sua poltrona de leitura. Greevys está quieto e Arthur parecia estar prestes a ter um ataque de nervos. Dr. Hans tomava sozinho uma garrafa de steinheger, o frio dos Estados Unidos era assassino, e necessitava de bons medicamentos.James também fumava um cigarro, aproveitando de seu metabolismo perfeito, e quebrava o gelo:— Temos apenas 2 dias?— Menos do que isso, rapaz. — Dizia Greevys, abandonando o estado de quietude. — A essa altura devemos ter menos que 30 horas até o ataque principal.— MEU DEUS! — Gritava Arthur.— Não blasfeme! — O Padre alertava calmamente enquanto tragava seu Camel filtro vermelho. Podemos vencer isso. Temos John e James do nosso lado. São brilhantes e talentosos guerreiros. James tem o treinamento e o cérebro. John tem o dom dado a ele pelo Próprio Cristo. Podemos e iremos vencer, acalme-se, professor.— Tudo bem. — Arthur dizia com voz trêmula e fria. Procurava algum apoio para se debruçar e tentava respirar fundo para não vomitar. Um solteirão viúvo de Chicago não estava acostumado a enfrentar ameaças demoníacas. — O Diabo se anunciou — Prosseguia o Padre. — O mínimo estudo de demonologia e a arte do exorcismo ensina que esse é o sinal que queremos. O sinal de que o Diabo está fraco. Detemos muitos deles nos últimos meses. O ataque final anunciado pela criatura em nosso último confronto prova que estão de fato desesperados.— Smithensen. Aonde está? — Questionava o Dr. Hans, abrindo a goela e deixando escorrer o Steiheger gelado.— Estava com a namorada. Não fizeram contato? — Disse Archibald.— Foi culpa minha. — Interrompeu o Padre. — Os meninos estão sob minha tutela, eu avisei apenas a James, de quem já tinha o contato. Mas não pude avisar John.— Eu mesmo falo com ele. — James apagava a bituca e levantava a voz. — Agora mesmo. Aonde será o estopim?— Até onde sabemos, aqui. — Disse Greevys. — Será em toda a cidade.— Cristo! — Disse James.— Não blasfeme. — Repetia Padre Maurice.— Perdão, Padre.— Avise Smithensen. Temos que partir para o centro. Ficaremos na Igreja de São Pedro e São Paulo. De lá, esperaremos o ataque.— Sim, Padre. — James se levanta e caminha até a porta. Lá fora, o frio corta seu rosto como se fosse uma tesoura num pedaço de pano. Ele pega seu telefone e liga para seu amigo.— "Jim?"— Oi cara, olha... Você... Tá bem?— "Podemos dizer que eu estou no céu, meu irmão. Eu e Sarah somos oficialmente namorados."— Fico feliz por você, cara. Mas é o seguinte. O ataque dos demoníacos na cidade vai ser em menos de 30 horas. Temos que nos encontrar na Catedrald e São Pedro e São Paulo".—" Puta merda. Tá falando sério?"— Sim, sério pra cacete. Aonde você está?— "No rancho".— Vai pra Catedral, vou de carro. Nos vemos lá. Chegou a hora.John mau teve tempo de desligar o telefone. Estava em seu quarto. Colocou um pesado casaco, pôs seu banjo Porter Heveros nas costas e saiu voando pela janela. Não sem antes mandar uma mensagem para sua Sarah: "Não me espere amanhã cedo". Um tanto dramática, mas verdadeira. John não sabia se iria escapar vivo, ou se teria tempo para ir à escola. James por outro lado, acendeu mais um cigarro, vestiu sua jaqueta de couro e andou em direção à seu maverick 1988 preto. Checou o porta malas: Carregado até os dentes. James não tinha ninguém de quem de despedir além de seu tio William, que não tinha celular. "Estarei vivo pra falar com ele novamente" pensou. De resto, as pessoas mais importantes na vida de Roy eram aquelas que iriam para a batalha com ele.Padre Maurice e Greevys se teleportam até a Igreja. Padre Maurice acende velas por todo local, inclusive a sacriatia: — Dormiremos aqui esta noite — anunciou — ao lado do corpo de Cristo. A sacristia é onde se guarda a hóstia. Greevys e Padre Maurice conversavam, em silêncio, com Deus. Pedindo auxílio, proteção, coragem, força, fé. Tudo que podiam se lembrar.James chega na Catedral junto com Professor Macabeus e Dr. Hans que vieram no mesmo carro. John aterriça no estacionamento sem fazer muito alarde. — Senhores. John Smithensen Junior e seu banjo "Porter Heveros" — Anunciava James.— Heveros é um bom nome de guerra — Dizia o Doutor Hans. — Mas não é melhor que Peste Negra. Não me leve a mal.— De forma alguma, Doutor. — respondia John. — De fato, "Heveros" combina comigo.— Precisamos de algum nome pra você, James. — Disse Arthur.— Agradeço, professor. Mas eu sou um soldado americano. Sou um número. — Deus não te enxerga dessa forma, James. — Padre Maurice surgia na porta principal, aonde todos esperavam por John. — Está com seu colete a prova de balas?— Não, esqueci no quartel general.— Presumi que fosse dizer isso. Na verdade está comigo. Aqui está. Vista-o. — James pega o colete das mãos do padre e o veste.
— O senhor desenhou--?— Uma cruz vermelha no meio. Sim. É o que você é, James. Um soldado. Não só americano, mas um soldado de Deus. Um Soldado Católico. Um soldado que derrama seu próprio sangue pela honra de Cristo. Um --— TEMPLÁRIO! — Todos dizem, instintivamente.
Fale com o autor