Soho Dolls
29 Capítulo 28 - Trouble
Notas iniciais
Obaa, recomendações... Quero agradecer a Eleninha e a Dobreholic pelas recomenações, adorei meninas, obrigada mesmo s2.
E é isso, peço desculpas pq o capitulo nao ficou do meu agrado e espero que gostem (:
Damon Salvatore Narrando
Infelizmente meu sábado não tinha começado tão bom quanto eu esperava, mas apesar do incidente com Emily, eu e Elena conseguimos passar uma tarde perfeita juntos. Ela tinha conseguido me distrair não me deixando pensar sobre o que havia acontecido e eu fiquei extremamente grato por isso, quanto menos eu me preocupasse com esse assunto melhor seria, Emily não tinha escolhas a não ser aceitar os fatos.
Eu não ia deixar que Emily ficasse entre meu relacionamento com Elena, não dessa vez. Por mais que eu amasse minha filha mais do que tudo, ela não tinha razão por detestar tanto Elena, ela nem se quer a conhecia direito e também não teve interesse em procurar conhecê-la então toda essa aversão era única e exclusivamente frescura e má educação. Se a situação fosse diferente, se as duas tivessem se relacionado e mesmo assim Emily continuasse a não gostar de Elena eu realmente iria me preocupar principalmente porque Emmy era uma ótima menina e se relacionava muito fácil com as pessoas. Mas como esse não era o caso, eu não iria abdicar de minha felicidade por um capricho de Emily.
Sim, felicidade, eu estava feliz. Depois de tantos anos no luto eu finalmente havia encontrado uma mulher que conseguia fazer eu me sentir como me sentia quando estava com Katherine. Elena me fazia muito bem e eu não podia negar. Quando estávamos juntos era como se todos os meus problemas fossem embora e a única coisa que importava no momento era nós dois, nunca pensei que pudesse ser capaz de dizer isso mas parecia que até Katherine sumia de meus pensamentos quando eu via aquele par de olhos castanhos... Durante todos aqueles dias que estivemos separados eu percebi que por mais que eu ainda amasse minha esposa, Elena seria a única mulher que conseguiria me fazer superar isso e eu tinha que agradecer muito a Stefan por ter me ajudado a descobrir isso...
Tudo estava ocorrendo bem entre nós, por mais incrível que parecesse eu e Elena conseguimos passar o dia inteiro sem discutir, apenas ficamos abraçados no sofá assistindo televisão e comendo besteiras o resto do dia. Tomamos banho juntos e naquele momento enquanto Elena terminava de se arrumar, eu estava preparando algo para jantarmos.
- Hm que cheiro bom! — Elena chegou à cozinha e espiou por cima de meu ombro. — O que está fazendo? — O perfume dela e o cheiro de meu sabonete pinicaram minhas narinas me fazendo sorrir.
- Lavando a louça... — Ri baixinho. — Tem alguém bem cheirosa aqui ao meu lado! — Coloquei o ultimo prato para escorrer e sequei minhas mãos no pano ao lado a puxando para mim, afastei seus cabelos de seu pescoço e passei o nariz por a sua pele exposta inalando seu cheiro delicioso. Elena arrepiou-se visivelmente e gemeu baixinho me fazendo sorrir contra sua pele e começar a beijar a região.
- Damon... — Gemeu mais uma vez acariciando os cabelos da minha nuca.
- Vamos comer? — Ainda com a ponta do nariz fui até sua mandíbula onde arrastei meus dentes de leve e voltei para seu pescoço e fui para aquela região atrás de sua orelha, deixando um beijo demorado e úmido no local. — Vamos?
- Uhum... — Respondeu manhosamente. Eu sorri mais uma vez e a virei de costas para mim abraçando sua cintura e a guiando até a sala enquanto enchia de beijos seu pescoço.
- Olha, estou começando a estranhar todo esse carinho... — Elena riu encolhendo-se em meus braços.
- Mas porque estranhar? Só quero te dar carinho... Acho bom se acostumar porque eu adoro encher uma mulher de mimos e carinhos. — Minhas mulheres, na verdade. Porque sim, Elena era minha agora, pelo menos eu a considerava minha.
- Definitivamente eu posso me acostumar a isso. — Nós dois chegamos até a mesa de jantar que eu havia colocado especialmente para nós dois e Elena ficou em silencio apenas observando. Eu tentei deixar o clima mais romântico que consegui, diminui a luz principal da sala de jantar que fica em um enorme lustre acima da mesa de jantar e deixei acesos apenas dois pequenos focos luminosos no canto da sala. Na verdade aquele fora o máximo que tinha conseguido preparar enquanto Elena estava no banho, nem se quer havia velas para acender ou algumas flores para colocar sobre a mesa então não era nada grandioso ou memorável.
- Bom, como eu não sei o que você gosta de comer então fiz algo simples para nós dois mas prometo sofisticar da próxima vez. Também quis deixar o clima romântico estilo primeiro encontro porque como estamos querendo ir com calma acho que um primeiro encontro é o essencial para isso, eu só não sei se consegui... — Elena analisava a mesa posta com um sorriso nos lábios, ela parecia feliz com o que estava vendo.
- Está perfeito! — Disse atônita. — Eu adorei!
- Que bom que gostou. — Eu depositei um beijo em sua bochecha e puxei a cadeira para ela sentar. — Espero que goste do frango, esse é um dos pratos favoritos de Emily... — Peguei o prato que estava em frente à Elena e a servi com o arroz incrementado e com o frango que havia dito, aquela era uma comida rápida de fazer e como sabia que já era aprovada decidi apostar nela. Após servi-la fiz o mesmo para mim e abri uma garrafa de vinho que havia escolhido a dedo para essa ocasião.
- Eu não sabia que você cozinhava... — Elena comentou assim que me sentei à mesa ao seu lado.
- Sempre cozinhei, desde adolescente. Depois das festas eu costumava a chegar faminto e como era de madrugada e não tinha ninguém para fazer algo para eu comer, eu mesmo fazia... E depois que Katherine se fora eu precisei mais ainda desse meu dote para cuidar de Emily...- Dei de ombros esperando que ela provasse a comida. — Prove e me diga se gosta. — Rapidamente ela me obedeceu e mastigou lentamente a comida me deixando na expectativa.
- Wow... Wow...
- E ai?
- Isso está ótimo, Salvatore, sério, muito bom!
- Que bom que gostou! — Disse aliviado.
- Será que eu ainda vou encontrar alguma coisa que você não faça perfeitamente bem?
- Não me vem nada em mente agora, mas pode deixar que eu te aviso... — Ri baixinho fazendo Elena revirar os olhos e comecei a comer. — E você cozinha?
- Sei me virar... Meredith cozinha para nós no bordel então eu não preciso fazer muita coisa a não ser lavar a sujeira que ela faz. — Deu de ombros. Sempre que falávamos sobre isso o olhar dela parecia viajar, como se perdesse aquele brilho intenso que a deixava tão especial. Não conseguia imaginar como era a vida de Elena naquela casa, definitivamente devia ser um inferno na terra. Toda vez que eu a via dessa forma prometia a mim mesmo que iria tirá-la daquela vida um dia...
- Espero que cozinhe um dia para mim... — Não gostando de vê-la falar sobre o bordel, eu mudo de assunto rapidamente.
- Quando você quiser... -Deu de ombros enquanto levava até a boca o garfo com comida.
- Hm... Sabe o que eu percebi enquanto fazia esse jantar para nós dois?
- Que nós não tivemos um primeiro encontro? Ou um jantar como esse antes? – Elena sorriu de uma forma sapeca para mim e encolheu seus ombros envergonhadamente.
- Não era isso, mas já que falou acho algo discutível... – Me servi com um pouco de vinho e me debrucei sobre a mesa para olhá-la melhor. – Então nós não tivemos um primeiro encontro?
- Não... Nós nos conhecemos e fomos direto para a cama, se você não se lembra. – Ergueu uma sobrancelha provocando-me.
- Não, não, na verdade eu me lembro muito bem! E eu me lembro também que te levei para jantar no Daniels, até encontramos Matt lá. – Sorri maliciosamente.
- Mas aquele jantar não valeu, foi apenas uma desculpa para me levar para a cama depois, Doutor...
- Wow adoro saber o que você pensa sobre mim, Elena! Realmente, eu queria te levar para cama mas não foi exclusivamente por isso que eu te chamei para jantar aquele dia... – Disse com um tom divertido. – Mas não era disso que eu ia falar...
- Então, sobre o que é? – Elena largou os talheres sobre o prato e pegou sua taça que eu havia preenchido com vinho.
- Sobre que nós não sabemos nada um do outro...
- Pois eu discordo, eu acho que você já sabe o bastante sobre mim, Damon. – Disse bebericando um pouco de seu vinho.
- Não, não nesse sentido, eu quis dizer em coisas pequenas como, por exemplo, sua comida favorita... E sabe, eu acho isso bem necessário porque hoje quando fui cozinhar para nós dois não sabia se você gostava ou não de frango.
- Era só perguntar...
- Mas eu queria que fosse surpresa. – Dei de ombros. – Mas então, você gosta de frango?
- Sim! – Ela respondeu rindo baixinho.
- E qual é a sua comida favorita?
- Lasanha, ou qualquer coisa que envolva massa e a sua?
- Comida japonesa. Sua cor favorita?
- Vermelho... – Não sabia definir se aquilo era alguma provocação porque ironicamente, vermelho era a cor que eu mais gostava de vê-la usar, ainda tinha nítido em minha mente a imagem dela com aquela lingerie vermelha no segundo dia em que ficamos juntos.
- Isso é jogo baixo... – Disse baixinho. – Eu gosto de preto, a maioria das minhas roupas são pretas, então...
- Sim, eu meio que percebi isso essa manha quando fui pegar algo para vestir. – Sorriu revirando os olhos. — O que mais gosta de fazer no seu tempo livre? – Ela perguntou parecendo estar gostando do nosso jogo de ping pong com as perguntas.
- Dormir, definitivamente!
- Sim, dormir é sempre uma ótima ideia! – Riu.
- Ainda mais quando for com você... De preferencia nua em meus braços. – Sussurrei sedutoramente enquanto me aproximava dela.
- Damon... – Ela me repreendeu sem folego. – Acho melhor mudarmos de assunto, pelo menos por agora. – Elena abaixou o olhar para um ponto na mesa parecendo evitar me encarar.
- Tudo bem então, vamos retomar as perguntas... – Ajeitei um pouco da comida em meu garfo e antes de leva-lo até a boca, fiz a próxima pergunta. – Qual foi o dia mais feliz e o mais triste de sua vida... – Elena largou mais uma vez seus talheres e me olhou nos olhos um tanto séria, sua expressão estava indescritível, não sabia definir quais eram as emoções que passavam por ela naquele momento.
- O mais feliz foi quando eu descobri que estava grávida, eu não tinha mais nenhum familiar e aquele bebê seria o reinicio de minha família então independente de tudo eu fiquei feliz em saber que ele estava crescendo dentro de mim... E o pior dia eu ainda não sei definir se foi quando meus pais morreram ou quando eu perdi meu bebê, mas acho que foi o aborto... Espero não passar por isso novamente, não sei se aguentaria tamanha dor de perder outro bebê de novo... – Balançou a cabeça como se quisesse se livrar de tal pensamento e tomou um gole grande do vinho. – E os seus...
- De longe o mais feliz foi quando Emily nasceu, mais do que o dia do meu casamento com Katherine ou quando eu finalmente me formei em medicina, e o mais triste foi quando Katherine se fora... Você não imagina o quanto foi difícil olhar dentro daqueles olhinhos azuis e dizer que a mãe dela não iria mais voltar para nós ou até mesmo convencer a si mesmo que a mulher de sua vida não vai mais estar dividindo a cama com você...
- Pois é, não é fácil perder quem amamos... – Elena suspirou e encarou o prato em sua frente com o cenho franzido um tanto desnorteada, mais uma vez meu assunto não fora bem vindo.
- Não estou dando uma dentro hoje, acho melhor ficar quieto e te deixar comer...
- Não, não precisa. – Ergueu a cabeça forçando um sorriso. – É só que... – Elena tentou se explicar mas logo bufou desistindo. – Deixa pra lá, só vamos comer, ok? – Sem querer piorar minha situação eu assenti e então prosseguimos comendo em silencio.
Não sabia definir se ela tinha ficado incomodada por eu ter falado sobre Katherine em nosso jantar romântico ou por causa do assunto, Elena ainda não tinha conseguido superar nem a morte de seus pais e nem de seu bebe então independente da razão pela qual ela tinha ficado daquela forma, ambas eram minha culpa... Tentei não pensar muito sobre o que tinha feito, mas Elena continuava com o olhar vago e olhando para seu prato enquanto comia, e isso estava me fazendo ficar mais culpado do que já estava. Pensei em algumas coisas para tentar me concertar ou para me desculpar com ela, mas nada do que vinha em minha mente parecia bom o suficiente para isso, então achei melhor ficar em silencio e tentar me explicar depois.
Após termos terminado de comer, eu peguei a garrafa de vinho que ainda estava cheia e fomos até a sala onde nos sentamos no sofá para beber e continuar aquele assunto da mesa.
Elena sentou-se ao meu lado e colocou suas penas em cima de meu colo e eu fiquei fazendo carinho em suas panturrilhas com as pontas dos dedos.
- Elena, sobre aquele momento na mesa, me desculpe por ter mencionado Katherine e por ter começado aquele assunto, de verdade, me desculpe...
- Está tudo bem, Damon, eu tenho que superar esse assunto uma hora outra, não posso viver de luto o resto de minha vida e sobre Katherine, não se preocupe também, você a ama e eu não posso fazer nada para mudar isso.
- Não, Elena, não fale isso, por favor. Eu não queria estragar nosso momento e sei que você ficou chateada por eu ter lembrado de minha ex-mulher em nosso jantar, eu teria ficado chateado se você tivesse mencionado Matt então sei como está se sentindo...
- Damon, não... – Ela tentou relutar mas eu peguei sua mão entrelaçando nossos dedos.
- Por favor, Elena, apenas diga que me perdoa...
- É claro que te perdoo. – Ela sorriu e deixou sua taça na mesinha ao lado do sofá para chegar mais perto de mim. – Como se fosse humanamente possível ficar brava com você principalmente quando você me pede perdão dessa forma... – Elena levou a mão até minha nuca onde emaranhou seus dedos por entre meus cabelos e me puxou para si.
- Agora já podemos retomar o assunto sobre você dormir nua em meus braços? – Sussurrei malicioso roçando nossos lábios, Elena sorriu maliciosamente e puxou meu lábio entre dentes para em seguida toma-los para si. Sua língua quente pediu passagem para mim e assim que concedi, ela veio de encontro a minha fazendo-me sentir aquele gosto forte de vinho vindo dela. Nós nos beijávamos suavemente e nossas línguas pareciam dançar uma com a outra pelos movimentos harmônicos e delicados que faziam, apenas aproveitávamos uma da outra e eu me deliciava com a combinação perfeita que era o gosto do vinho e o da boca de Elena.
Necessitando de mais contato, eu a puxo para mim pela sua cintura e rapidamente ela montou em meu colo, deixando-me em meio as suas pernas e instantaneamente nosso beijo ganhou intensidade. Eu não conseguia evitar, só o fato de tê-la em meu colo me deixava maluco, por mais que em minha mente eu programava apenas um beijo, meu corpo tinha outros planos, bem mais agitados que apenas um beijo...
Eu nunca iria ser capaz de resistir a Elena, ela sabia exatamente o que fazer para me seduzir e me deixar sedento por ela, mesmo que fosse inconsciente. Seu corpo pequenino encaixava-se perfeitamente sob o meu e sua pele macia contra a minha era a melhor sensação que existia... Ela conseguia me causar um prazer tão grande que parecia me fazer delirar, parecia que seus toques deixavam-me tão febril a ponto de alucinar e estremecer de prazer...
Ela tocava toda a extensão de meu peitoral e arranhava levemente meus braços expostos enquanto e eu adentrava minhas mãos por debaixo de seu vestido e passeava por suas curvas bem definidas.
Nós nos beijávamos com avidez, aquele beijo doce e calmo passou a ser voraz e cheio de desejo e a única coisa em que eu pensava no momento era saciar a necessitada que estava sentindo por aquela mulher... Elena já tinha tratado de começar a me despir enquanto eu já havia retirado seu vestido soltinho e me deliciava em seus seios desprovidos de sutiã.
Quando menos percebi, nós já estávamos completamente nus e já encaixados um no outro saciando o desejo ardente que parecia habitar nossos corpos.
- Damon... – Elena gemeu em meu ouvido enquanto eu a ajudava com as investidas. Nós dois estávamos tão absortos naquele prazer que nossos corpos estavam proporcionando um ao outro que nem se quer o barulho do elevador chegando ao meu andar foi o suficiente para nos separar, ela continuava a se mover sobre mim e a sussurrar gemidos em meu ouvido enquanto isso. Até que uma voz extremamente conhecida seguido por um gritinho agudo nos trouxe de volta daquele nosso paraíso particular.
- Meu Deus, que merda que está acontecendo aqui? – Annabelle disse pasma enquanto eu retirava Elena de cima de mim e pegava a manta que ficava sobre o sofá para me cobrir e cobrir o corpo da mulher que estava encolhida ao meu lado com o rosto escondido em meu ombro. – Não se preocupem, eu e Emily vamos estar lá embaixo no saguão enquanto vocês terminam a rapidinha de vocês... – Minha irmã disse com desprezo para nós e junto com Emily voltou para o elevador sem me deixar explicar.
- Estou fodido... – Confessei escondendo meu rosto nas mãos enquanto Elena colocava-se de pé e enrolava seu corpo com a mante.
- Céus, como fomos capazes de cometer tamanho deslize? Nem se quer passou por minha mente que Emily pudesse chegar e nos pegar no flagra... – Ela andava de um lado para o outro nervosa com os braços cruzados.
- Hey Lena, fique calma, quer esperar lá no meu até que a poeira abaixe e eu converse com as duas? – Fui até ela e a puxei para os meus braços. Já era tarde demais, as duas já haviam nos visto e eu não podia fazer nada sobre isso, se desesperar não era a saída.
- Não... Eu estou indo pra casa, Damon, sem condições de ficar aqui, vai ser melhor para nós três que e vá.
- Não precisa ir, Lena, fique...
- Por favor, Damon! – Ela insistiu. – Só me deixe ir, ok? Amanha nós nos falamos...
- Então me deixe ao menos te levar...
- Damon, você tem uma filha e uma irmã que provavelmente estão querendo quebrar tudo o que veem pela frente, me levar até em casa não é sua prioridade, eu vou de táxi ou até mesmo metrô e tudo vai ficar bem. – Elena tinha razão, pelo menos naquela noite eu deveria deixa-la voltar de táxi, por mais que meu lado cavalheiro estivesse berrando comigo por eu estar a deixando sair sozinha quando se passava das nove da noite... – Me ligue, ok?
- Claro claro. – Assenti dando um beijo em sua testa e a abraçando forte conta mim.
- E seja sutil com Emily, ela acabou de flagrar o pai dela mandando a ver com uma mulher no sofá da sala... – Um riso alto foi impossível de ser contido pelas palavras escolhidas por Elena, ouvindo ela falar daquela forma nossa situação era muito constrangedora.
- Pode deixar, acho que dessa vez sou eu quem vai levar bronca.
- Sinto muito por não estar aqui para te proteger... – Revirou os olhos em brincadeira. — Vou me arrumar, ok? – Eu apenas assenti e a soltei deixando que ela fosse se arrumar em meu quarto.
Enquanto Elena se arrumava, eu coloquei minha roupa e ajeitei a sala a deixando no mínimo apresentável para que Emily e Anna pudessem colocar os pés sem ter evidencias do que elas haviam visto anteriormente. Toda aquela excitação e prazer que estava sentindo há alguns minutos atrás, naquele momento se transformaram em tensão e eu nem se quer cogitava em retomar o que estava fazendo anteriormente... Eu queria poder sair de fininho junto com Elena e só voltar para casa até que as duas tivessem esquecido o que havia acontecido.
Assim que Elena voltou para sala já pronta, nós dois descemos juntos e ela foi embora, sem conseguir juntar forças para olhar para minha irmã e minha filha, que a fuzilavam com o olhar enquanto ela me deu um beijo de despedida e passou pelas duas para ir embora.
- Emily, porque você não vai para o seu quarto? — Disse a minha filha assim que nós três entramos juntos em meu apartamento.
- Olha, eu não sei se você espera que eu durma nesse apartamento depois do que vi mas eu vou para a casa da tia Anna...
- Não você não vai! — Disse rispidamente tentando me mostrar autoritário. — Você vai para seu quarto que depois quero conversar contigo... — Emily olhou-me incrédula por eu estar falando daquela forma com ela e passou por mim bufando enquanto Anna continuava a me fuzilar com o olhar parecendo estar prestes a pular em minha jugular se eu cometesse algum deslize.
-Então é isso que você faz quando manda sua filha para minha casa? Fode com Elena no sofá da sala?! — Minha irmã disse assim que ouvimos Emily bater a porta de seu quarto. -Sinceramente Damon o que você tem na cabeça? Parece que estou falando com um adolescente de dezoito anos e não com um homem de trinta e três...
- Olha Annabelle você fala como se nunca tivesse feito isso, duvido que quando Jeremy passava o final de semana inteiro em seu apartamento vocês ficavam jogando cartas o dia inteiro. – Falei com sarcasmo. As maçãs do rosto dela ficaram levemente rosadas e ela abaixou o olhar, envergonhada pelo o que eu havia dito.
- Pelo menos eu e Jeremy poderíamos fazer isso em todos os cantos da minha casa que não corríamos o risco de sermos pego. – Rebateu. — Sinceramente Damon, no sofá da sala?
- Ok, então deixa eu ver se entendi, você está brava por eu estar transando com Elena no sofá da sala mas não porque eu acabei de traumatizar minha filha de doze anos... – Ironizei.
- É muito complicado falar contigo, Damon, você só ouve e entende o que quer, o que eu quero dizer é que eu e Emily não ligaríamos se tivéssemos pego vocês no seu quarto ou no seu banheiro, mas no sofá da sala? Vocês nem sequer foram cautelosos.
- Já foi ok? Passou, já aconteceu, agora pare de me martirizar que eu já estou me sentido culpado o suficiente!
- Ok, ok! — Disse entre dentes. — Agora vá consolar sua filha que ela está furiosa contigo desde cedo por você ter voltado com Elena, e eu espero que Emily consiga colocar sua cabeça no lugar porque eu já desisti... Boa noite Damon. — Sem me deixar responder, Annabel saiu da sala voltando para o elevador me deixando ali sozinho tomando coragem para enfrentar aquela fúria pré-adolescente.
Contei mentalmente até dez, suspirei, caminhei pela sala e quando tinha algumas palavras já formuladas para dizer a ela, fui lentamente até o quarto de minha filha. Dei leves batidinhas na porta e esperei que ela respondesse.
- Entra... — Emily gritou e eu abri a porta de seu quarto a encontrando deitada em sua cama abraçada em um travesseiro.
- Podemos conversar? — Eu me aproximei dela e me sentei ao seu lado sem obter resposta. — Emmy, sobre o que você viu... – Comecei a falar mas ela logo me cortou.
- Não precisa dizer o que era aquilo, já estou bem grandinha para entender o que vocês estavam fazendo, e se não for pedir demais, será que temos como não falar sobre isso? Já estou traumatizada o suficiente...
- Eu só quero pedir desculpas pelo que viu... Não era nossa intenção que você visse aquilo.
- Já falei para não se preocupar com isso! — Disse brava. — Eu só quero ficar sozinha, se você não se importa.
- Na verdade eu me importo porque tenho mais para conversar contigo...
- Ok então, sobre o que quer falar? — Emily se sentou virando-se de frente para mim.
- Sobre Elena...
- Eu já entendi que vocês estão namorando e que vou ser obrigada a atura-la, você não precisa me dizer isso mais uma vez ou fazer aquela ceninha típica de pai para filha que explica seus sentimentos e intenções por ela.
- Que bom que você sabe, porque é isso mesmo que vai acontecer. Amanhã nós vamos sair e passar o dia nós três juntos, você vai mostrar essa menina doce que é e ser educada com Elena, caso você queira ou não.
- O que? Nem pensar, eu não vou sair com vocês, sem chances!
- Sim, você vai! – Disse com convicção. — Emily o que eu devo fazer para você entender o quanto eu gosto de Elena e o quanto é importante para mim que você a aceite?
- Tudo bem, ok, tudo bem, eu vou, está satisfeito?
- Na verdade não estou, Emily, eu queria que você fosse porque quer, porque quer me ver feliz e não porque é obrigada, se fosse assim eu te amarraria e então te levaria a força, mas não, eu vim falar contigo ao invés disso então não estou nada satisfeito com isso... – Emmy abraçou com mais força seu travesseiro e revirou os olhos, como se tentasse evitar derramar as lágrimas que haviam enchido seus olhos.
- Você não ama mais minha mãe, não é mesmo? – Sua voz saiu um tanto tremula e ela secou rapidamente uma lagrima que escorreu pelo canto de seu olho para que eu não visse.
- Mas é claro que eu amo, eu sempre vou amar Katherine, mas não posso ficar preso a ela pelo resto de minha vida, Emily, ela é e foi muito importante para mim. Independente de onde ela esteja no momento, sua mãe sabe que tem um espaço muito especial para ela em meu coração, mas eu preciso seguir em frente... Elena é muito importante para mim, filha, e eu gosto muito dela. – Eu precisava ser sincero com minha filha, se ela não soubesse como eu me sentia sobre aquele assunto ela nunca iria procurar se entender com Elena. E para ser sincero, eu não tinha motivo para mentir para minha filha, ela era tudo o que eu tinha e se eu começasse a mentir para ela só iria estimula-la a mentir para mim, e obviamente não era essa minha intenção.
- Você acha que um dia vai amar Elena como amou minha mãe? – Emily já não controlava mais as lágrimas e chorava incessantemente. Me doía como uma facada no peito ver minha filha chorar, mas a cura para sua dor estava bem longe do meu alcance e a única coisa que eu podia fazer era consolar e oferecer meus braços para aconchega-la.
- Eu acho que sim, filha... – Disse com sinceridade.
- Eu sino tanta falta dela, pai! – Sussurrou entre lagrimas. – Eu não quero que Elena tome o lugar de minha mãe.
- Eu também sinto, pequena. – Suspirei fundo e me sentei melhor ao seu lado a puxando para os meus braços. – E Elena nunca vai tomar o lugar de Katherine, não é essa a intenção dela. Você não precisa chama-la de mãe ou contar a ela tudo que você contava a Kath, eu só quero que vocês sejam amigas e que se deem bem... – Eu acariciei seus cabeços dourados e a aninhei melhor em meus braços. – Apenas durma, ok? Eu vou ficar aqui contigo até você pegar no sono e amanha conversamos mais sobre isso...
Acabava comigo toda a vez que via Emily chorar por Katherine, se eu pudesse, voltaria no tempo e faria todos os exames necessários e tomaria atenção redobrada com o estado de saúde de minha mulher, só para poupar minha filha desse sofrimento... Às vezes eu me sentia um fracasso de pai por não estar sabendo suprimir a falta que Katherine fazia, era visível que tinha um enorme buraco na vida de Emily mas eu não podia fazer nada para preenche-lo. Eu desejava com todas minhas forças que minha filha fosse feliz sem a presença, se ao menos houvesse um jeito de fazer isso acontecer, eu apostaria com todas as minhas forças nele...
Um lado de mim acreditava que a “salvação” de Emily era Elena e por isso queria tanto que elas se dessem bem, tudo seria mais fácil minha filha a aceitasse, tinha certeza quase que absoluta que no momento em que elas conversassem melhor uma grande amizade iria crescer...
Emmy adormeceu rapidamente e assim que me certifiquei de que ela estava em um sono pesado, sai com cuidado de sua cama e fui para o meu quarto onde tentei pensar em algo para que eu, Emily e Elena fazermos no dia seguinte.
Fale com o autor