Sobrevivência do mais forte.
7 Capítulo 7 - Caça-a-bandeira.
Então cai no sono e algo incrível aconteceu, eu não sonhei, dormi extremamente bem e acordei com Du zunindo na minha orelha, totalmente revigorado. Nick ainda dormia profundamente e de vez em quando dava chutes no ar, devia estar sonhando, eu fiquei deitado mais um tempo e então Pietro veio nos encontrar e entrou no chalé como se estivesse em casa, viu meu irmãozinho dormindo e fez aquele olhar malicioso para Du que logo deu um sorriso. Du entendendo por telepatia o plano maligno, tirou de sua bolsa espuma de barbear e deu na mão de Pietro, eu ainda deitado e sorrindo disse.
–Apenas observo essa zoeira com meu maninho. – Já tentava me controlar para não rir, Pietro espirrava a espuma na palma da mão de Nick, logo em seguida ele o cutucou no queixo com a ponta do cobertor e Du começou a gritar batendo na cama ‘’ VAMOS NICK, O CHALÉ TA PEGANDO FOGO’’. Nick acordou assustado enfiando a mão cheia de espuma na cara e ficando todo sujo, juro que tentei abafar a gargalhada grotesca que soltei. Alguns minutos depois de Nick ter acertado a almofada na cara de Pietro e sua raiva ter esvaecido, se levantou e seguiu até o banheiro para se limpar, em seguida me levantei e Du foi se vestir. Du vestia calças jeans cinzas, uma camisa preta com uma estampa escrito ‘’ Eu gosto de Donut’s’’ e um donut com cobertura de chocolate no meio da mesma, por cima estava um colete preto com uma caveira branca na região do coração, usava tênis vermelhos cano-médio. Havia deixado Ultimum em cima da cama, a espada só podia ser erguida por filhos de Hades então não corria perigo, Pietro vestia um shorts marrom acima dos joelhos e uma camisa regata branca com o símbolo do pi () e embaixo o valor do mesmo ‘’ 3,14...’’, usava tênis da Adidas brancos e sujos de terra, seu cabelo estava para baixo e havia feito a barba ralinha, deixando-o com uma aparência mais jovem. Nick usava short’s jeans, vestia a camiseta do acampamento, pegou minha touca preta e colocou na cabeça, eu usava uma regata cinza da banda ‘’ System Of A Down’’, a onipresente calça de sarja preta, nem me dei o trabalho de embainhar Umbra e a coloquei embaixo da cama, porque pelas novas regras do caça-bandeira, eu não poderia usa-la assim como Du, saímos do chalé e olhei ao redor. Haviam muitos campistas veteranos se divertindo e outros treinando, a maioria dos campistas novos de 12 a 15 anos ficavam no chalé dormindo até mais tarde, esperando até poderem ter idade para lutar com os mais velhos. Desde o grande aumento de semideuses, principalmente de filhos de Ares e Hermes, muitas novas regras foram adicionadas ao caça-bandeira e uma delas era a divisão de idade, portanto semideuses de 12 a 15 anos tinham um caça a parte, enquanto os de 16 anos para cima lutavam entre si. Meu irmão era um dos únicos que protestava contra isso, ele era doido para participar em um caça comigo ou com Du e teria de esperar dois anos ainda, no que em uma vida como a nossa, não poderiam passar nunca.
No acampamento era proibido o uso de celular e fumar, não pela primeira vez, eu tirei meu celular do bolso em tempo de ver a hora, eram 12:45, em seguida Du o tirou de minha mão e o atirou no lago de canoagem. Eu olhei abismado e disse:
–CARALHO EDUARDO, por que você não avisa antes? Eu desligava! Não é a primeira vez que você faz isso, você tem o mínimo de noção de como essa porra é caro?! – Eu disse irritado, ele simplesmente me olhou e disse.
–É proibido, você sabe disso, que maldito vicio. E não é mesmo a primeira vez, você deveria aprender com as anteriores que eu faria isso de novo. – Falou com o tom de conselheiro e superior que eu odiava.
–Ah, demoro então. Se em algum momento no caça, eu cortar sua cabeça fora acidentalmente não reclame. –Tornei irritado e pude ouvir as risadas de Pietro e Nick, nas minhas costas. Du me deu um soco de leve no braço e seguimos em silencio para anfiteatro, aonde as regras eram ditas por Quíron nesses novos tempos. O caça iria favorecer ambos os filhos de Hades, por começar 18hrs, quando começava a anoitecer, um dos dons dos filhos de Hades era a os sentidos apurados na escuridão, então temos garantidos, bons ouvidos e uma visão perfeita no escuro.
Chegamos e ficamos conversando, dando dicas para o caça que iria acontecer no dia seguinte para Nick, Pietro como sempre, fofocando sobre as roupas dos conselheiros da reunião (O que não interessava nenhum de nós três, porém tolerávamos). Com as horas passando o anfiteatro foi enchendo, as arquibancadas eram inundadas pelas camisetas laranjas, alguns minutos depois quando deu 16:30hrs, Quíron chegou no local e convocou os conselheiros dos chalés participantes, só iriam lutar: Zeus, Ares, Atena, Poseidon, Apolo, Hades, Deuses menores (como não eram em grande quantidade, eram mantidos juntos.) e Hefesto. Hermes que geralmente sempre participava, não iria lutar porque o conselheiro Pietro iria sair alguns minutos mais tarde para ir de encontro com Thalia aonde haviam combinado para conversar a respeito da situação que haviam discutido na reunião no dia passado e seu Sub-conselheiro, Erick Feetlight não havia dado as caras. Dionísio que também costumava lutar, estaria ocupado arrumando a festa que iria acontecer de madrugada em uma região interditada na praia, inicialmente seria no bosque, porém como iriam fazer o caça haviam mudado o local da festa. Os demais chalés não lutam frequentemente, acham uma perda de tempo.
Du se levantou e foi para perto de Quíron junto de Marylin, Dan, Martinato, Percy, Annabeth, Simon e Michael Steven’s que era uma espécie de ‘’ porta-voz’’ dos deuses menores. Quíron tinha uma lista em mãos e os conselheiros se organizaram em uma fila pela numeração dos chalés, eles tinham de registrar os nomes dos combatentes e a quantidade de seu chalé. Zeus tinha apenas 5 filhos semideuses no total: Thalia que tornou-se caçadora, Pettrick que era um traidor, Marylin a atual conselheira, Alex Tunnip que era o outro guerreiro e Tristan Visluer que infelizmente, era autista e um amor de criança. Poseidon tinha 2 filhos semideuses, Percy Jackson e Miguel Rezende que havia sumido. Hades tinha 7 filhos, eu, Nick, Du, Nico Di Angelo, Victor Cavalcante e outros dois que eu não conheci muito bem e como muitos outros, foram embora e não retornaram. Os demais deuses haviam filhos demais, era algo que realmente fazia sentido, muitos devem ter tido relações com os mortais e simplesmente terem sumido, sem ter que assumir a criança e deixa-la para apodrecer no mundo, porém agora que tinham regras eram obrigados a assumir as crianças e então a maioria que seria abandonada sem nem mesmo ter noção de seu sangue divino, teria de ser agora protegida e reivindicada com seus 12 anos. Provavelmente a tendência era a quantidade de novos semideuses, daqui 5 anos diminuir.
Depois de terem colocados os nomes nas listas, os conselheiros voltaram para seus lugares e esperavam Quíron retornar com os times. Meia-hora depois ele voltou e pediu para os conselheiros se organizarem por ordem de numeração e seus combatentes atrás dos mesmos, levantei e dei um beijo na testa de Nick, ele sussurrou ‘’ Boa sorte’’ e então segui para ficar atrás de Du na fila.
Feito isso em sequência estava: Marylin com seu meio-irmão Alex atrás, Percy sozinho e com uma cara sonolenta, não deveria ter dormido bem de novo. Simon e cerca de 30 outros filhos de Ares enfileirados, Annabeth e 30 filhos de Atena, Martinato com 15 filhos de Apolo, Dan e 25 outros filhos de Hefesto musculosos, de pele morena e altos atrás do mesmo. Du e eu e Michael tinha 20 filhos de deuses menores atrás de si. Quíron gritou ‘’ silêncio’’ e as arquibancadas cessaram os murmúrios e as fileiras se ajeitaram, então o diretor de atividades começou.
–Olá queridos heróis! Vou falar as regras sobre o caça dos veteranos, então prestem bastante atenção. – Ele pigarreou e continuou. – 1° armas magicas não serão permitidas pelos motivos seguintes: Temos os filhos de Hades que usam espadas de ferro estígio e caso aconteça o pior e alguém morra por conta deste ferro a essência vital será capturada o que irá fazer você se tornar um escravo para o dono da lâmina, nada contra garotos. – Ele olhou para nós dois com um tom de desculpas, mas ele tinha razão em cada palavra ali, seria perturbador se alguém acabasse morrendo pela minha espada e quando eu fosse invocar um morto para lutar comigo o mesmo aparecesse. Quíron deu continuidade. –E os conselheiros tem armas próprias e devastadoras e como alguns de vocês não tem armas magicas ou até mesmo os que tem, poderiam perder a vida tentando aparar um golpe ou até medir força com as mesmas. Então para os conselheiros não terem de se segurar ou até mesmo ficarem de fora da atividade, as armas magicas estão fora de questão. Irão lutar com armas de ferro e escudos de couro reforçados com madeira. Os arcos serão de madeira e as flechas terão pontas de bronze celestial. – Visto o olhar de compreensão e indignação da maioria dos semideuses deu continuidade as regras. – 2° o bosque inteiro está valendo, até o começo da praia, a partir dali, vou colocar um grupo de sátiros para vigiar a região, se algum espertinho for tentar inventar algo a equipe estará desqualificada e a vitória será do oponente da mesma. Como vocês são veteranos, irá ter monstros no bosque, Cães-infernais, escorpiões-gigantes, dois Hiperbóreos e alguns autómatos criados por Gearbender antes do mesmo saber que eles seriam usados para o caça. – Dan o olhou com indignação e um pouco de divertimento no olhar, Quíron devolveu com um leve sorriso e retornou as regras. – 3° a bandeira deve ser ostentada de modo destacado e com 3 guardas no máximo em uma área de 100 metros de diâmetro. 4° é permitido nocautear e amarrar os oponentes derrotados, mas não amordaçar. 5° e última regra, não é permitido em hipótese alguma matar ou aleijar seu colega, não se esqueçam que acima de tudo, isso é um treinamento valioso e divertido e aliás, vocês não são o verdadeiro inimigo. Servirei de médico e juiz no campo de batalha junto de alguns sátiros mais velhos, seremos neutros e ajudaremos qualquer ferido incapacitado. Agora vou anunciar as equipes. – Um silencio cheio de expectativa havia ficado no ar, até ser interrompido pelo som de um pergaminho abrindo e a voz forte de Quíron. –No time azul estão: Zeus, Ares, Apolo e os Deuses menores. No time vermelho: Poseidon, Atena, Hefesto e Hades. – Os times estavam levemente desequilibrados para o nós, éramos bons porém em menor quantidade, talvez 10 ou 15 semideuses a menos. Houve um murmúrio alto entres os times e a arquibancada, os semideuses que não iriam participar da atividade já começavam a fazer as apostas entre os times e então o grito forte de Quíron silenciou tudo de novo. –Então é isso heróis! Vocês terão 1 hora para se arrumar, esconder a bandeira e criar sua estratégia, o time azul irá para o lado esquerdo do anfiteatro, vistam a armadura e escolham suas armas, o time vermelho vá para a direita e faça o mesmo, que os deuses estejam ao favor de vocês! –E então com essa finalização os times se reuniram e fomos em direção a saída.
Lá fora tinha um grande arsenal de armas de ferro, desde espadas gigantes até adagas de 15 cm, escudos enormes do tipo torre e circular, arcos de madeira, uma enorme quantidade de armaduras de cotas de malha e camisetas vermelhas para nós vestirmos. Havia uma barraca maior para os conselheiros discutirem a estratégia e passar para os demais, rapidamente todos os semideuses pegaram a armadura e foram se trocar, fiz o mesmo e 15 minutos depois retornei para pegar minhas armas. Quando voltei, peguei uma espada de 90 cm de ferro com o cabo de couro, como as demais e a prendi do lado esquerdo da minha cintura, peguei uma adaga de 30 cm e prendi no lado direito, peguei uma de 15cm e coloquei presa na minha bota. Fiquei na dúvida cruel entre pegar um escudo ou o arco, enquanto pensava percebi a presença de alguém se aproximando e me virei a tempo de ouvir uma voz feminina e doce.
–Então né, que loucura vai ser enfrentar filhos de Zeus e Ares juntos. – Ela disse com timidez, eu nunca chegava para conversar com alguém e era extremamente raro alguém vir falar comigo. Eu fiquei meio sem jeito, a garota era linda.
–Érrr, é, loucura né. – Balbuciei algo parecido com isso, ela deu uma leve risada que soou como uma melodia aos meus ouvidos e senti meu rosto queimando, eu estava ficando vermelho e não pela primeira vez, agradeci por não ser branco-pálido.
–Você é uma gracinha... Que feio da minha parte, esqueci de me apresentar, me chamo Catherine Fachini, sou filha de Afrodite, mas conversei com Annabeth e ela me deixou entrar no caça como filha de Atena, meu chalé acha isso um desperdício de tempo, eu por outro lado, adoro. – Ela disse abrindo um sorriso cheio de graça e lindo. A menina aparentava ter a minha idade, a estatura baixa de mais ou menos 1,68cm, seus olhos grandes arredondados e castanho-escuros me estudavam com cuidado, a pele branca destacava a cor avermelhada de seu cabelo que ia até a cintura, tinha um cheiro natural de rosas, o corpo avantajado com coxas musculosas, seios fartos e uma cintura com uma leve curva perfeita. Vestia a cota de malha, pendia em ambos os lados de sua cintura, duas adagas longas. Eu finalmente, depois de alguns segundos, consegui dizer.
–Ér, quer dizer, eu me chamo Lé... – Ela me interrompeu dizendo rapidamente.
–Eu sei quem você é bobinho, Leonardo Veronezi, o único filho de Hades que retornou nesses tempos. – Ela tornou falando com precaução o final da frase.
–Pois é... – Eu fiquei sem saber o que dizer e desejei que uma fissura fosse aberta abaixo de mim e me engolisse. Enfim, ela deu continuidade.
–Não vou mentir, você é bem gatinho e eu tenho ficado de olho em você e tals... E queria saber se teria problema em eu te acompanhar no caça, juro que não sou um peso morto. – Ela disse as últimas palavras com um divertimento na voz. Eu havia ficado meio sem jeito quando ela disse ‘’ gatinho’’, mas afastei isso da minha cabeça e respondi.
–Na verdade, eu acho que você não iria conseguir acompanhar e algum exagero meu poderia acabar te ferindo. – Eu disse em um tom de desculpas porém um pouco superior.
–Vamos Léo, qual o grande problema? – Ela disse se aproximando mais 2 passos em minha direção, ela estava um pouco perto, o cheiro dela ia se intensificando e eu ia ficando atordoado.
–É, realmente não tem probl... – Então eu percebi o que estava acontecendo, eu estava caindo em um truque completamente idiota, o maldito charme das filhas de Afrodite. Afastei-a segurando a mesma pelo ombro e respirei acordando do transe que eu estava entrando. Irritado eu disse. – Ok, espero que você tenha uma explicação pra ter tentado me pegar nesse encanto. – Ela me olhou totalmente sem jeito e começou a pedir desculpas.
–Por favor, me desculpa, eu só queria ir junto de você, queria ver você lutando, eu... me desculpe por favor, ai Cath como você é idiota, pelos deuses. – Ela dizia desesperada e realmente havia sinceridade em sua voz.
–Tudo bem, ok? Não foi nada tão grave, só não faça isso de novo, estamos entendidos? – Eu disse sério e ela assentiu, continuei com um pouco de gentileza na voz. – Façamos assim, eu vou largar na frente, porém se eu te encontrar ou vice-versa, vamos lutar juntos, Ok? Agora procure alguma equipe, tudo bem? – Ela me olhou com o rosto iluminado e concordou com a cabeça, antes de se virar e ir embora ela avançou em minha direção e me deu um beijo na bochecha que foi quente e confortável, então saiu correndo e sumiu no meio dos campistas. Eu fiquei paralisado por alguns segundos e coloquei a cabeça no lugar. Então eu havia voltado para o meu dilema mortal, escudo ou arco?
Depois de mais alguns 10 minutos pensando, peguei o maldito escudo de 80 cm de circunferência, meu conjunto de armas me lembrava minhas armas mágicas, porém eram mais pesados e não pareciam fazer parte do meu corpo como meus itens. O escudo por exemplo, era mais pesado do que o meu original, então seria um pequeno desafio se acostumar com o peso, eu não estava tão pesado, a adaga presa em minha bota esquerda exerciam um peso leve e até confortável, a espada era um pouco mais pesada do que a minha porém era fácil de se acostumar, o que mais me incomodava era a armadura, apesar de ser de cota de malha, ainda sim nem se comparava ao peso e resistência da minha armadura. Pensei em tira-la e ir lutar apenas eu e minha regata, porém desisti da ideia, algum tempo depois de eu refletir sobre essa questão, os conselheiros saíram da barraca maior e disseram a estratégia para todos, Annabeth começou como sempre fazia.
–Semideuses! Vou dizer a estratégia agora, então prestem muita atenção! Somos em 60 semideuses e o time azul é em 70. Temos uma leve desvantagem numérica, porém se seguirmos a estratégia esses 10 mal farão falta! A maioria irá ficar no meio para segurar e lutar contra os azuis, vamos ter uma segunda linha de defesa entre as árvores no limite do espaço que a bandeira tem de ter, três irão ficar na bandeira e o restante irá em busca da bandeira. – Annabeth com o olhar rápido olhou para o rosto de compreensão de todos e continuou. – Os filhos de Hefesto ficarão no meio para segurar, já que tem as maiores armas, Dan o conselheiro irá ser um dos três que ficara na bandeira. – Eu olhei para ele e vi uma expressão emburrada, devia ter discutido com ela e como naturalmente, aceitado os argumentos da filha de Atena, Dan odiava ficar parado porém era mais seguro ele na bandeira. –Temos a vantagem de termos um filho dos três grandes a mais que eles e temos Percy Jackson que tem uma experiência valiosa e fundamental. – Annabeth olhou para o namorado que já ficava envergonhado pelo elogio de sua amada. Ele respondeu.
–É isso ai galera, eu junto de Annabeth, vou comandar o combate no centro e a segunda defesa, que irá segurar eles e não vamos deixar eles passarem de forma alguma! Se desarmarem alguém, por favor evitem, porém se o combatente insistir na luta, nocauteie o mesmo. – Percy era alguém que se preocupava demais com os outros, isso não havia mudado, porém alguns anos haviam endurecido um pouco seu afeto pelos combatentes. Annabeth continuou falando.
–Eduar... Ed... HÁ, que se dane, desculpa Ed, mas seu nome é difícil de se pronunciar. Edward será comandante do time de ataque à bandeira. – Ela falou e Du começou a rir, fazendo os semideuses nervosos soltarem algumas risadas. Ele tornou.
–Tudo bem Annie, é difícil mesmo para americanos. Enfim, vamos atacar em grupos, porém não quero ninguém próximo demais de Léo. – Ele apontou para mim o que fez todos os olhares caírem sobre mim. – Como sabem, ele é filho de Hades também e é extremamente egoísta, competitivo e espaçoso. Mas podem ter certeza de que se ele ver algum de vocês em perigo, ele irá ajudar. – Falou no começo com um tom de brincadeira, mas finalizou com seriedade, firmando a ideia em todos. Eu dei um leve sorriso e Annabeth continuou com a estratégia.
–Bem, não é algo complexo, é extremamente simples, é só seguirem essa tática e vamos ganhar. Dan, escolha dois filhos de Atena para irem para a guarda da bandeira com você, de preferência um que use arco e outro com espada e escudo. 15 outros filhos de Atena farão a segunda defesa e outros 5 que Ed escolher, irão para o ataque principal, o restante ficará comigo e com Percy na defesa do meio. Não tentem trapacear ou machucar seriamente seus colegas, há sátiros em alguns lugares nesse bosque que caso precisem relatar alguma trapaça ou precisem de ajuda médica de Quíron o achem. Time de ataque não se esqueçam que há monstros nesse bosque, fiquem atentos. Faltam apenas 20 minutos! – Finalmente Annie tomou ar e gritou. – QUE OS DEUSES ESTEJAM AO NOSSO FAVOR!!! – No final desse grito o restante dos semideuses gritou também, Annabeth era uma líder espetacular, mesmo com a diferença numérica deu confiança a todos os semideuses e elevou a moral do time. Então cada um partiu para sua posição e Du se aproximou de mim.
–Então, quem irá ser os outros 4 semideuses? – Virou-se para a massa de semideuses, estudando-os. Eu logo lembrei de Catherine e disse.
–Tem só alguém que eu quero levar, posso escolher? – Ele me olhou com uma expressão interrogativa, era extremamente raro eu me importar com alguém. Ele assentiu e eu corri no meio da multidão em busca da bela garota. A encontrei conversando com outros dois filhos de Atena e a chamei.
–Catherine? – Ela se virou imediatamente ao ouvir minha voz, já estava sorrindo. –Érr, bem, Du deixou eu chamar alguém para ir para o combate direto e eu escolhi você. – Ela me olhou rindo levemente e concordou com um aceno da cabeça. Voltamos para onde Du estava com outros três semideuses, os três pareciam ser filhos de Atena, porém um deles era mais moreno. Quando me aproximei, Du iniciou as apresentações
–Léo, esse mais moreno é filho de Hefesto. Seu nome é Helon Irontimber. – Eu o cumprimentei com um aperto de mão firme, ele tinha o cabelo um pouco raspado em volta da cabeça e usava brincos em ambas as orelhas, usava duas adagas longas como arma, era musculoso e aparentava ser rápido, alguns segundos depois do aperto de mão ele me deu um abraço, o que acabou me surpreendendo. Du continuou. – O loiro é filho de Atena, seu nome é Augustos Bayer. – Augustos tinha o cabelo comprido e encaracolado, usava uma lança e em sua cintura uma espada curta, o cumprimentei com um aperto de mão e Du terminou. – Esse aqui também é filho de Atena, se chama Mercer Claychild. – Ele era loiro também, como a maioria dos filhos de Atena, ele tinha o cabelo cortado de forma militar e carregava consigo uma espada e um escudo. O cumprimentei da mesma forma que seu meio-irmão. – E então, vai nos apresentar ela? – Disse Du com o olhar cuidadoso.
–Assim, me desculpem. Essa é Catherine Fachini. – Os quatro olhares pesaram em cima dela, ela era realmente linda e encantava qualquer um. Du, logo entendendo de quem a menina era filha, olhou para mim com um pouco de malícia, eu assenti com um leve balanço da cabeça afirmando a pergunta que havia sido feita por telepatia. E ele rapidamente mudou o olhar e extraiu a atenção para si.
–Bem, vamos nos preparar. Catherine, Mercer, Augustos e Helon, vocês irão juntos em busca da bandeira, caso achem-na façam de tudo para pega-la. Eu e Léo iremos sozinhos, então se preparem para a largada. – Nos separamos e fomos cada um para seu ponto de largada.
O Sol estava se pondo, já deviam ser 17:50hrs e o céu estava lindo, havia um tom alaranjado entre as nuvens e me permiti relaxar um pouco, esquecer de todos os problemas e simplesmente me focar em lutar. Mais alguns minutos e a lua tomaria conta do local e então a vantagem do escuro cairia sobre mim e Du. Ficamos olhando para o bosque a nossa frente e depois de alguns minutos que pareciam ser infinitos, ouviu-se a corneta de Quíron, um som grave e alto, mostrando que havia começado o tão esperado caça-bandeira. Nas minhas costas ouvi Annabeth gritando ‘’ VAMOS-LÁ!’’ e então olhei para Du que estava a minha esquerda e ele deu um leve sorriso, falando algo que entendi pela linguagem labial, ‘’ Nos vemos de novo com a bandeira em mãos.’’, eu sorri de volta, senti o colar que Frances havia me dado bater em meu peito, então o mundo desacelerou e eu disparei para dentro da floresta com a espada em mãos.
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