Sob minha Pele

28 Capítulo Vinte e Sete


Notas iniciais
Atrasou, mas saiu, apreciem e boa leitura ♥ Fanfic nova, com mais um Edward músico https://fanfiction.com.br/historia/734878/Hollywood/

— Capitulo Vinte e Sete —

— Edward —

Eu estava tão acostumado a ter pesadelos, que quando tinha um sonho realmente bom, era algo surpreendente. Sendo assim, quando sonhei com Isabella, após o nós virar um namoro, senti-me alegre, renovado, com altas expectativas de que os pesadelos tinham ficado no passado, pois a Bonequinha tinha aparecido em minha vida e me livraria dos sonhos ruins.

No sonho, o dia era ensolarado e com uma temperatura agradável. Eu estava no Central Park, que estava cheio de gente, mas não de uma forma que dava nos nervos, as pessoas ali estavam rindo, brincando, se divertindo.

Parecia um excelente dia, para todos. Como naqueles musicais que todos estão felizes e cantando, certo, não tinha ninguém dançando e cantando em sincronia, mas os sons das conversas animadas, dos risos das crianças e sem ruído algum de carros da cidade era incrível.

Caminhei pelo parque, olhando as pessoas se divertindo, vendo como todos pareciam tão felizes. Estava chegando próximo ao lago, quando a vi em pé na grama.

Usava um vestido azul claro, rodado, parecendo ter saído diretamente dos anos sessenta com ele. Seus cabelos estavam soltos, balançando junto com o vento cruzando o parque. Em seus pés, nada, descalça sobre a grama. Estava de costas para mim, o que me impedia de ver seu rosto, mas me permitia ver o quadro que ela estava pintando.

Olhos verdes, os meus olhos verdes. Ela desenhava e pintava muito bem, pareciam mesmo com meus olhos, era tão real.

Como se uma força me puxasse até ela, eu continuei a caminhar em sua direção. O vento que balançava seus cabelos levou até mim o cheiro de morango, aquilo era absurdamente ela.

Absurdamente Bella.

Absurdamente Bonequinha.

Conforme ia me aproximando dela, meu peito parecia se tornar um lugar pequeno demais para meu coração. Ele parecia bater tão rápido, como se quisesse deixar meu corpo e ir até Bella, como se quisesse que ela o tomasse em suas mãos.

— Bonequinha? — a chamei quando parei atrás dela, o tom na minha voz era tranquilo, suave, eu podia ouvir a paz e a felicidade saindo junto com o chamado. E, tudo aquilo era por Bella, ela estava me fazendo sentir uma alegria que há muito esteve adormecida em meu peito.

Eu a ouvi suspirar baixinho, sua mão que segurava o pincel vacilou por um instante, mas o desenho permaneceu intacto no quadro. Sorri, sabendo que ela estava suspirando por mim, que era eu a pessoa causando aquelas reações nela, em seu corpo.

Seu lindo corpo.

Toquei em sua cintura, Bella suspirou novamente. Eu podia ver parte de seu rosto, então tive um vislumbre de sorriso brincar em seus lábios vermelhos.

— Estive esperando por você, Garoto do Brooklyn — anunciou.

Sua voz, assim como a minha, era suave. Não era a voz cheia de arrogância de quando a conheci, nem a voz triste de depois que Renée foi parar no hospital. Seu tom era feliz, tranquilo. Estávamos na mesma sintonia, estávamos compartilhando da felicidade de um dia bom.

— Desculpe-me a demora, o Brooklyn fica longe — me justifiquei.

— Não é um problema. — Bella tirou o pincel do quadro, girando em seus calcanhares para ficar de frente para mim. Seu olhar se encontrou com o meu, seus olhos castanhos brilhavam, ela brilhava, parecia tão feliz. — Eu esperaria um século por você, Garoto do Brooklyn.

— Não precisa esperar. — Afaguei seu rosto com a ponta dos meus dedos, sentindo o calor de sua pele. Ela fechou os olhos, parecendo apreciar mais meu toque daquela forma. — Estou aqui, Bonequinha, nunca mais a deixarei.

— Eu sei. — O sorriso dela se expandiu por seu rosto, reabriu seus olhos, castanho e verde encontrando-se. — Você é o melhor namorado do mundo, Edward.

— Você também é a melhor namorada do mundo, Bella — respondi, roubando o pincel de sua mão, sujando a ponta do seu nariz com tinta verde.

— Edward! — gritou, surpresa, mas não brava com meu feito.

— Desculpe, eu precisava fazer isso. — Ri, beijando sua bochecha corada.

— Isso vai ter volta, você sabe — ela falou, roubando o pincel de volta para si, o passando em minha camisa.

Percebi ali que eu usava uma azul clara, no mesmo tom de seu vestido, como se tivéssemos combinado previamente os tons de nossas roupas. Sintonia, estávamos na mesma sintonia.

— Bonequinha, você estragou minha roupa — falei debochadamente, pouco me importando com a roupa.

Aquilo não era nada, eu estava com ela, estava feliz. Era tudo tão perfeito, tudo tão simples.

— Bom, então — ela voltou a falar, remexendo nos potinhos de tinta apoiados juntos ao quadro, pegando um com a cor preta. — O que acha disso, Garoto do Brooklyn? — Despejou um pouco de tinta em meu cabelo.

— Corra, Isabella! — ordenei, chocado com sua audácia, pegando o potinho de tinta amarela. — Corra, ou ficará loira — ameacei.

Ela soltou uma alta gargalhada, antes de começar a correr para longe de mim. Dei tempo para que ela se afastasse um pouco, então comecei a correr atrás dela.

Foi fácil alcançá-la, mas também não era como se Bella estivesse mesmo fugindo de mim, eu a peguei pela cintura. Tentando escapar da tinta, Bella acabou se ajoelhando na grama, mas fui para o chão junto dela.

— Edward, não, por favor — implorou, debatendo-se embaixo de mim, enquanto ria. Seu rosto estava vermelho como morangos, de tão corada que estava graças a sua risada e da recente corrida. — Meu cabelo, não, irá levar horas para tirar a tinta.

— Isso se chama revanche, Bonequinha. — A prendi embaixo de mim. — Também adoro meu cabelo, mas olha o que fez com ele. — Balancei minha cabeça em sua direção.

— Ficou cheio de estilo, acredite em mim — disse, ainda rindo.

— O seu também ficará. — Coloquei um pouco de tinta nas suas mechas castanhas, Bella choramingou, mas logo voltou a rir. — Sim, você com certeza está cheia de estilo — decretei, espalhando com meus dedos a tinta por seu cabelo.

Ela tocou em seu próprio cabelo, roubando um pouco da tinta ali, levando sua mão para meu rosto.

— Você fica tão lindo de amarelo — comentou, ainda tocando em meu rosto, espalhando mais ainda a tinta por ali. Seu olhar sobre mim era apaixonado, não apenas via aquilo, como também sentia.

— Eu posso te beijar? — perguntei.

Bella riu baixinho.

— Você deve, Garoto do Brooklyn.

Inclinei meu corpo em direção ao dela, unindo nossos lábios. O gosto dela era maravilhoso, sentir seu corpo era maravilhoso, sentir sua paixão era maravilhoso.

— Escute — ela pediu, em um sussurro, quando nossos lábios se afastaram.

— O meu coração batendo? — perguntei, pois o som em meus ouvidos abafava todo o resto, só conseguia ouvir as batidas do meu coração.

Bella tirou a mão do meu rosto, levando até meu peito.

— Nossa música — murmurou. — Nossa música está tocando.

— Nós temos uma música? — Abri meus olhos, deparando-me com a tonalidade chocolate dos delas.

— Temos, escute-a — Bella tornou a pedir.

Apurei minha audição, escutando I’ve Got you under my skin sendo tocada na voz do Sinatra. Era a música que tínhamos dançando na casa dos Cullen. Sim, Bella estava certa, era a nossa música.

— Você quer dançar, Bonequinha? — perguntei.

— Eu adoraria, Garoto do Brooklyn — respondeu.

Coloquei-me de pé, ajudando Isabella a se levantar também. Olhando ao redor, nós percebemos que todas as pessoas que antes estavam no parque, tinham sumido. O dia ainda era ensolarado e agradável, a música tocava em um volume perfeito, mas o Central Park estava vazio, com exceção de nós dois.

— Onde estão todos? — perguntei.

— O Central Park é somente nosso, Edward — Bella falou, fazendo com que eu voltasse a olhá-la.

— Me concede essa dança, senhorita? — Fiz uma reverência a ela, como se estivéssemos em um filme de época.

— Essa e todas as outras danças depois, senhor. — Bella segurou na barra da saia de seu vestido, fazendo como se estivesse em um filme também.

Nós não ligamos para a postura certa para a dança, Bella apenas colocou seus braços ao redor do meu pescoço, enquanto coloquei os meus ao redor de sua cintura. Nossos corpos moldando-se um ao outro, eles já pareciam ter um encaixe perfeito.

Com lentidão, nos movemos sobre a grama do parque. Eu cantava a letra em seu ouvido, não tinha ninguém por perto para escutar, mas queria que ela soubesse que aquilo era somente para ela, para sempre.

Ela era a garota sob minha pele.

— Garoto do Brooklyn? — chamou por mim quando a música acabou, o silêncio recaindo sobre o Central Park.

— Sim, Bonequinha? — Eu a olhei.

— Estou apaixonada por você — contou em tom de confissão.

Um grande sorriso tomou conta do meu rosto, beijei sua testa, seu nariz sujo de tinta e por fim uni nossos lábios, rapidamente, para depois falar:

— Estou apaixonado por você também.

A música voltou a tocar, como se estivesse esperando nossa declaração. E, nós voltamos a dançar pelo Central Park, que era todo nosso.

Foi o melhor sonho, da minha vida inteira.

***

Sentia-me extasiado, como se meu corpo inteiro estivesse passando pelas melhores ondas de prazer já vivenciadas pelo homem. Também sentia o calor, eu estava fervendo. Mas, não como se estivesse com febre, definitivamente era um calor bom, muito bom.

Acordando do meu sono, eu fui tentando voltar à realidade. Podia sentir todo aquele prazer, como mãos em minhas coxas e...Porra, lábios ao redor do meu pau.

Vencendo o sono, eu abri os olhos, deparando-me com Isabella entre minhas pernas, chupando-me. Parecia um segundo sonho, mas era completamente real.

Bella ainda não tinha percebido que eu estava acordado, continuando concentrada em me chupar. Seu corpo nu, me proporcionava a visão de sua bunda empinada, enquanto ela se movia para me dar prazer.

— E-Eu — gaguejei, sem conseguir formular uma frase coerente, não com Bella tomando-me para si.

Ela fazia aquilo muito bem.

Minha tentativa de falar, por fim chamou a atenção dela.

Seus olhos subiram para meu rosto, eles eram ainda mais escuros aquela manhã, com um brilho malicioso atravessando o tom castanho. Ainda olhando-me atentamente, ela aos poucos foi tirando sua boca do meu pau.

— Bom dia, Edward! — Uma de suas mãos foi para meu pau, enquanto a outra afastava seus cabelos de seu rosto. Erguendo-se um pouco, pude ver seus seios, seu peito subindo e descendo com certa velocidade.

— Porra, isso que é bom dia — declarei, remexendo meu corpo, fazendo com que sua mão deslizasse por meu pau, o que me custou um gemido alto.

— Você disse que eu poderia acordá-lo assim — falou com falsa ingenuidade. — E ai, eu acordei e você estava tão duro, não poderia negligenciá-lo. Fiz errado?

— Não, você fez completamente certo. — Respirei fundo. — Na verdade, volte a fazer o que estava fazendo e leve até o fim — ordenei, implorei, louco para tê-la novamente me dando prazer.

— Quais as três palavras mágicas, Edward? — Ela umedeceu seus lábios, seus olhos penetrantes fixos em mim.

— Chupa meu pau.

— Bom garoto, Masen.

Movendo-se na cama, Isabella voltou a colocar meu pau em sua boca. Usando sua mão em minhas bolas, foi muito difícil não gritar com aquilo, ela realmente estava acabando comigo, mas eu a deixaria acabar comigo daquela forma quantas vezes quisesse.

Não demorou nada para eu já estar bem perto de gozar, já que ela fazia aquilo tão bem que não precisava de muito para me levar à borda. Seus olhos, continuavam em meu rosto, enquanto ela fazia a coisa toda de me chupar e masturbar.

— Bonequinha, é melhor você se afastar agora — alertei, perto demais de gozar para pode me conter.

Eu esperei que ela se afastasse, mas foi totalmente o contrário. Ela conseguiu abrir ainda mais sua boca, levando-me o mais fundo que pode, apertando a base do meu pau com sua mão bem treinada, fazendo com que eu gozasse em sua boca.

Isabella engoliu tudo, piscando para mim no processo enquanto eu gemia aliviado com meu orgasmo. Ela ia me matar, Bella ia ser a causa da morte na minha papelada de óbito, eu tinha certeza disso, mas seria a melhor morte, eu morreria feliz com ela me tomando daquela forma.

Tirando meu pau de sua boca, ela foi subindo sua boca por meu corpo, até chegar ao meu pescoço, dedicando-se a minha pele ali com afinco. Ela me marcaria, eu não tinha duvidas disso, mas não tinha forças para pedir que ela parasse.

Ela estava com as pernas ao redor do meu corpo, sentada bem em cima do meu pau que não demoraria nada a ficar duro por ela outra vez se ela continuasse naquela posição. Sua boca em meu pescoço era urgente, como se pudesse me devorar com seus beijos, lambidas e chupões.

— Caralho, Bella — gemi, entre dor e prazer quando ela me mordeu.

A garota riu, ela era terrível, continuando a me devorar. Sem querer perder a briga, eu deslizei uma mão por suas costas, alcançando sua bunda. Imediatamente ela parou de me mordiscar, gemendo baixinho contra meu pescoço, deixando com que eu levasse meus dedos ao redor do seu buraco.

— Vamos fazer — pediu em meu ouvido.

— Você já?

— Vamos fazer. — Gemeu mais alto, ignorando minha pergunta.

— Não agora. — Ela bufou, levando seus dentes a minha orelha. Pouco me importei com aquilo, era foda, ela podia continuar e eu ia continuar adorando. Mas, era minha hora de fazer algo.

— Oh, Deus! — Bella soltou um gritinho, sendo pega de surpresa quando nos girei na cama, deixando as costas dela baterem contra o colchão. — Uau, senhor Masen, você vai me pegar de jeito, né? — Passeou suas mãos por meu peito.

— Comporte-se, Isabella — ordenei, tirando suas mãos de mim, ela sequer pode conter um sorrisinho sacana com o que ouviu.

Eu me inclinei em direção ao seu corpo, distribuindo beijos por cada pedacinho de sua pele. Ela parecia tão quente quanto eu, o calor certamente chegou a ela também. Gemia e sussurrava meu nome toda vez que eu a beijava nos lugares certos, eu segurava suas mãos nas minhas, sentindo-se contrair a cada toque mais profundo.

Cheguei a sua boceta, ouvindo Isabella gemer alto. Coloquei suas pernas por cima dos meus ombros, ganhando mais acesso a ela. Como esperado, Bella já estava molhada.

Eu deslizei minha língua por sua boceta, sentindo seu gosto. Ergui meu olhar para Bella, vendo seu peito subir e descer rapidamente junto com sua respiração, seus olhos fechados e suas mãos agarrando-se ao lençol da cama.

Toquei em seu clitóris com o polegar, lentamente, ouvindo Isabella suspirar. Sorri com convencimento por ser o cara lhe dando prazer, foda-se Jacob, ou todos os caras de antes, ela era minha desde a noite anterior e eu nunca mais a deixaria.

A tomei para mim, como ela tinha feito antes. Fiz com que ela sentisse o mesmo prazer que tinha me feito sentir.

— Edward, sim, isso — falou, com a voz vacilante, entre gemidos e suspiros.

Suas coxas praticamente prenderam minha cabeça entre elas, até que Bella foi relaxando aos poucos, sendo rendida por seu orgasmo. Sorvi cada gota de seu prazer, querendo agradá-la mais, como também querendo ter mais dela.

Aos poucos, fui me afastando dela. Vi Isabella largada sobre minha cama, olhos fechados, uma mão sobre seu peito na altura de seu coração, seu rosto completamente vermelho.

— Tudo bem? — perguntei, tocando sua testa com meus lábios.

— Eu acho que não, sinta isso. — Ela pegou uma mão minha, colocando sobre seu coração.

Disparado, as batidas eram como a de uma bateria em uma música de rock. Eletrizantes, estimulantes, delirantes.

— Bom, eu costumo fazer isso com as garotas, já tive muitas nessa cama com os corações disparados — me gabei, ganhando um soco no ombro. — Ai, Isabella! — me queixei, ela abriu os olhos, parecendo nada contente com o que eu tinha dito. — Foi uma brincadeira.

— Uma idiota — resmungou, puxando o cobertor para cima de si, sentando-se na cama. Ela respirou fundo, revirando os olhos. — Rosalie está certa, nós precisamos aprender a controlar a porra dos ciúmes — disse, parecendo falar mais consigo mesma do que comigo.

— É, eu acho que precisamos — fui obrigado a concordar.

— Nós estamos bem, né? — ela me perguntou hesitante, levando uma mão aos meus cabelos.

— Por que não estaríamos? — perguntei de volta, vestindo minha cueca que ela tinha tirado de mim para que pudesse me acordar com um boquete.

— Sei lá, vai que você acordou virado e decidiu que o lance todo de namorados era uma furada.

— Você acha que é uma furada? — Ajoelhei-me ao lado dela na cama, Bella negou com um aceno de cabeça.

— Não, claro que não.

— Okay, certo. — Toquei em sua bochecha, ainda corada. — Sei que fui um idiota apresentando-me para o Arthur como seu namorado sem termos conversado sobre e, sim, eu fiz aquilo por estar morrendo de ciúmes da forma como vocês pareciam próximos. Mas, Bonequinha, as duas vezes que te pedi em namoro ontem foram sinceras e, tranquilize-se, eu não acordei virado, ou arrependido de ter te pedido em namoro.

— Duas vezes — ela ressaltou, com um sorriso doce nos lábios.

— Duas vezes. — Beijei a ponta do seu nariz, fazendo com que ela risse. — Quer ser minha namorada, Bonequinha?

— Sim — respondeu, parecia estar em êxtase ao dizer aquilo.

— Três vezes — falei. — Você aceita ser minha namorada, Bella?

— Sim — respondeu rindo, quando plantei um beijo em seu queixo. — Quatro vezes.

— E nenhuma foi você me pedindo em namoro, sua vez — provoquei.

— Você aceita ser meu namorado, Edward Masen?

— Espera, eu preciso pensar, estamos indo rápido demais — brinquei, Bella ficou irrita. — Você se irrita muito fácil, Bella.

— É, bom que você sabe. — Ela beijou meu ombro. — Opa!

— O quê?

— Eu meio que te deixei todo marcado — falou, mordendo seu lábio inferior, com uma expressão culpada.

— É sério? — resmunguei, sim, era ótimo tê-la me marcando, mas se o estrago fosse muito feio deveria freá-la da próxima vez.

— É, a não ser que você decida usar gola alta em junho, quase julho — falou, tocando em meu pescoço. — Ou, eu posso aplicar um pouco de maquiagem aqui e sumir com as marcas.

— Nem fodendo — declarei, ela bufou.

— Serviria. — Ela saiu da minha cama, enrolada no lençol. — Vou tomar um banho, ainda preciso ir para Manhattan e dormimos demais hoje.

— Você está me convidando para o banho?

— Não, já percebemos que essa merda não funciona para a gente. — Ela pegou sua bolsa.

— O que você trouxe?

— Tudo que preciso para não surtar sobre sua falta de preparo para me receber — provocou, indo até a porta.

— Bella?

— Sim? — Ela me olhou antes de cruzar a porta do quarto.

— Eu aceito, ser seu namorado.

Ela sorriu, parecendo tão feliz quanto no meu sonho daquela noite.

***

Depois que Isabella saiu de seu banho, que levou um bom tempo, diga-se de passagem, foi minha vez de ir, deixando-a se arrumar em meu quarto enquanto isso. Rosalie, para nossa sorte, continuava trancada no quarto dela dormindo, ou começaria a reclamar sobre a gente monopolizando o banheiro.

— Eu realmente fiz um estrago em seu pescoço — Bella comentou quando voltei para o quarto, para poder me vestir também. Ela estava usando um vestido rodado, como o do meu sonho, mas ele era rosa claro, lhe dando um aspecto mais juvenil do que já era.

— Sim, você é uma predadora. — Pisquei para ela, que riu baixinho.

Eu tinha visto as marcas no espelho do banheiro, não estava mesmo nada agradável.

— Vai para Manhattan comigo? — ela perguntou manhosa, empoleirada na minha cama, enquanto eu continuava procurando o que vestir, Bella tinha deixado meu armário uma bagunça no dia passado quando passou por ali e eu não tive tempo de repor tudo no lugar.

— Desculpe, eu acho que não vai dar, Bonequinha. — Peguei meu celular para ver o horário. — Nós realmente acordamos tarde hoje, logo vou ter de ir para o apartamento da minha mãe poder ficar com Clarisse.

— Tudo bem — ela soou bem compreensiva com aquilo. — Você disse a Clary sobre a pessoa especial?

— Sim, ela pensou que fosse o Justin Bieber — comentei, fazendo Bella gargalhar, mas a risada durou pouco.

— Vai contar? Para sua mãe, quero dizer, sobre nós dois — falou nervosa.

— Bella — comecei, sem ter ideia de como dizer a ela que minha mãe tinha me feito prometer ficar longe dela, aquilo não soava legal nem para mim, não soaria para Bella também.

— Tudo bem, Garoto do Brooklyn, eu entendo. — Ela saiu da minha cama, forçando um sorriso no rosto. — Vamos continuar dando tempo a tudo isso, não é porque oficializamos o nós que precisamos anunciar o namoro no New York Times.

— Obrigado por entender.

Ela apenas assentiu, aparentemente sem querer se estender naquele assunto, como eu também não queria. Por isso não perguntei se já ela contaria ao avô, pois algo dentro de mim já sabia a resposta: não.

— Eu posso assaltar sua geladeira? — perguntou, colocando as mãos dentro dos bolsos laterais de seu vestido de princesinha.

— Você sabe cozinhar? — perguntei surpreso, finalmente achando algo que pudesse vestir.

— Não sou idiota, sei me virar — foi tudo que disse, com a voz ácida.

— Okay, calma, foi só uma pergunta — me defendi. — E, sim, claro que pode ir comer o que encontrar por ai.

— Valeu — ela agradeceu, saindo do meu quarto, voltando rapidamente. — Quer canela no seu café?

— Sempre. — Sorri para ela.

— Tomar café com canela é um dos motivos que fez você ser meu namorado, coisa bonita.

— Eu sei, né? Sou muito bonito.

— Não se gabe tanto. — Deixou o quarto novamente.

Já estava terminando de colocar minha camiseta, quando ouvi:

— Edward, socorro! — Era um pedido desesperado, que por um segundo me paralisou, até ela voltar a gritar. — Edward, me ajude!

Então, eu fui, corri para ajudá-la.

Assim que cheguei à cozinha vi um pano de prato jogado no chão, ele estava pegando fogo e Bella, perigosamente perto dele. Aquilo só me fez lembrar do sonho da outra noite, quando ela estava entre o fogo e não fiz nada para ajudá-la.

Agindo o mais rápido que pude, eu pisei no pano de prato, agradecendo por estar com coturnos de solado grosso, que foi capaz de deter o fogo. Eu estava tremendo quando acabei com aquilo, minha mente voando até meu pai e ao mesmo tempo fixa naquele sonho que deixava Isabella para trás, pegando fogo.

— Você está bem, Bonequinha? — perguntei em completo desespero, segurando em seu rosto, ela parecia nervosa, mas nem de longe como eu.

— Estou, foi só um descuido.

— Tem certeza que está mesmo bem? — indaguei, tremendo ainda mais.

E se Bella estivesse só? E se eu tivesse demorado mais até ir até ela? Ou se achasse que o chamado dela era uma besteira qualquer? O que poderia ter acontecido a ela? O mesmo que no meu pesadelo?

— Edward...

— Deixe-me ver como você está — clamei, pegando seus braços, analisando-os atentamente.

— Edward, eu estou bem — ela sussurrou, eu não acreditei, checando cada pedaço de pele exposta dela, procurando por qualquer queimadura.

— O que aconteceu aqui? — Ouvi Rosalie ao fundo. — Por que tem cheiro de queimado?

— Foi só uma besteira minha, Rose — Bella justificou. — Edward, eu estou bem.

— Não, você não está! — Olhei para seu rosto, vendo meu terror refletido em seus olhos castanhos. — Você poderia ter se machucado, Isabella, poderia ter se queimado. — Engoli em seco. — Tem ideia de tudo que poderia ter acontecido?

— Edward, não foi nada demais — insistiu. — Desculpa se eu te assustei por gritar, só não sabia o que fazer.

— Não, não foi nada demais, você poderia ter se ferido!

— Ei, calma, ela está bem. — Rosalie me afastou de Isabella, eu ainda estava em pânico com tudo aquilo. — Edward. — Rose virou meu rosto na direção do seu. — Bella está bem, okay? Foi só um susto, ela está bem — continuou repetindo aquilo, na tentativa de me acalmar.

— Edward, eu estou bem — Bella falou também, eu voltei meu olhar para ela, querendo confirmar aquilo. E, apesar do medo em seu rosto, ela parecia bem. Mas, percebi que o medo não era mais sobre o pano de prato pegando fogo, era sobre meu surto.

— Como aconteceu? — Rose perguntou a ela, a mão de minha melhor amiga estava deslizando por meu braço, na tentativa de mandar alguma mensagem tranquilizante para meu cérebro.

— Eu estava esquentando água no fogão para fazer café, porque o microondas de vocês não quis ligar, ai fui pegar a panela — Bella começou a contar, rapidamente desligando a boca do fogão ainda acessa aquecendo a água. — Só que eu deixei o pano encostar no fogo, larguei no chão na hora e chamei por Edward.

Poderia ter sido muito pior, ela poderia ter se queimado, poderia ter derramado a água em si. Todas as alternativas eram apavorantes, eu odiava a ideia de ter Bella machucada, minimamente que fosse.

— Eu estou bem, Edward — reafirmou para mim, Rosalie me soltou, indo até a geladeira, voltando com um copo de água.

— Tome, isso vai lhe acalmar, ou pelo menos deveria — a loira falou, colocando o copo de água em minhas mãos.

Eu me forcei a beber o líquido, tentando voltar ao normal o mais rápido possível. Bella ainda estava assustada, assustada comigo e isso já era uma grande merda, eu não precisava continuar uma pilha de nervos.

— Desculpe por isso, eu só me assustei para valer — falei para Bella.

— Desculpe ter criado esse caos, talvez seja melhor eu dar o fora para Manhattan logo — ela parecia culpada.

— Por que não vão conversar um pouco? — Rosalie sugeriu aquilo diretamente para mim, eu gemi internamente, não querendo falar sobre papai com Bella, não naquele momento. — Eu preparo o café para a gente.

— Não, eu...

— Bella, vá conversar com Edward — Rosalie ordenou, interrompendo Isabella.

Bella resmungou algo, pisando firme até meu quarto.

— Vá, Edward — Rosalie ordenou para mim quando Bella desapareceu de nossas vistas.

— O que você quer que eu diga?

— Não sei, se vira. — Ela apontou para meu quarto. — Só sei que você assustou a menina pra valer, vá acamá-la agora.

Também resmungando, eu segui até meu próprio quarto. Bella estava sentada em minha cama, de frente para a porta, olhando para seus pés ainda descalços aquela manhã.

— Ei. — Ajoelhei na frente dela, capturando seu olhar. — Desculpe, ter ficado tão nervoso.

— Tá tudo bem, não precisa se desculpar por isso. Eu que fui uma babaca pensando que poderia fazer um café que fosse, claramente não posso sem sequer assustar meu namorado com isso.

Eu adorava a forma como o 'meu namorado' parecia tão certo saindo por seus lábios.

— Não foi sua culpa, você lembra que meu pai morreu em um incêndio, né?

— Claro que me lembro, Edward. — Ela piscou os olhos molhados por lágrimas para mim. — Eu me lembro de toda palavra que você me disse, mesmo as de quando eu era uma vagabunda...

— Bella, nós já falamos sobre você se chamar assim. — Toquei em seus joelhos, ela não se manteve naquele assunto.

— Desculpe, por ter brincado com fogo, literalmente — falou. — Eu devo ter realmente te assustado tanto. — Beijou o topo da minha cabeça. — Prometo nunca mais chegar perto de um fogão.

— Por favor — pedi, fechando os olhos, sentindo-a percorrer seus dedos por meus cabelos. — A ideia de tê-la machucada é apavorante.

— Quer falar sobre seu pai? — perguntou, não parecendo certa daquilo.

Eu me afastei um pouco dela, abrindo os olhos.

— Podemos não falar nele? — perguntei. — É algo que realmente não quero ficar pensando, principalmente agora.

— Eu entendo, não vamos falar sobre. — Se inclinou para beijar minha cabeça outra vez. — Se quiser falar, já sabe, é só dizer e eu vou escutar. Aparentemente namorados tem esse tipo de conversa.

— Você tem muito que aprender sobre isso, não é? — perguntei, com humor na minha voz.

De fato, foda-se Jacob. Ele tinha uma garota incrível em mãos, só não soube como agir com ela. Eu saberia, estava disposto aquilo, não perderia Bella.

— Não faz ideia, mas estou realmente com fome agora, podemos ir ver se Rose fez algo? Ou, podemos ir comer naquele mesmo lugar de ontem?

— Por que não sugeriu isso antes? — Fiquei de pé, ela também se levantou. — Sabe, teria poupado o acidente lá na cozinha.

— Porque eu sabia que se sugerisse que a gente fosse lá, você ia fazer questão de pagar e não quero que fique gastando grana comigo.

— Bella...

— É sério, Edward, sei que vocês homens tem essa de se sentirem no dever de serem provedores, mas não precisamos seguir essa regra. Eu tenho grana de sobra para uns bons cafés, não precisa gastar seu salário comigo.

— Não quero você gastando grana comigo, Bella.

— Edward, vamos deixar isso de lado, certo? Eu tenho dinheiro, posso...

— Bella, sério, não — insisti.

— Que tal dividir a conta? Ou cada um pagar sua parte? — começou a sugerir.

— Você fazia qualquer uma dessas coisas com Jacob? — rebati.

— Você não é o Jacob — disse de volta. — Acredite, é totalmente diferente dele e, eu também não sou mais a garota que namorava com o Black. Nós podemos nos ajustar, não? Dividir uma conta não vai me fazer te achar um...

— Pobre?

— Não, um babaca que faz eu mexer na minha carteira. — Ela deu de ombros. — Além do mais, eu sei que logo você estará por ai sendo um rockstar milionário e vai ter grana para pagar nossos cafés sozinho, sem isso te colocar no vermelho.

Eu ri, esfregando minha testa.

— Como tem certeza de que eu vou ser um rockstar milionário?

— Eu apenas sei, você é um excelente músico, Garoto do Brooklyn. — Sorriu para mim. — O sucesso vai bater em sua porta logo mais, acredite em mim.

— Agora você virou sensitiva, vidente, ou qualquer que seja lá o nome usado para isso? — Me aproximei dela, colocando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha.

— Apenas sei que meu namorado é talentoso, estou confiando que no futuro ele será mundialmente reconhecido por isso.

Ri outra vez, a ideia sonhadora de Bella de sucesso era típica da menina de que cresceu com tudo, mas eu era obrigado a achar fofa mesmo com aquilo. Eu bem sabia o quão difícil era fazer sucesso sendo um artista e, nos últimos tempos estava me sentindo cada vez mais distante do sonho de trabalhar exclusivamente com minha música.

— Você pode dizer novamente?

— Que você será reconhecido mundialmente?

— Não, a forma como me chamou. — Aquilo era ainda melhor do que ouvir sua previsão a respeito da minha carreira.

— Meu namorado? — Bella corou um pouco, tocando em meu rosto. — Você gosta de como isso soa?

— Sim — confessei, levando sua mão até minha boca, beijando a palma. — Vamos, vamos tomar café agora, você deve estar faminta depois de tanto sexo.

— Você ainda não viu nada, Edward — provocou, soltando-se de mim e saindo rebolando do meu quarto, fazendo com que eu a seguisse imediatamente.

A abracei por trás, fazendo Bella rir e mesmo com nossas pernas se embolando, seguimos a cozinha abraçados daquela maneira. Rosalie me olhou interrogativamente quando chegamos até ali, apenas assenti para ela, deixando-a entender que Bella e eu estávamos bem depois do susto.

Rose tinha se livrado do pano que Bella deixou queimar e, o cheiro do café que ela fazia disfarçava o odor de queimado de antes. Ela nos jogou um pacote de torradas e, colocou o café sobre o balcão da cozinha.

— Seu café, sua majestade — falou para Bella, que rapidamente pegou uma torrada, enquanto eu servia café para a gente, colocando canela como gostávamos.

— Rose. — Bella começou depois de comer sua primeira torrada. — O Arthur é fotografo...

— Jura? Nem percebi isso com ele carregando aquela câmera para todos os lados e tirando foto de todo mundo sem consentimento — Rose disse debochadamente.

— É, qual é desse cara tirando foto de todo mundo assim? — reclamei, passando café para Bella, tentando não focar minha atenção no fato de que ela e o afilhado dos Cullen já tinham se pegado uma vez. Se ela dizia que foi só um beijo, que não significou nada e isso era tudo, eu estava confiando em sua palavra.

— Ele é um fotografo muito bom — Bella falou. — E, ele passou dois anos viajando o mundo...

— Nossa, que vida difícil a dele — Rosalie continuou debochando, Bella a encarou irritada, mas se manteve o mais calma possível.

— Como eu estava falando, ele fez essa viagem e fez algumas fotos para um novo projeto dele, fotografando garotas de todos os países que passou, em cada localidade especifica.

— E o que eu tenho a ver com isso, Isabella? — Rose cansou do deboche, perguntando com irritação.

Bella bufou.

— É o seguinte, ele queria que eu fosse a modelo representando New York, Manhattan, mas eu não quero participar disso. Ai, o Art ontem te conheceu e ele ficou completamente de quatro por você, Rosalie. Ele está pouco se fodendo para Manhattan agora, ele quer que você seja a modelo dele e que represente o Brooklyn.

A fala de Bella foi rápida, sem dar liberdade para que Rosalie a interrompesse. E, também deixou minha melhor amiga sem palavras.

— Por que você não aceitou? — perguntei para Bella, enquanto Rose apenas encarava Bella, aparentemente deglutindo tudo que tinha ouvido.

— Não estou querendo esse tipo de exposição agora. — Bella fez um gesto de pouco caso com a mão. — O que acha, Rosalie?

— Eu não sou uma modelo...

— Ele não quer uma modelo, ele não fotografou apenas modelos nos outros lugares.

— Que se dane, eu não vou participar disso — Rosalie reclamou. — É estúpido. — Saiu da cozinha, indo para seu quarto, fazendo questão de bater a porta.

— Ela é mais difícil do que você! — Bella reclamou, eu tive de rir.

— Ei, se você quiser participar desse projeto do Arthur, mas está se privando por mim, ou...

— Não, eu realmente não quero, Edward. — Jogou mais canela no seu café. — No momento prefiro ser a musa de um músico. — Sorriu maliciosamente para mim. — Quando vai compor uma música para mim?

— Quando vai me desenhar?

— Você aceitaria ser um modelo nu?

— Na hora. — Puxei minha camisa pela cabeça, fazendo Bella morder seu lábio, enquanto deslizava uma mão pelo meu peito. — Acho que ainda temos um tempinho até sairmos, o quão faminta está? Sabe, você não vai desenhar agora, mas pode apreciar um pouco do modelo.

— Vamos nessa. — Ela largou seu café de lado, arrastando-me para o quarto.

***

Bella pegou um táxi para Manhattan depois do sexo, já atrasada demais para ir ver sua mãe para que pudéssemos prolongar mais nosso tempo juntos. E, eu também já estava ficando atrasado para ir tomar conta de Clary, sendo assim praticamente corri até o apartamento da minha mãe.

— Hey, desculpe a demora, mãe! — pedi quando ela abriu a porta para mim.

— Tudo bem, não é o fim do mundo — ela disse, me deixando entrar. — O que aconteceu com seu pescoço, Edward? — perguntou apavorada quando passei por ela.

Fiz uma careta, tocando no local que Bella tinha me marcado por completo. Estávamos em uma época quente demais do ano para gola alta, seria impossível esconder o que Isabella tinha feito ali.

— Nada — tentei distrair mamãe daquilo, mas ela não cedeu.

— Você pelo menos está se cuidando, né? — perguntou aos sussurros, pelo som da TV na sala, soube que Clary estava ali.

— Mãe...

— É sério, Edward, você é novo demais para ser um pai.

— Você e o papai eram muito mais novos quando me tiveram — lembrei. — E, não se preocupe, eu estou me cuidando.

Mais ou menos, Bella e eu não tínhamos esquecido mais a camisinha, mas era bem difícil me lembrar dela quando a coisa toda estava intensa demais.

— E essa foi uma garota qualquer?

Eu queria dizer que não, queria dizer que estava namorando e apaixonado, mas ela surtaria se soubesse por quem.

— Mãe, sério, não quero discutir essas coisas com você.

— Edward, Edward! — Clary apareceu ali, empolgada. — Olha, eu fiz uma tatuagem. — Mostrou um desenho de canetinha em seu braço, a ‘tatuagem’ era uma flor e um coração.

— Isso é quase profissional — comentei, agachando-me para olhar o desenho mais de perto.

— Preciso ir agora — mamãe avisou. — Volto cedo para você não perder o trabalho, filho.

— Certo e o Richard? — Não pude deixar de perguntar, mamãe apenas saiu, sem falar mais nada.

— Edward, o que é isso? — Clary apontou para meu pescoço, bem confusa.

— É só uma alergia boba — menti.

— Sei. — Ela me olhou desconfiada, mas com certeza não passando nem perto do que eram as marcas de chupões e mordidas no meu pescoço. — Meu desenho ficou legal, né? Mas, eu ainda não desenho tão bem quanto a Bella. Quando vou vê-la de novo? Ela podia me ensinar a desenhar.

— Quem sabe um dia — externei, quando na verdade queria dizer que por mim ela e Bella já poderiam se rever logo. — Faz o seguinte, que tal você fazer uns desenhos bem legais, ai um dia quando reencontrar os desenhos, pode mostrar a ela.

— Tá legal! — concordou empolgada. — Mas, Edward, eu acho que isso não é alergia não. — Apontou para meu pescoço de novo. — Parece que alguém te mordeu. — Os olhos dela arregalaram. — Edward, você foi mordido por um vampiro?! — gritou horrorizada, cobrindo a boca com suas mãozinhas.

— Tá mais para uma vampira, Clary. — Gargalhei.

— E você não está com medo? Vampiros são do mal!

— Não, eu garanto que essa vampirinha é do bem, Clary.

Ela era, Bella era totalmente do bem.

***

Não vi Bella na quarta, nem na quinta-feira. Mas, trocamos uma porção de mensagens e uma ligação e outra, ela estava ocupada com Renée no hospital e alegou que não tinha forças para mais uma noite virada acompanhando-me na boate.

Na quinta-feira de manhã, ela não queria sair de perto da mãe e eu tinha ensaio com a banda e de tarde voltei a tomar conta de Clarisse. Como Bella também não apareceu na boate, nós só nos reencontramos na sexta-feira, pois ela alegou que não perderia por nada o show da The Dragons aquela noite, mesmo que odiasse rock.

Então, quando voltei para casa mais cedo depois de tomar conta de Clary, a deixando com uma vizinha que mamãe confiava, eu já estava morrendo de ansiedade para ver Bella. Até que, ela finalmente bateu na porta do apartamento, deixando Rose falando sozinha sobre uns bêbados da noite passada, eu corri até a porta, abrindo-a para ver minha namorada e para minha infelicidade, Arthur.

— Olá! — Ela sorriu largamente, pulando em meu colo. — Senti sua falta, Garoto do Brooklyn.

— Também senti a sua. — Beijei todo o rosto dela, ouvindo Bella reclamar sobre eu estar destruindo a sua maquiagem.

Ela já estava pronta para sair, usava um vestido preto justo, com imensos saltos nos pés. Jimmy Choo, certamente, ou qualquer outra marca com um nome de qualquer cara famoso.

— Ei, o que você está fazendo aqui mesmo? — perguntei para Arthur, que tirou uma foto minha beijando Bella.

— Bella me chamou, ela está pagando para eu fotografar o show.

Bella riu, voltando-se para Arthur.

— Eu falei que ia pagar?

— Não vai me pagar? — Arthur fingiu estar ofendido.

— Sério? O que esse cara está fazendo aqui? — Rosalie apareceu ali, terminando de colocar uma bandana na cabeça, pois ela alegou estar se sentindo meio Axl Rose aquele dia.

— Vou fotografar o show — Arthur anunciou. — E, eu tenho algo comigo. — Ele sacou um papel dobrado de seu bolso, estendendo para Rosalie. — Um documento que se assinar me permite tirar fotos suas, eu prometo manter a câmera longe de você se isso for sua escolha, Anjo.

— Do que me chamou? — Rosalie o olhou com uma careta gritante, Bella ainda em meus braços riu.

— Eu tenho algo para você, senhor rockstar — ela murmurou para mim, tirando uma palheta preta simples do seu decote.

— Obrigado, eu vivo perdendo as minhas — agradeci, pegando a palheta com a boca.

— É apenas uma forma carinhosa de chamá-la — Arthur se explicava para Rosalie, que jogou o papel da autorização de imagem de volta para ele.

— A palheta não veio sozinha — Bella comentou.

— Sim, eu vi de onde ela saiu. — Tirei a palheta da boca, olhando descaradamente para seu decote.

— Pervertido! — Rosalie exclamou para mim.

— Qual é, Rosalie? Se resolva com Arthur, agora que é o Anjo dele — Bella provocou.

— Vamos, Rosalie, assine — Arthur insistiu. — Depois de ver as fotos dessa noite você vai até topar que eu te fotografe para o...

— Depois você volta a esse assunto, Art. — Bella nos separou. — Eu disse que a palheta não estava vindo só — falou para mim, confundindo-me quando saiu do apartamento, mas voltando logo em seguida, novamente com algo a tiracolo, porém daquela vez não era um Arthur, era uma guitarra dentro de uma capa protetora.

— Bella — sussurrei quando vi o nome Fender na capa.

— É um presentinho de aniversário atrasado. — Com um sorriso imenso no rosto, ela estendeu a guitarra para mim. — Vamos, Edward, aceite!

— Eu fui com Bella comprar, o cara disse que é a melhor do mercado, espero que não tenham nos enrolado.

— É uma Fender, claro que é a melhor — Rosalie falou, bufando. — Você não entende nada de música? — indagou Arthur.

— Você pode me ensinar. — Ele propôs, mas me distrai deles, vendo Bella empurrar a guitarra para mim.

— Bonequinha, não. — Tentei fugir daquilo. — Meu aniversário já passou.

— Eu disse que é um presente atrasado. — Chocou a guitarra contra mim, fazendo com que eu fosse obrigado a segurar o instrumento.

— Um presente car...

— Não vou ouvir suas reclamações, é um presente e pronto, não se devolve um presente, Edward Masen. — Cruzou os braços na frente do corpo, empinando o nariz.

— Isso não é um presente qualquer, Isabella! — Teimei.

— Ai, que se foda, Edward! — Rosalie reclamou. — Aceite a droga dessa guitarra de uma vez, nós ainda temos de ir trabalhar antes de tocar, não podemos passar a noite inteira aqui.

Eu a olhei indignado, um pouco traído por ela não me apoiar.

— Viu? Escute Rosalie — Bella ordenou.

— Eu não posso, Bella, já tenho uma guitarra.

— Eu sei que aquela era a guitarra do seu pai, por isso mesmo acho que você deve aposentá-la para preservá-la — Bella disse, afagando meu braço carinhosamente. — Além do mais, você com uma guitarra nova irá destruir naquele palco, não é?

— É só um show qualquer.

— Não importa, eu estarei lá e quero te ver arrasando. Fora que não arrastei o pobre Arthur de Manhattan para ele ver um show qualquer, eu sei que esse será um grande show para The Dragons — falou confiante.

— Yay! — Rose fingiu entusiasmo. — Você foi líder de torcida, garota? — perguntou para Bella.

— Eu? Não, aquelas garotas eram todas insuportáveis. — Bella olhou pelo canto do olho para Arthur. — Mas, o Art participou da equipe de torcida por um ano.

Arthur, fingiu uma tosse, olhando para sua câmera atentamente, mas ele não conseguiria se safar. Não com Rosalie ouvindo aquilo.

— Hilário, você foi um líder de torcida! — Rosalie gargalhou, começando a tirar onda com a cara do tal Davis.

— Vai usar, né? — Bella se voltou para mim, eu suspirei, abrindo a capa, vendo uma Fender vermelha e branca lá dentro.

— Obrigado — agradeci.

— Vai usar?

— Vou — cedi. — Minha namorada estará no público, ela merece um grande show.

***

Arthur e Isabella se uniram a Jasper, Alice e Emmett na boate, enquanto Rose e eu íamos para o bar servir, até o tempo do nosso show. Quando chegou a hora, nós tiramos nossos uniformes, colocamos roupas propicias e nos juntamos com Jazz e Emm para tocar, eu tive de levar um tempo no camarim para ajustar a Fender que ganhei de Bella, mas era uma guitarra incrível, não precisava de muita coisa.

Assim que entrei no palco, vi Bella e os amigos dela ali na frente. Ela gritou meu nome, junto com outras garotas que estavam ali e já me conheciam, aquilo resultou em Isabella lançando uma porção de olhares raivosos, mas ela não bateu em ninguém.

O show foi ótimo, talvez eu estivesse muito empolgado com a guitarra nova, ou com Bella na plateia, ou com ambas as coisas, mas acabei dando tudo de mim. Nós cantamos umas três músicas que Rose e eu compomos um bom tempo atrás, levando o resto do show com covers de músicas já consagradas.

Em algum momento do show, Bella se afastou da beira do palco, provavelmente sendo esmagada ali e não conseguindo lidar com aquilo como Alice, que parecia se encaixar muito bem no meio da multidão, ou como Arthur que estava tão concentrado em tirar fotos, que não parecia ligar para o resto. Então, o show acabou e nós deixamos o palco, sendo substituídos pela próxima banda.

Com a Fender pendurada em minhas costas, eu segui com meus amigos a procura de Bella, Alice e Arthur. Rose e o irmão estavam animados, o show tinha sido realmente bom, Emmett estava calado, mas interessado na garrafa de cerveja que pegou no camarim quando passamos por ali.

Eu parei por um instante quando vi que Bella e os outros, na mesa que estavam, tinham um acompanhante a mais se juntando a eles. Era um homem, devia ter entre trinta e cinco a quarenta anos, não mais que isso. Ele usava uma camiseta preta com estampa do David Bowie, tinha tatuagens em seus braços e abraçou Bella carinhosamente.

Engoli meus ciúmes, sem querer fazer outro show por conta daquilo. Mas, rapidamente voltei a andar, parando junto a eles.

— Edward! — Bella gritou contra a música da outra banda, segurando no meu rosto e me beijando por um rápido instante. — Você foi maravilhoso, sabia que seria um grande show.

— Valeu, quem é seu amigo? — Olhei para o cara parado ali perto, os outros ao redor da mesa começavam a pedir bebidas para uma das meninas que serviam do bar, alheios ao homem ali.

— Phill Dwyer — ele se apresentou, fazendo com que eu arregalasse os olhos em choque com seu nome.

Era o tal produtor musical? O que diabos ele estava fazendo ali em um show da The Dragons?

— Surpresa! — Bella exclamou, pendurando-se em meu braço. — Já que vocês estavam sendo medrosos, chamei Phill para vir vê-los tocando. Phill, você os adorou como eu disse que adoraria, né?

Phill suspirou, olhando de mim para os outros, que ali pareciam ter tomado consciência de quem ele era.

— Vocês são novos, estão começando — ele começou com um tom de respeito na voz. — Mas, infelizmente não são o que gravadora está procurando. — Bella me soltou. — Eu lamento muito, de verdade, dizer isso, mas não consigo ver originalidade em vocês. Não estou falando isso para desmotivá-los, okay? Vocês devem continuar com a música, com certeza, mas talvez precisem se reinventar, expandir os horizontes, trabalhar em mais canções originais. Só que, eu não posso levá-los para a gravadora, vocês ainda não estão prontos para isso.

A boate estava mergulhada em barulho, mas as sete pessoas ali, sem contar Phill, estavam mergulhadas em puro silêncio. Eu estava mergulhado na merda, o que tinha se passado na minha cabeça quando pensei que poderia ser a porra de um músico? Meu destino era morrer como a droga de um cara servindo bebidas.

— Bella, sinto muito — Phill falou para ela.

— Vá embora, Phill e nunca mais procure por mim ou por minha mãe! — ela ordenou raivosa.

— Bella...

— Vá embora! — Bella gritou, ele assentiu, afastando-se em direção a saída da boate. — Phill é um idiota, isso explica o que fez minha mãe terminar com ele... — ela começou a falar comigo, mas eu mal prestava atenção em suas palavras, principalmente quando Rosalie, parada do meu outro lado, jogou uma garrafa de cerveja no chão, quase acertando o pé de Alice.

— Pra mim chega!

— Rosalie — Jasper tentou falar com ela.

— Não, Jazz, não! — ela gritou com ele. — Pra mim deu, eu estou farta dessa merda, estou farta de pensar que a porra da vida pode ser boa. Estou caindo fora. — Ela saiu em disparada para longe, antes que qualquer um de nós pudéssemos alcançá-la, mas Jasper e Arthur foram atrás dela, eu estava prestes a ir também, quando Bella me segurou.

— Eu vou encontrar outro produtor...

— Isso é tudo sua culpa, Isabella! — explodi com ela, fazendo com que ela se encolhesse. — Eu te disse, Isabella, disse que não estávamos prontos para essa porra, não falei?

— Edward...

— Não, não adianta se justificar. Você continua fazendo o que quer, quando quer, sem pensar nos outros, muito menos no que pode causar, deixe-me te dizer uma coisa, acabou de ferrar com tudo. — Tirei a guitarra das minhas costas, empurrando para ela. — Não posso ficar com essa droga.

Apenas me afastei dela, sem me importar em ouvir ou falar mais nada. Encontrei Arthur na porta da boate, parecendo nervoso.

— Ela pegou um táxi, não sei pra onde foi. Jasper foi até o apartamento de vocês...

— Não, ela não está lá, tente falar com Jasper e diga que eu vou buscar Rose. Depois falo com ele.

— Tá, pode deixar — ele concordou rapidamente.

— Valeu. — Eu comecei a correr entre as pessoas amontoadas na frente da boate, indo buscar por Rosalie.

Sabia muito bem onde ela estava, não era muito longe dali, então em poucos minutos cheguei lá. Ela estava sentadadinha na porta do prédio, com o rosto entre as mãos, chorando.

— Barbie? — chamei por ela, sentando ao seu lado, puxando-a para meus braços.

— Eu devia ir pra Carolina do Norte com a mamãe, lá posso trabalhar em outra coisa que não seja servir gente bêbada toda noite.

— Rosalie, não, a Carolina do Norte é uma droga.

— E o que tem para mim em New York, Edward? — indagou. — Sério, o que? Eu tive de desistir de Juilliard por não ter grana para pagar, eu sou uma bargirl que passa noite pós noite ouvindo cantadas nojentas de homens bêbados, o cara por quem eu sou apaixonada por anos me vê como um nada e agora eu sei que trabalhar com música também não vai me levar a lugar nenhum.

— Ainda tem muito para você aqui, Rosalie. Seu irmão está aqui, eu estou aqui...

— Edward, você não entende. — Ela se afastou de mim, seu rosto tomado por lágrimas. — Eu sou só uma garota sem futuro, não vou a lugar nenhum.

— Você vai — teimei.

— Tudo que me restava de expectativa para o futuro era a The Dragons, Edward e aquele produtor jogou isso no lixo.

— Isso é tudo culpa de Isabella — reclamei, ainda irritado com ela.

— Ela só fez adiantar nossa queda programada. — Rosalie negou com um aceno de cabeça, olhando para o prédio atrás da gente, onde ela e Jasper moraram quando crianças. — Meu pai foi embora daqui quando eu era só uma menina, ele nunca mais voltou, mas mamãe soube que ele casou com uma mulher na Flórida e teve mais uns cinco ou dez filhos, tanto faz. Sabe o que isso quer dizer, Edward? Que meu pai me abandonou, que nem ele foi capaz de acreditar em mim.

Recomeçou a chorar alto, logo a coloquei em meus braços novamente.

— Estou cansada, Edward, cansada dessa vida de merda. Nunca progrido, nunca vou pra frente. Continuo presa aqui, a mesma menina com todos os sonhos fracassados, a mesma menina que foi deixada pelo pai.

— Rose — ergui seu rosto. — Sua mãe ficou, seu irmão ficou e eu fiquei. E, eu sinto muito por seu pai, mas não se prenda a ele. Eu sinto muito sobre Juilliard também. Emmett? Bom, ele é um idiota que quer foder todo mundo, você não é assim, você é uma menina incrível e ele não te merece. Eu não sei o que será da The Dragons agora, se quer saber, também estou farto de estar correndo em círculos sem nunca avançar, mas eu preciso da minha melhor amiga comigo, ou essa droga de vida vai ficar uma merda de vez.

Ela riu, assentindo.

— Não vá para a Carolina do Norte — pedi.

— Tá, só vou ficar porque você seria facilmente enganado com um garoto de programa se ficasse sozinho no Brooklyn.

Eu ri, beijando sua cabeça.

— Vamos, vamos para casa. — A coloquei de pé.

— Cadê a Bella?

— Rosalie, não fala dela, por favor.

Eu ainda estava tão puto com Isabella, tinha dito que não ligaríamos para Phill, que não estávamos prontos para isso. Mesmo assim, como sempre, ela fez o que queria. E, o pior de tudo, por minhas costas.

— Edward, ela...

— Não, Rose, não — implorei, ela suspirou, mas ficou em silêncio pelo resto do caminho.

Quando chegamos ao nosso prédio, vimos Alice e Arthur lá fora. A Cullen olhava sem parar para o prédio, enquanto Arthur dava voltas.

— O que estão fazendo aqui? — indaguei.

— Viemos avisar Jazz que você iria atrás da Rosalie — Alice respondeu. — Tudo bem, posso fazer algo por você? — perguntou a Rosalie, que estava embaixo do meu braço, parecendo envergonhada por estarem a vendo depois do choro estampado em seu rosto.

— Estou bem — Rosalie mentiu, ela ainda levaria um tempo para se acalmar de verdade. — Só quero ir dormir. — Caminhou até a escada do prédio, soltando-se de mim.

— Boa noite, Anjo! — Arthur desejou, Rosalie o olhou por um segundo.

— Boa noite, líder de torcida.

Ele sorriu para ela, parecendo nada abalado com aquilo.

— Bella está lá em cima com Jasper, espero que eles não tenham se matado — Alice falou para mim quando passei por ela.

— Sabia que ela tinha ligado para o Phill?

— Não, eu não sabia. Sei que ela não devia ter feito isso, mas se você puder pegar leve, eu agradeceria. Mas, estou cansada, vou com Arthur de volta para Manhattan, se ela não puder passar a noite aqui, pelo menos a coloque em um táxi em segurança, tudo bem?

— Tá — concordei, seguindo Rosalie que me esperava no meio da escada.

Jasper e Bella, que tinha a Fender em suas costas, estavam sentados no chão na frente do nosso apartamento. Em silêncio, mas ambos pareciam péssimos, Jazz não chorava, mas seu olhar era triste, Bella tinha o rosto repleto por lágrimas.

— Porra, Rosalie! — Jasper exclamou com alivio quando viu a irmã, a apertando em um abraço. — Nunca mais suma assim, você me assustou pra caralho!

— Desculpa, eu só perdi a cabeça e precisava de um momento na merda — Rose se justificou, olhando de Bella para mim. — Vem, vamos conversar um pouco. — Abriu a porta do apartamento, entrando ali com Jazz.

Bella permanecia no chão, encarando seus pés, seus sapatos estavam jogados ao seu lado. Ela soluçou quando sentei diante dela no chão, encolhendo-se mais ainda.

— Nós precisamos conversar, Isabella.

Ergueu o olhar para mim, estava apavorada.

— Você está me tirando da sua vida, Garoto do Brooklyn?

Notas finais
Ai, ai. Beijos! Lola Royal. 12.06.17