Sobre os 19 anos depois
2 Minha? Sim, só sua!
Notas iniciais
—Eu preciso pegar sua irmã de volta pra mim.
E eu estava preparado para todas as reações, menos para aquela: Rony sorriu, o único sorriso sincero do dia.
POV Harry
Depois do sorriso inesperado de Rony eu fiquei realmente sem reação, ele sempre foi o tipo de irmão ciumento e embora eu soubesse que ele apoiava a decisão da Gina em ficar comigo, era difícil para ele imaginar que eu apalpava sua irmãzinha (eu nunca confirmei isso pra ele, claro!).
E mesmo que nossos momentosa sós fossem raros e a privacidade quase inexistente, sempre que podíamos nós dávamos um jeito de ficar sozinhos, Hermione sempre nos ajudava nesses momentos. Fazia quase um ano que eu não tocava nela e ainda assim minha mente insistia em gravar cada detalhe, desde o cheiro dos seus cabelos até a textura das coxas bem torneadas, o quadril mais largo que a cintura fina... Gina não era muito mais baixa que eu, mas ela cabia perfeitamente no meu abraço. Minhas mãos adorava o corpo dela, mas quais mãos não adorariam? Conheci minha namorada quando ainda era uma criança e a vi se tornar uma mulher linda.
Tudo nela era lindo e eu não me cansava de relembrar esses momentos, mas achei melhor mudar o foco dos meus pensamentos, tudo que eu não precisava agora era que Rony me perguntava em que eu estava pensando. Já havia escurecido e eu não queria passar mais essa noite no castelo, imaginei que seria muito triste. Com exceção da bolsinha de Hermione, não tínhamos nenhuma bagagem, então caminhamos calmamente até o lado de fora do castelo, não sabíamos se ainda era impossível aparatar em Hogwarts, mas de qualquer forma preferimos andar.
Passamos em frente à cabana de Hagrid mas estava tudo escuro, ele deveria estar com os outros professores na mesa do jantar, que já estava sendo servido. Atravessamos os portões direto para Hogsmead e descemos a rua que levava à entrada da escola, demos as mãos e aparatamos direto para os jardins d'A Toca. Achei que meu coração fosse parar nesse momento.
A casa estava escura, com exceção de uma pequena luz vindo da sala. Assim que entramos vimos a Sra. Weasley dormindo numa poltrona que ficava de frente para a porta de entrada, ela deve ter ficado nos esperando, e embora não fosse tão tarde ainda, sabíamos que ela estava cansada.
—Sra. Weasley! — Hermione a chamou num sussurro e ela despertou mais rápido do que deveria.
—Por Merlin, Hermione, quase me mata do coração! — Disse com a mão direita sobre o peito — Fiquei preocupada com vocês, não chegavam nunca.
—Já estamos aqui agora mamãe, já pode ir se deitar, ficaremos um pouco mais na sala.
—Tudo bem, boa noite meninos. — E subiu as escadas nos deixando sozinhos.
Me joguei no sofá adimirando a casa simples que tanto me abrigava e me fazia sentir seguro.
—Lar doce lar! — Eu disse sem conseguir conter o sorriso de satisfação.
—Lar doce lar! — Repetiu Hermione da mesma forma.
—Vocês querem comer alguma coisa? Eu estou com fome. — Falou Rony já se encaminhando à cozinha e voltando dois minutos com um prato cheio de bolo de caldeirão.
Nos sentamos no pequeno sofá de três lugares que havia no canto da sala, Hermione no meio com o prato em seu colo enquanto comíamos o primeiro pedaço em silêncio.
—O que faremos agora? — Perguntou Hermione enquanto escolhia o segundo pedaço que iria devorar — Digo, não temos mais nada para procurar agora, ainda bem, mas eu pelo menos me sinto meio perdida assim, sem uma aventura.
Rimos baixo para não acordar os outros, só nós três não havíamos dormido ainda.
—Eu vou passar as férias aqui — Comecei assim que engoli meu pedaço de bolo — e depois vou ao Largo Grimould, preciso ver como estão as coisas por la depois que o ministério descobriu a casa. Acredito que Monstro tenha conseguido escapar, então tenho que encontrá-lo também. Depois disso não sei, um lado meu quer voltar à escola, outro lado não quer voltar lá nunca mais.
—Eu me sinto da mesma maneira com relação à escola, — Disse Rony — Mas você não vai se mudar para sua casa, vai Harry?
—Sinceramente não sei...
—Eu quero voltar à escola, desde o 4º ano estou estudando para os NIEMs, temos que fazê-los — Hermione disse com mais empolgação do que era necessário.
Olhamos para ela com incredulidade, quem estuda 3 anos para uma prova? Por fim cedi
—Hermione tem razão, eu ainda quero ser auror e sem os NIEMs não irei conseguir.
—Acho que agora todos nós queremos, Harry — Hermione disse com um sorriso — Acho que está no nosso sangue — Disse pensativa — Mas antes eu preciso ir à Austrália...
—Pra quê? — Perguntou Rony ansioso demais, corando assim que percebeu.
— Preciso encontrar meus pais, Ron, dizer a eles que tudo deu certo, que estou bem. — Comentou triste — Sinto muita falta deles.
Achei ter visto Rony se inclinar levemente em sua direção e recuar, deve ter sido impressão minha.
—Então nós vamos com você, não é Harry? — Me perguntou esperançoso — Sempre seremos nós três.
—Claro que vamos, cara. — Disse decidido — Mas agora seremos quatro, nunca mais eu deixo sua irmã para trás.
Dessa vez só Hermione sorriu.
—Cara, você enlouqueceu? Nunca que você vai tirar a Gina daqui de casa, eu nunca deixaria. — Disse Rony muito sério dessa vez.
—Então serão só você e Hermione dessa vez, companheiro — Respondi do mesmo modo — Porque vocês estão juntos e quem se sente solitário quando acorda e vê os dois domindo de mãos dadas sou eu e eu te garanto, Ron, que agora eu só saio de perto se ela pedir.
Ele pareceu incrédulo com a minha resposta, mas acho que isso se deve mais a saber que eu os via de mãos dadas do que à minha relutância em não deixar Gina para trás. Hermione se pronunciou pela primeira vez:
—O Harry está certo, Ron, Gina não é uma mocinha em perigo, você mesmo viu como ela duelava com os Comensais aquele dia. E outra, você... — Ficou fortemente vermelha — Você me deixaria para trás?
Era notável que Rony não esperava por essa pergunta, suas orelhas agora estavam tão vermelhas que eu podia dizer que iriam entrar em combustão espontânea.
—É diferente, Mione...
—Não é diferente, Ron, e acho que quem deve decidir se quer ir ou ficar é ela. Sua irmã cresceu, admita isso pra você mesmo!
Eu só assistia a tudo calado. "E como sua irmã cresceu", pensei, mas achei melhor não verbalizar este comentário. Eles sempre seriam Rony e Hermione, então achei melhor não interromper sua discussão.
—Eu concordo com a Hermione, Ron, sua irmã não é mais criança e daqui a alguns dias será maior de idade, terá permissão para usar magia e estaremos mais seguros com ela. Você tem que adimitir que ela é uma excelente bruxa. — Disse calmo — Além disso, não vejo como uma viagem à Australia pode ser perigosa para nenhum de nós. Podemos ir de avião, se não quiser aparatar, não tem problemas.
—Aquela coisa que voa? — Perguntou aterrorizado — Eu prefiro ir de vassoura.
—Nem pensar! — Foi Hermione quem se apavorou dessa vez — Aviões são super seguros e eu não gosto de vassouras.
—E quando vamos? — Perguntei mudando o foco da conversa.
—Podemos passar um mês aqui e depois viajamos, assim teremos tempo de voltar para o ano letivo. -Opinou Hermione.
—Por mim tudo bem. — Disse Rony e eu não estranhei que ele concordasse com tudo que ela diria. — Mione, eu queria conversar com você, quando tiver um tempo... — Disse olhando as próprias mãos.
Hermione ficou vermelha e eu pigarreei, entendendo que era a hora de me retirar.
—Bom, eu estou morrendo de sono. Boa noite aos dois! — Disse já me retirando para que eles não tivessem tempo de protestar.
Subindo as escadas, ainda pude vê-los sentados na mesma posição de antes, ainda olhando as próprias mãos.
O resto da casa estava escuro, já era tarde e todos dormiam há bastante tempo. passei pela porta do quarto do Sr. e da Sra. Weasley, em seguida pelo quarto que era de Fred e Jorge e comecei a subir as escadas que davam acesso ao corredor onde ficavam os quartos de Percy e Carlinhos e o quarto de Gina. A princípio passei reto pela porta do seu quarto, mas o pensamento de que não havia ninguém no quarto ao lado não me deixou ir muito longe. Olhei cautelosamente para os lados, voltei alguns passos e abri a porta devagar.
—Nossa! — Foi apenas o que consegui dizer diante da visão que eu tive.
Estava uma noite quente hoje, típica de primavera e Gina dormia de bruços, de costas para a porta, o fino lençou que a cobria havia escorregado de seu corpo e repousava ao seu lado na cama. Os cabelos vermelhos espalhados pelo travesseiro estavam lindos e ela ressonava tranquilamente, nem se deu conta de que não estava mais sozinha, ela devia estar cansada.
Mas o que tanto chamou minha atenção foi a roupa que ela usava (ou devo dizer falta de?). Uma pequena camiseta de alças, num tom muito claro de rosa, contornava suas costas e terminada alguns centimetros acima da cintura bem marcada. Eu não a havia visto de frente, mas tenho certeza que de um tecido fino daquele era transparente. Vários centimetros abaixo de onde terminava sua micro camiseta começava um pedaço de pano que ela com certeza chamaria de short. Do mesmo tecido da camiseta, grudado em seu bumbum perfeito, o pequeno short deixava à mostra toda sua perna grossa e terminava perigosamente próximo à sua virilha. Agora eu tinha certeza de que seu pijama era totalmente transparente, e por algum motivo meus olhos não desgrudavam da marca de sua pequena calcinha preta (Merlin! Pra que mesmo que ela tinha calcinhas daquele jeito?).
—Merlin, como ela pode ser mais linda do que eu me lembrava? — Sussurrei novamente para mim mesmo.
Agora eu oscilava entre recuperar o juízo, fechar a porta do quarto dela da mesma maneira silenciosa e ir dormir ou enlouquecer de vez e acordá-la. Eu sei que meu nível de excitação estava elevado demais para tentar mantes qualquer conversa racional, afinal quem olharia aquele corpão dentro desses pedaços de pano e sairia como se nada tivesse acontecido?
Eu teria que falar com ela, e eu não adiaria isso por muito tempo, mas onde conversaríamos amanhã com todos seus irmãos ciumentos aqui? Enquanto pensava o que deveria fazer, sem nunca tirar os olhos dela, sua respiração ficou um pouquinho mais alta e ela virou-se na cama. Sim, a camiseta dela também era transparente! Não aguentei mais, entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim.
—Abafiato!
Respirei fundo algumas vezes, o que não ajudou muito, pois o quarto estava impregnado com seu cheiro gostoso. Fechei os olhos tentando acalmar as cambalhotas no meu estômago e o volume totalmente explicável dentro das minhas calças. Acho que fiquei assim tempo demais, pois quando abri os olhos ela estava sentada na cama e me olhava de uma forma indecifrável.
—Oi. — Ela disse com sua voz muito calma porém impassível, não expressava nenhum tipo de emoção.
—Oi... — Respondi sem saber o que dizer. — Se você quiser podemos conversar amanhã.
—Não, isso já levou tempo demais. — Disse enquanto se afastava para que eu me sentasse em sua cama.
Me sentei ao seu lado ainda sem conseguir encará-la. Ela agora estava sentada, os joelhos de encontro ao peito, encostada em seu travesseiro na cabeceira da cama, eu estava de frente para ela e em nenhum momento seus trajes diante de mim pareciam incomodá-la.
—Acho que eu tenho mais pra falar desse tempo que estive fora do que você, não é? — Perguntei olhando para minhas mãos, ou suas pernas, nem sei.
—Sim, você tem. — Disse com a mesma voz indecifrável enquanto erguia meu rosto com uma das mãos apoiadas em meu queixo. — Assim está melhor não acha? Não é justo que você possa me observar enquanto durmo e eu nem possa ver seu rosto.
Ri baixinho, ela era tão espontânea. Mas notei que ela esperava que eu continuasse e que não falaria mais nada antes disso.
—Me desculpe. — Era patético, mas eu não imaginava outra forma de começar. — Me desculpe por te deixar aqui, por nunca te escrever, por não vir atrás, por me esconder esse tempo todo. — Respirei fundo — Eu tive meus motivos Gina, acredite...
—Gina? — Ela me interrompeu — Eu gostava mais quando era só Gi pra você — Disse isso um pouco mais delicada agora.
Não pude evitar o sorriso que me tomou os lábios.
—Eu também gostava mais, só estava em dúvidas se você ainda ia querer que eu te chamasse assim. — Confessei, agora mais confiante. — Você acredita quando eu digo que foi horrível ter que deixá-la?
—Acredito Harry, só acho que eu poderia tê-lo ajudado. — Respirou fundo e continuou, — Bom, na época eu achava depois vi que você tinha razão. Eu ainda sou menor de idade, não posso usar magia sem ser rastreada, como eu poderia ajudá-los assim? Mas você não faz idéia de como foi ficar para trás. Era meu irmão, minha melhor amiga e meu... e você lá, Harry — Disse me olhando nos olhos.
—Eu posso imaginar...
Respondi e caímos num silêncio mútuo, não foi constrangedor, apenas necessário esse momento sem dizer nada.
—E o que mais você tem a me dizer sobre esse tempo que passou fora?
—Nossa, são tantas coisas... Era tudo muito inesperado, passamos pelos lugares mais sombrios e inusitados, Hermione foi torturada, eu fui até a casa onde meus pais morreram... -Nessa hora eu tive que parar pra respirar um pouco, já sentia aquela sensação de olhos úmidos novamente e eu não queria chorar na frente dela.
—Eu imagino como foi difícil pra você também.
—Mas como eu tinha dito — Falei mudando um pouco o clima da conversa — Não houve nenhum tempo para relacionamentos nessa viagem.
Rimos baixinho e logo ela ficou séria de novo.
—Você fala sério quando diz isso? — Me perguntou meio em dúvida.
—Sim, Gi, e mesmo que houvesse eu não o teria aproveitado dessa forma. — Disse sinceramente, espero que ela tenha percebido a sinceridade em mim.
Ela não falou nada, então prossegui.
—Eu preciso te perguntar uma coisa, gostaria que fosse sincera.
—Claro, o que é?
—Podemos tentar de novo? — Disse isso menos constrangido do que imaginei que ficaria — Porque eu quero aproveitar todo aquele tempo em que não nos aproveitamos, todo o tempo que te fiz esperar. Eu quero te mostrar que eu posso ser um namorado melhor do que fui quando tinha tantos problemas entre nós dois. Se não quiser tentar eu vou entender, afinal eu não te dei nenhuma satisfação nesse tempo todo, não é? Mas se essa for sua vontade eu vou sofrer, porque eu te amo, Gi... — Falei sem pensar e embora não tivesse sido premeditado, acho que era a hora perfeita pra dizer as palavrinhas mágicas pela primeira vez.
Levantei meus olhos e a encarei da mesma forma direta como ela me encarava. Seu olhar era indecifrável como durante toda nossa conversa e suas mãos permaneciam em volta dos joelhos enquanto as minhas estavam em meu colo. Não desviei nossos olhares, eu não conseguia. Ela não me respondia e eu já estava me sentindo um idiota, meu coração batia rápido e eu podia jurar que minhas mãos estavam úmidas.
Ela parecia estar ponderando se valia à pena me dizer o que pensava. Eu já sentia o peso do "não" que iria ouvir e baixei os olhos para minhas mãos novamente. Tentei não pensar muito no que faria depois. Até que sentir a cama se mexendo, mãos quentes segurando as minhas e de repente ela estava sentada no meu colo, uma perna de cada lado do meu quadril, o rosto afundado em meu pescoço, num abraço apertado.
Foi inevitável sorrir e apertá-la de encontro ao meu peito e quanto mais eu estreitava nossa distância, mais vontade de sentí-la eu tinha. Palavras não eram necessárias nesse momento, embora eu gostaria de ouvir alguma coisa dela, e como que lendo meus pensamentos ela disse com uma mescla de confirmação e medo:
—Você não vai me deixar de novo, não é? Acho que já te provei que eu não sou a criança indefesa que vocês vêem em mim.
—Claro que não, nunca mais! — Confirmei ainda sentindo o cheiro da sua pele. — A propósito tenho um convite para te fazer e se você não quiser ou não puder ir, eu fico aqui com você.
Ela me olhou como quem espera e eu continuei:
—Quero que vá comigo, Rony e Mione até a Austrália encontrar os pais dela. Sei que até lá já será maior de idade então poderá usar magia sem termos problemas, embora eu ache que não será necessário.
—Você está falando sério? — Perguntou incrédula e eu assenti. — Então quer dizer que agora Harry Potter já me considera grandinha o bastante pra tomar decisões? — Disse divertida.
—Você não imagina o quanto você cresceu. — Falei e instintivamente olhei para o seu corpo novamente.
Ela acompanhou meu olhar e não disse nada, apenas me beijou.
E como eu sempre me surpreendia com ela, não havia saudade naquele beijo, era como se nós estivéssemos juntos todo esse tempo, pelo contrário, havia malícia, e ao contrário do que eu pensei, esse instinto partiu dela e não de mim, inicialmente. Nosso beijo não começou calmo, e ela já estava com as mãos em meus cabelos, puxando-me ainda mais para perto. Foi puro instinto quando coloquei minhas mãos em sua bunda e grudei mais nossos corpos.
A partir desse momento as coisas fugiram um pouco ao nosso controle, ela alisava meus braços e costas enquanto se esfregava cada vez mais em mim e minhas mãos já exploravam as bordas de sua calcinha, por baixo do minúsculo short. Ela levou as mãos à barra da minha camiseta e a puxou para cima, nesse momento tivemos que nos separar e eu sorri, ela sorriu de volta, o sorriso mais lindo do mundo.
—Posso te perguntar uma coisa? — Disse enquanto alisava a parte de dentro da suas coxas. Eu sentia o calor que emanava do corpo dela e tenho certeza que ela me sentia também.
—Claro. — Me respondeu calma, mas eu sentia seu coração batendo rápido e seu olhar me queimando.
—Você não se sente ... hunn... envergonhada de ficar com essas roupas na minha frente? — Perguntei dividido entre timido e divertido.
Ela se olhou e riu baixinho. Eu também olhei, o mesmo olhar babão de sempre. Ela estava sentada no meu colo, as pernas abertas já que ela estava de frente pra mim, os seios firmes, nem grandes nem pequenos, perfeitos, cobertos apenas pelo tecido fino e meio transparente do seu pijama rosa. Olhando pra eles notei o quanto ela estava arrepiada e excitada com a minha presença.
—Não, Harry, não me sinto envergonhada. — Ela me respondeu com sinceridade, agora me olhando. — Não há motivo para vergonha, há? Eu ainda sou sua.
Não contive o sorriso enorme que brotou em meus lábios.
—Minha? — Perguntei deslizando meu dedão pelo contorno dos seus seios e a senti arrepiar-se.
—Sim, só sua! — Ela respondeu e voltou a me beijar.
E nessa hora eu soube o que ela quis dizer com isso, e que não era no sentido figurativo do termo. Me deitei, com ela por cima de mim e eu já acariciava seus quadris sem nenhum pudor. Apesar de já ter tocado seu corpo, nunca passei de algumas pequenas passadas de mão mais ousadas, de vez em quando no bumbum e nas coxas.
Nos virei e me encaixei entre suas pernas, friccionando mais ainda minha ereção em seu centro. Suas mãos arranhavam minhas costas e alisavam meu corpo tanto quanto eu alisava o dela. Em um movimento mais ousado deslizei uma de minhas mãos para seus seios, suavemente, para ver se ela oferecia alguma resistência. O que ganhei em troca foi um gemido, que me deixou em extase.
Desci meus labios para o seu pescoço enquanto enfiltrava minha mão por baixo do tecido fino do seu pijama e acariciei, pela primeira vez, seus seios nus, e confesso que a sensação foi indescritível. Me ajoelhei na cama e a sentei, puxando em seguida sua blusa e retirando-a. Será que era possível ser ainda mais linda? Antes que eu me deitasse novamente sobre ela, suas mãos foram para o cós das minhas calças, tirando o cinto, desabotoando e baixando um pouco. Sua mão roçou minha ereção e foi a minha vez de gemer, ela nunca havia me tocado tão intimamente.
Me deitei sobre ela novamente e minhas mãos foram direto para o seu bumbum delicioso, apertando por dentro do short enquanto eu desfrutava da sensação dos seus seios nus de encontro ao meu peito descoberto. Subi minhas mãos e acariciei livremente seus seios e quando as desci novamente acariciei perigosamente sua virilha. Notei quando todo seu corpo ficou tenso e ri em sua boca.
Me sentei encostado na cabeceira da sua cama e a puxei para meu colo, ela me lançou um olhar travesso enquanto mordia o lábio inferior e me alisou por cima da boxer preta que eu usava esse dia. Não pude reprimir fechar os olhos e morder fortemente o lábio inferior. Logo senti seu quadril de encontro ao meu novamente, quando ela sentava em meu colo.
Alisei sua bochecha e sorri de volta, enquanto afagava seus cabelos com a outra mão.
—Você é tão linda!
—Então agora eu tenho certeza de que combinamos. — Disse ainda sorrindo.
Ri de volta.
—Eu te que quero tanto — Falei deixando transparecer todo o desejo que sentia.
—Eu também, Harry. — Me respondeu do mesmo modo.
A abracei e puxei mais para perto de mim, sussurrando em seu ouvido:
—Mas você sabe que não vai ser hoje, né? — Perguntei carinhoso enquanto deslizava meus dedos por sua coxa e seu quadril enquanto meu outro braço a mantinha grudada em mim.
—Por que? — Perguntou parecendo manhosa e eu ri baixinho enquanto mordia o lóbulo de sua orelha.
—Porque tem que ser do jeito que você merece, especial, sem correr o risco de um dos seus irmãos entrar a qualquer momento com a varinha apontada pra mim — Rimos juntos dessa vez.
—E o que você define como especial? — Me perguntou animada.
—Você verá, é surpresa. — Lhe dei uma piscadela.- Agora preciso voltar para o quarto de Rony, nem sei quanto tempo passei aqui com você, acho que ele ainda está com Hermione na sala, mas logo ele vai dormir e se não me encontrar lá vai me chamar de violador de irmãzinhas inocentes para o resto da vida.
Rimos um para o outro.
—Ta bom, pode ir então. Espero que você seja bom e rápido com suas surpresas. — Falou se levantando do meu colo.
A puxei de volta e lhe beijei apaixonadamente.
—Não dá mais o beijo de boa noite no seu namorado? — Perguntei diante da sua expressão de confusão.
Ela riu e se levantou do meu colo, sentando-se do meu lado. Fechei minhas calças e coloquei de volta a camiseta enquanto ela me observava e também vestia seu pijama. Debrucei sobre ela e lhe dei um selinho demorado.
—Boa noite minha princesa.
Ela sorriu.
—Boa noite meu Menino que Sobreviveu
Com essa eu tive que rir também. Me virei e já ia desfazer o feitiço que lancei em seu quarto para abafar os barulhos, quando me lembrei de uma coisa importante que queria perguntar a ela:
—Gi, só mais uma pergunta. — Disse me virando pra ela novamente, minha linda ainda estava me olhando.
—Sim...
—Por que você dorme com essas calcinhas tão.... hnnn... tentadoras?
Ela deu uma gargalhada baixinha e me respondeu:
—Porque eu sabia que um dia você viria.
Eu fiquei extasiado com a resposta. Sorrimos um para o outro, lhe mandei um beijo, desfiz o feitiço e sai silenciosamente do seu quarto. O corredor estava vazio como antes e subi ao quarto de Rony, por sorte ele ainda não havia terminado sua conversa ou o que quer que fosse com Hermione. Vesti um pijama que peguei emprestado dele e deitei em meu colchão ao lado de sua cama.
Lembrar dela me fez sorrir. Eu me sentia completo, pleno, satisfeito. Estar com ela era tudo que eu queria e agora eu era digno de merecê-la, ela não corria mais riscos ao meu lado e eu podia dar a ela tudo que eu sempre quis.
"Porque eu sabia que um dia você viria", pensei sorrindo. E foi com a lembrança de seu corpo lindo e de sua última resposta que eu adormeci, provavelmente sorrindo.
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