Sobre os 19 anos depois
5 Primeira vez
Notas iniciais
POV Harry
Pouco mais de duas semanas se passaram desde o dia em que Monstro nos interrompeu e desde então eu e Gi não tivemos a oportunidade de ficarmos a sós por mais de 5 ou 10 minutos enquanto desgnomizávamos os jardins, conseqüentemente também não tivemos mais nenhum momento íntimo.
Os dias que se seguiram à chegada de Monstro foram tranqüilos. Os Weasley rapidamente se acostumaram com sua presença e Monstro se sentia a vontade na casa, já que ninguém o maltratava. Ele não se sentia como um elfo ali. Era convidado a se sentar com a família, conversar com eles em momentos de folga e não precisava inventar trabalhos a serem feitos, quando não havia mais nada a fazer simplesmente tirava o dia de folga (meu senhor, Monstro não está habituado a folgas! foi o que ele me disse em seu primeiro dia ocioso). Eu estava começando a acreditar que havia perdido uma das heranças do meu padrinho.
O Largo Grimould estava sendo mantido por Monstro, que uma vez por semana ia até a casa mantê-la limpa e organizada, e embora Harry nunca mais tenha voltado la, começava desde já a imaginar as mudanças que deveriam ser feitas ali para quando ele voltasse, daqui a um ano, para morar em sua casa própria. Nesses momentos ele ficava imaginando se a herança dos pais seria suficiente para mobiliar a imensa casa (ele nunca teve necessidade de consultar o valor dos móveis no mundo bruxo). Ele tinha certeza que a Sra. Weasley e Gina o ajudaram nisso, e caso não conseguissem chamaria Hermione para ir a uma loja trouxa mesmo.
O restante da familia estava melhor do que nunca, na medida do possível. Apesar de a ausência de Fred ainda ser palpável, todos estavam reagindo muito bem, afinal ainda estavam ali e precisavam uns dos outros agora mais do que nunca. Ron e Hermione estavam bem: namoro e brigas, tudo muito normal! Os irmãos Weasley começavam finalmente a perceber que Gina não era mais uma criança indefesa, e isso era um avanço imenso! A família já havia sido informada de que Gna iria acompanhar o trio até a Austrália e após o surto esperado, todos acabaram conformados (depois que eu, Ron e Hermione prometemos mantê-la sob constante vigilância durante 24hrs por dia).
Depois do fatídico dia em que a família Weasley fez o escândalo que antecipou a confirmação de Gi em nossa viagem todos estavam bem menos ciumentos em relação a nós dois, afinal íamos passar uma viagem inteira juntos, isso sem contar o ano letivo em Hogwarts. Também reparei que Ron e Mione estavam mais...como posso dizer?... fofos! um com o outro e que Ron andava com um ar muito mais feliz que o normal, ao mesmo tempo que Gina e Hermione passavam horas no quarto conversando.
Há dois dias atrás nossas corujas de Hogwarts chegaram com nossas listas de materiais atualizadas e elas era todas iguais, já que agora estávamos todos no último ano (Hermione já havia começado a separar o material de estudo dos NIEM's). Combinamos de ir amanhã até o Beco Diagonal comprar nossos materiais e eu aproveitaria para comprar o presente de aniversário da Gi, o dia já estava próximo.
Hoje estava um dia particularmente ensolarado, típico dia em que os trouxas fazem piquenique nos parques e eu estava morrendo de vontade de passear com minha namorada, só me faltava o consentimento de seus irmãos ciumentos. Eu estava sentado no jardim d'A Toca imaginando uma maneira de levá-la para passear e aonde a levaria quando conseguisse formular um plano infalível. De longe eu a via andando graciosamente pelo quintal enquanto os últimos gnomos fugiam e ela os perseguia extremamente nervosa. Até assim era linda.
Até que a desculpa perfeita veio até mim, e da pessoa menos provável:
—Olá Harry!
—Bom dia, Sr. Weasley — Respondi olhando para cima, ele estava em pé ao meu lado.
Me levantei e parei ao seu lado.
—Dia bonito, não é? — Ele disse, mas eu notava em sua voz a vontade de me pedir algo.
—Sim, Sr. Weasley, muito bonito. — Respondi reprimindo um riso, era difícil imaginar o Sr. Weasley sem graça.
—Harry, você se lembra do dia em que foi buscar Monstro que eu havia lhe pedido algo? — Perguntou em voz baixa.
E neste momento eu me lembrei!
—O microondas! Me desculpe, Sr. Weasley, eu havia me esquecido. — Respondi sinceramente e ele deu uma risadinha.
—Oh, tudo bem! Mas você acredita que ainda possa buscá-lo sem que Molly perceba? — Perguntou no mesmo tom baixo.
E neste instante a luz da inteligência se acendeu em minha mente!
—Claro! Mas preciso de uma desculpa convincente para sair de casa, Sr. Weasley. — Ele fez uma expressão de tristeza e eu continuei. — E eu acredito que possa fazer isso, se o Sr consentir com a minha idéia, é claro.
—E qual seria? — Perguntou mais animado e eu tive certeza que ele aceitaria qualquer que fosse a tal proposta.
—Hoje o dia está bonito, então digo à Sra. Weasley que vou levar Gina para passear, que o senhor já autorizou e assim temos tempo para ir até a Rua dos Alfeneiros, pegar o Microondas, aplicar-lhe um feitiço redutor de volume e trazê-lo de volta para A Toca. — Respondi tentando não parecer ansioso com as idéias que se formavam em minha mente e que sem dúvidas o Sr. Weasley não aprovaria em hipótese alguma.
—Mas que ótima idéia, Harry! — Seus olhos brilharam. — Então vá agora mesmo, antes que Molly nos veja conversando e desconfie de mim, leve Gina com você, afinal ela já sabe mesmo, não há problema. Assim, se vocês precisarem demorar por algum motivo, é normal, estarão passeando em um dia bonito.
—Claro, Sr. Weasley, já estou indo. — Respondi com um sorriso — Tenha um bom dia, quando chegar do trabalho haverá um novo objeto trouxa para averiguar.
—Mal posso esperar, Harry. — Respondeu radiante de felicidade. — Tenha um bom dia também.
Observei o Sr. Weasley se direcionar aos portões d'A Toca e desaparatar rumo ao trabalho e me virei para minha ruiva linda, que hoje havia escolhido para vestir um pequeno short branco que terminava acima da metade de suas coxas, uma regata vermelha básica que dava um contraste lindo com sua pele branca e combinava com seus cabelos que estavam presos em um rabo de cavalo um pouco bagunçado. Nos pés ela havia posto uma sapatilha bege, sem saltos.
—Oi, linda! — Falei enquanto a abraçava por trás, fazendo-a assustar-se um pouco.
—Me assustou, Sr. Potter. — Disse acariciando minhas mãos, que estavam pousadas em sua barriga lisinha.
—Desculpe, senhorita. — Rimos baixinho. — Vim te fazer um convite irrecusável.
—E qual seria esse pedido? — Ela perguntou esfregando seu bumbum em mim, foi discreto mas eu percebi muito bem e a apertei mais contra meu corpo.
— Não faz assim, Gi. — Falei cheirando seus cabelos e ela riu. — Vamos dar um passeio? Só nós dois, juntinhos. O que me diz?
—Digo que é muito irrecusável. O que devo vestir?
—Qualquer coisa que eu fosse gostar de tirar. — Falei divertido e ela riu. — Nada especial, Gi, coloque uma roupa para passear no parque. Qualquer coisa fica linda em você.
—Você esta muito galanteador hoje. — Falou divertida. — Me dê quarenta minutinhos, vou me arrumar. — Me deu um selinho e saiu.
Fiquei olhando enquanto ela caminhava até sua casa e me perguntando por que rebolar tanto? Preciso falar com ela sobre isso, eu posso olhar seu bumbum desse jeito e gosto muito, mas se ela continuar rebolando tanto eu terei de estuporar muita gente durante minha vida.
—Pare de olhar minha irmã como se ela fosse comestível. — Rony falou divertido ao meu lado.
Eu pude notar o aviso por trás de seu tom, então me recompus. Ele se sentou e me convidou a sentar do seu lado.
—Você gosta mesmo dela, né? — Me perguntou.
—Eu a amo, Ron. — Respondi espontaneamente, como se não houvesse outra coisa a ser respondida para uma pergunta como aquela.
—É, dá pra ver sua cara de idiota quando olha pra ela. — Ele falou rindo. — Só controle sua cara de tarado.
—Não da, ela é muito gostosa! — Falei sem pensar e me arrependi na hora, quando vi sua cara de perplexidade. — Desculpe.
—Tudo bem, Gina é bonita mesmo. — Ele me disse, e frisou muito bem a palavra bonita, para que eu entendesse que aquele era o termo mais adequado.
Ele parou um pouco e olhou as próprias mãos, querendo dizer alguma coisa que não sabia como começar.
—O que você quer me dizer, Ron?
—Bom, eu queria te perguntar algo, mas não tenho certeza se gostaria de ouvir a resposta, já que isso envolveria minha irmã. — Ele falou sem graça e continuou. — Mas ao mesmo tempo, você é meu melhor amigo, então você é o único pra quem eu poderia perguntar sobre isso.
E eu entendi o que ele queria.
—Claro que pode perguntar, Ron, somos melhores amigos. Você já perguntou a Hermione? Ela também é nossa melhor amiga. — Falei com uma pequena esperança de que não fosse nada do que eu estivesse pensando.
—Digamos que Mione já estava la, não preciso perguntar a ela. — Ele respondeu, matando minhas esperanças.
—Pode perguntar, Ron. — Falei baixinho.
—Bom, você ja...hm... fez...é...- Olhou sugestivamente pra mim, com uma cara de quem espera desesperadamente que eu já tivesse entendido.
—Não, Ron, eu não fiz ainda. — Respondi e pude perceber que ele ficou meio aliviado com isso.- Você e Mione já fizeram?
—Também não, não conseguimos. — Ele respondeu olhando as próprias mãos.
—E eu não tive oportunidade. — Falei sem pensar.
—Que bom! — Ele falou rindo.
Eu ri também.
—Por que não conseguiram? — Perguntei a ele.
—Mione disse que estava doendo e tivemos que parar. — Respondeu tímido e continuou. -E o que eu queria saber era se isso é normal ou se.. eu é que não estava fazendo certo.
—Acho que você tem que saber se ela tava gostando, Ron. Você já perguntou a ela? — Perguntei e ele negou. -Naquele livro que ensina a conquistar bruxas, que você me deu de presente de aniversário, não tem nada?
—Harry, o livro ensina conquistá-las, não ensina identificar se elas estão gostando de tentar fazer sexo. — Ele respondeu como se fosse óbvio e rimos.
—Eu acho que dá pra perceber, Ron, por exemplo, a Gi faz uns sons bem.. é... excitantes quando ...
—Tudo bem, Harry, eu não preciso saber como minha irmã geme quando você faz sabe-se lá o que com ela. -Ele falou sério e eu me calei. — Você acha que eu deveria perguntar a Mione? — Assenti. — Mas eu vou morrer de vergonha.
—Ron, vocês se beijam, ficam por ai se esfregando, quase transam e você tem vergonha de perguntar se ela gosta? — Perguntei sem entender.
—Digamos que nós nos damos melhor quando estamos muito concentrados em outras coisas do que quando estamos conversando. — Ele disse e nós rimos juntos. — Me diga uma coisa, você e Gi se dão bem nesse aspecto?
—Ron, não estou te entendendo, você quer ou não que eu te conte minhas intimidades com sua irmã?
Ele riu e eu o acompanhei.
—Eu já me conformei com o namoro de vocês, e essas coisas acontecem, né? — Ele disse com sensatez demais para o Rony que eu conhecia. — Só não precisa me contar detalhes desnecessários, por exemplo, eu não tenho o menor interesse em saber como minha irmã fica sem roupa.
—Fica gostosa! — Eu disse sem pensar de novo, mas reparei que havia ultrapassado os limites e me desculpei.
—Tudo bem, mas controle-se. — Ele disse e depois se virou pra mim pensativo. — Mas se vocês nunca... como você sabe como ela fica sem roupa? — Me perguntou desconfiado.
—Bom, eu só sei como ela ficar quando está parcialmente sem roupa. Fomos interrompidos todas as vezes. — Falei e ele riu do meu tom de tristeza.
—Que terrível, hein cara.
—Pois é. — Falei e ficamos em silêncio um momento, quando me ocorreu uma pergunta. — Onde vocês estavam quando...?
—Aah, nós estávamos passeando na semana passada, você sabe que atrás dos jardins d'A Toca tem um terreno bem grande, não é? E que por la não anda ninguém. Eu convenci Hermione a voar comigo um pouco, você sabe que ela não gosta de vassouras, mas por incrível que pareça ela aceitou. -Ele disse e mais uma vez me ocorreu o pensamento de que ela não negaria nada que Rony pedisse, mas continuei calado e o deixei continuar.- E avistamos uma pequena construção de madeira, provavelmente um celeiro. Resolvemos descer para descansar um pouco e nos abrigarmos do sol forte. Estava vazio la dentro e como Hermione sempre pensa em tudo ela havia levado alguns sanduíches e um lençol para fazermos um piquenique.
Ele fez uma pausa e riu com cara de bobo. Eu conhecia Rony há muito tempo, mas ainda não havia me acostumado com sua expressão apaixonada. Ele prosseguiu.
—Estava muito calor mesmo naquele dia, a Hermione estava super gostosa com aquele shortinho minúsculo. Você já viu ela de shortinho, Harry? — Ele me perguntou e só então pensou no que havia perguntado. — Ah, deixa pra lá, não precisa responder. Então, ai ela tava muito linda, eu a agarrei! Já tínhamos dado uns amassos algumas vezes, mas lá estávamos sozinhos, ninguém pra atrapalhar, e foi acontecendo. Só que na hora não conseguimos, quando ela disse que estava doendo eu parei. Me dói fazê-la sentir dor, eu me lembro do dia que Belatriz a torturou.
—Eu imagino que seja mesmo horrível, também sofri quando a Mione foi torturada. Ela é como uma irmã pra mim, Ron, e respondendo sua pergunta, sim, eu já a vi de shortinho, pra mim ela é bonita, do mesmo jeito que a Gi é pra você. — Falei sinceramente.
—Eu sei, cara, nem da pra imaginar outra coisa vendo você e Hermione juntos. Os dois são filho únicos, se adotaram! — Ele falou e riu. — Eu também não sei de onde veio esse meu sentimento, nós três nos tratávamos da mesma maneira, mas eu sou louco por ela, cara, ela me encanta.
—Eu sei muito bem como é isso. — Falei olhando na direção oposta e Ron seguiu meu olhar.
—Ok, já entendi, to saindo, depois a gente se fala mais, cara. — Ele disse assim que viu Gina vindo em minha direção.
—Agora eu compreendo o que você disse sobre os shortinhos. Já disse que eu amo as pernas da sua irmã? — Perguntei rindo.
—Não disse e nem precisava ter dito, Harry. — Ele respondeu rindo e se afastando nem sei pra onde.
Gina vinha em minha direção usando um pequeno short jeans azul, sandálias pinks de salto baixinho e uma baby look rosa claro que grudava em seu corpo, marcando a cintura e os seios. Ela estava...desejável.
—Vamos, gatinho? — Ela perguntou feliz.
—Vamos gatinha, já avisou sua mãe que vamos sair? — Respondi me levantando.
—Sim, disse a ela que vamos passear pelos jardins de Londres, já que está quente. Ela não se importou.
Ela segurou minha mão e caminhamos até o portão d'A Toca para que eu pudesse aparatar com ela, Gi ainda não podia fazer isso sozinha. Não conversamos muito, eu estava mais concentrado na surpresa que eu havia preparado, e esperando que ela gostasse. Desaparatamos no beco onde eu e Duda nos encontramos com os dementadores há quatro anos.
—Onde estamos? — Ela perguntou curiosa.
—Você já vai ver. — Respondi enquanto a abraçava pela cintura e começávamos a andar em direção ao número 4 da Rua dos Alfeneiros.
Conversamos amenidades pelo caminho e eu me senti tentado a perguntar a ela se Mione tinha dito algo, mas achei que não era o momento próprio para isso.
—Harry, aquela não é a casa...
—Sim, gatinha, a casa onde eu morava. Vamos ter que passar lá. — Olhei pra ela e vi que ela já tinha uma idéia de onde nosso passeio nos levaria.
Ela se limitou a piscar pra mim e continuar caminhando.
Assim que chagamos à porta de entrada, murmurei um feitiço para que ela se abrisse (Alorromora!) e entramos. Tudo estava exatamente igual ao dia em que fui transportado à casa de Andromeda Tonks. A sala impecavelmente arrumada, tudo meticulosamente eu seu devido lugar, apenas uma fina camada de pó cobria os móveis. Eu sabia que os Dursley nunca mais voltariam ali. Mais do que todo o perigo óbvio (e agora inexistente), voltar ali significaria, para eles, a chance de me reencontrar, eles não iriam querer isso.
—Harry, por que estamos aqui? — Gi me perguntou timidamente, como se estivesse com medo de interromper um momento íntimo.
—Vim te mostrar minha casa. Se bem me lembro, você não a conhece inteiramente. -Falei sorrindo e a puxei pela mão. — Aqui é a cozinha, acho que essa você já conhece, se quiser te explico todos os eletrodomésticos. — Rimos um para o outro.
—Não precisa, meu pai adoraria, mas eu não ligo muito. — Ela falou ainda rindo.
—Aqui é a lavanderia, aquela caixa branca lava a roupa sozinha. -Falei apontando a lavadora e ela abriu a boca de espanto. A puxei de volta pra sala e subimos as escadas. — Aquela ultima porta era o quarto de Tio Valter e Tua Petúnia, esta aqui é a porta do quarto de Duda, ali é o banheiro — Falei andando pelo corredor a apontando para cada porta ao passar por elas. — E este — Falei abrindo a porta. — Era o meu quarto.
Abri a porta e dei espaço para que ela passasse e se admirasse com o que via: uma cama de solteiro com lençóis azuis e velhos, que eram do Duda, um guarda roupa com quase nada dentro, uma janela, uma pequena mesa de estudos e uma cômoda, onde eu apoiava a gaiola de Edwiges.
—O seu quarto é bonito.- Ela disse caminhando enquanto observava tudo e parando apoiada na mesa de estudos, de frente pra mim.
—Eu sou mais feliz na cama de visitas do quarto do Rony. — Disse me aproximando dela.- Lá eu te vejo todos os dias. — Falei enquanto aproximava meu corpo do dela e colocava uma mecha do seu cabelo atrás da orelha.
Eu sabia por que a havia levado até ali, mas agora que já estávamos aqui eu me sentia nervoso.
—Harry, — ela começou com uma voz doce, meio sexy. — Não vamos enrolar mais, eu tenho certeza que você vai adorar tirar o que eu vesti.
Sorri e não esperei mais, me abaixei um pouco, segurando a parte de trás de suas coxas e a colocando sentada em cima da mesa, suas pernas se abriram automaticamente e eu me encaixei ali no meio começando a beijar sua boca de uma maneira que lembrava desespero. Ela me correspondeu com o entusiasmo de sempre, suas mãos desarrumando meus cabelos já desarrumados enquanto ela descia seus beijos para o meu pescoço, me deixando mais excitado ainda.
Passei a mão em sua bunda, gemendo baixinho enquanto ela subia minha camiseta para tirá-la e quando já estava livre dela me ajoelhei em sua frente e enquanto beijava suas coxas tirei suas sandálias. Olhei para cima e vi que ela mordia o lábio inferior contendo um gemido.
—Não se contenha, eu quero te ouvir, amor. — Falei alisando suas pernas e mordendo o lóbulo de sua orelha.
Como se fosse uma ordem, ela gemeu audivelmente quando minhas mãos subiram e acariciaram seus seios por cima da camiseta. Eu já sentia meu membro duro por dentro da boxer e me esfreguei entre suas pernas, para que ela sentisse o modo que me deixava. me separei dela e tirei sua camiseta. Arfei com a visão do seu sutian vermelho, de renda, que deixava seus seios bem empinados.
—Eu me visto assim todos os dias se você me prometer que faz essa cara de safado todas as vezes que olhar pra eles. — Falou com uma voz sexy e eu pirei.
Desci meus beijos por seu pescoço e acariciei com minha língua a parte que o sutian não cobria de seus seios. Neste momento minhas mãos a acariciavam inteira, e eu começava a achar que só duas mãos não eram suficiente. A segurei pelas coxas e andei com ela em meu colo até a cama, onde a deitei de costas e a visão de seu corpo apenas com um shortinho jeans e um sutian vermelho era tentadora.
Ela estava deitada de costas com as pernas abertas e flexionadas, me ajoelhei entre elas e desabotoei seu short, fazendo o máximo de esforço possível para não tocar seu corpo, eu queria enlouquecê-la tanto quanto ela me enlouquecia. Assim que seu short desceu por seu quadril, eu agradeci mentalmente por não ter apagado a luz, nunca me perdoaria se perdesse aquela cena. A calcinha, provavelmente conjunto do sutian, também de renda e transparente era mínima, cobrindo sua intimidade com um pequeno triângulo sexy. Notei que ela havia se depilado, e mesmo tendo dúvidas do que deveria fazer agora eu fiquei com muita vontade de prová-la.
—Posso te pedir uma coisa? — Perguntei em seu ouvido enquanto acariciava sua barriga e ela assentiu gemendo baixinho quando minhas mãos desceram até um pouco abaixo de seu umbigo. — Desfila pra mim, eu quero ver você inteira.
No fundo eu esperava uma negativa, afinal era nossa primeira vez e era natural que ela se sentisse um pouco envergonhada. No entanto, mais uma vez me surpreendendo, ela me empurrou de cima dela e levantou, prevendo o que aconteceria eu me sentei. Ela andou lentamente de costas pra mim até o outro lado do quarto, em direção à minha mesa de estudos, permitindo que eu a visse pela primeira vez só de calcinha e sutian, seu corpo era mais lindo do que eu imaginava. Ela se virou e voltou em minha direção, quando chegou perto de mim subiu em minha cama e ficou em pé na minha frente, dando uma volta na minha frente.
Minhas mãos desceram para os botões da minha calça, na intenção de tirá-las, mas Gi se ajoelhou na minha frente e parou minhas mãos.
—Deixa que eu tiro. — Ela falou antes de me beijar.
Suas mãos abriram minha calça e eu me levantei um pouco para que ela as abaixasse. Ajudei para que ela conseguisse tirá-la mais rápido e deitei na cama, a trazendo para se deitar por cima de mim. Ela acariciou lentamente minhas coxas, sem nunca deixar de me beijar, e inesperadamente pousou sua mão sobre minha ereção, apertando-a um pouco, neste momento eu não resisti. Me levantei fazendo com que ela se sentasse de frente no meu colo e desabotoei seu sutian, tirando-o e jogando-o num canto qualquer. A deitei de costas na cama e voltei a acomodar por cima dela.
Desci meus beijos por seu pescoço e agora sim, sem ninguém para nos atrapalhar, chupei seus seios do jeito que eu quis fazer. Gi arqueava um pouco suas costas por baixo de mim e gemia constantemente. Desci mais meu corpo, beijando agora sua barriga e quando estava de frente para sua calcinha minúscula a insegurança me abateu de novo, sem saber como fazer o que eu tinha vontade apenas dei um beijo por cima de sua calcinha antes de tirá-la.
Ela arfou um pouquinho, acho que de vergonha, e eu gemi ante minha visão. Voltei por cima dela e beijei novamente sua boca antes de me ajoelhar entre suas pernas, que estavam abertas ao redor de mim, e tirar minha boxer, tenho certeza que também fiquei muito corado neste momento. Quando me acomodei entre suas pernas, inclinando-me sobre seu corpo para beijá-la meu coração batia forte, e o dela também.
Encostei meu membro em sua entrada e por Merlin, por que ela tinha que ser tão quente? Quando sentiu nosso contato ela gemeu um pouquinho e me empurrou, nessa hora eu me lembrei do que Ron havia me dito e fiquei preocupado.
—Ta ruim, Gi? — Perguntei preocupado.
—Não, só faltou uma coisa. — Ela respondeu e antes que eu perguntasse o que era ela tirou meus óculos e os colocou no chão. — Você fica lindo sem eles também, vem.
Ela me chamou e eu fui, forcei um pouco sua entrada e ela arfou, seu peito subindo agora mais rápido e tenho certeza que o "Ai!" que ela falou foi involuntário. Tentei me afastar e ela me segurou:
—Não pára não, já vai passar. — Ela disse meio rouca, com uma voz baixinha.
POV Gina
—Não pára não, já vai passar. — Eu disse o segurando quando ele tentou se afastar.
Eu já sabia que iria doer, mas era uma dor gostosa. Ele foi entrando cada vez mais em mim, muito devagar e eu me sentia invadida, e era uma invasão muito boa. Senti quando seus quadris encostaram nos meus, eu sabia que ele já estava todo dentro de mim, ficamos parados assim um momento e eu comecei a me mexer um pouco, meio tímida no começo.
Harry começou a entrar e sair de dentro de mim, muito lentamente, como se tivesse medo de me machucar. A cada investida dele eu me sentia mais excitada e fui relaxando. Quando já não havia nenhum resquício de dor o incentivei a ir mais rápido.
—Mais rápido, amor. — Falei, e ele me atendeu.
POV Harry
—Mais rápido, amor. — Ela disse e eu agradeci a Merlin por isso, pois só ele sabia como era difícil me controlar quando estava com ela.
Aumentei o ritmo das minhas estocadas e ela começou a gemer mais alto, a boca entreaberta, seus olhos rolando um pouco, suas mãos me arranhando e eu ficando louco. Notei quando ela começou a sentir alguns espasmos e parei meus movimentos, me levantando e a puxei comigo, antes que ela pudesse perguntar o que estava acontecendo, me sentei na cama e a coloquei sentada em meu colo, de frente pra mim, já me acomodando dentro dela novamente.
—Brinca um pouco comigo também. — Falei e ela riu pra mim antes de apoiar as mãos nos meus ombros e começar a cavalgar sobre meu corpo.
POV Gina
—Brinca um pouco comigo também. — Ele disse e eu fiz o que estava com vontade.
A cada vez que meu corpo descia, fazendo com que ele entrasse fundo dentro de mim, Harry gemia baixinho, arfando um pouco. Meus seios estavam subindo e descendo diante de seu rosto e não demorou para que ele os abocanhasse, fazendo com que eu ficasse ainda mais excitada, com vontade de tê-lo cada vez mais fundo. Aumentei nosso ritmo, ignorando qualquer sentimento de vergonha que ousasse tentar aparecer, só o que me importava agora era seu membro entrando em mim cada vez mais rápido, sua boca em meus seios e suas mãos cravadas na minha bunda, enquanto guiava meus movimentos.
Notei sua respiração ficando mais acelerada e ele aumentar o ritmo de minhas investidas, ao mesmo tempo uma sensação diferente tomando conta de mim, exigindo que eu fosse mais rápido e minha respiração também acelerou. Eu falei a única coisa que me preocupava que acontecesse nesse momento:
—Não pára, Harry. — Aos meus ouvidos soou mais como um gemido.
POV Harry
—Não pára, Harry — Ela gemeu pra mim.
Meu orgasmo estava próximo, o dela também, eu sentia meu membro sendo apertado por ela. A segurei pela cintura, nos virando sem que eu saísse de dentro dela, a deitei na cama e apoiei minhas mãos dos lados do seu corpo, a sensação era maravilhosa e eu já estava metendo como um louco, fundo e forte nela. Toda minha preocupação de machucá-la se esvaindo a cada vez que ela gemia meu nome e me incentivava a continuar. Quando já estávamos no limite eu dei uma última estocada forte e gozamos juntos, gemendo um pro outro.
Fiquei alguns segundos deitado em cima dela, sentindo nossos corações disparados e suas mãos acarinhando meus cabelos. Deite para o lado, eu sabia que era meio pesado para ficar em cima dela, e a puxei para deitar sobre meu peito. Eu não me sentia envergonhado, mas não sabia o que dizer, não sabia nem como expressar o que estava sentindo, só sei que estava pleno, agora sim as coisas estavam completas. E eu me lembrei de algo importante:
—Machuquei você, amor? — Perguntei passando as mãos por seus cabelos longos, que estavam espalhados por cima do meu braço.
—Claro que não, foi maravilhoso. — Ela disse se levantando para me olhar, pegou meus óculos e os colocou em meu rosto.
—Agora vendo essa carinha de felicidade eu até acredito. — Falei acariciando seu rosto e a observei rir. — Você é linda.
—Você também. — Ela me disse olhando nos meus olhos, e quando ela fazia isso parecia que conseguia ver minha alma. — Eu te amo.
Nesse momento eu tenho certeza que meu sorriso estava enorme e eu a puxei para um abraço, que ela correspondeu de imediato. Não sei quanto tempo nos abraçamos, mas tenho certeza que foi pouco demais. Ela se levantou e me disse:
—Acha que já estão preocupados conosco? — Ela perguntou preocupada.
—Acho que sim, faz tempo que saímos. Já quer voltar?
—Não quero, mas acho melhor. Tudo que não preciso hoje é de alguns Weasleys me perguntando onde eu estava. — Ela disse rindo.
—Então vamos. — Falei me levantando e a puxando pela mão para que se levantasse também.
Ela ficou na ponta dos pés, me deu um selinho e se virou de costas para pegar suas roupas. Merlin, que bundão! Como eu não reparei nela antes?
—Pare de babar e se troque senhor Potter. — Ela falou divertida e eu ri pra ela.
—É mais forte que eu, não consigo controlar. — Falei rindo.
Nos trocamos calmamente, e saímos do meu quarto de mãos dadas, andando devagar pela casa, sem pressa. Quando estávamos na porta da sala, prontos para sair, me lembrei de uma coisa importantíssima.
—Nossa! Gi vem cá. — E a puxei para a cozinha.
—O que foi, Harry? — Ela perguntou preocupada.
—Quase me esqueci como convenci seu pai a nos deixar sair. — E contei tudo pra ela.
Ela riu no final.
—Que feio Sr. Weasley, roubando eletromésticos da casa abandonada dos Dursley. — Ela disse rindo.
—Não reclame, mocinha, quantos mais ele quiser teremos que vir buscar. — Falei rindo pra ela e lhe lancei uma piscadinha.
Peguei o microondas, tirei o fio da tomada e lancei um feitiço redutor de volume. O peguei, cobrindo com um dos panos de prato que tia Petunia provavelmente não teve tempo de colocar na mala e fomos embora. No caminho até o beco conversamos um pouquinho.
—Você não vai me abandonar agora que já me usou, né? — Perguntei, fazendo-a rir
—Não, não vou abandoná-lo. — Ela respondeu rindo. — Agora você nunca mais vai se livrar de mim, e está convidado a visitar meu quarto sempre que quiser.
—É um convite tentador — Respondi e rimos um para o outro. — Mal posso esperar para chegarmos em Hogwarts e ver o que a sala precisa revela quando pedimos um lugar para levar a namorada mais gostosa do mundo.
Gargalhamos baixinho enquanto andávamos de mãos dadas pela rua do meu antigo bairro.
—Qualquer lugar serve desde que o acompanhante seja O Menino que Sobreviveu. — Ela falou toda romântica e eu a abracei pela cintura.
—Eu tenho uma coisa a te pedir. — Disse sério e ela parou me olhando. — Quero que dê as instruções para o Monstro reformar o Largo Grimould. Quero que diga as cores, os móveis, o que deve ser tirado e acrescentado, tudo!
—Mas Harry, é sua casa, você deveria dizer a ele como quer as coisas, não eu. — Ela respondeu séria.
—Está errada, Gi. — Disse a puxando para mais perto de mim, o mais próximo que o microondas em minhas mãos permitia. — A menos que você escolha outro lugar para morar quando se tornar Sra. Potter, o Largo Grimould também é sua casa, e eu acho que nada mais justo que ela tenha a sua cara.
—Está me pedindo em casamento, Sr. Potter? — Ela perguntou alisando meu rosto.
—Não, senhorita Weasley. Estou só adiantando um assunto que trataremos de maneira bem mais romântica e digna de você assim que nos formarmos em Hogwarts, daqui a um ano. — Respondi e ela sorriu. — E então, vai atender ao meu pedido ou não? Terá tudo que precisar pra isso, é só me pedir.
—Acho que sim, vou aceitar seu pedido. — Ela respondeu sorrindo. — Digamos que você tornou a proposta irrecusável.
—Que bom. — Ela disse rindo e me beijou antes de voltarmos a andar em direção ao mesmo beco para podermos aparatar.
O restante do caminho foi quieto, apreciando a presença um do outro. Chegamos ao nosso destino, a abracei e aparatamos juntos. Assim que desaparatamos do lado de fora dos portões d'A Toca notei o local muito silencioso e deduzi, pelo horário, que todos deviam estar tomando café da tarde.
—Pronta para enfrentar o interrogatório de onde estávamos? — Perguntei cruzando o portão e me dirigindo ao quartinho onde o Sr. Weasley guardava os objetos trouxas que trazia do ministério escondido. — Porque eu acho que vão querer saber cada detalhe do nosso passeio e teremos que ser muito criativos.
—Com isso pode ficar tranqüilo, há quase 17 anos eu enrolo meus irmãos, hoje será fácil. — Ela disse divertida segurando minha mão e voltando a andar em direção à casa.
Andamos em direção à casa e assim que entramos reparei que todos estavam ao redor da mesa, como eu previ, e imediatamente seus olhares se viraram em nossa direção. Ela apertou mais minha mão, como quem diz "deixa comigo" e entramos, juntos.
Porque de agora em diante nós sempre estaríamos assim: juntos!
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