Sob a luz das estrelas
6 O passado ressurge das cinzas...
Notas iniciais
Nick sentiu seu coração disparar, o barulho ensurdecedor do carro despencando pelo penhasco fez seu corpo estremecer, era inútil tentar manter suas pernas firmes já que as mesmas negavam-se a fazer isso. Aquilo não podia estar acontecendo, Catherine não podia estar...
— O que houve, onde está a Catherine?
— Eu... ela...
— Nick por favor, não me diga que Catherine desceu em seu lugar! – O mesmo não respondeu, Grissom sentiu seu coração disparar, e apanhou rapidamente sua lanterna, a luz então incidiu sobre os dois que estavam dependurados no penhasco. Grissom soltou um suspiro de alivio. Nick correu até o carro e deu a ré devagar para que o amigo pudesse ajudar Catherine e o policial, de forma cuidadosa. – Você é maluca sabia, não sei se xingo ao Nick por ter lhe deixado descer, ou se a elogio por sua coragem!
— Se você dissesse: “Nossa Cath você é incrível” bastaria! – Grissom sorriu. Ele gostava da forma irônica que ela sempre agia.
— Você está bem Cath?
— Estou Nick, não se preocupe. Mas acho que não posso dizer o mesmo do policial, sua pulsação está fraca, e veja, ele tem um corte muito profundo da região temporal de seu crânio!
As sirenes das ambulâncias ressoaram por toda a rodovia, logo atrás o carro do Departamento vinha ao encontro dos quatro. Os paramédicos colocaram o policial sobre a maca e em seguida examinaram Catherine.
— Como ela está Hank? – Brass, e Grissom se encontravam agora ao lado do paramédico responsável por examinar Catherine.
— Catherine está bem Capitão, tem apenas um pequeno arranhão na bochecha, mas nada que deva se preocupar!
— Obrigada. – Disse descendo da ambulância e se posicionando ao lado dos dois. – E o policial, como ele está?
— Os paramédicos disseram que ele perdeu muito sangue por conta do corte na cabeça e ainda está inconsciente, estão levando-o para o Desert Palm.
— Espero que fique bem. Já conseguiu identificá-lo?
— Sim, sim. Ele é o Detetive Louis Vartann da Divisão de Homicídios. – Catherine sentiu seu ar faltar por um minuto.
— L-Louis Vartann?
— Sim, você o conhece? – Ela negou. – Me parece que ele estava perseguindo um veículo suspeito quando perdeu o controle e atravessou a barreira de proteção.
— Cath, vamos, estamos voltando para o Departamento. – Chamou Nick, e ela os acompanhou, em poucos minutos os três já estava de volta ao laboratório. – Bem, se me derem licença, estou indo para meu encontro! – Disse apanhando a jaqueta de dentro do armário.
— Boa sorte cowboy.
— Bem, eu também estou indo, quer uma carona?
— Oh não precisa, acho que vou ficar mais um pouco. Boa noite.
— Boa noite. Ah e antes que eu me esqueça... Nossa Cath você é incrível! – Ela sorriu.
A loira ainda mantinha-se sentada no banco, fitando seu armário aberto, olhando para as fotos que estavam coladas na porta. A maioria era do pessoal do laboratório, onde foi registrado grandes momentos que eles tiveram juntos, mas uma em especial fez com que seus olhos marejassem. Aquela foto havia sido tirada na loja de flores de Tuck, Cory estava com o braço envolto em seu pescoço, enquanto ela sorria graciosamente com o velho chapéu de basebol de Louis, e ele... ele estava ao seu lado, olhando-a com aquele mesmo olhar da primeira vez em que se beijaram.
— Que seja apenas uma simples coincidência! – Sussurrou baixinho tocando o velho anel que ainda mantinha em seu dedo anelar.
***
Seu coração batia cada vez mais forte quando ela se aproximava do hospital, ela precisava ter a certeza que não era ele. Catherine não conseguiu dormir um único segundo na noite passada e agora estava dirigindo desesperada em destino ao hospital de onde ele estava internado.
— Louis Vartann por favor!
— Quarto 309, terceiro andar. – Orientou o enfermeiro que estava na recepção. Catherine esperou impaciente no elevador, ao chegar ao quarto, ela abriu a porta vagarosamente e se aproximou de seu leito.
Talvez já tenha ouvido falar em destino, acaso, sorte ou azar. Mas nem mesmo Catherine pode explicar o que provocou aquele encontro depois de quatorze anos. Era ele, deitado ali naquela cama, suas feições estavam calmas e angelicais. Ele não havia mudado nada, sua pele macia continuava a mesma, Cath sorriu ao correr os dedos pelas maças de seu rosto fino, seus lábios ainda formavam aquela mesma linha ligeiramente perfeita, como se houvessem sidos desenhados delicadamente a mão com muita destreza. Ele não deixará de ser perfeito, Catherine nunca encontrou alguém com a beleza tão surreal quanto a dele, ela daria tudo para ver seus lindos olhos verdes mais uma vez. Durante anos Catherine sonhou com aquele encontro, durante anos ela implorou que um dia voltasse a vê-lo só mais uma vez, e agora... agora ele estava ali, deitado diante dela, mergulhado em um sono profundo que só mesmo poderia dizer com o que sonhava.
— Posso ajuda-la?
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