Sob a luz das estrelas
3 O lago das estrelas...
Notas iniciais
Com o passar dos dias os encontros dos dois se tornaram cada vez mais frequentes.
— Oi Cory, Lou está?
— Ah sim, ele está na estufa nos fundos, cuidando das flores. Vá até lá. Tuck não está aqui. – Tuck era o pai de Louis, de início os dois estavam mantendo o relacionamento em segedo.
Cath caminhou pelo corredor estreito do velho prédio da loja. O forte cheiro inconfundível das flores, emanou do final do corredor tornando a localização da estufa mais fácil. Catherine o avistou podando algumas roseiras. Ela pôs a mãos sobre seus belos olhos verdes.
— Avinha quem é? – Ele sorriu.
— Arrisco-me a dizer que essas mãozinhas delicadas, pertencem a garota mais linda que eu já vi em toda a minha vida, onde eu fui o único que ousei beija-la sob a luz das estrelas! – Exclamou retirando as mãos de Catherine de sobre seus olhos e a envolvendo em seus braços fortes.
— Você é maravilhoso Lou. – Exclamou depositando um leve beijo em seus lábios.
— O que a traz aqui meu bem?
— Eu queria ver você e lhe dá uma coisa.
— Que coisa? – Perguntou curioso.
— Isso. – Cath o beijou com uma voracidade avassaladora.
— Hum, gostei disso, poderia me dar novamente? – Perguntou sorrindo maliciosamente.
— Quantas vezes você quiser. – Os dois se beijaram por mais algum tempo. – O que estava fazendo quando eu cheguei, vi você retirar vários galhos das roseiras.
— Estava retirando vários galhos mortos. Sabe, os negócios não vão bem. Com a alta procura de rosas artificiais, nossos negócios de venda de flores naturais vão só despencando. Isso não é nada bom para meu pai. Eu...
— Louis, Tuck já chegou e está procurando por você! – Cory os interrompeu.
— Já estou indo Cory. Meu pai se recusa a trabalhar com flores artificiais, assim como eu, elas são apenas objetos de plástico e sem vida.
— Não fique assim Lou, sei que vai dará tudo certo. – Disse o abraçando.
— Tem razão, dará.
— Sabe de uma coisa, eu tenho uma surpresa para você!
— Uma surpresa?
— Sim, me encontre no final da tarde em frente a velha estação do bondinho.
— Está bem. – Catherine saiu pela porta da estufa nos fundos para que Tuck não a visse.
A situação não era tão bem quanto os dois queriam. A cada dia que passava o velho Tuck se afundava cada vez mais em dividas, as flores já não vendiam tão bem, e a casa deles já não podia mais ser hipotecada, o prazo que o banco lhe dera já estava acabando.
A tarde caiu e logo a hora de encontrá-la se aproximou. Louis estava encostado na parede da velha estação quando ouviu seus paços.
— Sempre pontual! – Exclamou com um sorriso, ele segurou sua mão.
— Aonde vamos?
— Apenas me siga.
Os dois caminharam por alguns minutos até ela o guiar por um caminho que ele nunca havia visto antes. Era uma velha trilha por entre grandes carvalhos velhos e pessegueiros.
— Chegamos.
O que estava diante dos olhos de Louis não era nada parecido com o que ele havia imaginado, era bem melhor do que ele esperava. Aquela era uma linda paisagem, digna de uma de uma famosa tela de Monet. O lugar a qual Catherine o havia levado era simplesmente perfeito, a grama verde era banhada pelas folhas rosas de um pessegueiro florido. O sol daquela tarde era refletido pelas aguas azuis de um belo lago.
— Este lugar é incrível! – Disse maravilhado.
— Este é o lago das estrelas*, quando eu era pequena e me sentia triste, meu pai costumava me trazer aqui para vermos o sol se por. Isso fazia eu me sentir melhor, então pensei em traze-lo aqui também.
— Obrigado.
— Venha sente-se, está quase na hora. – Louis fez o que ela pediu, sentou-se na grama logo ao seu lado, e segurou sua mão. – Fique de olho no horizonte. Quando o sol alcançar a margem do lago, você ouvirá o som que eles provocam.
A brisa se tornou mais leve, capaz apenas de esvoaçar as madeixas dela. Então o espetáculo começou, o sol começou a dar espaço para uma bela noite. Talvez fosse loucura, ou sua imaginação tentando lhe pregar uma peça, mas Lou pode realmente ouvir o som, era como se os dois realmente se tocassem, o barulho da água borbulhando penetrou seus ouvidos.
— Eu... por incrível que pareça, eu me sinto mais aliviado, é como se o pôr do sol houvesse levado consigo o peso que estava em meu coração. – Admitiu. – Obrigado Cath.
— Eu faço qualquer coisa para vê-lo bem. – Os dois se mantinham sentados, perdidos na imensidão de seus olhares. Louis a beijou por alguns minutos.
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