Soldados de Chumbo

2 Capítulo 2 - 15 anos depois


Notas iniciais
Para o Personagem James Archibald Roy eu imagino o ator Graham Rodgers, e para o Padre Maurice, o Ator Jude Law

15 anos depois.

Uma base militar fora da cidade abre os portões para a saída de um jovem loiro e alto. O sol piora tudo queimando até o mais resistente dos animais de sangue frio. Sai pelos portões o jovem carregando uma bolsa militar e um um óculo ray-ban no rosto. Ao lado de fora, um carro espera a saída do jovem.

— James, meu caro. — Diz um homem de batina saindo do banco de trás. — Como é bom te ver novamente.

— Padre Maurice. A honra é toda minha. — Os dois se cumprimentam com um aperto de mão e o Padre realiza o sinal da cruz em direção ao menino.

— Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém — Menino retira os óculos e abaixa a cabeça para receber a benção do sacerdote. — Entre no carro, rapaz, vamos te levar pra casa. Seu tio William está esperando.

— Meu tio Bill? Está em Indianápolis ainda?

— E como não? Me prometeu que esperaria seu retorno. Foram anos difíceis para você, eu imagino.

— Sim. 3 anos de reformatório. 1 ano de academia militar. Foi dureza.

— Ora, não se lamente, meu jovem. Seu pai estaria orgulhoso do rumo que tomou. És um homem feito.

— Meu pai é o culpado de tudo isso.

— James Archibald Roy, não ouse...

— Tudo bem. Desculpe, Padre. — Era difícil para Roy aceitar a situação. Fora preso por roubar um carro aos 11 anos, e desde então foi para o reformatório onde apanhou dia sim dia não dos outros meninos.

— Não há razão para pedir desculpas. Aqui, suas cartas. — o Padre busca em sua mochila as cartas endereçadas ao rapaz.

— Cartas, estamos no século 19?

— Bom, você não podia manter contato com ninguém na academia e não é todo mundo que poderia te visitar, certo? Essas são do seu tio, essas dão da Irmã Bethany, e essas são de um amigo de infância, creio eu. John alguma coisa.

— John Smitthenson?

— Creio que sim. Veja por si mesmo. — O padre entrega as cartas ao jovem.

— John... Tantos anos que não nos vemos. Crescemos juntos, sabe? Ele mora com o pai dele numa fazenda e eu sempre ia lá. Como será que ele está?

— Bom, leia as cartas dele e descobrirá.

— E a Irmã Bethany, que saudades dela. Saudades dos bolinhos de chuva e das tardes frias de outono que bebíamos chá. — Ele suspira com um sorriso no rosto. — Estou voltando pra casa.

Chegando em Indianápolis, o Padre Maurice pede ao motorista que parassem direto na casa de William Roy, marceneiro humilde e bondoso, irmão mais velho de Peter, pai de James, que cuidara do menino desde a morte de seus pais.

— Parece que seu tio já está a espreita. — Num bairro afastado e confortável, está uma casa humilde, e um homem robusto espera na porta. Com roupas sujas e manchadas, mãos calejadas e e machucadas, um rosto cansado e uma barba longa por fazar não escondem o rosto emocionado e feliz do velho tio Bill em rever seu querido sobrinho.

— Jimmy, meu garoto. — Exclama o homem. — Padre Maurice, Deus o abençoe.

— Sempre com Ele, William. Como estão as coisas? — Os dois se cumprimentam.

— Bem, graças a Deus. Estou terminando o crucifixo de 6 quilos e 1,50m de altura para a sala de meditação do Centro Cultural. Quer dar uma olhada?

— Creio que ficará para uma próxima, meu bom homem. Tenho afazeres ainda hoje.

— Como quiser, Padre. — Bill se vira ao menino — Bom, vai dar um abraço em velho tio ou não?

O menino dá um longo abraço em seu tio. — Posso ir entrando, tio?

—Claro, vamos os dois. Obrigado por tê-lo buscado, Padre.

— Não há problema algum, Bill. Um abraço aos dois, fiquem com Deus.

— Amém. — Os dois respondem em coro.

O padre entra no carro.

— Para a Igreja, Padre? — pergunta o motorista.

— Ainda não, Eli. Antes preciso visitar um velho amigo. Rua Kennedy, 236.

— É pra já. — O carro se vai.

— Bom, vamos entrar e fazer um café. Vai e contar tudo da academia militar. Céus, seu pai se orgulharia tanto. Vamos lá. Vi que ganhou uns quilos a mais, deve ter feito o quê? 200 flexões por dia? — Tio Bill se diverte com o sobrinho recem chegado. James continua quieto.

— Tio, vou deixar minhas coisas no quarto, certo?

— Claro, está do jeito que você deixou.

— Ótimo. — O menino desce as escadas e vai até o porão aonde é seu quarto. Ele deixa em cima da mesa sua mochila. Ele e a abre e começa esvaziá-la. Dentre suas roupas manchadas de sangue e uma camisa do Indianápolis Colts amassada, estão uma desert eangle. 50, uma Magnum 44 cano longo e um rifle de assalto winchester. — Tá na hora de botar ordem nessa cidade.

O que ninguém sabia, a não ser os generais e soldados da academia, é qie James agora era um Super Soldado, moldado e programado para servir em missões de alto escalão e proteger de perto o distrito de Indianápolis. Ele estende em seu quarto uma bandeira dos Estados Unidos da América. Pega seu telefone na gaveta, há meses guardado, e assim que ligado, pega o primeiro número que consegue pensar:

— John, Sou eu. Estou de volta na cidade. Vamos dar uma volta, pelos velhos tempos?