Soho Dolls
28 Capítulo 27 - Go back to start again
Notas iniciais
Eu já estava naquele estagio que pendia entre a consciência e o sono, sentia que precisava acordar mas minhas pálpebras ainda estavam pesadas demais para que conseguisse manter meus olhos abertos, meu corpo parecia ter o peso equivalente ao de uma pluma sobre aquela enorme cama de Damon me fazendo ficar mais resistente com a ideia de despertar.
Virei-me lentamente na cama tateando o colchão ao meu lado a procura do corpo do homem que havia adormecido comigo ali, mas meus dedos encontraram apenas um amontoado de lençóis frios. Damon já havia acordado há algum tempo... Forcei meus ouvidos a ouvir se ele estava no banho mas minha resposta sobre onde ele estava veio logo em seguida quando um estrondo de panelas caindo chegou até o quarto. Por pura curiosidade, obriguei-me a levantar e enrolada no lençol sentei na cama procurando pelo quarto alguma coisa para eu vestir, não conseguia lembrar onde havia deixado a bolsa com minhas roupas então não tive outra escolha a não ser pegar algo do closet de Damon.
Enquanto me arrumava para ir ao encontro do homem que havia me deixado dormindo sozinha naquela imensa cama, deixei que minha mente vagasse nas memorias dos últimos acontecimentos... Eu ainda estava me perguntando se tudo aquilo que acontecera na noite passada foi real, parecia que tinha sido um daqueles sonhos perfeitos em que eu ficava frustrada por ter acordado na melhor parte, mas o mais surreal era que eu já havia acordado e meu sonho ainda continuava...
Cada toque, cada beijo, cada palavra... Fora tudo tão intenso que chegava a ser irreal. De todas as vezes que eu me entreguei a ele nenhuma delas fora tão intensas quanto essas ultimas, havia muito mais desejo que normal e podia jurar que no meio de tanto desejo ardente havia um bocado de amor, principalmente pelo fato de Damon ter me acolhido em seus braços ao nos deitarmos em sua cama. Eu podia estar me iludindo muito ao pensar isso mas era a única explicação por ter sido tão maravilhoso.
Enquanto me aprontava no banheiro, um sorriso involuntário enfeitava meu rosto, eu não conseguia me lembrar de quando fora a ultima vez que eu ficara tão radiante...
Quando consegui ficar ao menos decente para Damon, segui para a cozinha, que era de onde eu julgava ter vindo o estrondo. Ao passar pela porta encontro meu moreno de costas com apenas um shorts extremamente justo, que me lembrava muito de uma de suas boxers, fazendo alguma coisa para comer.
- Bom dia... – Disse baixinho abraçando-o por trás enquanto beijava seus ombros nus.
- Boa tarde, na verdade. – Ele sorriu e virou sua cabeça para o lado me deixando beijar seu rosto e o cantinho de seus lábios.
- Que horas são?
- Já passa da uma da tarde...
- Wow! – Sai de trás dele e fiquei do seu lado, encostada ao balcão e de frente para ele. – Faz tempo que você está acordado?
- Uns trinta minutos mais ou menos.
- Por que não me chamou? – Perguntei frustrada, não acreditava que tinha perdido de acordar ao lado de Damon por ter dormido demais.
- Você estava dormindo como um anjo e não tive coragem de te chamar... E eu também queria levar o café da manhã na cama. – Deu de ombros explicando-se. Céus, quem era aquele homem perfeito e romântico que estava diante de mim?
- Ok, isso é muito gentil de sua parte, posso até pensar se te perdoo por não ter me acordado com beijos e tudo mais...
- Tudo bem, não seja por isso. – Sorriu e largou o que fazia para vir até mim, Damon repousou uma das mãos em minha cintura enquanto levou a outra até minha nuca me puxando para si e aproximando nossos rostos. No mesmo momento em que nossos lábios se encostaram nossas línguas abriram passagem por entre eles dando inicio a um beijo doce e calmo me fazendo passar meus braços em volta de seu pescoço e ficar nas pontas dos pés para dar um pouco mais de intensidade.
Ok eu estava literalmente vivendo em um sonho do qual não queria ser acordada jamais... Dormir nos braços de Damon, acordar com ele cozinhando para nós dois, seu romance e tudo de bom que estava acontecendo era tão perfeito que tinha dificuldade de acreditar que era realidade. Eu temia tanto pelo que poderia acontecer com toda essa calmaria, odiava ser tão insegura quando se tratava de Damon. Nossa relação era literalmente uma montanha russa e o que mais me assustava era que independente de quanto tempo ficássemos no “topo” uma hora ela iria ter que descer.
Nosso beijo foi ficando mais calmo e ao invés de finaliza-lo, selamos nossos lábios inúmeras vezes sem vontade de separa-los.
- Estou perdoado agora? – Damon sorriu ternamente para mim e acariciou minha bochecha aproveitando para colocar para trás de minha orelha uma mexa de cabelo teimosa que caía sobre meu rosto.
- Perdoadíssimo. – Sorri da mesma forma e o puxei para mim mais uma vez continuando nosso beijo. Definitivamente eu nunca iria me cansar de juntar meus lábios aos de Damon, poderíamos ficar o dia inteiro trocando beijos e mais beijos e eu sempre iria querer mais. Eu era completamente viciada na doçura dos lábios daquele homem... – Espero que não se importe por eu ter assaltado seu closet, estávamos tão ocupados ontem de noite que nem prestei atenção onde que coloquei minha bolsa.
- Eu ia comentar sobre isso nesse instante, definitivamente eu não me importo se você passar a usar só minhas roupas quando estivermos juntos. – Sorriu maliciosamente pressionando seu corpo contra o meu. – Se quiser posso até te emprestar minhas cuecas... – Riu baixinho ao perceber a fala de roupa intima em meu corpo, pelo menos a camisa de Damon servia como um vestido para mim e não deixava tão evidente minha indecência.
- Que bom saber disso porque elas são bem confortáveis! – Ri baixinho e ele voltou a sua atenção ao que fazia antes de eu chegar. – Aliás, vamos comer panquecas a uma da tarde?
- E desde quando tem hora para comer panquecas? Panquecas é sempre uma boa ideia principalmente as que eu faço! – Disse em um tom divertido. – Na verdade, estive pensando em passarmos o dia assistindo televisão jogados no meu sofá enquanto comemos besteiras e de noite posso fazer um jantar especial para nós, o que acha?
- Eu acho perfeito! – Um sorriso bobo desenhou-se em meus lábios, ele não fazia ideia o quão bem me fazia vê-lo agir como se fossemos um casal extremamente apaixonado. – Mas e Emily?
- Ela pode se juntar a nós, é uma ótima hora para que vocês comecem a socializar...
- Você acha que seja uma boa ideia?
- Acho!
- Tudo bem então, eu confio em ti! – Levei minha mão até sua nuca acariciando seus cabelos enquanto ele colocava as panquecas em um prato. Damon conhecia Emily melhor que ninguém e se ele achava que era uma boa ideia eu começar a me socializar com sua filha então eu deveria confiar nele, mesmo que só de pensar em dirigir uma palavra àquela garotinha já me enchesse de calafrios. Eu tinha consciência de que não deveria me deixar abalar pelo que Emily falava, mas ela era tão importante para Damon que eu queria que ela gostasse de mim.
Céus, nossa relação tinha tantos contras, talvez até mais que os prós... Parecia que tudo conspirava contra nós dois; minha profissão, sua família, a sociedade. Nós tínhamos tanto a conversar e ao invés de nos acertarmos, irmos com calma, a primeira coisa que fizemos foi ir para cama...
- Precisamos conversar, não acha? – Soltei um longo suspiro cruzando meus braços.
- Acho... – Damon admitiu largando o que fazia e virou-se para mim com um olhar aliviado, parecia que ele queria falar isso mas procurava um jeito de dizer.
- Eu sei que as coisas meio que se acertaram entre nós depois de noite passada, mas o que exatamente somos nós, Damon? – O homem ao meu lado ficou estático apenas me analisando com o olhar cauteloso. –Por mais que nossa harmonia seja perfeita na hora H, eu realmente gostaria que ela permanecesse dessa forma enquanto estivéssemos vestidos...– Apesar da leve ironia em minha voz eu usei toda minha sinceridade com ele, aquele seria o momento perfeito para mostrar a ele a verdadeira Elena. — Não sei se para você essa relação prostituta e cliente ainda continua, mas eu não consigo te ver apenas como meu cliente, Damon. – Disse baixinho.
- Elena, eu sinceramente não sei o que nós somos, mas quero que “nós” de certo e eu estou disposto a fazer dar... – Disse sutilmente. – E eu acho que essa relação prostituta e cliente aconteceu quantas vezes? Duas?! Lena, eu já lhe disse que não a vejo como uma prostituta.
- Eu sei que já disse mas é bom ouvir de novo... Mas você está mesmo disposto a passar por cima de tudo mesmo? – Ele assentiu. – Até da sua filha?
- Com Emily é diferente, não é passar por cima e sim fazê-la perceber que eu estou com você agora e que ela tem que lidar com isso, Emily não pode ter tudo o que ela quer ou que ela gosta por mais frustrante que seja, a vida não é assim.
- Então se você está disposto a fazer dar certo então eu também estou... – Sorri levemente e me aproximei dele. –Eu quero que dê certo e eu vou fazer de tudo para que dê... Vou procurar outro emprego, ok? Vou juntar dinheiro e fazer uma faculdade, faço qualquer coisa, mas eu realmente quero ficar contigo, Damon. – Disse com o olhar baixo, sem ter coragem de olha-lo nos olhos. Ele se moveu mais um pouco e ficou de frente para mim, mas ainda assim não direcionei meu olhar a ele, suavemente o sinto tocar meu queixo o erguendo com delicadeza para que eu o olhasse.
- Então se ambos estão dispostos a fazer dar certo então eu não vejo porque dar errado. – Sorriu de leve acariciando meu rosto com a mão que usou para erguê-lo. – Nós vamos tentar, ok? Vamos recomeçar do zero, ir com mais calma e quando percebermos que realmente vai dar certo podemos assumir um compromisso mais sério, o que acha?
Era só isso que eu queria, tentar, tentar fazer dar certo... Nunca iriamos saber se não tentássemos, nunca iriamos aprender sobre o outro se continuássemos nos tratando como dois estranhos que fazem sexo casualmente, e o que eu mais queria era aprender as coisas sobre Damon, conhecê-lo melhor. Queria mostrar a ele que eu valia a pena e que ele não iria se arrepender por estar apostando em nós dois, o que eu mais ansiava era me dar bem com Damon a ponto de Katherine ser apenas uma boa lembrança para ele, eu queria ser a sua Katherine e estava mais do que disposta a abrir mão de várias coisas para que eu pudesse ser feliz ao seu lado...
- Eu acho perfeito... – Assenti sorrindo. – Apesar de que noite passada foi um tanto contraditória com essa sua ideia de “ir com calma”... – Meu sorriso adquiriu um bocado de malicia e eu acabei com a distância de nossos corpos o abraçando pela cintura sendo envolvida pelos braços dele também.
- Ok, esqueça a ideia de ir com mais calma nesse aspecto porque eu realmente não consigo ficar sem você dessa forma. – Disse atordoado com as sobrancelhas franzidas me fazendo rir alto.
- Que tal isso, nós podemos ir com calma mas sem deixar o sexo de lado, está bom assim?
- Ótimo! – Sorriu aliviado e inclinou-se um pouco sobre mim tomando meus lábios para si em outro beijo calmo. – Podemos conversar sobre aquele tal de Matt? Ele vem me dando dores de cabeça ultimamente...
- Matt? Porque Matt? – Perguntei desentendida.
- Elena, vocês estão juntos? – Perguntou sem mais cerimonias. Definitivamente Damon estava com ciúmes de Matt, sim era isso mesmo, Damon estava com ciúmes de mim e eu não conseguia evitar ficar radiante com isso.
- Não! Eu e Matt somos só amigos, bons amigos!
- E você não sente nada a mais por ele? Digo, vocês quase tiveram um filho juntos e agora voltaram a se relacionar, algo pode aflorecer sabe?
- Damon, o bebê não ia mudar muita coisa em minha relação com Matt porque o que eu sentia por ele não passava de uma atração e uma grande amizade, mesmo ele sendo o pai do meu filho... E creio que isso não vá mudar agora, nós dois concordamos que eu melhor a se fazer é continuarmos do jeito que está; apenas bons amigos. — Disse tentando encontrar uma forma de omitir alguns fatos me sentindo terrivelmente culpada por não estar contando sobre aquela noite.
- Tem certeza? Posso confiar? – Assenti um tanto hesitante pensando se deveria ou não contar o que realmente havia acontecido entre mim e Matt. Mas se eu realmente estivesse disposta a passar por cima de tudo e fazer dar certo, deveria contar a ele a verdade e encarar o que viesse em resposta. Eu tinha errado e precisava arcar com as consequências do erro... Precisava conquistar a confiança de Damon por mais difícil que fosse.
- Olha Damon, eu não sei como te dizer isso porque tenho medo de como você vai reagir, eu acabei de te conseguir de volta e não estou disposta a te perder de novo... Não tão cedo. – Disse baixinho a ultima parte desviando mais uma vez meus olhos do dele.
- Vocês transaram, não é? – Assenti de olhos fechados mordendo meu lábio forte, Damon ficou estático contra mim sem saber o que falar, parecia estar se controlando ou retomando o folego.
- Mas eu juro que foi só uma vez e que eu estou muito arrependida por isso, não vai acontecer de novo... – Ele continuou sem reação. – Damon... – Subi minhas mãos que estavam espalmadas em seu peitoral até seu rosto o virando delicadamente para mim. — Fala alguma coisa..
- Sem chances de algum deslize entre vocês acontecer?
- Sem chances! — Assenti.
- Ok então, se você diz que está arrependida e que não vai acontecer de novo, eu confio em ti.
- Obrigada! – Sorri abertamente soltando o ar preso em meus pulmões. Damon retribuiu meu sorriso e então uniu nossos lábios mais uma vez em um beijo profundo e apaixonado.
- O que acha de comermos antes que esfrie? – Sorriu em meio ao beijo enquanto eu enchia seus lábios de beijos não querendo separa-los. Antes que eu assentisse, Damon pegou os pratos com nosso café da manha e então fomos para mesa. Ele sentou-se e então me puxou para si me fazendo cair sentada em seu colo. – Sabe de uma coisa que eu só percebi essa manha?
- Diga! – Falei sem olhar para ele, tirando um pedaço da panqueca para dar em sua boca.
- Que nós não usamos camisinha... – Deu de ombros aceitando o que eu dava em sua boca. – Devo me preocupar com isso?
- Não! Definitivamente não! – Disse de sobressalto. Não o culpava por estar desconfiado disso, eu mesma ficaria se tivesse transado com uma prostituta sem camisinha. – Eu posso te garantir que sou saudável e outra, eu tomo pílula...
- Ok então, confio em você! – Damon sorriu meigamente e imitou o que eu havia feito com ele, levado até minha boca um pedaço do nosso café da manha e lambuzando meus lábios e meu queixo com a calda de chocolate.
- Ow ow! –O repreendi fingindo estar brava e sem deixar que eu me vingasse, ele me puxa pela nuca e limpa com a língua todo o canto que havia sujado. – Bem melhor agora! – Sorri maliciosamente enquanto ele contornava meus lábios com a língua os puxando para si entredentes me fazendo gemer baixinho, Damon deslizou sua mão até minha cintura e eu emaranhei meus dedos em seus cabelos tomando seus lábios para mim dando inicio a um beijo extremamente intenso e apaixonado.
- Mas qual foi o furacão que passou por essa sala? – Uma voz suave e indesejada veio da sala fazendo-nos separar de imediato e Damon me tirar de seu colo para receber a dona dessa voz.
- Merda, nossas roupas... – Damon sibilou trincando os dentes. – Oi filha! – Disse alto mostrando que estava na cozinha e foi até a sala para encontra-la. Eu não sabia o que fazer, não sabia se era sensato e seguro ir atrás de Damon, não só por Emily já parecer furiosa mas também pelo jeito que eu estava vestida. Apesar de tentadora a ideia de permanecer ali na cozinha ainda era bem estupida, ficar me escondendo não era uma decisão muito adulta de minha parte e só iria mostrar a Emily que eu era uma covarde e que me importava com o que ela dizia e achava sobre mim, não podia fazer isso, era orgulhosa demais para deixar que uma garotinha de doze anos me abalasse. Suspirei fundo e me obriguei a ir junto a Damon.
Emily estava parada diante da entrada da cozinha com os braços cruzados fuzilando seu pai com o olhar e a me ver chegando seu olhar dirigiu-se exclusivamente a mim.
- Ok, isso só pode ser brincadeira! – Emily sibilou enquanto eu escondida minha nudez atrás de seu pai. Era bem provável que ela havia dito isso para que eu escutasse mas com a presença de Damon decidiu não falar tão alto para que não ficasse tão evidente o quanto ela estava revoltada por eu estar ali.
- Hey Emily... – Respondi educadamente como se não tivesse escutado o que ela havia disso.
- Ok, não precisam me responder que furacão passou por aqui, já vi qual foi. — Emily pigarreou ignorando-me totalmente e pegou sua mochila caída no chão a colocando em seguida nos ombros. – Desculpem por ter atrapalhado vocês... – Disse com tom de deboche revirando os olhos.
- Claro que não filha, nós estávamos justamente falando que quando você chegasse era para se juntar a nós... Eu fiz panquecas com calda de chocolate que você adora, venha, vamos comer conosco.
- Não, obrigada, eu já tomei café da manha... – Disse com sarcasmo se virou de costas para nós. Damon bufou alto e então saiu atrás da filha que seguia em direção ao elevador e desviava de nossas roupas jogadas pelo chão. Céus, como que fomos capazes de cometer tamanha gafe? Eu nunca havia sentido vergonha antes sobre minha vida sexual ou algo relacionado a isso mas naquele momento minha vontade era de me esconder em algum canto daquele apartamento e só sair quando Emily não estivesse lá.
- Emily, pare exatamente onde está! — Damon disse rispidamente. Sem querer piorar o momento, eu fico na cozinha esperando que Damon voltasse balançando uma bandeira branca, de preferencia.
- Aonde você pensa que vai? - Eu conseguia ouvir vagamente o que os dois conversavam na sala ao lado. – Se não me falha a memoria, você ainda é menor de idade e só sai dessa casa com a minha permissão!
- Vou pra casa da tia Anna, é obvio, desde quando que eu preciso se sua permissão para ver minha tia?
- Desde quando eu sou seu pai! - Damon respondeu exaltado. — Será que tem como usar o pouco de educação que ainda lhe resta para pedir perdão a Elena pela má educação e se juntar a nós? Acho que já está na hora de você superar essa sua aversão insignificante contra ela, Emily Pierce, vai ser bem mais fácil para você...
- O que você quer dizer com isso?
- Estou querendo dizer que ou você começa a aceitar que eu estou com Elena ou você vai ter que aprender a conviver com isso mesmo não querendo... – Um sorriso involuntário formou-se em meus lábios por ouvir Damon me defendendo e dizendo que estávamos juntos. Era errado de minha parte estar feliz em uma situação como essa mas não conseguia evitar. – Agora junte-se a nós...
- Eu disse que não quero! – Disse rispidamente falando pausadamente entre as palavras.
- Ok, me diga como que você vai para casa de sua tia se você nem se quer sabe andar sozinha nessa cidade...
- Ah tá, agora você se importa? Não sei por que está fazendo esse escândalo estou te dando sem nenhum ressentimento um dia livre para passar sozinho com sua namoradinha. Agora, Senhor Salvatore, se me da licença... – Eu ficava abismada com tamanha má educação de Emily e com sua coragem de responder Damon, não conseguia entender a razão de ela ser dessa forma, Damon era um ótimo pai e tinha certeza que essa não fora a educação que ele dera a ela.
- Emily, volte aqui agora! – Damon disse alto um tanto desesperado. – Emily!!
A sala ficou em silencio e só então tive coragem de ir até lá. Não sabia definir o sentimento que passava por Damon naquele momento, ele tinha uma expressão preocupada mas ao mesmo tempo nervosa, assim que coloquei os pés na sala ele pegou o telefone e começou a falar com alguém, que eu presumia ser Anna. Deixei que ele conversasse com a sua irmã e fui até o sofá da sala, onde fiquei sentada o esperando voltar.
- Ok, pelo o que parece Emily vai passar o dia na casa da tia para acalmar os nervos... – Damon disse alisando a carranca formada em sua testa e se sentou ao me lado no sofa. – Pelo menos Annabelle vem pegá-la aqui e ela não vai andar de táxi sozinha.
- Damon, eu não acho isso certo ela é sua filha, vá atrás dela, não posso deixar que vocês briguem desse jeito por minha causa, isso só vai piorar a situação... Eu vou embora e vocês passam o dia juntos, é o mais justo a se fazer.
- Não, sem chances, Emily tem que aprender que não podemos ter tudo o que queremos e se eu fizer o que ela quer mais uma vez só vai ficar evidente que se ela fizer birra vai conseguir o que quer. Eu não sei o que está acontecendo com ela, talvez seja um período de revolta mas Emily não é assim, eu juro que não...
- Eu acredito em ti, mas também tento entender o lado dela... Não deve ser legal você chegar em casa e encontrar a sua sala nesse estado ou então não poder passar um sábado só com seu pai porque ele está com uma mulher. – Damon não disse nada, apenas apoiou seus cotovelos nos joelhos e tomou a cabeça entre suas mãos. Ele estava tão incomodado com a situação quanto eu, e era isso que me deixava mais culpada. – Você está preocupado, vá atrás dela... – Tentando consolá-lo, eu acaricio suas costas e seus cabelos.
- Não estou preocupado, estou inconformado na verdade, não sei o que eu fiz de errado, não sei no que errei na criação de Emily para ela estar agindo de tal forma.
- Não diga isso, Damon, você é um ótimo pai e é por isso que ela está agindo dessa forma, por medo de te perder, Emily só está com ciúmes por acha que vai perder o posto. É totalmente compreensível que ela esteja assim principalmente porque ela não faz ideia da nossa relação...
- Eu não acho compreensível, ela tem que aceitar, Elena. – Ergueu a cabeça para me olhar. – Mas olha, vamos esquecer isso, ok? Depois eu tenho uma conversa séria com ela e provavelmente eu vá castiga-la por ter feito esse show, eu acho que a mimei demais...
- Mas aposto que foi com a melhor das intenções. – Dei um beijo demorado em seu ombro despido ainda tentando reconforta-lo.
- Eu sempre tentei suprimir a ausência de Katherine com mimos e carinhos, sei que não sou um bom pai, que sou ausente e tudo mais mas nunca pensei que fosse deixa-la dessa forma.
- Damon, qual parte de “você é um ótimo pai” que você não entendeu? Todos os pais em algum estagio da criação de seus filhos cometem alguns erros mas se você é ausente na vida dela é exclusivamente para o próprio bem de Emily e não porque quer, você precisa trabalhar para sustentar ela... – O canto de seus lábios ergueram-se levemente em um leve esboçar, pelo menos eu estava quase o fazendo sorrir. – Só me prometa uma coisa, ok?
- O que?
- Diga que promete antes...
- Ok, prometo! – Disse um tanto hesitante.
- Que depois de ter essa conversa séria com a Emily você vai passar mais tempo com ela nos seus finais de semana livres ou até mesmo depois de chegar do trabalho nem que seja só uns quinze ou trinta minutos juntos antes de dormir. É importante para ela passar esse tempo contigo, Damon, de uma certa forma você é tudo o que ela tem. – Ele ficou pensativo por um tempo passando a mão em sua barba por fazer enquanto eu esperava uma resposta sobre minha proposta. – Pelo menos até ela nos aceitar melhor... – Eu estava ciente de que o que propusera a ele acarretaria nossa relação porque não iriamos nos ver com tanta frequência mas por estar tão disposta a fazer nossa relação dar certo, era preciso fazer alguns sacrifícios.
- Tudo bem, eu prometo isso, mas ainda assim vou castiga-la pelo o que ela fez! Agora podemos mudar de assunto? Minha cabeça já está fervendo só de pensar em ter que encarar aquela pessoinha revoltada...
- Como quiser, Doutor! – Dei mais um beijo em seu ombro o fazendo sorrir levemente. Damon suspirou fundo e então pegou o controle da televisão , assim que a imagem apareceu na tela ele me puxou para si aninhando-me em seus braços e nos aconchegando no sofá.
Notas finais
Segundo, algumas de vcs me perguntaram sobre o "eu te amo" mas eu acho que vai demorar um pouco sabe? Eles aa recem vao dar o primeiro passo para assumir um relacionamento serio e ainda tem que se certificar de que realmente se amam para n correr risco de se machucarem de novo com as palavras. Juro que quando ele acontecer nada mais ai separar os dois e que absolutamnete vai ser épico...
Terceiro, damon narrará o próximo E teremos mais um flagra para esses dois descuidados rsrsrs
Quarto e ultimo; 31 comentarios no ultimo cap, wow, obrigada gente, amo vcsss s2
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