Notas iniciais
Capítulo novo. Aproveitem.

Nos separamos e ela me olhou sorrindo com uma cara de safada que eu com certeza me lembraria quando estivesse sozinho e antes de se virar para descermos me deu um tapa na bunda, a olhei fingindo incredulidade e ela riu. Descemos de mãos dadas para almoçar.

POV Harry

Quando chegamos à cozinha todos conversavam animadamente e nem reparam nossa entrada (eu duvido que um ano atrás os Weasleys não reparassem quando eu chegasse sozinho com Gina), nos sentamos silenciosamente para não atrapalhar a conversa mas rapidamente fomos incluídos e em minutos todos já estávamos conversando e rindo com os outros.

Neste dia particularmente a Sra. Weasley estava muito mais calma, e inclusive já tratava nossa viagem como algo natural. Às vezes chegava a nos mandar ir logo, assim voltaríamos para casa mais rápido. O aniversário de Gina seria dali a três dias, na sexta-feira, e viajaríamos na segunda pela tarde. Optamos por irmos de avião, apesar do pânico que Ron e Gina sentiam de objetos trouxas.

Eu e Hermione iríamos amanhã até o centro trouxa de Londres comprar nossas passagens de ida, como não sabemos quanto tempo levaremos lá, optamos por comprar as passagens de volta só quanto já tivermos encontrado o Sr. e Sra. Granger. Rony e Gina preferiram ficam em casa, eles não gostavam muito de atravessar o Caldeirão Furado para o lado não-mágico da Inglaterra.

Assim que terminamos de almoçar, e a costumeira briga entre Monstro e a Sra. Weasley para ver quem arrumaria a cozinha (Monstro ganhou dessa vez e a Sra. Weasley foi para a sala tricotar os casacos de natal que ela já havia começado a fazer para nós) começou, fomos todos para os jardins conversar um pouco. No caminho, Hermione e Gina se lembraram de buscar algo no quarto e subiram para pegar, fiquei sozinho com Rony.

—Contamos exatamente o que Malfoy falou ou editamos para ficar mais educado? — Ele me perguntou.

—Acho que contamos tudo, se elas se encontrarem com ele vão saber de qualquer forma. Além do mais, Gi e Mione não me parecem que se abalariam com isso.

—É possível que briguem com você por ter batido nele ainda — Rony disse rindo.

—Não duvido não. — Falei enquanto nos sentávamos embaixo de uma árvore para esperá-las.

—Cara, não sei como Hermione consegue estar tão empolgada para voltar à Hogwarts, sério, ela só fala disso. — Ele comentou enquanto encostava-se à árvore e tampava o rosto com as mãos, o típico gesto dramático.

—Você já devia ter se acostumado, não é? — Falei rindo também. — Eu não vejo a hora de passar logo nos NIEMs e me formar. Fico imaginando como seria o treinamento para aurores, se é realmente tão difícil quanto dizem

—Eu acho que pra nós será fácil — Ron disse com convicção, me fazendo rir. — Será que Mione falou sério quando disse que queria ser auror também? Eu não sei se irei gostar muito dessa idéia, ela é uma mulher.

—E que Merlin nos proteja se um dia essa mulher resolver se voltar contra nós. — Falei fingindo medo. — Ron, Hermione é melhor que nós dois juntos, ela é que deveria ficar com medo de nos ver nessa profissão.

—Gina já te falou o que quer ser?

—Não, na verdade eu nunca perguntei. Você sabe?

—Não sei se ela já mudou de idéia, mas até um ou dois anos atrás queria trabalhar com Carlinhos, mas domando os dragões.

Pronto, era só o que me faltava!

—Rony, sua irmã é louca? — Perguntei sentido meus olhos quase saltarem para fora.

—Já te falei isso várias vezes, você nunca quis acreditar em mim. — Ele disse divertido.

—Vou fazê-la mudar de idéia e querer fazer algo bem menos perigoso, tipo virar dona de casa. — Falei e nem a mim mesmo eu convenci dessa idéia.

—Ah tá! É da mesma pessoa que estamos falando? — Ele foi sarcástico. — Ela pode até ficar boba, ser apaixonada por você, mas não vai abrir mão da vida dela pra virar dona de casa.

—E eu não faço questão disso, mas francamente, domar dragões? Ela poderia querer ser escritora, jornalista, advogada bruxa, comentarista de quadribol, ou minha secretária quando eu virasse auror, quem sabe? Seria muito mais legal.

—Dê essa idéia à ela. — Me falou apontando para onde elas vinham andando em direção a nós dois com um embrulho até então não identificável.

—Darei, prefiro o risco de uma bronca a nem tentar. — Respondi rindo.

—Então tenta, cara. — Ele riu também.

Elas estavam mais próximas agora e o que carregavam era uma colcha de retalhos puída que os Weasleys usavam para se sentar na grama quando estava úmida, como agora. Ron era meio relaxado mesmo, e eu não tinha reparado nisso. Elas chegaram e nos afastamos para que a colcha fosse estendida onde antes estávamos sentados. Feito isso, me sentei novamente encostado na árvore, Ron um pouco ao lado, Gina se acomodou sentada entre minhas pernas e encostada em meu peito enquanto Hermione sentava-se mais ou menos da mesma maneira com Rony. Gi quebrou o silêncio:

—O que vocês estavam conversando?

Ron soltou uma risadinha e tentou disfarçar com uma tosse.

—Sobre o futuro amor. Já pensou o que quer fazer quando terminar Hogwarts? — Perguntei aparentando casualidade.

—Eu sempre quis domar dragões, mas...

Não esperei que ela terminasse:

—Você ta doida? — Perguntei me afastando da árvore e ela me olhou assustada. — Dragões, Gina? DRAGÕES? Você já viu o tamanho de um dragão? Aquele rabo-córneo-húngaro parecia pequeno demais pra você de lá da arquibancada? — Em nenhum momento eu alterei minha voz, mas falei sem pausa.

—Terminou? — Ela me perguntou e eu reparei que havia falado quase sem vírgulas, Ron e Hermione olhavam para o outro lado rindo. Eu assenti — Então, como eu ia dizendo,eu sempre quis domar dragões, MAS — e ela frisou bem a preposição — eu acho que a Romênia é longe demais, que dragões são agressivos demais, tudo bem que essa parte até ia ser legal, mas eu estive pensando que eles podem queimar meu cabelo, e eu não ia gostar disso. — Essa parte me surpreendeu, ela nunca aparentou ser vaidosa.

—Então você não quer domar dragões por causa do seu cabelo? — Perguntei incrédulo.

—É. — Ela respondeu simplesmente e me olhando como se fosse óbvio.

Sua expressão estava tão frágil, tão feminina nesse momento, que eu ri, Ron e Mione me acompanharam.

—Sério amor, não acredito. — Disse a ela enquanto cruzava os braços sobre o peito e mudava sua expressão para a cara de brava que eu conhecia muito bem e me mostrou a língua igual uma criança mimada. Eu a abracei, encostei na árvore novamente, trazendo-a para junto de mim novamente e perguntei — E o que você quer ser agora?

—Não sei ainda, pensei em alguma coisa ligada ao ministério, que eu pudesse usar salto alto todo dia, por exemplo. — Ela respondeu pensativa e eu comecei a achar que conhecia minha namorada menos do que eu imaginava.

—Eu estava conversando com o Ron que você poderia ser minha secretária, ia ser super legal. — Falei empolgado.

—Secretária, Harry? — Ela disse fazendo uma careta em desaprovação.

—Claro! Entre os trouxas é muito comum o chefe ter um caso com a secretária, dizem que os escritórios têm mesas grandes por isso, ai você já pensou como ia ser legal se nós...

—Harry! — Ron disse e soou mais como “cala a boca que ainda estamos aqui”.

Desviei minha atenção de Gi, que ria, e me lembrei que Ron e Mione estavam lá, olhei pra eles constrangido e murmurei:

—Desculpem.

Hermione riu mais, Ron tentou manter a expressão séria.

—É, pensando bem não seria tão ruim assim ser sua secretária, realmente ia ser muito divertido. — Ela falou olhando pra mim, me lançou uma piscadinha sugestiva e me deu um selinho.

Hermione pigarreou

—Antes que Ron tenha um ataque, vamos mudar de assunto. — Dessa vez até Ron riu. — Onde vamos comemorar seu aniversário, Gina?

—Ah, não sei. Eu não gostaria de fazer festa, mas não queria deixar passar em branco. É meu primeiro aniversário namorando.

—Poderíamos comemorar na Londres trouxa, da maneira como eles fazem. -Sugeri e quando notei que todos me olharam com curiosidade e continuei. — Quando Duda fez 17 anos, um mês antes de mim, ele saiu a noite com os amigos dele e foi num lugar que ele chamou de Pub. Amanhã Mione e eu vamos comprar nossas passagens, podemos procurar um lugar assim e se for legal nós vamos todos na sexta feira a noite. Se ficar muito tarde, podemos dormir na casa dos meus tios, na Rua dos Alfeneiros.

—É, vai ser interessante fazer um aniversário trouxa — Ron falou pensativo — Se a Gina quiser eu tento convencer a mamãe a nos deixar ir até lá.

—Eu gostei da ideia, por mim está ótimo. O que você acha, Mione?

—Por mim ótimo, Gina. Eu nunca fui a um Pub. — Mione respondeu empolgada.

—Com que roupa se vai a um Pub? — Gi me perguntou com os olhos arregalados.

—Não faço a menor ideia. — Respondi rindo.

—Ai meu Deus, Mione preciso da sua ajuda, com que roupa se vai a um Pub?

—Não sei, Gi, mas a gente acha alguma coisa, não se preocupe. — Mione respondeu rindo, se espreguiçou e abraçou Rony pelo pescoço, dando-lhe um beijo na bochecha.

Gi e eu olhamos aquela cena divertidos, não era comum ver Hermione demonstrando carinho publicamente. Quando Hermione o largou se virou pra mim com cara de quem vai impor alguma coisa, e assim o fez:

—Agora você já pode nos contar por que bateu no Malfoy, comece. — E cruzou os braços sobre o peito.

—Aah, Mione, podemos deixar isso pra lá, não podemos? — Eu tentei.

—Não, Harry Potter, não podemos, diga logo. — Minha namorada me disse.

—Tudo bem — suspirei e comecei — eu me virei para ir encontrar com Rony e dei de cara com ele me encarando com aquele olhar debochado, e me disse que antes não sabia o que eu via em você, Gi, falou que você era sem graça, mas que agora estava muito gostosinha, e ele entendia. Eu disse pra ele ter mais respeito com a minha namorada e ele riu, dizendo que sabia bem o que eu queria com você e que depois que conseguisse e te desse um pé na bunda ele ia adorar te consolar. Ele nem terminou essa frase, eu passei os pacotes para o braço esquerdo e soquei a cara dele, do jeito que o Duda me ensinou.

Olhei para o Rony pedindo para que ele continuasse.

—Eu fui até a loja, que era bem perto de onde estávamos — ele continuou — mas cheguei lá e estava muito cheio, resolvi voltar para me encontrar com vocês e quando cheguei a uma distância que já dava pra ver o lugar onde estávamos quando sai, vi o Harry parado com aquela cara de raiva e Malfoy apontando pra onde vocês duas tinham ido, deduzi que ele estivesse falando da Gina e me apressei, quando estava quase chegando o Harry deu um soco nele e ele começou a procurar a varinha, quando a encontrou eu o desarmei.

“Quando cheguei perto deles, perguntei o que ele tinha falado da minha irmã, ai ele me disse que eu deveria me preocupar com a sangue-ruim e que o Harry deveria se preocupar com a ruiva gostosa. Eu ia azará-lo, ma o Harry impediu, então só quebrei a varinha dele e o mandei sair dali, o que ele fez muito rápido até. Depois disso fomos encontrá-las”.

Quando terminamos de contar o que houve, nenhuma das duas falou nada, só se olharam daquela maneira que parece que estão conversando por telepatia e depois Gina se virou pra mim séria:

—Você acha que isso era motivo pra bater nele? — Me perguntou inexpressivamente.

—Aah Gi, vai me dizer que você conseguiria ficar quieta ouvindo isso? — Falei incrédulo — O que me irritou muito foi ele insinuar que eu só estou te usando, você sabe que não é isso.

—EU sei, VOCÊ sabe, isso é o que importa. — Ele me respondeu muito calmamente, enquanto fazia carinho em minhas mãos — E se você for bater em todo mundo que acha que você está me usando ou que eu estou me aproveitando de você, vai ter que começar a praticar algum tipo de luta, porque é muita gente.

—A Gina tem razão, Harry. — Mione começou — Você já era o Menino Que Sobreviveu, agora você derrota Voldemort, tem noção de quanta gente no mundo bruxo te conhece? Todos sabem que seus pais eram ricos, então você também é. Todas as bruxas nesse momento estão querendo uma chance com você, entende isso? — Eu assenti, embora a ideia não me agradasse. — Hoje você apareceu publicamente com a Gina, nunca tinham feito isso, todo mundo já deve saber que agora você tem uma namorada, e todos vão chamá-los de aproveitadores. Ela porque é uma anônima que namora um cara rico e famoso, e você porque ela é bonita.

Eu odiava quando Hermione estava coberta de razão, isso me irritava às vezes. Parece que ao Rony também.

—Eu apoio o namoro de vocês, já disse isso, mas odeio saber que todo mundo vai falar da minha irmã. — Ele falou muito sério, embora não aparentasse tristeza nem raiva.

—Mas eu não me importo Ron, sinceramente. — Gi disse calmamente. — Já falavam na escola no ano passado, todo mundo comentava e isso não me afetou. Claro que me deixava triste de vez em quando, mas não era pelo que falavam, era mais por que vocês nem estavam lá para que eu pudesse desabafar de vez em quando.

—Mas amor, eu não gosto disso. — Disse cruzando os braços e agora eu parecia a criança mimada.

Ela se virou de frente pra mim.

—Eu também não gosto, é por isso que vamos continuar juntos, como se nada estivesse acontecendo. Uma hora vão perceber que se estivéssemos querendo nos aproveitar um do outro já deveríamos ter nos separado, então vão se cansar.

—É, pode ser que dê certo. — Eu disse vencido, no fundo eu iria concordar sempre com o que a fizesse se sentir bem. — Mas que fique claro que se te chamarem de gostosa deliberadamente de novo, na minha frente, eu vou azarar o infeliz que fez isso.

Ela riu e me deu um selinho.

—Ciumento!

Mostrei a língua pra ela e retribui o beijo. Ron e Mione novamente estavam olhando para o outro lado e disfarçando. Quando nos separamos ela se encostou de novo no meu peito, virando-se de frente para os dois. Ron se levantou e estralou as costas.

—Aai, acho que vou voar um pouco, o dia tá tão convidativo pra isso. Vamos Mione? — Ela fez uma careta. — Por favor, vamos. — Ela rolou os olhos e concordou se levantando. — Harry, me empresta a Firebolt?

—Pega lá no meu malão. — Falei e eles se afastaram de mãos dadas, conversando tranquilamente.

Apertei Gina pela cintura e dei um beijo demorado em sua bochecha.

—Minha gatinha.

—Gatinha? -Ela perguntou sem entender.

—É uma gíria trouxa pra falar que uma mulher é muito bonita.

—Aah, entendi, meu gatinho. — Rimos.

Ficamos um tempo nesse clima gostoso, namorando um pouquinho, e ela me perguntou:

—Já quer me contar o motivo de eu ter que te socorrer essa noite? — Falou rindo, mas não zombando de mim.

Respirei fundo.

—Conto amor, mas eu acho que você já sabe o que é.

—Eu imagino o que seja, mas nunca tinha ouvido você falar meu nome.

Ela estava encostada no meu peito, de costas para mim enquanto eu acariciava seus cabelos e ela fazia carinho nas minhas coxas, que estavam ao lado de seu corpo.

—Eu sonhei que estava em Hogwarts. — Comecei lentamente, não por querer me demorar nessa lembrança, mas não sabendo como dizer. — E eu procurava alguma coisa com muito desespero, primeiro não tinha ninguém em lugar nenhum da escola, depois estavam todos lá, todos deitados no chão, Gi, todos mortos. — Parei um minutinho e respirei fundo, eu não ia chorar de novo. — No começo eu fiquei chocado, olhando todos os rostos ali, todos eles Gi, seus pais, Dumbledore, Sirius, todos eles.

“Eu continuei andando, procurando ainda não sei o que e então no fim do corredor eu vi Ron e Mione, deitados, de mãos dadas, mortos também. Acho que foi nessa hora que eu comecei a me debater. E quando virei para uma sala de aula, eu vi Voldemort, parado com a última horcrux na mão, rindo pra mim, e disse que eu nunca seria mais forte que ele. Então ele lançou um avada kedavra, mas não foi em mim. — Parei e respirei de novo. — Foi em você, Gi. — Finalizei apertando-a mais ainda contra meu corpo.”

—Harry, amor, eu entendo que deve ser terrível sonhar com essas coisas, eu também acho que teria essa mesma reação, mas não fique assim, por favor. Você sabe que isso não vai mais acontecer e graças a você.

—Eu sei, Gi, mas embora minha cicatriz nunca mais tenha doído, eu não consigo esquecer, e eu acho que isso vai me perseguir por muito, muito tempo.

—Quando isso acontecer, se acontecer de novo, se você gritar novamente no meio da noite, eu prometo que vou estar lá, ta?

— Por isso que eu amo você, ruiva. — A virei pra mim e falei mordendo de leve seu queixo.

—Dessa vez esse apelido horrível passa, da próxima você vai conhecer minha azaração para bicho papão. — Rimos e depois nos beijamos como ainda não tínhamos feito hoje.

Quando nos separamos eu fiz carinho em sua bochecha e passei a mão em seus cabelos que estavam soltos hoje.

—Eu amo seu cabelo vermelho assim, é diferente. Eu acho que tenho fetiche por ruivas.

Ela soltou uma gargalhada gostosa.

—Acho que você já deve ter visto muitas ruivas por ai, então.

—Na verdade, ruiva mesmo, assim natural só você. Mas eu já vi muitas loiras e morenas, nenhuma delas me atraiu.

—Você é um xavequeiro, sabia? Mas eu gosto muito desse seu lado.

Ri pra ela e a beijei de novo.

—Vamos dar um passeio também? — Convidei.

—Vamos, mas aonde você quer ir?

—Não sei, você conhece algum lugar onde podemos dar uns amassos? — Perguntei rindo.

—Conheço! — Ela respondeu empolgada.

—Gi, era brincadeira.

—Mas eu estou falando sério. — Disse já se levantando e me puxando pela mão. — Vem.

Andamos pelos quintais em sentido oposto à casa.

—Onde estamos indo, Gi?

—Na casa da árvore que meu pai fez pra mim quando eu era criança. É reforçada com magia, então com certeza está inteira até hoje.

—E onde fica?

—Numa árvore grande um pouco ali atrás, era meio escondida, por isso nunca tive permissão pra ir lá sozinha. — Ela se virou pra mim e riu. — Teoricamente não estou sozinha, não é?

Ri também. Caminhamos mais um pouco pelo terreno d’A Toca e entramos numa pequena floresta, com algumas árvores espalhadas e depois de aproximadamente cinco minutos caminhando entre elas eu avistei a casa da árvore e mesmo que eu não soubesse juraria que o Sr. Weasley a tinha feito, aquela casa nunca pararia em pé sem magia nem uma semana, muito menos durante anos.

—Gostou? — Ela me perguntou sorridente.

—Aconchegante. — Ela riu da minha cara de abismado.

—Você tem que ver por dentro, papai fez o mesmo feitiço que tem na barraca que acampamos, ela é estendida. Vem, deixa eu te mostrar.

Ela soltou minha mão e foi na frente, subiu por uma escadinha feita na própria árvore e quando já estava lá em cima me chamou, eu fui também. Assim que ela abriu a porta meu queixo caiu. A casinha tão pequena por fora tinha uma pequena sala com um tapete de retalhos, janelas e um segundo cômodo que de onde eu estava se podia ver um colchão velho no chão. Espalhado por todos os lados algumas bonecas e nós dois podíamos ficar em pé sem nenhum problema.

—Papai fez pra mim na esperança de que eu parasse de arrombar o armário de vassouras dos meninos pra voar escondida. — Ela disse vendo minha cara de incredulidade para as bonecas — Não funcionou muito, mas eu sempre vinha aqui, acho que ela tem a minha cara, já que foi feita pra mim.

—Realmente ela tem a sua cara, mas acho que ainda não me acostumei muito com tudo que a magia nos permite fazer. — Ela riu de mim e pegou minha mão.

Fechou a porta atrás de nós e me arrastou pela casinha até o outro cômodo. Assim que chegamos até o quarto, vi que ali não haviam bonecas, mas tinha uma mesinha com duas cadeirinhas, onde certamente não caberíamos sentados, e um colchão um pouco menor que colchões normais de solteiro, mal tive tempo de olhar tudo e ela me empurrou, cai sentado no colchão e ela sentou-se em meu colo, me beijando e já puxando meus cabelos.

—Estava com tanta saudade. — Ela disse entre o beijo.

—Mas nos vemos todos os dias, amor. — Disse fingindo desentendimento.

—Cala a boca. — Eu ri e a beijei com mais vontade.

Grudei nossos corpos e a alisei por cima da roupa, quando apertei sua bunda ela gemeu baixinho e mordeu meu lábio inferior. Ficamos mais um tempo só nos alisando e quando eu já estava sentindo meu membro muito duro me separei dela.

—Gi, não da pra dar só uns amassos com você, olha isso. — Me esfreguei nela para que sentisse o jeito que me deixava.

—Então podemos resolver isso agora. — Disse e tirou a própria camiseta.

Nesse dia ela usava uma camiseta frente única e por isso não estava usando sutian, e essa visão foi demais pra mim. A virei, deitando-a no colchão e abocanhei um de seus seios enquanto massageava o outro, ela gemia lindamente, me deixando mais louco ainda.

Ela arranhava de leve minhas costas e com minha mão livre eu acariciava seu corpo. Fui descendo meus beijos por sua barriga e quando cheguei ao cós de seu short o tirei, admirando a calcinha branca e muito comportada de algodão.

—Ah, então você também tem calcinhas decentes? — Perguntei rindo e ela só me lançou um sorriso, não disse nada.

Tirei sua calcinha e assim que a coloquei sobre o short, ao lado do colchão, me deitei novamente entre suas pernas, não havia mais por que ter vergonha dela, mas mesmo assim eu queria seu consentimento.

—Posso? — Ela assentiu mordendo os lábios.

No começo eu só sabia o que eu queria fazer, mas não sabia como, então comecei devagar, apenas passando a língua sobre sua intimidade e ela gemeu audivelmente. Fui abrindo caminho por seu centro e a chupava despudoradamente agora, ela gemia sobre mim e seu gosto era maravilhoso.

—Aai Harry, vem logo. — Ela gemeu pra mim e eu, que não estava aguentando mais de tesão, fui.

Me ajoelhei e abaixei minha calça, já junto com a boxer que estava usando, me deixei por cima dela e a beijei enquanto a penetrava. Ela estava muito molhada, o que facilitou muito, e estávamos os dois com saudade, então eu não me preocupei em ir com calma hoje, metia cada vez mais forte e seus gemidos me incentivavam a continuar.

Dessa vez não nos preocupamos em mudar de posição ou explorar um ao outro, apenas queríamos matar a saudade e a vontade que estávamos. Senti meu orgasmo chegando e ao mesmo tempo ela começava a me apertar mais e mais dentem seu interior. Não gozamos juntos, mas eu me preocupei em fazer com ela sentisse prazer primeiro, depois eu me satisfiz.

Sai de cima de seu corpo quente e me deitei ao seu lado.

—Você é muito gostosa.

—E você ficou vestido demais, temos que resolver isso da próxima vez. — Ela falou e eu ri baixinho, cheirando seus cabelos.

Ficamos deitados assim, em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro. Não sei exatamente quanto demoramos, mas quando olhei pela janela, o sol já não brilhava tanto mais, o que indicava que já estava quase na hora do Sr. Weasley chegar do trabalho.

—Amor, vamos embora? — Notei que ela não me respondeu e vi que tinha dormido.

A acordei carinhosamente, com alguns beijinhos no rosto e ela abriu os olhos manhosa.

— O que foi, Harry?

—Temos que ir embora, Gi, logo seu pai já estará em casa.

Meio a contra gosto ela se levantou e vestiu-se. Descemos e voltamos de mãos dadas pelo caminho, e não conversamos, porque ela ainda conservava a cara de mau humor que sempre ficava quando era acordada. Entramos em casa e a Sra. Weasley já estava preparando o jantar. Dissemos que tínhamos ido passear um pouco, e não fomos questionados.

Após um tempo sentados no sofá sem nada para fazer, jantamos todos juntos, em meio aos comentários empolgados que o Sr. Weasley fazia sobre novos objetos trouxas que tinham sido levados ao ministério. Terminamos de comer e nos sentamos todos na sala, como de costume, enquanto Monstro arrumava a cozinha. Jogamos um pouco de snaps explosivos e quando a lua já brilhava há um tempo no céu, a Sra. Weasley anunciou que era hora de irmos dormir. Como sempre, não questionamos e subimos cada um para seu quarto.

—Harry. — Gina me chamou depois que eu já tinha dado seu beijo de boa noite e me virava para subir para o quarto de Rony.

—Oi, amor.

—Durma bem, e eu vou estar lá se você precisar.

—Obrigado. — Respondi em meio a um sorriso e continuei subindo as escadas.

Notas finais
Olá minhas lindas. Maais um capítulo pra vocês, espero que curtam e comentem! As provas ainda não acabaram, mas eu to tentando dar um jeitinho de postar sempre. Mudei a classificação etária da fic para 18 anos, acho que fica mais apropriado, não? rsrsrs Tá sendo muito legal escrever sobre como os dois estão se conhecendo juntos,acho que é bem a cara deles essa intimidade. Beijinhos.