Soho Dolls
11 Capítulo Bônus - Surprise
Notas iniciais
Ah, queria agradecer a recomendação l-i-n-d-a que a hellen(s2) fez pra mim, adorei amor, obrigada de coração. Aaaah, e quria pedir desculpas pelo capítlo, n sei se ficou mt bom, escrevi rápido e nem consegui corrigir mas mesmo assim, espero que gostem.
Caroline Forbes Narrando
- Tem alguém apaixonada aqui... – Suspirei fundo. Elena tinha acabado de sair de casa para se encontrar com Damon, minha amiga estava radiante, passou o resto da tarde se arrumando para vê-lo e sua ansiedade era mais que evidente. Ela tentava esconder, se mostrar indiferente, mas o brilho em seus olhos e o sorriso bobo em seus lábios a entregavam...
Eu não sabia o que esse cara tinha feito com minha amiga, mas conseguia perceber que ele era especial, muito especial, na verdade. Em tão pouco tempo ele tinha mexido de uma forma incrível com Elena, e o que me preocupava era que ela estava começando a ficar muito envolvida com ele...
Os dois lembravam-me muito de minha relação com Klaus, ele rico, lindo e atraente e nós duas prostitutas, inocentes e ingênuas que se deixaram levar pelo encanto deles e suas palavras gentis...
Eu sinceramente esperava que estivesse errada, que ele realmente gostasse de minha amiga e que a relação deles desse certo... Apesar de improvável, eu desejava para minha amiga toda a sorte e amor que eu não encontrei em Klaus.
- Ela não consegue mais esconder isso... – Marcos disse.
- E eu espero que ela não se decepcione... – Falei.
- Se esse cara quebrar o coração da minha Eleninha, eu quero a cara dele. – Marcos falou pensativo. – Não... Ele é lindo demais para eu estragar a cara dele!
- Cala a boca, Marcos! – Joguei uma almofada nele rindo e ele jogou em mim novamente.
Nós continuamos com a guerra de almofadas até que o interfone toca, novamente.
- Meu Deus, tinha me esquecido de como isso aqui é movimentado... – Vickie riu.
- Na verdade nem era para estar assim, a boate já abriu... – Me levantei do sofá estranhando o interfone estar tocando naquela hora. – Deve ser a Elena, ela é rainha de esquecer as chaves de casa. – Fui até a cozinha atender o interfone.
- Pronto? – Atendi.
- Caroline? – Um delicioso sotaque britânico me chamou quando eu atendi.
- Klaus... – Meu coração disparou e meu estomago revirou em felicidade.
- Podemos conversar?
- Claro... Entre... – Suspirei fundo e abri a porta para que ele entrasse. – É Klaus, o meu Deus, é Klaus...
- É Klaus, mas para você é um Deus britânico... – Marcos revirou os olhos me provocando. – Ai quanto amor temos nessa casa...
- Por favor, Marcos, não fale nada quando Klaus estiver aqui, te imploro! – Ele tinha uma péssima mania de ficar de piadinhas infames quando Klaus chegava, era muito constrangedor...
- Ai ok... – Bufou.
Eu ajeitei meu cabelo, me olhei rapidamente no espelho e então fui até a porta atende-lo. Sorri abertamente ao vê-lo parado com as mãos no bolso me esperando.
- Hey... – Suspirei e dei passagem para que ele entrasse. – Entra. – Klaus estava diferente, tinha um sorriso amigável no rosto e sua feição era tranquila, amigável, o que me fez ficar aliviada porque o assunto não era tão sério assim para ele estar desse jeito.
- Podemos conversar sozinhos? – Lançou um lascivo para Marcos e Vicki que fingiam assistir televisão.
- Claro! – Assenti. – Vamos até meu quarto... – Ele já sabia onde ficava, então não precisei guia-lo, Klaus foi na frente e eu só o segui.
Chegamos até o cômodo onde tínhamos privacidade e fechei a prova atrás de nós.
- E então... – Comecei.
- Ontem eu fui jantar com meus pais e eu contei a eles que eu e você vamos ter um filho... – Oh não, merda... Meu corpo se arrepiou e o sorriso que antes estava estampado em meu rosto foi embora. Eles iam me fazer tirar esse bebê, tinha certeza...
- E eles... – Perguntei hesitante sem querer saber a resposta.
- E eles adoraram Caroline, adoraram saber que vão ser avós. – Sorriu radiante e meu coração amoleceu, minhas penas padeceram me fazendo cair sentada em minha cama, extremamente aliviada.
- Mas você contou para eles que a mãe de seu filho é uma prostituta? – Klaus ficou sério por um tempo e com o cenho franzido deixando claro a sua resposta. – Claro, já imaginava... – Suspirei magoada. – Sinto muito Klaus, mas essa é a verdade, você tem que encarar o fato de que eu sou uma prostituta e vivo em um bordel...
- Eu sei Caroline, eu sei! – Suspirou cansado. – E estive pensando sobre o assunto e é por isso que eu estou aqui. – Chegou perto de mim e eu abaixei o olhar. – Tenho uma proposta para te fazer. – Voltei a olhá-lo o incentivando a continuar. – Então Caroline, eu realmente acredito que esse filho seja meu e por ele ser metade de mim também, não poderia deixa-lo viver nessas mesmas condições que você, não me leve a mal por isso, ok? – Suas palavras começaram a doer em mim, não por ele estar praticamente jogando em minha cara que eu não tinha como oferecer uma vida digna para meu filho, mas porque já sabia que a que ponto ele iria chegar.
- Por favor, Klaus... – Sussurrei. Ele iria tirar meu bebê de mim, tinha certeza. Não sei como acreditei que ele iria mesmo aceitar essa criança... Ingênua, como sempre. – Não tire meu bebê de mim, eu te imploro. – Algumas lágrimas começaram a transbordar pelos meus olhos e eu chorei baixinho, abaixando a cabeça não querendo que ele me visse chorando.
- Me deixe terminar, Caroline. – Klaus levou a mão até meu queixo, ergueu minha cabeça e gentilmente secou as lágrimas que escorriam. – Eu não vou levar só ele, vou te levar também... – Sorriu. – Nunca vou separar o nosso filho da mãe.
- Como vai fazer isso? – Perguntei confusa.
- Eu vou te levar para morar comigo! – Deu de ombros. Não conseguia acreditar no que estava escutando, precisava que alguém me beliscasse ou me jogasse um balde de água gelada para me fazer acordar, porque em minha mente aquilo não se passava de um sonho. – Vou bancar o acompanhamento médico, o enxoval, tudo o que o bebê e você precisar... – Isso era surreal, não tinha como explicar, era felicidade demais...
- Mas vou viver as suas custas para sempre, Klaus? Não concordo com isso...
- Caroline, por favor, não quero me gabar mas tenho dinheiro o suficiente para te sustentar, me deixe te ajudar. – Eu tinha que aceitar, não tinha outra opção, era a chance de eu dar ao meu filho uma vida melhor e seria uma imbecil se não aceitasse...
- Eu topo. – Assenti. – Mas é obvio que teremos restrições... – Revirei os olhos.
- Bom, vamos viver uma vida normal, como amigos, dormiremos em quartos separados, seguiremos nossas vidas normalmente... – Deu de ombros. – Não é um relacionamento, apenas uma relação saudável para criarmos esse bebê.
- E seus pais não vão estranhar isso?
- Damos um jeito nisso...
- Tudo bem! – Dei de ombros.
- Então vamos fazer o seguinte; O que acha de eu vir te buscar amanhã de tarde? Te quero longe daqui e rápido...
- Claro, te esperarei pronta amanha. – Assenti.
- Ótimo! – Sorriu. – Só vim te avisar mesmo, tenho que arrumar algumas coisas para te esperar em casa amanhã.
- Claro claro! – Sorri.
- Até amanha, Caroline.
- Até amanha... – Sorri. Ele se afastou lentamente e foi indo em direção a porta.
- Klaus... – O chamei.
- Sim... – Eu seria eternamente grata por ele estar fazendo isso, na verdade, não sabia nem como agradecer tamanha bondade. Minha vontade era de correr para os braços dele e beijá-lo com todo o amor que eu sentia, mas era reprimida pelo medo de ser rejeitada ou não correspondida... – Obrigada, do fundo do meu coração, muito obrigada...
- Estou fazendo pelo bebê, Caroline. – Eu tinha plena consciência de que ele não estava pensando em mim, mas sinceramente, eu não ligava, meu filho era a única coisa que importava.
- Eu sei... – Dei de ombros. – E é por isso que eu estou agradecendo.
- Por nada. – Assentiu e então saiu de meu quarto.
Me sentei na cama apenas tentando assimilar tudo o que estava acontecendo... Em menos de quarenta e oito horas eu esyava indo morar na enorme mansão de Klaus, com ele. Não conseguia deixar de ficar ansiosa com isso... Sabia que ele não gostava de mim como eu gostava dele, mas era minha chance de tentar conquista-lo e de mostrar a ele que eu era uma mulher digna de seu amor...
Era felicidade demais... Quase não cabia em mim.
Me levantei e fui para sala dar a noticia para Marcos e Vicki.
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