Sob a luz das estrelas
7 Seus belos olhos verdes..
— Oh desculpe eu não quis...
— Está tudo bem querida, não estou a reprendendo por tocar meu filho, só queria saber quem é você! – Diferente de Louis, Tuck havia envelhecido bastante. As linhas marcadas pelo tempo em seu rosto já estavam bem amostra. Seus cabelos agora eram brancos como a neve, mas seus olhos eram os mesmo de Louis, os mesmos olhos severos e orgulhosos de Quatorze anos atrás.
— Sou a investigadora Willows, eu...
— Oh o Capitão me falou de você. Ele disse-me que foi você quem salvou meu filho ontem à noite, que arriscou sua própria vida para salvar a vida dele.
— Bem... sim, mas eu tive ajuda! – Sorriu.
— Serei eternamente grato a você e seus amigos por terem salvo meu filho.
— E como ele está?
— Já está estável, perdeu muito sangue por conta do ferimento, por isso ainda não acordou. Mas os médicos disseram que logo logo, ele irá recobrar a consciência.
— Espero que sim, eu... eu preciso ir.
Catherine saiu quase que correndo do hospital, sua respiração estava faltando e seu coração parecia que iria explodir.
— Isto não pode estar acontecendo, não pode ser... por que tinha que voltar Louis?
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Chegar atrasada no trabalho não era de seu feitio, mas ela não pode evitar, aquilo estava mexendo demais com seu emocional. Por que seu maldito passado tinha que reaparecer agora? Questionava-se. Ela passou tanto tempo esperando-o, implorando por mais uma única chance para poder voltar para seus braços, e quando ela finalmente amadureceu, quando finalmente retirou essas ideias fantasiosas de sua cabeça, ele é lançado novamente em seu caminho.
— Está atrasada Catherine!
— Ah desculpe, é que eu passei no hospital para ver como estava o Detetive.
— Jura, e como ele está?
— Seu quadro é estável, mas ele ainda não acordou.
— Sabe, Brass conseguiu localizar o motorista do carro que ele estava perseguindo. Momentos antes de sofrer o acidente, o Detetive repassou a placa para a central. Com isso podemos localizado e finalmente prendê-lo. – Catherine o acompanhou até a sala de descanso onde todos estavam. – Nick, Greg. Assassinato no Belagio. Sara, Warrick assalto na Bullevard. E Cath você vem comigo, temos um crime no deserto.
— Hum garota encontrada morta no meio do deserto, vestindo apenas roupas de baixo, sem nenhum sinal de violência física. O que acha, estupro?
— Não sei, ou talvez um crime de premeditado. Veja as linhas brancas nas unhas dela. Envenenamento, alguém quis lhe dar uma morte rápida e sem dor.
Depois de muito investigar, evidencias serem processadas e suspeitos finalmente terem sido interrogados, o caso foi encerrado. O turno já havia acabado, Catherine e Grissom se direcionaram para o vestiário.
— Oi cowboy, não vi você o dia todo, caso difícil?
— Sim. – Disse exalando um suspiro cansado.
— E como foi seu encontro? – Perguntou Grissom irônico, Nick sorriu desconcertado.
— Vocês tinham razão, kiki era realmente uma prostituta. – Exclamou derrotado. – Mas tudo bem, já que você ainda me deve um encontro com a Nancy.
— Tem razão falarei com ela amanhã. Bem eu já estou indo, boa noite.
— Ei espere que tal nós três tomarmos um drink?
— Oh eu não posso, preciso passar em um lugar.
— No hospital? – Perguntou Grissom, ela assentiu.
Por mais doloroso que fosse, Catherine não conseguia parar de pensar nele, e precisava ir ao hospital para vê-lo novamente. Já estava tarde, mas ela precisava toca-lo mais uma vez, queria ter a certeza de que ele ainda estava vivo. Ao parar em frente ao elevador Catherine ouviu o barulho de um pequeno choro, ela olhou em volta e finalmente o localizou, ele vinha de um garotinho escondido debaixo de uma maca, que soluçava desesperadamente agarrado ao seu ursinho marrom.
— Oi o que houve. – O garoto nada disse, continuava a chorar. – Está perdido meu bem? – Ele assentiu. – Venha irei ajuda-lo.
Catherine pegou o pequeno garoto no colo, ele parecia ter não mais do que seis anos. Aos poucos ele foi parando de chorar.
— Está com seus pais? Qual o nome deles?
— Estou com meu vovô, o nome dele é Tucker Vartann. – Aquilo só poderia ser brincadeira.
— Quer saber de uma coisa amiguinho? – O garoto a olhou com atenção quando Catherine o pôs no chão do elevador e apertou o botão do terceiro andar. – Para a sua sorte eu conheço seu vovô e sei muito bem onde ele está. – Disse enxugando as lagrimas que estavam em seu rostinho. – Qual seu nome?
— Alex. – Aquilo era inacreditável, Louis era o único filho de Tuck então isso significava... significava que aquele garotinho era filho dele. – Quem é o homem que está internado no quarto onde seu avô está?
— É o meu pai. – Louis realmente tinha seguido a sua vida... seguido com outra mulher, e para completar o nome do garoto era o mesmo que um dia eles decidiram colocar em seu filho se fosse menino.
— Chegamos venha, Tuck deve estar preocupado. – Ele assentiu. Catherine bateu devagar na porta e a abriu. – Acho que alguém quer lhe ver.
O pobre Tuck andava desesperado de um lado para o outro, quando viu o garoto entrar, abraçou-o fortemente.
— Oh graças a deus. Muito obrigada por encontra-lo Investigadora. – Exclamou com o garoto ainda em seus braços. – Veio visita-lo novamente?
— Sim.
— Bem, Alex e eu já estamos indo, obrigada novamente por acha-lo, boa noite.
— Boa noite Senhor Vartann.
Após Tuck se retirar do quarto, o local caiu em um tremendo silencio, Catherine reparou no porta-retratos em cima da mesinha bem ao lado de sua cama, Louis estava na foto com Tuck e Alex, ela parecia ter sido tirada recentemente. Cath puxou a cadeira para o próximo da cama e se sentou, ela repousou a cabeça sobre o colchão e ficou a olha-lo, admirando-o, segurando levemente sua mão.
— Por que tinha que voltar Lou... – Sussurrou baixinho ainda o olhando, mas para sua surpresa, ele apertou forte sua mão, virando o rosto em sua direção, olhando-a calmamente com seus lindos olhos verdes.
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