Sob minha Pele

24 Capítulo Vinte e Três


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Margaery, Gohans2Videl e lahcanedo que recomendaram SmP, muito obrigada ♥ Tem música especial no capítulo, aqui o link para quem quiser conferir: https://www.youtube.com/watch?v=HeKrQxEbVHE Boa leitura ♥

— Capitulo Vinte e Três —

— Edward —

Bella estava deitada embaixo de mim, seu corpo magro e quente em contato direto com o meu. Ambos nus, ambos cheios de desejo.

Seus cabelos castanhos espalhados por meu travesseiro, em uma bagunça que lhe dava um ar sexy e selvagem. Os olhos dela estavam mais escuros do que nunca, por conta do prazer.

— Me beije, Edward — ela implorou por aquilo, mordendo provocativamente seu lábio inferior.

Ela era linda, Isabella era linda. E, naquela noite seria minha.

Inclinei-me em direção a ela, pronto para beijá-la, quando suas mãos me afastaram. Foquei meu olhar em seu rosto, vendo um sorriso maldoso dominar os lábios da garota Higginbotham.

— Você me quer, não é, Edward Masen? — perguntou, com a voz em um tom cortante.

— Bella — gemi, tentando voltar a beijá-la, mas suas mãos em meus ombros continuavam me impedindo de chegar aos seus lábios.

— O que você quer, Edward? — Bella insistiu. — Diga!

— Você, eu quero você, Isabella — eu respondi, entre a irritação e o desejo, louco para tê-la de uma vez. Precisava daquilo, senti-la, beijá-la, fodê-la, queria Isabella Higginbotham, desesperadamente.

Então, ela riu, suas mãos deixando meus ombros. Porém, sua risada confundiu-me por completo, eu não queria ir mais longe, não até ela explicar aquilo.

— Bella? — Seus olhos encontraram-se com os meus, não mais castanhos e quentes, mas sim azuis e frios.

— Realmente pensou que eu teria qualquer coisa com você, Edward? — Isabella apertou meu queixo, suas unhas cravando-se em meu rosto de forma dolorosa. — Você não passa de um tolo, não é mesmo, garoto do Brooklyn? Eu sou Isabella Higginbotham, enquanto você, Edward, é apenas um idiota qualquer.

— O quê? — indaguei, erguendo um pouco meu corpo, o dela não parecia mais chamar por mim como antes.

— Eu sabia que você acabaria caindo aos meus pés, Edward — Bella falou confiante, percorrendo seus dedos gelados por meu peito. — Tão estúpido. — a Higginbotham riu um pouco mais, seus olhos azuis tinham um brilho maligno. — Me beije, Edward! — debochou.

— Não, Bella, não — falei confuso, tirando de vez meu corpo de junto do seu.

Ela continuou rindo do meu desespero.

— Sim, Edward, sim — ela debochou ainda mais. — Realmente pensou que poderia me esnobar para sempre? Que poderia ser maior do que uma Higginbotham? Deixe-me lhe dizer algo, garoto do Brooklyn, sou eu quem dá as cartas por aqui.

Isabella deixou minha cama, ainda nua, ainda linda, mas cruel e distante.

— Eu tive você arrastando até mim como eu queria, Edward. — Um sorrisinho malicioso tomou conta de seus lábios. — E, quem sabe foder com você fosse acabar sendo bom, mas eu não vou tão baixo e está sendo muito legal vê-lo deixado de lado como fui deixada por você todas às outras vezes. — Ela recolheu suas roupas do chão, o olhar azul encontrando-se com o meu novamente. — Até nunca mais, Edward. Você não me queria fora de sua vida? Eu estou saindo agora, para todo sempre.

Eu a vi deixando meu quarto, deixando-me para trás com o frio e o desespero. Queria Isabella, ou pelo menos pensei que queria antes de ela virar o demônio no corpo da garota que pouco tempo antes estava prestes a ser minha.

— Bella — eu sussurrei seu nome, apertando os lençóis sobre a cama, eles cheiravam a morangos como a Higginbotham.

Acordei com a respiração desregular, minha cabeça doía muito e meu corpo estava suando. Eu pisquei algumas vezes até fazer meus olhos acostumarem-se com a claridade que entrava no quarto, ainda confuso pelo sono e certamente pelo sonho, eu deixei a cama, caminhando até a pequena janela do quarto.

A visão dali era para a escada de incêndio e para o prédio ao lado, nada glamoroso. Eu apoiei meus braços na janela, encarando os raios de Sol batendo em minha pele, aquecendo-me como a Isabella do sonho tinha feito antes de tudo mudar.

Claro que era um sonho, estar com Isabella Higginbotham não seria real. Bom, não mais. Eu tinha a tido uma vez naquele frio hospital, então cogitei a ideia de ficar novamente com ela na sala de música dos Cullen, mas eu não poderia, não queria.

Sabia como aquilo acabaria, tão ruim, ou ainda pior do que como tinha terminado no sonho. Um pesadelo, mais um pesadelo me atormentando.

Aqueles últimos dias desde que dançamos Sinatra na casa dos Cullen se arrastaram diante de mim, eu os odiei, cada um deles. No começo tentei me convencer que estava apenas odiando, como sempre, o espaço de tempo entre o aniversário de morte do meu pai e meu próprio aniversário, mas no fundo sabia a verdade.

Eu gostava de Isabella, eu a queria e estava ficando louco por não tê-la.

Enfiei as mãos em meus cabelos, enquanto tentava inutilmente fazê-la sair da minha mente com o ato. Não era possível, ela já estava sob minha pele.

Olhei para minha cama, completamente vazia. Isabella Higginbotham nunca estaria ali, nós dois nunca ficaríamos juntos.

— Edward? — Eu me virei em direção à porta do meu quarto, vendo Rosalie entrar ali, ela tinha um cupcake em mãos, com uma pequena vela já acessa em cima. — Feliz aniversário! — Caminhou em minha direção, mas seu olhar não era animado, ela me analisava com seriedade.

— Eu gosto dela — murmurei, Rosalie assentiu, ela já sabia, claro que já sabia. Os últimos dias tinha me suportado com o pior mau humor do mundo, até eu estava me achando ranzinza e insuportável ao extremo.

— Faça um pedido, Edward — foi tudo que minha melhor amiga disse.

Suspirei, assoprando a vela. Desejei ter Bella, mesmo sabendo que não podia, nem deveria querer.

Nós não poderíamos ficar juntos, ela e eu éramos de mundos completamente diferentes. E, mesmo que fosse difícil admitir, sabia que eu era a peça que seria facilmente descartada no final.

— Você está bem? — Rose perguntou, neguei com um aceno de cabeça.

Era estranho, eu já tinha passado por algo muito pior em minha vida do que apenas não ter uma garota mimada de Upper East Side. Porra, eu tinha perdido meu pai. Mas, também era ruim não ter Bella como tanto queria.

— Vá atrás dela, Edward — Rosalie sugeriu, eu a encarei, esperando a brincadeira por trás disso, mas não aconteceu.

— O quê?

— Vá atrás dela — repetiu.

— Não, Rosalie, claro que não! — exclamei, arrancando a vela de cima do cupcake. — Eu não posso, você sabe que isso seria um desastre completo, Barbie. — E tinha a promessa feita à minha mãe, que assim como Isabella não saia dos meus pensamentos, continuava voltando a todo instante.

Olhei mais uma vez para minha cama vazia, sem Bella ali. Ela nunca estaria lá e, eu a queria desesperadamente.

Foda-se, estava apaixonado por Isabella Higginbotham e era impossível continuar negando o que estava sentindo. Mas, precisava abafar, precisava esperar desaparecer, deixá-la ir aos poucos, como se estivesse em um processo de reabilitação.

Eu só não esperava que Rosalie agisse, não esperava que ela colocasse Bella diante de mim no meio da abstinência. Era difícil demais negar algo que estava bem debaixo dos meus olhos e, Isabella estava ali em minha festa de aniversário, provocadora, chamando por mim.

Desesperadamente, eu precisava dela. Em minha cama, em meu sofá, em qualquer lugar, mas principalmente precisava mantê-la por perto, em meus braços, em meus lábios.

— Edward? Por que está parado aqui morrendo de ciúmes sem fazer nada? — Tanya tinha perguntado, enquanto eu via Bella e Benjamin dançando. Não consegui responder, focado demais em ver a Higginbotham com outro, querendo estar no lugar dele. — Por Deus, Edward, você sequer consegue esconder o que está sentindo. Vou procurar outro cara, você está completamente indisponível.

Apenas parte da minha atenção ouviu o que Tanya disse, nem mesmo a percebi se afastando. Era como se tudo naquele loft se resumisse a Bella e, a como eu queria estar com ela.

Vá atrás dela — a voz de Rose ecoou em minha mente.

— Porra — xinguei.

Foda-se tudo, eu não podia mais aguentar ficar longe. Dei o primeiro passo, indo em direção à Bella. O cruel pesadelo poderia se tornar real, mas eu aproveitaria um pouco do doce sonho até lá.

***

Vinte e um.

Ela me tinha em suas mãos, parte de mim sabia que aquilo tudo estava errado, mas a parte que não dava a mínima era muito maior. Eu queria Bella e, ela de alguma forma me queria também.

Fosse por apenas desejo, ou para provar a si mesma que podia ter tudo e todos que queriam. Não importava, o que importava no final era que ela estava me tendo como queria, da mesma forma que eu estava conseguindo a ter como queria.

Una o útil ao agradável, não era isso que diziam? Era um maldito clichê, mas pareceu se tornar o lema da minha vida quando Bella voltou a me beijar no beijo de número vinte e um.

Teríamos só mais vinte? Ela e eu acabaríamos aquilo na contagem? Ou, estenderíamos para um número de beijos infinitos e sexo...Porra, eu precisava transar com Isabella.

Pensar naquilo fez com que minhas mãos fossem até o quadril dela, meus dedos apertando ao redor de seu vestido justo, permitindo que eu pudesse sentir sua pele contra o tecido. Eu a puxei para mim, nossos quadris se encontrando, fazendo com que Bella gemesse em meus lábios.

Queria que todos sumissem, eu tinha adorado a ideia da festa surpresa organizada por meus amigos, mas queria terminar meu aniversário apenas com Bella. E, eu me recusava a deixar a noite acabar antes de ela me presentear com todos os presentes de aniversário atrasados.

— O vinte e um foi meu preferido — Bella sussurrou, soando confusa, quando foi necessário pararmos o beijo para conseguir um pouco de oxigênio.

Não consegui falar nada, eu estava submerso demais nela para fazer qualquer coisa que não fosse apenas senti-la. Seu cheiro, seu gosto, seu coração batendo. Era como se pudesse sentir Bella por completo, era bom, era maravilhoso, eu queria mais.

— Edward, olhe para mim — Bella pediu, nervosa, quando eu estava prestes a buscar pelo beijo vinte.

— O quê? — perguntei torturado por ter sido interrompido, abrindo meus olhos, encontrando com os dela.

Castanhos e quentes. Combinava tanto com ela, nada daquela merda azul fria, apenas o escuro reconfortante do chocolate.

— Está tudo bem, não? — ela continuou perguntando, uma de suas mãos brincando com meus cabelos, enquanto a outra movia-se por cima da minha jaqueta.

— Sim, tudo bem — confirmei.

Não estava, claro que não. Eu ainda estava com medo do que estava sentindo, não por temer a paixão, mas por temer estar apaixonado justamente por Isabella.

— Edward — ela disse meu nome em um suspiro, agarrando minha jaqueta com força.

— Ei, não estrague meu aniversário com conversas sérias, Bonequinha — exigi, ela não pode conter uma risada.

— Você é um aniversariante muito mimado, Edward — declarou.

— É meu dia especial, todos devem realizar meus desejos — brinquei, colocando meu rosto na curva do seu pescoço, inspirando seu perfume.

Nunca nenhum dos meus desejos de aniversário tinham se realizado, ter Bella ali comigo era um verdadeiro milagre. Eu deveria agradecer Rosalie, por ser teimosa e intrometida, por ter feito o convite à festa para a garota Higginbotham.

— Quais são seus desejos, Edward Masen? — Bella perguntou, sua mão antes em minha jaqueta parou sobre meu coração, que batia forte.

— Só há um desejo que me importa agora, Bonequinha — falei, movendo meu rosto de seu pescoço, voltando a olhá-la. Seu olhar era ansioso e, ela mordia seu lábio inferior, mas não parecia fazer aquilo como um meio para me provocar como antes.

— E qual é? — perguntou baixinho, porém consegui ouvi mesmo com a música alta ecoando pelo loft.

— Você, eu quero você, Isabella — confessei.

Era a mesma fala do meu sonho daquela manhã, mas em um contexto totalmente diferente. Ainda assim, eu esperei ver Bella se transformar como tinha sido no sonho.

Não aconteceu, para meu deleite ela não riu, ou debochou. Isabella sorriu, um sorriso doce e até mesmo tímido. Levou sua mão dos meus cabelos para meu rosto, o afagando delicadamente, o sorriso em seu rosto crescendo ainda mais, ela parecia deslumbrada, fascinada.

— Eu também quero você, Edward — falou, seus olhos brilhavam. — Porra — xingou, esticando-se para contornar meu pescoço com ambos os braços, colocando seu rosto junto do meu, mas sem me beijar. — Quero muito você, Edward Masen.

— Vinte — cantei, precisando ter seus lábios novamente nos meus.

— Não é um jogo. — Ela impediu o beijo outra vez, eu franzi a testa, confuso.

— O quê?

— Não estou fazendo um jogo com você, Edward — disse com seriedade. — Eu juro que não estou.

Eu acreditava?

Bella respirou fundo, seus olhos ainda sobre os meus. Nervosa, ansiosa, hesitante, exposta. Não parecia mais a mesma menina que conheci na boate, não era mesmo a garota petulante que um dia na casa dos Cullen quis me arrastar para o quarto de hospedes. Ela tinha mudado, ela continuava mudando, parecia a garota sentada na lanchonete em uma tarde, desenhando um retrato da minha irmã.

Exposta, eu podia vê-la com mais clareza por trás de suas fachadas. E, aquilo era ela me chamando para fazer parte de seu mundo? Nós poderíamos estar no mesmo caminho?

Eu acreditava? Voltei a me questionar.

— Esquece — ela murmurou após minha demora em dizer qualquer coisa, parecendo triste. — Vinte — falou, forçando um sorriso.

— Bella...

— Não, sério, vinte — exigiu, engolindo em seco. — Você estava certo, não vamos ter uma conversa séria agora, elas são mesmo um saco.

Assenti, eu precisava colocar minha cabeça no lugar para ter qualquer tipo de conversa séria com Bella.

— Vinte?

— Definitivamente vinte. — O sorriso dela foi real ali, então seus lábios voltaram aos meus.

— Procurem um quarto. — Ao fundo ouvi a voz de Rosalie, mas não consegui colocar muito da minha atenção no que ela disse.

Bella parecia tudo ao meu redor, tudo em minha mente.

Definitivamente vinte, definitivamente apaixonado. Eu estava perdido, mas não parecia estar buscando um meio de me encontrar, ao menos não sozinho.

Era como o sonho barra pesadelo que tive envolvendo o hospital, aquele em que o local parecia um labirinto, onde estive perdido. Nele, Isabella ficou para trás, sozinha. Eu tinha saído, tinha me encontrado, mas ela permaneceu presa lá dentro.

Novamente estávamos em um labirinto, mas eu só sairia dele se ela saísse junto comigo. Ela com certeza me tinha em suas mãos, meu coração estava perdido.

***

Após o beijo vinte e o dezenove, que aconteceu logo em seguida, Bella e eu deixamos a improvisada pista de dança do loft. Nossas mãos estavam entrelaçadas em um aperto seguro, que eu me recusava a desfazer de forma alguma, queria Bella perto de mim e aparentemente ela não estava se opondo a isso.

— Valeu — agradeci Rosalie quando chegamos à cozinha e ela me estendeu uma cerveja, Bella negou quando minha melhor amiga também lhe ofereceu uma, fazendo Rose revirar os olhos.

— Ah meu Deus, eu não acredito que vocês estão juntos! — Ouvi o grito, não conhecia Alice há muito tempo, mas já sabia muito bem que toda aquela potência vocal pertencia à baixinha.

— Alice, não faça um escândalo — Bella pediu envergonhada, seu rosto corando de forma adorável.

Porra, aquela garota estava me enlouquecendo.

— Estou muito feliz, muito mesmo — Alice se soltou de Jasper, que tinha um olhar sério sobre Bella e eu, pulando nos braços da amiga dela, o que fez a mão da Higginbotham soltar-se da minha. — Jazzy, nós quatro podemos sair em casais agora, encontros duplos! — Voltou-se para o namorado, que não se preocupou em fingir empolgação sobre isso.

Ele detestava Bella, eu sabia disso. Ela tinha sido uma idiota com ele muitas vezes antes no clube que frequentava, onde meu melhor amigo era um instrutor.

— É, casais — o tom de Jasper foi debochado ao dizer aquilo.

— Agora só falta Rosalie e E...

— Alice, cala a boca! — Bella a cortou rapidamente, eu sabia que a Cullen mencionaria Emmett e aparentemente Isabella também já sabia daquilo, mas Jasper não precisava saber, pelo menos não naquela noite.

— Tá, tá bom. — Alice se encolheu, Rosalie a olhava de forma assustadora, eu não sei como ela não apertou o pescoço da Cullen ali mesmo. — Vamos ao banheiro, amiga? Eu quero retocar minha maquiagem — a baixinha falou diretamente com Bella, balançando a bolsa em sua mão.

— Ah não, Alice — Bella murmurou, parecendo estar sendo convocada para a terceira guerra mundial naquele momento.

— Vai ser rápido, eu prometo. — Alice agarrou o pulso de Bella, ela parecia louca para ir retocar sua maquiagem e eu não precisava ser um gênio para saber o real significado daquilo, ela queria encher Isabella de perguntas sobre nós dois.

Nós.

Éramos um nós?

— Tudo bem, que seja — Bella se rendeu, antes que Alice começasse a puxá-la até o banheiro.

Ela me lançou um rápido olhar, que se perdeu em minha boca. Eu não tive outra escolha a não ser deixar nossos lábios se encontrarem em um rápido beijo, parecia impossível não beijá-la mais e mais.

— Dezoito — eu disse para ela, odiando o fato da contagem estar diminuindo.

— Oh, vocês são tão fofos juntos! — Alice exclamou, Bella bufou, deixando a amiga levá-la para o banheiro do loft que ficava na parte de cima.

O local inteiro estava barulhento, tinha muita gente ali. Meus amigos, amigos dos meus amigos, era uma verdadeira festa. Ainda assim, a rodinha entre Jasper, Rosalie e eu estava bem silenciosa, até que ele se pronunciou por fim.

— Eu não confio nessa garota, Edward, você também não deveria. — Dito aquilo Jasper se afastou, indo conversar com alguns amigos.

Ele estava certo? Seria melhor não confiar em Isabella Higginbotham? E a promessa feita a minha mãe? O que eu faria com tanta confusão em mente?

— Rosalie — praticamente choraminguei o nome dela, buscando por ajuda.

Talvez eu já estivesse ficando um pouco bêbado também, larguei a garrafa de cerveja sobre o balcão da cozinha, era melhor tentar ficar o mais sóbrio possível.

— Oi? — ela resmungou de volta.

— O que eu faço?

— É seu aniversário de vinte e dois anos, Edward, ainda precisa de alguém lhe dizendo o que deve ou não fazer? — indagou.

— Aparentemente sim.

— Você gosta da Isabella, Edward. — Rosalie começou a falar. — Foi por isso que disse a Alice para trazê-la, porque eu vi como você ficou uma merda desde que encontrou com ela naquele jantar lá na casa dos Cullen. Eu vi como olhava para ela, vi como estava puto por aquele ex babaca dela ter sido um grande idiota, vi você mal quando ela foi embora no meio da noite. Então, eu acho que sei como meu melhor amigo se sente sobre uma garota, pois eu te conheço desde que éramos crianças e já passamos por um monte de coisas juntos. Além do mais, hoje de manhã você disse com todas as letras que gosta da Higginbotham.

— É, eu gosto. — Esfreguei meu rosto, gostava muito, mais do que tinha me permitido gostar. Eu tinha a afastado, tentado parar de pensar nela, mas não consegui a deter de se infiltrar em cada parte da minha consciência, de chegar ao meu coração e tomá-lo para si. — Você não pensa como seu irmão?

Rosalie respirou fundo, cruzando os braços na frente do corpo.

— Não acho que minha opinião, ou de qualquer outra pessoa deve servir como base para fazê-lo tomar suas próprias escolhas. Se quer ficar com essa menina, Edward, okay, vá em frente e fique. Eu não queria Jasper com Alice, não é? Isso o impediu de algo? Não, acho que o mesmo vale para você e para a princesinha de Manhattan. Sei que sou um saco, que já falei mal tanto de Alice quanto de Bella antes, mas eu sou só uma idiota frustrada que nunca tem nada o que quer, não ligue para as merdas que saem da minha boca egoísta e invejosa.

— Você não é egoísta, muito menos invejosa, Barbie — afirmei, ela deu de ombros.

— Todos parecem fodidamente felizes, Edward, menos eu — sussurrou. — Mas, que se foda. — Ela pegou a cerveja que eu tinha abandonado antes. — Eu tenho cerveja e peitos lindos, posso ser feliz com isso, né? — brincou. — E, quanto ao que deve fazer, Edward. — Seu rosto voltou a ficar sério. — Não faço ideia, aparentemente Bella também não, então talvez vocês dois possam descobrir juntos.

— Ela e eu somos um nós agora, não é? — perguntei, vendo Bella descendo a escada do loft junto de Alice. Ela parecia animada, seu sorriso mesmo de longe era lindo.

— Sim, vocês com certeza se tornaram um nós essa noite.

— Obrigado, Rose. — Voltei a olhá-la. — Por ter trazido Bella de novo para meu caminho.

— Não me agradeça por essa besteira, parece que sou uma maldita fada madrinha de histórias de princesas idiotas. Isso é coisa da Cullen. — Fez uma careta. — E, se Alice mencionar mais uma vez Emmett e eu na mesma frase irei quebrar a cara dela, então me detenha, é sério. Bom, agora vou voltar para o Mike, ele serve por uma noite. — Caminhou até onde o loiro que trabalhava com a gente estava, junto com o cara que antes estava dançando com Isabella.

Eu vi Bella e Alice se separarem, a baixinha foi até seu namorado e Isabella até mim. Seu olha focado no meu, o sorriso tinha desaparecido de seu rosto, ela estava séria e aquilo começou a me preocupar.

— O que foi? — questionei quando ela chegou até mim, ainda me encarava com seriedade, parando alguns passos de distância. Uma distância que particularmente detestei, queria ela perto, bem perto.

— Você é muito lindo — Bella falou, parecendo indignada.

— Hum, isso é ruim? — Tentei conter um sorriso, mas não consegui.

— Você fica ainda mais bonito sorrindo. — Ela mordeu seu lábio inferior. — E seus olhos? Verdes? Sério? Que maldita loteria genética, Masen, você tinha de ser o felizardo não?

— Eu sei, eles são incríveis, não? — provoquei, naquele momento apaixonado demais pelos olhos castanhos de Bella para me importar com meus verdes.

— Sim, mas não se gabe tanto. — Ela deu um sorrisinho malicioso, por fim aproximando-se, suas mãos segurando em minha jaqueta, seu olhar era quente sobre mim. — Edward?

— Sim?

— Até mesmo sua mandíbula é bonita.

Eu tive de rir, ela riu junto de mim. Uma risada que combinava perfeitamente com Bella, por Deus, eu não podia estar mais apaixonado.

— Não sabia que isso era possível, Bonequinha.

— Acredite, é. — Bella assentiu, levando uma mão ao meu rosto, contornando-o com as pontas dos dedos. — Onde paramos a contagem? — Seus lábios deslizaram por meu queixo, primeiro um beijo, depois uma mordida. Eu engoli em seco, minhas mãos segurando seu corpo bem abaixo de seus seios.

— Dezoito, dezessete, quem se importa? — falei com a voz enrouquecida. — Dane-se a contagem.

— Sério? — ela fez a pergunta por trás de um gemido de satisfação. — Isso quer dizer que você não quer mais seus presentes atrasados, ou que não se importa se eu ter der uns a mais?

— Eu realmente não me importo se me der mais. — Afastei uma mecha de cabelo do seu rosto. — Você sabe, ainda está me devendo uma porção de presentes de aniversário, todos eles com muitos juros. — Percorri minhas mãos por seu corpo, sentindo-a se arrepiar.

— Não podemos nos esquecer dos presentes de Natal — ela falou, seus lábios voltando ao meu queixo, passando a deslizar beijos por todo meu maxilar. — Ou o Hanukkah, você é judeu?

— Não sei nem mesmo se sou um cristão — falei, empurrando seu corpo contra o balcão. Ainda aproveitando os lábios dela percorrendo meu rosto sem pressa, afastei os copos atrás dela, a erguendo em seguida, fazendo com que a garota sentasse no balcão.

— Hum, sexy, Edward — Bella provocou, jogando seus cabelos por cima dos ombros, suas mãos segurando em meu rosto, estávamos quase na mesma altura. Eu me encaixei entre suas pernas, o máximo que pude, uma vez que ela usava um vestido apertado que não permitia muito movimento.

Minhas mãos seguraram em suas coxas, na parte nua por conta da roupa que Bella usava. Ela tinha uma pele macia, tão macia que eu podia passar horas a tocando, eu quis beijar suas coxas ali mesmo, mas ainda estávamos no loft cheio de gente, precisava me controlar.

— Você escolheu esse vestido a dedo, Bonequinha? — Minhas mãos estavam na borda do vestido.

— Não, eu nem sabia que estava vindo até chegar a casa dos Cullen e Alice anunciar o sequestro — contou. — O vestido é dela, já estava reservado para mim.

— Eu tenho certeza de que ele fica muito melhor em você do que nela. — Inclinei-me sobre Bella, beijando seu ombro exposto.

Eu estava em um caso sério de devoção sobre aquele vestido, mas ia adorar ainda mais quando ele deixasse o corpo de Isabella.

— Não no meu balcão, por favor. — Retirei meus lábios da pele de Bella ao ouvir Emmett.

Ele recolhia algumas garrafas de cerveja sobre o balcão, não parecia contente e eu sabia que não era sobre o lixo que estava juntando. Ele devia estar puto, por eu estar aos beijos com Bella quando disse a ele que ela e eu não teríamos nada.

— Emmett? — o chamei, seu olhar sobre mim pareceu ser letal.

— Feliz aniversário, amigo — falou debochadamente, levando as garrafas para longe.

— Tudo bem? — Bella indagou, tocando em meus cabelos.

— Você sabe o que está acontecendo, Isabella — minha voz saiu mais ríspida do que o esperado.

Ela bufou, revirando os olhos.

— Eu não queria que ele se sentisse mal — ela se justificou. — Queria só te atingir.

— Bom, você respondeu as investidas dele, mais de uma vez. — Foi minha vez de bufar. — E eu disse algumas vezes que não queria nada com você, que ele podia ir em frente, ele está mais puto comigo.

— Ele já é bem crescido para ficar tão birrento assim — ela disparou, torcendo o nariz quando eu a encarei de forma acusatória. — Certo, eu sei o que está tentando dizer com seu olhar cheio de significados, sou provavelmente a pessoa mais birrenta e mimada dessa festa. Mas, Emmett é um idiota, não? Porque tem Rose que está claramente louca para foder com ele...

— Sua boca é tão suja.

— Você também tem uma boca suja, Masen, que se foda — ela rebateu, dando um sorrisinho. — Voltando ao assunto, Emmett é um idiota, ele não enxerga Rosalie o querendo, se esfrega com aquela loira lá...

— Irina.

— Pare de me interromper — exigiu, ficando revoltada de verdade. — E mesmo com tudo isso ele ainda quer ficar bravo por você estar comigo? Tudo bem, sei que sou a garota mais bonita da festa, mas ele é seu amigo, não devia ficar todo revoltado.

— Eu estou com a garota mais bonita da festa? — questionei, querendo provocá-la ainda mais.

Bella tirou suas mãos de mim, cruzando os braços na frente de seu corpo, olhando-me mais revoltada do que antes.

— Sabe muito bem que está sim, Edward!

— Sério? — Olhei ao redor, vendo as garotas espalhadas pelo loft. — Tem umas garotas bem bonitas por aqui, Irina, Tanya, Pam, Daphne...

— Isabella Higginbotham — foi a vez dela de me interromper. — É o nome da garota mais bonita dessa festa, da cidade também, não precisa perder tempo com as outras.

— Da cidade? — Uma de minhas mãos ultrapassou a barra do vestido que ela usava, Bella suspirou baixinho, seu olhar irritado sendo invadido por prazer.

— Do estado, do país, do mundo.

— Do mundo? Você sabe, que Scarlett Johansson não vive em Saturno, né?

— Você tem alguma predileção por loiras, Edward? — Involuntariamente tocou em seus cabelos castanhos.

— Por que diz isso?

— Bom, você estava com uma loira antes. — Revirou os olhos novamente. — E Rosalie foi muito gentil em me conceder o nome dela, Tanya, como também falou que vocês já...Estiveram juntos antes.

— Sim, algumas vezes.

— Legal. — Bella não conseguiu esconder a raiva, afastando minhas mãos de sua coxa.

— Sério, em uma noite e você já está com ciúmes de mim, Higginbotham?

— Não enche, Edward — reclamou, fazendo menção de sair do balcão, mas antes que ela pudesse pular para fora dele eu coloquei minha boca próxima a sua orelha, falando diretamente em seu ouvido.

— Só para constar, a não ser que exista uma marciana muito gostosa, você é a garota mais bonita do universo para mim, Bonequinha.

— Maldito conquistador — acusou, suas mãos firmando-se sobre meu peito. — Está falando sério? — perguntou, era estranho ver Bella duvidosa sobre si mesma, ela sempre era muito cheia de confiança.

— Estou sim. — Beijei seu pescoço, logo voltando aos seus lábios.

A contagem tinha sido encerrada, mas eu ainda queria meus beijos.

***

Em algum momento Rosalie apareceu para nos atrapalhar, eu amava minha melhor amiga, mas detestei quando ela requisitou Bella para mais uma dança. Alegando que:

Isabella é uma ótima parceira de dança.

Bella foi, ela não parecia muito contente em se afastar também. Mas, quando começou a dançar com Rosalie voltou a ficar animada, as duas conversavam e riam entre as danças, parecendo estarem se dando bem. Eu pelo menos esperava que uma não pisasse no pé da outra, aquilo podia ser considerado uma mina sendo ativada e bombas explodindo.

Enquanto eu tinha Bella sendo roubada por minha própria melhor amiga, fiz o papel de aniversariante, circulando entre as pessoas ali. A maioria era divertida, mas só queria um tempo sozinho com Isabella, eu teria sugerido fugir para meu apartamento, mas Rose, Jasper e Emmett iam me odiar se fugisse no meio da minha festa de aniversário.

— Ei, aniversariante, estou indo. — Tanya chegou até mim em algum momento.

— Já? Ainda é cedo — me queixei, afastando-me da rodinha que estava, para poder falar melhor com ela.

— Eu vou viajar amanhã de tarde — ela falou empolgada. — Irina e eu vamos, na verdade, espero que Emmett não a faça perder o horário. Estamos indo para Paris, com Kate, por alguns dias, para aproveitar as férias, ainda tenho malas a serem arrumadas.

— Paris, em? Você é chique, Tanya!

Ela riu, passando a mão por seus cabelos loiros.

— Tão chique que sei falar apenas merci¹ e s'il vous plaît².

Uma mão, já familiar, tocou em minhas costas. Então, Bella parou ao meu lado, sua mão agarrando a parte de trás da minha jaqueta.

— Au revoir significa tchau — ela disse para Tanya, que com certeza assim como eu entendeu a deixa de Bella.

— Olá! — Tanya a cumprimentou educadamente. — Tanya Denali. — Estendeu sua mão para Bella, que hesitou, mas devolveu o aperto.

— Algum parentesco com Carmen Denali? — Bella questionou.

— Sim, ela é esposa de um tio — Tanya respondeu. — Mas, não somos realmente próximas. De onde a conhece?

— É minha professora em Columbia. — Bella deu de ombros. — Sou Isabella.

Não pude deixar de notar que ela ocultou seu sobrenome, também não sabia dizer se isso era bom ou ruim.

— Foi bom conhecê-la, Isabella. — Tanya se voltou para mim. — Feliz aniversário novamente, Edward. Vejo você por ai, au revoir.

Ela piscou para mim, indo até a saída do loft logo em seguida.

— Ciúmes, não?

Bella não me respondeu, mastigando seu lábio.

— Sabe quão sexy fica fazendo essa merda? — xinguei, movendo-me para ficar diante dela.

— Eu sei que fico — ela disse com convicção, parecendo ser pega de surpresa quando a abracei.

Apenas a abracei, sem beijos, sem mãos bobas, somente a coloquei em meus braços. Ela respirou fundo, afundando o rosto em meu peito.

— Como sua mãe está? — perguntei, eu não tinha ouvido nada sobre Renée de Alice naqueles últimos dias, pois sempre que a Cullen estava por perto eu tentava me afastar justamente para não ouvir sobre Bella.

A única vez que ouvi falar sobre Bella, depois do jantar em Upper East Side, foi quando Jasper comunicou que Alice tinha lhe dado o número de um produtor musical. Phill Dwyer, alguém que Bella conhecia sabe-se lá de onde, tendo repassado o número para a amiga repassar para a The Dragons.

Nós quatro — Rosalie, Jasper, Emmett e eu — ainda não tínhamos ligado. Não fazia ideia de quando falaríamos com o tal Phill, ou se realmente falaríamos com ele um dia.

Parecia algo prepotente demais ligar para um produtor nos dar uma chance, nós éramos só uma banda pequena de boates. Ou boate, já tinha tempos que não tocávamos em outros lugares além da Night Club.

— Ela está bem — Bella respondeu, afagando minhas costas. — Não tão bem quanto eu queria, mas todos insistem que ela está indo bem. — Senti a dor em sua voz ao dizer aquilo, falar sobre Renée a deprimia.

Beijei o topo de sua cabeça, sentindo-a agarrar-se ainda mais a mim. Nós ficamos em silêncio por algum tempo, somente abraçados.

Undisclosed Desires do Muse começou a tocar na festa, não era minha música favorita da banda, mas Rosalie adorava o que por tabela me fazia sempre a ouvir em casa. Eu sabia toda a letra, então comecei a cantar junto, sem nem me dar conta disso até Bella se manifestar.

— Sua voz é incrível.

Sorri ao ouvir aquilo, colocando minha boca próxima ao seu ouvido, cantando diretamente para ela.

— Tease me. You are the one — cantei, Bella empurrou seu corpo contra o meu, como se pudéssemos ficar ainda mais juntos do que estávamos. — I want to reconcilie the violence in your heart. I want to recognise your beauty is not just a mask. — Percorri uma mão por suas costas, parando-a no fim de sua lombar, ouvindo a garota Higginbotham gemer. — I want to exorcise the demons from your past. I want to satisfy the undisclosed desires in your heart³. — Coloquei a mão livre sobre seu decote, sentindo seu coração batendo em um ritmo frenético.

— Vem comigo, Edward. — Sem dizer mais nada Bella me puxou em direção a escada do loft, surpreendentemente não tinha ninguém invadindo os quartos de Jasper e Emmett, mas logo percebi que Isabella e eu éramos os invasores.

Ela nos conduziu para o banheiro, trancando a porta. Não era o lugar que a queria, ainda a preferia em minha cama, mas se aquilo era o melhor que tínhamos, eu iria em frente.

Assim que entramos ali eu a coloquei contra a porta, atacando sua boca em um beijo urgente. Eu tinha Bella completamente entregue a mim, seu corpo parecia clamar por meu a cada toque, a cada beijo.

— Edward — ela falou meu nome em um gemido alto quando desci meus beijos para seu pescoço.

Minhas mãos foram para suas costas, procurando pelo zíper do vestido, mas não consegui encontrar.

— Droga, Bella, por onde eu abro essa coisa? — gemi em desespero, precisando tirar aquilo dela.

— É pelo lado. — Ela não me esperou para abrir o zíper, abaixando o vestido até ele cair aos seus pés.

Bella não usava um sutiã, eu devia ter tomado consciência disso já que seu vestido não tinha mangas e alças da peça intima não estavam a mostra. Então, quando o vestido sumiu da minha frente, vi Isabella em apenas uma calcinha vermelha pequena, em contraste com sua pele absurdamente clara.

— Você é tão linda — sussurrei, meu olhar perdido em seu corpo.

Era o labirinto onde estava perdido, Bella era o labirinto. Tão complicada, tão cheia de obstáculos, tão desconhecida. Entretanto, se eu desbravasse o labirinto iria o conhecer melhor, podia acabar percebendo que ele não era uma prisão, iria encontrar-me lá.

Toquei em sua barriga, subindo minha mão para um de seus seios, lentamente, sem pressa alguma. Eu queria conhecê-la melhor, queria que ela me conhecesse mais também, precisávamos daquilo.

— Edward, olhe para mim — Bella pediu, a voz era arfante.

Eu olhei para seu rosto, vendo seu olhar sobre mim. Quente, sério, mas ainda cheio de desejo e prazer.

— Não é um jogo.

Eu acreditei nela.

Que não vire um pesadelo, pensei.

Voltei a beijá-la, perdendo-me no labirinto, implorando para não acordar daquele sonho.

Notas finais
1. Obrigado; 2. Por favor; 3. Provoque-me/Você é única/Eu quero reconciliar a violência em seu coração/Eu quero reconhecer que sua beleza não é só uma máscara/Eu quero exorcizar os demônios do seu passado/Eu quero satisfazer os desejos secretos em seu coração Beijos! Lola Royal. 07.05.17