Notas iniciais
aguentem os corações

Seu coração bateu mais depressa quando ele ousou descer seus lábios pelo pescoço da moça. Para sua surpresa, Cath desceu seus dedinhos delicados para os botões da sua camisa, abrindo um por um, vagarosamente, deixando seu peitoral exposto. Lou podia notar o quanto ela estava nervosa, sua respiração estava descompassada, Catherine ficava ainda mais linda nervosa. Ela deslizou a camisa do rapaz por seus fortes ombros. Agora era sua vez, ele correu suas mãos até a blusa dela, retirando-a levemente, em seguida ele a deitou sobre a grama. Seus olhos ainda se mantinham fixos, então Louis percorreu a pele branca da moça com seus lábios, fazendo-a arquear o corpo e soltar um ligeiro gemido. Seus lábios ainda continuavam percorrendo aquele corpo virgem até chegar no zíper de seus jeans, onde ele depositou um leve beijo sobre a região. Ela acompanhava atentamente cada um de seus movimentos, até mesmo quando ele abriu o botão de seus jeans e o retirou em uma velocidade incrível, deixando-a exposta com sua lingerie negra, fazendo ele soltar um sorriso maldoso.

Ela abriu o cinto de sua calça comprida a retirou, deixando-o apenas de cueca e meias, Catherine pode perceber o quando ele estava excitado. Louis tinha as mãos rápidas, abriu com astucia o feixe do sutiã da loira rapidamente, deixando-a com seus mamilos ouriçados diante de seus olhos. Em poucos minutos os dois já estavam completamente nus, deitados sobre a grama, então aquela era a hora, Lou se encaixou na moça e começou os movimentos, fazendo-a gemer baixinho ao seu ouvido, aquilo o excitava ainda mais, mas quando ele a olhou ela estava com os olhos marejado:

— Cath, estou lhe machucando? – Perguntou diminuindo seus movimentos.

— Não, não! – Respondeu com a voz embargada.

— Quer que eu pare?

— Não, por favor não pare. – Implorou.

E assim ele fez o que ela lhe pediu, ele não parou, apertou com mais força as cochas da garota, fazendo-a gemer mais auto ao seu ouvido. Seus gemidos eram involuntários, ela mordeu o lábio para tentar conte-los.

— Não faça isso, quero ouvi-la. – Ela assentiu e cravou as unhas em suas costas, fazendo ele intensificar seus movimentos. E foi naquela linda noite de luar que os dois fizeram amor pela primeira sob a luz das estrelas.

O jovem casal estava deitado lado a lado sobre a grama, ofegantes e suados.

— Cath, eu tenho uma coisa para você. – Ele apanhou suas calças e retirou uma pequena caixinha de dentro de um dos bolsos. – Está é uma noite especial, então eu quero lhe dar isso!

— O meu deus é lindo – Exclamou ao abri-la. Era um simples mas belo anel de ouro, com um pequeno diamante.

— Era de minha mãe, meu pai deu a ela no primeiro aniversário de casamento. – O rapaz nunca falava de sua mãe, a morte dela ainda era muito dolorosa para ele. — Ela me deu pouco antes de morrer, e me disse que eu desse ele a alguém que eu sabia que iria amar para sempre. E este alguém é você. Eu amo você Cath.

— Eu também amo você Louis. Quero passar o resto de minha vida com você, ter filhos com você e envelhecer ao seu lado. – Lou depositou um beijo em sua testa.

— Catherine, olhe para o céu. Agora escolha uma estrela, a que for mais brilhante diante de todas as outras.

— Escolher uma estrela?

— Sim, iremos escolher uma estrela, ela será a prova de nosso amor. Assim quando estivermos velhinhos e um de nós já estiver ido, o outro irá apenas olhar para o céu e procurar a nossa estrela, ela será a prova que nosso amor é eterno, e por mais que nossos corpos já não estejam mais juntos, nossas almas estarão ligadas para sempre.

Catherine apontou para uma que estava no alto de suas cabeças, ela tinha razão, aquela era a estrela que mais brilhava dentre todas as outras

— Aquela será para sempre a nossa estrela.

O destino pode unir duas pessoas, mas para elas realmente ficarem juntas, ele irá por esse a amor a prova. Então, foi naquela trágica manhã de quarta-feira que o laço que os uni resolveu se romper. Para Catherine era uma manhã como outra qualquer, ela estava indo lhe ver, mas o que encontrou foi algo extremamente perturbador. Todas as prateleiras da loja estavam vazias, nenhum vazo, ou flores estavam lá.

— Louis, tem que contar a ela.

— Eu sei Cory, mas não...

— O que você tem que me contar Lou? – O rapaz soltou um suspiro cansado.

— Cath, sente-se por favor. – Cory se retirou. – Catherine, eu... meu pai está fechando a loja.

— O que?

— O prazo da hipoteca da casa venceu. O banco está vindo amanhã para tomar a casa. Meu pai vendeu a loja ontem à tarde, e nós... nós estamos indo embora hoje!

— Isso é... não pode ser! – Um mar de lagrimas começou a escorrer pelo rosto da garota. – Você não pode ir embora.

A pobre mossa pulou nos braços de Louis o derrubando da cadeira e indo ao chão junto dela. Ela agarrou sua camisa e chorou por um longo tempo, com o rosto enterrado em seu peito. Lou não ousou se mover, pois aquela talvez seria a última vez que a teria em seus braços, ele apenas a apertou forte.

— Por favor, me leve com você, eu te imploro. Fugirei com você, eu irei com você aonde quiser! – Implorou desesperada se sentando no chão, ele também se sentou. – Por favor, eu farei qualquer coisa por você, só não me deixe, eu o amo, e não posso...

— Pare! – Gritou. – Já chega Cath. Você não entende não é mesmo? Meu pai e eu não temos onde cai mortos, não sei o que será de nós daqui para frente. Não posso leva-la conosco.

— Lou por favor, me leve com você, eu não me importo com a vida que teremos, posso pedir meu pai para ajudar vocês. – Ele negou cabisbaixo.

— Eu... eu sinto muito!

— Lou não, eu amo você!

— Adeus Catherine.

Aquelas foram as últimas palavras que ela ouviu de seus lábios.