Sobrevivência Ou Morte? O Que O Futuro Reserva?
4 É Hora de Confrontar o Quinto!
Notas iniciais
Os corredores do templo estavam cheios de gás, e eu sabia que se repirássemos, morreríamos, então, eu estava com a respiração prendida, mas por quanto tempo nós conseguiríamos ficar sem respirar? E será que conseguiremos salvar Marco das garras do Quinto?
Nós procuramos, procuramos incansavelmente, até que não conseguimos mais segurar a respiração, então corremos para a saída do templo.
Depois de tanto correr, chegamos ao ar puro e fresco dos jardins do templo.
–Ai-chan... Precisamos... –Eu estava extremamente ofegante, então estava difícil falar. –Salvar... Marco-san...
–Mar... –Ai-chan então olha no diário. –Tsubaki-san... Temos pouco menos... –Ela também estava ofegante. -De uma hora para salvá-lo...
–Menos de... Uma hora? Por quê? –Pergunto assustada.
Ela então me mostra as duas últimas previsões.
“11:38: Mar não suportou o veneno e faleceu.”
“11:52: Mikami Ai foi assassinada por Houjou Reisuke. Dead End.”
–Vamos conseguir. –Tento animá-la. –Que horas são agora?
–São... –Ela então olha as horas no celular. –São 10:43.
–Temos... –Tento calcular quanto tempo temos antes da morte do Marco-san. -55 minutos, eu acho. Vamos conseguir.
–Dê uma olhada, veja as horas do seu Dead End. -Ela pede.
Eu então tiro meu diário da manga do vestido e o abro.
Eu olho para o “Dead End” escrito ali.
“11:55: Kasugano Tsubaki foi assassinada por Houjou Reisuke. Dead End.”
–Meu Dead End é as 11:55. Três minutos após o seu.
–Desanimador. –Ai-chan diz.
–Vamos derrotar o Quinto! Vamos salvar Marco-san! –Eu digo, tentando animá-la.
–Espero. Vamos voltar a procurar o antídoto? –Ela pergunta, com um sorriso forçado.
–Vamos! Quinto! Prepare-se! –Eu grito, com raiva.
Eu enrolo o diário e o guardo na manga do vestido de novo. Então, novamente, Ai-chan e eu entramos no templo.
Ai-chan ia na frente, ela conhecia os corredores melhor que eu, embora eu fosse a líder do culto, Funatsu me mantinha presa 24 horas por dia. Eu ia procurando em cantos e becos, porque estava de óculos, era mais fácil para mim do que para ela. Até que eu vejo um brilho diferente, como o brilho de um vidro.
Eu tento contatar Ai-chan, mas não consigo falar, para não ingerir o gás, então simplesmente a puxo até um corredor estreito, onde apenas uma pessoa podia ir por vez.
Eu vou à frente, e Ai-chan me segue de perto. Nós encontramos um vidrinho cheio de um líquido transparente, que quase não se percebe que tem algo ali, apenas o peso denuncia isso.
–Ora, ora, ora. Pelo visto acharam o antídoto. Muito bem! –A voz do Quinto, amplificada pelo megafone, ecoava pelos corredores do templo. –O Sétimo está no recinto da Sexta, se quiserem salvá-lo, apressem-se, acho que ele não tem mais muito tempo.
Ai-chan olha o diário dela e me mostra o horário.
“Já são 11:26! Temos apenas 12 minutos!”
Eu penso, desesperada. Então eu e Ai-chan começamos a correr até meu recinto. Após o que pareceram horas de corrida, apenas o som dos nossos passos ecoando no silêncio absoluto que o templo se encontrava, nós chegamos até a entrada do meu recinto.
O local não estava envolto em gás, o que nos permitiu respirar perfeitamente. Marco-san estava deitado no chão, com as mãos e os pés amarrados.
–Rápido Ai-chan! Dê o antídoto! Temos menos de três minutos! –Eu grito, apressando-a.
Ai-chan pega o antídoto da minha mão, e corre até Marco-san.
–Mar... Amor... Beba isso...
–Ai... Minha querida... Você veio... –Ele responde, com a voz fraca.
–Eu vim... Agora beba... É o antídoto... –Ela diz, abrindo o vidrinho.
Marco abre a boca e Ai-chan vira o conteúdo do vidro na boca dele, que engole com dificuldade.
Ai então tira uma faca de dento do colete e corta as cordas que prendiam
Ele ainda fica um tempo deitado, e então se levanta com dificuldade, oscilante.
–Obrigado meu amor. –Marco diz, ele e Ai-chan se abraçam, e então, dão um longo e quente beijo.
Eu fico encabulada, afinal, estava “de vela”.
Eles se soltam, e Ai-chan fala.
–Mas eu não teria conseguido sem a Tsubaki-san. Muito obrigado!
–Devemos as nossas vidas a você, Tsubaki-san. –Marco-san completa.
–Que é isso... Somos amigos afinal. Mas não vamos cantar vitória. O futuro do Marco-san pode ter mudado, mas acredito que nossos “Dead Ends” ainda estejam no nosso futuro. –Eu digo, então tiro o diário da clarividência da manga do vestido e o abro.
“12:07: Kasugano Tsubaki será assassinada por Houjou Reisuke. Dead End.”
–O Dead End mudou de horário! Agora é 12:07! E o seu, Ai-chan?
Ai-chan pega o celular dela e o olha. Ela então me mostra.
“12:03: Mikami Ai foi assassinada por Houjou Reisuke. Dead End.”
–Mudou também, mas ainda está aqui. Mar, veja seu diário e me diga, o que vai me matar.
Marco-san tira o celular dele e nos mostra:
“12:01: Ai levou uma facada do Quinto.”
“12:03: Ai não resistiu e morreu.”
–Ai-chan precisa ficar longe de facas. –Eu digo, decidida.
–Eu vou te proteger Ai. –Diz Marco-san.
–Vamos sair daqui. Precisamos encontrar o Quinto. E matá-lo. –Ai-chan diz, decidida, mas seus olhos mostravam que estava com medo.
Eu guardo o diário na manga do vestido e tapo o nariz. Ai-chan e Marco-san guardam os celulares nos bolsos. Pegam dois panos, tapam os narizes, e nós três, juntos, buscamos sair do templo.
Corremos, corremos, corremos, e chegamos na saída do templo, e ao ar puro novamente.
–Ahh... Ar puro... –Digo, relaxando um pouco. Nesse momento, uma faca passa voando ao meu lado e acertando a parede. –Ahhh! O quê? –Grito assustada.
–Lá vem ele. O Quinto. –Diz Ai-chan.
O Quinto estava com duas facas, uma em cada mão.
–Olá Sexta. Olá Sétimos. Que prazer encontrá-los de novo. –Ele diz, com sarcasmo.
–Que desprazer, você quer dizer. –Eu dou alguns passos para trás e arranco a faca da parede. –Hoje, Houjou Reisuke, é o dia da sua morte.
–Não vai lutar sozinha Tsubaki-san. -Ai-chan tira uma faca de dentro do colete.
–Me deixem! Não vou deixar você morrer Ai-chan! Você é minha primeira amiga! –Eu grito, a beira das lágrimas. –Se eu tiver que morrer, assim seja, mas não você!
–Ah, que comovente... –O Quinto diz, preparando-se para atacar. –Mas eu não vou perder para você, Sexta. Eu sou membro de uma elite! Hahahahaha!
–Quinto... Você é doente... Morra! –Eu grito, e então, ambos corremos um na direção do outro.
Eu ia com um único pensamento, matar o Quinto.
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