Notas iniciais
Mais um capítulo quentinho quentinho pra vocês!!! hehehehe, divertam-se babys *---------*

Ficamos em silêncio por quase vinte minutos, olhando a televisão desligada. Sentia-me meio incomodada com a mão de Pietro por trás do meu pescoço no sofá. “Atchim, mentira, tchim, desculpa to meio gripada.” Nossa subconsciente, por que motivos indecentes você infelizmente existe? Revirei os olhos pro nada. Então, rapidamente, Pietro se levantou do sofá e me deixou o olhando sem entender nada.

- Está tarde Lis. Agradeço-lhe pela recepção e pelo jantar excelente, mas é hora de ir.

Levantei num salto, e arrumei a blusa que havia levantado um pouco, corei ao levantar a vista e encontrar os olhos de Pietro acompanhando minhas mãos. Pigarreei para que ele pudesse tornar a olhar-me nos olhos.

- Mais já?! –“Nossa Lis, parabéns, agora ele sabe que você curte a presença dele!” Tinha que concordar dessa vez, não queria que tão cedo Pietro achasse que eu me importava. Apesar que sim.- Quer dizer, não precisa ir agora se não quiser entende? -Retruquei. Diga que quer ficar, diz, diz. Pensei.

- Não dá pequena. Está tarde.

Derreti. Claro que outras pessoas já tinham me chamado de pequena, principalmente por que sou um corpo fora de órbita que colide em qualquer coisa e por isso, as pessoas acham que tem o direito de me chamar de pequena como se eu fosse idiota ou estúpida, e isso diminuísse meu tamanho, não sei. Mas aquele pequena, era doce e gentil, vindo dele.

- Ah, tudo bem. Então vou te acompanhar até a porta está bem?

- Não precisa anjo, você deve ter muitas coisas pra fazer, eu, não quero atrapalhar.

- Eu faço questão, pra ser sincera não vou fazer nada mesmo. -Disse com o mesmo sorriso que sempre me dava.

“Droga idiota, agora ele vai mesmo achar que você é fácil.” Podia sentir meu subconsciente revirando os olhos. Ignorei-o e continuei sorrindo. Fui caminhando até a porta de vidro fosco com Pietro, e ao abrir a porta um vento gélido me percorre a espinha, e gotas fortes de água nos pegam de surpresa fazendo-nos tremer de frio. Fechei a porta com rapidez, e olhei pasma para Pietro que me retribuiu o mesmo olhar espantado. Rimos juntos ao perceber que estávamos completamente molhados em questões de segundos. Tranquei a porta novamente e pude ouvir trovoadas no céu.

- Minha nossa! Você viu isso? Essa tempestade ta horrível Pietro. Não dá pra você ir agora. Acho que é bem capaz de quando chegar à rua for carregado pela água.

- É, vou dá um tempo, talvez daqui à uma hora ou duas tenha cessado, eu ando rápido, só preciso de uma trégua da chuva por mais ou menos meia hora.

Assenti com a cabeça e eu e Pietro retornamos ao sofá. Com medo que fossemos tomados pelo mesmo silêncio atormentador, liguei a TV que passava as notícias da cidade. A mulher do tempo falava sobre a forte chuva, e que não havia previsões para o término, mas, que as pancadas de chuva, os raios e os trovões, permaneceriam pela noite inteira. Olhei sem graça para Pietro, que tinha o olhar preocupado e pensativo. Ele me olhou e respirou fundo, colocando os olhos depois na janela, em que a chuva batia ferozmente nos confirmando a previsão.

- E agora Lis? O que vamos fazer? A chuva vai durar a noite inteira e não tem a menor condição de sair nesse tempo.

— Bem... –Procurei as palavras certas, ou até mesmo uma saída razoável para essa situação. Mas a verdade é que nós dois sabemos onde isso ia acabar.- Você pode dormir aqui. Se quiser é claro. – “Como é que é dona Lis?! Ótimo! Agora ele vai achar que você é uma pervertida e quer abusá-lo sexualmente. Ou pior! Ele vai achar que você é uma atirada e quer que ele te abuse sexualmente” O subconsciente gritando e xingando-me em minha cabeça, mas o melhor que eu fiz, foi rir sozinha com meus próprios pensamentos maquiavélicos, fazendo Pietro me olhar com uma cara desentendida.

- Não quero incomodar, afinal o que seus pais iriam pensar de mim? -Falou sorrindo, meio tímido com toda a situação.

Puff puff, meus Pais, AUSÊNCIA

- Não claro que não é incômodo algum Pietro. –Sorrir- Aliás, estamos sós. –“Otimo Lis, agora ele vai achar que realmente é pra te abusar! Corre!! O expulsa! Rápido!”- Quero dizer... Meus pais viajam muitos, então praticamente moro só. –Revirei os olhos.-

- Então sendo assim, irei ficar… -Pietro sorrio, e pela primeira vez, pude o ver corar sem graça. Olhou para mim rápido, olhou para o chão, depois focou os olhos em mim ainda mais encantadores do que antes.- Onde posso dormir?

- Huum.. –Tentei me concentrar em alguma resposta, era muito difícil com aqueles olhos lindos me partindo ao meio.- Ah! Você pode dormi no quarto de hóspedes lá em cima, ao lado do meu. É provável que tenha algumas roupas lá, umas camisas antigas do meu pai que não servem mais. Pode pegar se quiser para não ficar com essa roupa ai toda molhada. –Apontei para ele que riu ao olhar de novo sua blusa molhada.- Não quero que você fique resfriado.

- Ah claro, sendo assim. –Sorriu.- Se me dá licença pequena, vou subindo. –Ele piscou pra mim e quase tive que me segurar na parede pra não desequilibrar.

Pietro subiu com uma elegância pela escada que mais parecia estar tirando fotos para uma capa de revistas teen, mas ao mesmo tempo com uma certa rapidez e agilidade. Fiquei o observando enquanto sumia escada acima, admirada com sua beleza.

Bem, -Saltei sozinha na sala- É melhor eu me vestir, se admirar mais ele, vou acabar com minhas roupas secas e um bom resfriado me visitando. -Pensei sorrindo.

Então recolhi os pratos, talheres e copos, os lavei rapidamente e subi o lance de degraus um pouco depois que Pietro. Parei no fim das escadas para poder chamar Shiva e assim, apagar todas as luzes e checar os alarmes da casa inteira. Então foi ai, que sem perceber, algo me chamava atenção de longe. Caminhei calmamente pelo longo corredor até que me deparei com uma cena que jamais vou esquecer.

Notas finais
ENTÃOOOOOOO??? Gostaram? aprovaram? Acham que algo tem que ser melhorado? O que vocês acham que Lis viu?? hehe, deixem um comentário lindo, para a linda da Let. Brigadinha
~♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.