Notas iniciais
POC POC POC.
DESCULPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA,
primeiramente hihi, demorei demais pra escrever esse mais entendam, ta muita correria aqui, e tá sendo difícil conciliar casa, colégio e fics. Mas não vou parar perdão, darei uma adiantada maneira. hehehehe
Espero que gostem ♥

Pietro esperava ao lado de fora do portão, encostado no muro escuro, com um sorriso encantador e uma pizza na mão.

“Caralho, agora eu vou realmente desmaiar! Quem convidou ele?! Você tá ridícula de pijama não dá pra falar com ele assim!” Mandei meu subconsciente ir pastar e procurei a expressão mais indiferente que podia ter. Nunca fui muito boa quando o assunto era atuar.

– Claro, desculpe-me. Entra Pietro. -Disse sem graça, escancarando a porta pra que ele passasse com aquela pizza gigantesca.- Como sabe que eu moro aqui? E o porquê da pizza? Não acha que tá meio tarde? Eu não to bem vestida.

Pietro riu e me olhou com aqueles olhos verdes lindos e eu esqueci por um momento que ele era um estranho na minha casa, que eu estava só e de pijama. Sorri para ele e fechei a porta devagar, tentando cobrir as partes decotadas do pijama.

–Não pequena… É que ouvi umas meninas lá no colégio comentando que você morava por aqui. Então eu resolvi dá umas voltas na rua pra ver se você saia de umas das casas algo assim. –Pietro abaixou a cabeça como se estivesse com vergonha, mas logo sorriu, corrigiu a postura e voltou a falar.- Então passou um entregador de pizza maluco e parou de frente pra mim perguntando se eu sabia onde ficava uma casa por aqui. Eu disse que eu mesmo tinha pedido a pizza. Paguei por ela e fiquei olhando outro cara maluco tocar na sua campainha...

– Ah, deve ter sido o mecânico...

– Acho que sim –Disse ele sorrindo- Perguntei se era a casa da Lis e ele me confirmou. Depois foi só falar que era pra ele voltar outro dia e toquei na campainha de novo.

– Ah. Estranho, não ouvi a campainha. -Sussurrei espantada.-

– Vai ver não estava prestando atenção… -Retrucou Pietro, me olhando com atenção, de uma forma misteriosa e eu me senti nua.-

“Ou vai ver ele matou o mecânico, matou o cara da pizza e vai matar você. Que cara maluco. QUE HISTÓRIA MALUCA! Mas é sexy admito. Sacudi a cabeça na esperança que aquilo pudesse sair da minha cabeça. “Não desta vez queridinha. Você tem que concordar comigo hehe” E lá vai meu subconsciente ferrando com tudo e me fazendo tremer. Pietro ainda estava parado ao meu lado em meio ao meu jardim. Talvez esperasse que eu o convidasse realmente a entrar, mas, eu não sei se o queria dentro da minha casa depois dessa história totalmente maluca e sem noção. Bem talvez fosse mesmo verdade... Talvez só fosse coincidência, talvez o mecânico realmente fosse tão inocente quanto eu.

– Bem Pietro, não vamos ficar aqui fora não é? –Sorri meio forçado- Entre, temos uma pizza pra devorar!

Sorri novamente para Pietro ele retrucou o gesto e seguiu na minha frente como se já conhece o suficiente a casa parar empurrar a porta de vidro e passar direto do enorme salão, a mesa de mármore preta no meio de minha cozinha. Aquilo me perturbou. Pietro andando calmamente com suas calças caídas e seu jeito “Sou forte demais pra andar direito” pela minha casa como se não fosse a primeira vez. Ele nem olhava ao redor, espantando pelo tamanho da casa, ou simplesmente por ser algo novo. Não, ele mantinha os olhos na pizza que abria e fechava para que o cheiro incensasse o ar.

– Ér, por que não pega os pratos e os talheres que eu vou só trocar a roupa está bem? –Falei sorrindo enquanto me encaminhava para a escada.

– Claro. Sem problemas. –Pietro sorriu e eu tremi mais uma vez enquanto o dava as costas.-

“Nada de, “Onde ficam os pratos e talheres Lis?” Esse cara é louco, e gostoso e lindo. Fique longe!” Está tudo em sua cabeça. Não há por que se preocupar. Cheguei ao meu quarto e procurei algo aceitável para usar na frente do Pietro. Não havia nada que prestasse no meu guarda roupa então coloquei um short jeans rasgado de taxinhas e uma blusa de renda que pelo menos deixava meu corpo legal. Passei uma maquiagem rápida incolor no meu rosto e desci correndo.

– Nossa. –Pietro falou sorrindo quando me viu entrar na cozinha.-

Gelei. Tô ridícula.

– O que foi? –Fiquei parada enquanto ele chegava um pouco mais perto.

– Você está linda. –Pietro passou a mão no meu cabelo e eu senti minha bochechas corarem.

– Obrigada. Vamos comer?

– Claro! –Pietro voltou a mesa onde já havia separado dois pratos, talheres e fatiado a pizza. – Só não achei os copos. Você pode pegá-los?

– Sim, sim. –Caminhei até o balcão e me estiquei pra alcançar o armário de cima onde ficavam os copos. Podia jurar que Pietro estava me olhando.- Aqui está! –Me virei rápido e ele voltou os olhos para a pizza. Bingo. Ele estava mesmo olhando!-

– Huum, então, você prefere de qual sabor que eu te sirvo...

Pietro falou rápido demais como se tentasse mudar um assunto que não havia começado.

–Anjo, só tem de calabresa... –Falei sorrindo, e ele riu sem graça.-

– Só tava querendo ser legal.

– Sei. –Rimos juntos e nos sentamos pra comer.


Terminamos de comer e Pietro se pôs a perguntar de mim. Ficava imaginando o quanto ele sabia de minha vida e eu apenas sabia que havia voltado a Paris sozinho, o seu nome, e que estudava na mesma escola que eu. Mal sabia onde morava, ou seu sobrenome, ou até mesmo se não era um psicopata ambulante. A única coisa que sabia era que me sentia bem ao seu lado. E que Pietro era uma rapaz de 18 anos completamente misterioso, que me fazia rir, esquecer o problemas e viver um pouco. Ao lado dele eu parecia até uma adolescente normal, jantando com alguém intimo em casa.

Estava perdida em meio aos meus pensamentos quando fui pega de surpresa com Pietro tocando na altura do ombro.

– Caramba, você me assustou. – Sorri, depois de ter dado um pulo na cadeira.

– Desculpe-me, não era minha intenção. –Pietro riu e eu ri junto com ele, repousando minha mão em seu ombro para tomar ar.- Mas é que parecia que a moça estava sonhando acordada. — Disse Pietro sorrindo

– Ah foi? Desculpa. Estava pensando nas aulas que temos amanhã — Menti. — Pietro…

– Sim pequena?

– Você não me disse onde mora.

– Moro próximo à torre Eiffel. — Retrucou sorrindo.

– Nossa. É um pouco longe não acha?

– Não muito. –Ele sorriu sozinho.

– Você veio até aqui a pé?

– Digamos que sim.

”Digamos que sim?! Como assim? Você veio voando? De carro? De bicicleta?! Corre, ele é louquinho mesmo!” Sorri sozinha, voando que não foi né.

– Ah, certo. -Foi o melhor que consegui dizer.

Então eu entendi por que ele me perguntava tanto sobre mim. Talvez não gostasse de falar sobre si e eu entendi. Não ia insistir. Talvez quando ele estivesse pronto, me contaria sua história.

Notas finais
Nossa, mais uma vez desculpa a demora, vou dá uma adiantada.
EAE? Gostaram??? Comentem o que acharam está bem?
beijoooooooooooos da gorda.