Sobreviventes

1 Apenas o começo


P.O.V Kimberly

Acordei cedo como o de costume. Olhei o relógio que ficava ao lado da minha cama, em cima da cômoda. Eram 7' 30'', me deu uma raiva! Afinal, era domingo e eu estava acordando cedo.

Me levantei e fui ao banheiro. Me olhei no espelho e percebi que o meu cabelo parecia um ninho de passarinho. Peguei a escova de cabelo e comecei a desembaraçá-lo, o que foi difícil e rendeu uma ou duas lágrimas de dor.

Terminei e o prendi em um rabo de cavalo, fui até o meu guarda-roupa. Peguei um short jeans, uma regata branca simples e desci.

— Mãe? Pai?— eles costumavam acordar mais cedo que eu.

— Estamos fazendo o café da manhã, querida!— minha mãe respondeu da cozinha.

— Te chamamos quando estiver pronto!— meu pai falou.

— Está bem!— retruquei— Cadê a Miah?— Miah era a minha irmã mais velha. Ela tinha 22 anos e era muito legal comigo.

— Conseguiu um novo trabalho, voltará na hora do almoço!— minha mãe disse.

Não perguntei mais nada, apenas me joguei no sofá e liguei a televisão.

Estava passando um filme muito clichê, "a mocinha se apaixona pelo delinquente, mas este nem liga para ela, então ela muda e ele começa a prestar atenção nela, mas ela nem liga mais" e blá blá blá.

Fui passando pelos canais, já ia desistindo, quando eu paro em um canal. Era um noticiário e a repórter falava algo extremamente sério e eu me preocupei. O que era raro, já que não ligava para essas notícias bobas.

"Nova York está em estado de crítico. Um doença se espalhou, pessoas morrem, mas não permanecem mortas. Elas estão caminhando pelas ruas e devoram as vivas. A situação está fora de controle. Os policiais não conseguem conter esses mortos-vivos. Aconselhamos que fiquem em casa e não saiam até que policiais com treinamento especial o tirem daí..."

Como a notícia estava sendo ao vivo, podíamos ver o caos que estavam as ruas de Nova York. Ao fundo, pessoas devoravam as outras, corriam e gritavam, outras tentavam lutar e perdiam pateticamente, sendo devoradas logo em seguida.

Teve uma hora que a repórter olhou para trás e soltou um grito agudo. Um zumbi vinha na sua direção. O câmera-man soltou a câmera e ela caiu no chão. A última coisa que vi foram o homem e a mulher que haviam caído no chão e logo uma multidão de zumbis os devoravam.

E então a conexão foi interrompida. E eu fiquei ouvindo um baralho de "ti, ti, ti".

Eu só ouvia barulhos de gritos sussurrados e alguns gemidos.

— Mãe?— só agora eu havia tirado a minha atenção da televisão.

Ela não me respondeu. Estava me preocupando. Me levantei cautelosamente e segui em direção à cozinha.

Ao chegar lá, encontrei uma cena inesquecível.

Minha mãe estava jogada no chão, morta, com partes de seu corpo sendo devoradas por dois zumbis. O meu estava tentando distrair mais três zumbis que queria atacá-lo com uma frigideira.

— Fuja!— ele gritou assim que notou a minha presença.

Eu não consegui me mover, minhas pernas estavam paralisadas.

Senti lágrimas rolarem por minha face e foi justo nesta hora que os zumbis que devoravam a minha mãe me percebeu.

Eles vieram na minha direção e foi nessa hora que eu criei coragem e corri. Corri como se não houvesse amanhã, e talvez não houvesse mesmo, estava tudo estável.

Subi até o segundo andar e percebi que os zumbis não eram tão lentos, e que corriam até rápido.

Apertei o passo e consegui entrar no meu quarto. Tranquei a porta e logo me afastei, sentindo as batidas na porta.

Calcei um tênis qualquer, peguei a minha mochila, coloquei alguns salgadinhos e biscoitos que sempre guardava no meu quarto dentro dela, peguei a minha garrafa d'água (que estava vazia) e peguei uma pistola que guardava na cômoda.

O meu pai era policial e insistia que eu e minha irmã (que dividíamos o quarto) nos protegêssemos.

Peguei uma munição e coloquei no bolso do meu short. Foi nessa que os zumbis arrombaram a porta e eu levei outro susto.

O meu pai e a minha mãe estavam junto com eles. Não tentando impedi-los, mas os ajudando.

Mais lágrimas vieram à tona. Apontei a arma para eles e os matei, juntamente com os outros zumbis. Eu poderia ter escolhido morrer e me juntar a eles, mas eu tinha que encontrar a minha irmã e a morte deles não poderia ser em vão.

Saí da minha casa e fugi.

Era a minha única esperança.

É o que dizem naquele ditado popular: "A esperança é a última que morre e a primeira que mata".

Ela tinha dois lados. Poderia me ajudar ou poderia me matar. Só me restava saber de que lado a esperança estava.

Eu torcia para que estivesse do meu.

Notas finais
Eu tentarei terminar o mais rápido possível essa fic, prometo!A Kimberly é representada pela Bonnie Wright! Aquela é a aparência dela.