Sobreviventes

4 Pensando em você.


Notas iniciais
Quero agradecer a todos que estão lendo que não tem perfil no Nyah, mas que vem me procurar em redes sociais pra dizer que estão curtindo muito a história! Gostaria de agradecer também as pessoas do Nyah que estão acompanhando e pedir que digam o que acharam sobre a história!
Obrigada e bom capítulo!

Diferente do que pensei foi fácil e até tranquilo conversar com ele. Por 30 minutos inteirinhos fui capaz de esquecer que era tímida e desastrada, e conversamos como duas pessoas civilizadas que não se viam há anos, e haviam acabado de se reencontrar. Era como se o conhecesse á anos… Sua história me era tão familiar, como seja houve á escutado, como se tivesse o acompanhado em sua vida, como se já houvesse o encontrado antes. Olhei o relógio que marcava 13:00, “Sua retardada, não vá pra casa e deixe a única coisa que te ama com fome! Até mais Pietro bonitão, mas temos que ir.” Olhei rápido e sorrindo me levantei enquanto meu subconsciente acenava suspirando.

– Hum, tenho que ir agora, está tarde. –Falei sorrindo, sem a menor vontade de partir.

– Posso levá-la em casa se quiser. –“Minha nossa ela quer sim! Ai acho que vou desmaiar.

Eu mal o conhecia.

– É melhor eu ir andando, mas obrigada pelo convite. –Falei sorrindo sem graça.

– Não tem problema algum. –Pietro se levantou e me abraçou forte, fazendo meu coração querer pular pela boca.- Até mais.

– Té. –Foi o melhor que conseguir dizer com sua boca tão próxima a minha.

Voltei para casa ofegante e seu nome não saia de minha cabeça. Pietro. Nome perfeito para um rapaz tão perfeito. Deslizei a porta principal de vidro e Shiva correu ao meu encontro. Entrei na cozinha e apanhei sua tigelinha de comida ao qual enchi a metade e devolvi ao chão. Subi a escadaria em direção ao meu quarto e deitei em minha cama pensativa. Ele era tão apaixonante, tão atraente e tinha bom gosto pra músicas e livros. Falou-me de como adorava também Shakespeare e eu estava ali, querendo o conhecer melhor apesar de ter a forte sensação da já conhecê-lo bem. Passei à tarde por completa em minha cama, lembrando-me de seu nome e das coisas que me disse.


– Então Pietro, és novo em Paris? -Perguntei.

– Digamos que sim Lis -Sorria como sempre, tamborilando os dedos na mesa de vidro de minha cozinha.

– Como assim? -Perguntei curiosa, entregando-lhe o café que havia feito.

– Não é que seja novo… Apenas estou voltando por aqui -Sorria, mas era perceptível que estava desconfortável com o assunto.

– Humm... Entendo, voltou com seus pais? Sua namorada? -Eu tinha que perguntar. Sentei-me desconfortada na cadeira ao seu lado esperando dolorosamente por sua resposta.

– Não tenho namorada Lis. -Sorria me olhando- Nem tenho pais. –Ele abaixou a cabeça e senti-me aliviada e ao mesmo tempo triste por ele.

– Ô, Desculpe-me. Não foi minha intenção. -Sussurrei envergonhada.

– Não se preocupe pequena. –Ele beijou de leve minha testa sorrindo.

– Então por que voltou? –Perguntei ainda mais curiosa.

– Na verdade voltei por você. — Me olhava sério.

– Como é que é?

– Voltei por você Lis. Você vai entender um dia. – Disse ele se levantando e dando-me as costas indo em direção à porta.

– Pietro espera! –Segurei seu braço e ele virou o rosto para mim, coloquei a mão na boca espantada, enquanto o encarava boquiaberta. Aqueles olhos... Aquilo não era ele.




Acordei com meu celular vibrando próximo a minha nuca.

Nossa, –Peguei o celular sentando-me na cama.– Foi só um sonho. -Sussurrei para mim mesma enquanto meu coração parava de dançar como um louco em meu peito.

Olhei o celular e havia uma mensagem de texto. Era uma mensagem da minha mãe, avisando que não voltaria em duas semanas. Que eu me cuidasse e tomasse conta da casa. “Sempre isso não é? Nunca volta no prazo.” Meu subconsciente revirava os olhos e eu concordei com ele chateada. Desci até a cozinha e preparei um lanche, Shiva estava deitado na imensa cozinha, dormindo profundamente. Aproveitei o silêncio e recordei-me de meu sonho. “Voltei por você” Como assim? Se jamais havíamos nos visto, só poderia ser sonho mesmo… Acho que estou começando a pensar demais nele que acabou de chegar. Não deveria ficar sonhando com alguém que acabou de chegar, ou melhor dizendo, acabou de voltar. Mordisquei o sanduiche. Acho que estou completamente louca! “Você é louca!” Revirei os olhos. Eu não posso simplesmente ficar sonhando com ele, ou acreditando que aquele sorriso sem graça dele era especial pra mim. Qual é?! Ele deve simplesmente chegar em todo lugar e fazer as garotas caírem aos pés dele, como aqueles galãs da TV. Me levantei confusa e coloquei o prato na pia. Caminhei até a sala peguei o controle e liguei a TV, passando todos os canais.

– Lixo, lixo e lixo. – Revirei os olhos.– Droga de TV.

Desliguei a TV e caminhei até a porta principal, que levava a meu jardim. Passei pela porta e pude sentir o vento que batia em meu rosto, me fazendo cruzar os braços com a sensação de frio. Como era agradável sentir aquele cheiro de tulipas azuis; perto delas era como se não houvesse problemas, conflitos ou dores. Era como se o mundo por completo fosse uma profunda paz. Como se em meio a esse meu mundo esquecido e nostálgico, eu pudesse ser feliz. Caminhei até lá e remexi um pouco nelas, inalando seu cheiro devagar. Shiva passou de pressa por mim e levei um susto. Ele correu até o muro e a porta enorme da frente, que levava a rua, latindo com o rabo abanando. Depois correu até mim, saltando, me fazendo desequilibrar e cair.

– Shiva seu cachorro louco! –Falei rindo, enquanto tentava-me desviar de sua língua em meu rosto.

Brincava com as flores e com Shiva quando ouvi a campainha tocar. Corri apressada, até porta da frente, toda cheia de expectativa. Deveria ser o rapaz do chuveiro elétrico que estava atrasado quase uma hora. Até que enfim, água quente novamente!

– Já estava na hora – Disse com a cabeça baixa, remexendo em meu bolso em busca da lista de problemas que o chuveiro apresentava. –Você demorou demais!

– Desculpe-me a demora Lis. -Dizia uma voz rouca, que reconheci facilmente.

Olhei rapidamente para cima, avistando o garoto branco de cabelos negros bagunçado, me olhando com aqueles olhos verdes e sorriso tão lindo.

– Pi... Pi... Pietro?! – gaguejei espantada, meu coração disparando agora.- Como descobriu onde eu morava? — Afaguei assustada sorrindo.

Pietro sorria com aquele olhar misterioso. E cá entre nós mais que encantador. Ele olhou por trás de mim e sorriu sozinho.

– Não vai me convidar para entrar? — Sorria Pietro, com uma voz misteriosa e atraente.

Notas finais
EAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE?
O que acharam? ein ein? Vocês acham que ela deve deixá-lo entrar? E que sonho estranho foi aquele?
hehehehehehehehe.
Enjoy de show!