Notas iniciais
Então gente, só quero dizer que amei os reviews! Sério, ver que há pessoas que estão lendo minha fic/livro me deixa realmente feliz demais *--*

O turno mal havia começado e Grissom já havia separado os três casos em duplas diferentes. Apesar de Nick e Greg terem reclamado sobre a falta de tempo que tinham para si mesmos, Grissom olhou para eles sobre os óculos e comentou em tom zombeteiro. — Quem sabe vocês não pedem demissão, então. Terão as 24 horas do dia todinho para dedicarem-se á vocês mesmos.

Sara deu uma discreta risada, apesar de não sentir mais nada por Grissom, a não ser uma tristeza por tudo que já havia passado para conseguir o amor dele. Com o orgulho ferido, havia tomado a decisão de nunca mais amar nenhum homem. Seu passado havia sido muito difícil, e quando ela mais precisava de alguém, Grissom não havia demonstrado nenhum tipo de sentimento por ela, a não ser por parte profissional, o que não era exatamente o que ela queria. Simplesmente havia fechado seu coração para qualquer tipo de envolvimento romântico com qualquer pessoa, tarefa que tornava-se levemente mais difícil devido ao fato de Greg sempre dirigir flertes á ela, mas que ela apenas respondia com algum gracejo tímido e evitava prolongar o assunto.

Sara acabou sendo a dupla de Greg. Cath foi com Warrick, e Grissom escolheu Nick, pois no íntimo, ele ainda se sentia culpado por Nick ter sido enterrado vivo e temia que aquilo poderia acontecer novamente se não ficasse de olho nele. Grissom não sabia muito bem lidar com pessoas, e o recente acontecimento com Nick fazia-o sentir se pior ainda em relação a isso. Grissom pensava que, se prestasse mais atenção ás pessoas ao seu redor, poderia ter evitado o seqüestro de Nick. Além do seqüestro de Sara, onde uma serial killer decidira que Sara seria a vítima perfeita para atingir Grissom indiretamente. Natalie Davis havia sido o pior pesadelo de Grissom. Ele mesmo havia confessado que ela o fazia sentir-se incomodado, pois ele não havia conseguido deter-la a tempo de evitar novos assassinatos, como costumeiramente teria feito com um assassino qualquer.

Grissom voltou a prestar atenção em seus colegas de trabalho, que pegavam suas maletas e dirigiam-se ás suas devidas funções. Passou o olhar pela sala, notando que Sara e Greg já não estavam mais lá, e concluiu que eles já estavam a caminho da cena de crime designada á eles.

Chegando a sua cena do crime, Sara sentiu um calafrio percorrer seu corpo. A vítima havia sido estripada, e seus intestinos jaziam por, pelo menos, um raio de três metros na ampla sala ricamente decorada. Estava a anos naquele trabalho, mas havia certos casos que a afetavam mais do que outros. Seu maior fraco era quando ocorriam casos de violência doméstica, em parte por causa de sua infância, onde havia, horrorizada, presenciado sua própria mãe esfaquear seu pai até a morte, por conta das surras que diariamente levava dele. Sara voltou á realidade com a voz de Greg.

- É, acho que temos um Jack estripador á solta. E olha que nem estamos em Londres, onde ele agia. Se bem que aquilo devia ter sido uma época interessante. Sabia que agora fizeram exames de DNA e de caligrafia, estão suspeitando que um renomado pintor vitoriano pode ter sido um assassino sanguinário? – Greg ergueu as sobrancelhas para Sara. Estava tentando impressioná-la, quem sabe ela finalmente o notaria.

- Assassinos mudam, métodos mudam. – Sara falou uma frase que Grissom costumeiramente usava. Por alguns instantes desejou que não o tivesse feito, odiava ter qualquer semelhança com o homem que tanto a havia desprezado. Voltou a prestar atenção aos pingos irregulares de sangue que manchavam a sala inteira, seus olhos logo procurando novamente o corpo esquartejado. – Embora eu ache que o nosso assassino seja um caso mais importante agora do que Jack.

- Sem dúvidas. O que eu faço? – Greg perguntou. Apesar de estar há anos implorando para ter uma chance de trabalhar em campo, apenas há alguns meses havia conseguido passar no teste. Desde então, vestia seu colete á prova de balas com o maior orgulho e dava tudo de si nos casos que tinha em mãos, mas nunca se esquecendo de soltar diversas piadas, uma característica pela qual era conhecido. Diversos casos já haviam o posto á prova, mas ele nunca deixara de se o homem bem humorado que todos adoravam.

-Faremos assim; vamos começar por essa sala, eu procuro digitais e você, manchas de sangue. Algo que não será muito difícil, levando em conta todo o sangue derramado por aqui. Não esqueça de catalogar cada padrão de sangue em uma amostra diferente. – Sara falou apontando para nenhum lugar em particular e sabendo que passar aquelas instruções para Greg era inútil, afinal, ele conseguira aprender tudo que era necessário com uma rapidez surpreendente. Como imaginava, Sara viu Greg revirando os olhos e dando de ombros.

- Está duvidando da minha capacidade como investigador criminal, Sidle? Eu sei como fazer isso, embora você ache que sou menos útil do que um calo nessas suas mãozinhas de fada. – Greg procurava o luminol e a luz ultravioleta no meio das dezenas de outras ferramentas existentes na maleta.

- Se você tiver entendido isso assim, que seja. A possibilidade de escolha é toda sua. Eu tenho a obrigação de passar essas instruções para você toda santa vez que trabalharmos juntos, não é para nada que sou sua mentora. – Sara respondeu sorrindo também. – A propósito, obrigada pela parte de mãozinhas de fada. Sou a fada das impressões digitais.

- Já estava na hora de você me deixar escolher as coisas por aqui. Aliás, de nada. Sua delicadez para pincelar é impressionante. – Greg resmungou tentando parecer mal-humorado, o que fez Sara soltar uma risada e com isso, começar o árduo trabalho de procurar digitais que poderiam soltar ou prender para sempre um suspeito de crime.

Trabalharam por algumas horas na cena do crime, até que tivessem todas as evidências empacotadas e guardadas no Denalli do laboratório. Sara olhou para o relógio e soltou um suspiro. Dali a alguns minutos teriam algum tempo para tomarem um café e depois voltavam ao trabalho, mas enquanto isso ela dirigia pelas movimentadas ruas de Las Vegas, que mesmo na madrugada, não parava.

Notas finais
E então, o que acharam? Eu sei que a cena de crime da Sara e do Greg é tensa, mas tive que dar um toque dramático á história, heuhue'