Notas iniciais
Halo !

Só se ouvia o barulho das ondas quando elas atingiam á costa rochosa em seu movimento natural. Os pontos brilhantes no céu, mais pareciam um tapete de seda escuro coberto por inúmeros diamantes qual reluziam, era uma linda noite constelada. Os vikings estavam na pós-praia reunidos sob ordens de Itachi repassando o plano inicial, seria um ataque surpresa. Sakura viu cada um pegar um pouco de lama com as mãos e passar acima das bochechas, era um sinal que eles estavam prontos. Cada um empunhou o seu escudo, suas espadas e foram alinhados á frente, como um paredão. Não havia barulho. Era ágil.

Os poderosos olhos vermelhos foram ativados, um por um, os guerreiros exibiam suas técnicas oculares qual os faziam ser temidos diante os povos. Eles podiam enxergar tudo mesmo com a escuridão, qualquer movimento não passava despercebido. Sakura estava logo atrás dos guerreiros, o que lhe deixou frustrada, nunca era posta para trás, no entanto recordou que aquela não era uma batalha dela e o resultado seria “tanto faz”. Foram marchando pela praia silenciosamente.

— Lutemos até o amanhecer e não importa, o sangue viking será vingado. Ataquem ! – a voz de Itachi rompeu o silêncio. Foram um por correndo em direção ao vilarejo com as armas empunhadas. Os Nottikins estavam desavisado e seriam pegos de surpresa. – era um dos planos. Os primeiros inimigos foram avistados vigiando a costa e esses mal tiveram tempo de reagir, fora sucumbidos por espadas flamejantes, essas eram feitas de titânio fruto de uma expedição que fizeram ao sul onde conseguiram. Sakura olhava atentamente e resolveu ficar pela costa mesmo, no entanto até para ela era complicado. Viu que os nottikins atingidos inicialmente logo recompuseram.

— Sobreviveram ao ataque ? – falou para si assustada. As criaturas tinham forma humana, porém depois de serem atacados aparentaram uma semelhança de esqueletos dourados, era aterrorizante. Subitamente um alarme como um berrante foi ouvido em toda Denmag. Eles sabiam que estavam sendo atacados. Sakura viu os pontos dourados em meio a escuridão e não eram poucos, e si um exército. Sua preocupação só aumentava, já que os guardas não morreram durante o ataque das espadas, eles estavam vindo e em sua direção.

— Frysta. – conjurou o feitiço fazendo assim uma parede de gelo para se proteger, contudo poucos segundos depois ela viu que foi em vão. – Frysta. – lançou no nottikin que vinha com uma espada em sua direção. – Frysta. – o gelo não o detinha. – Impossível. – eles eram imunes aos ataques dela. O ser apontou sua espada, porém foi derrubada pela feiticeira. – Frysta. – no rosto brilhoso surgiu um sorriso macabro. Ele arrancou um osso de sua própria coluna, um osso bastante pontiagudo e foi em sua direção. Antes que Sakura pudesse fazer algo, sentiu uma mão em volta da sua cintura, qual a fez levantar poucos centímetros do chão.

— Brenna. – viu os olhos de Sasuke brilharem e não eram as chamas de sua mão, uma espécie de chama roxa automaticamente consumiu o esqueleto na frente da bruxa. Ela percebeu que os olhos dele não era igual ao dos outros, tinha algo diferente em seu olho uma variação. – Apenas chamas os destroem. – ele a soltou. – O que eu te disse de ficar sempre por perto de alguém ? – falou de forma bruta.

— Você não manda em mim. – ele a olhou cético. Ele estava diferente... mais robusto, parecia mais valente e em si um guerreiro. – Eu sei me virar sozinha. – ele a puxou pelo braço contra a vontade dela. foram caminhando e avistando corpos já em estado de decomposição pelo chão, era dos aldeãos. A pequena vila poucos minutos depois do ataque era percebido sinais de uma destruição.

— Tio, fique de olho nela. – Obito tinha acabado de queimar uns dois nottikins.

— Ela aprontou contra nós ?

— Não. Eu vou ajudar Itachi. – ele olhou um última vez para Sakura, qual nem fez questão de o encarar. Aquele orgulho. Sasuke meneou a cabeça em negação e partiu para a batalha.

Sakura cruzou os braços e fechou o rosto estava irritada, sentiu-se inútil. Como pôde aquele homem ter salvado ela e como seus poderem não funcionavam com eles ?

Quando Uchiha Madara mandou o Neto proteger a feiticeira, ele sabia que feiticeiros não eram capaz de destruírem Nottikins apenas com gelo. Precisariam de uma magia superior e isso apenas de sua varinha era possível. Essas criaturas fantasmagóricas eram inimigos naturais dos Vikings de longos séculos, eles conheciam cada uma artimanha e segredos.

No campo principal, Itachi duelava com dezenas de Nottikins ao lado de alguns companheiros. Guerreava com sua espada flamejante contra um dos líderes, uma luta bastante equilibrada. Eles sabiam que olhar diretamente para os vikings era morte na certa, então se esquivavam de qualquer maneira daqueles olhares mortais. Sasuke foi emboscado por uma dúzia criaturas, o jovem guerreiro foi atingido por um golpe qual saiu de um dos Nottikins, eram chamas douradas e elas queimavam. Sasuke apenas ajoelhou-se e fechou os olhos, os três vieram em sua direção para atacar, então o viking abriu os olhos, chamas negras surgiram como um escudo e jogando eles para longe, antes de caírem ao chão, o Uchiha habilidoso empunhou sua espada e como um raio desferiu um golpe certeiro, não teve como evitar, eles abriram os olhos. – Amaterasu. – foram destruídos e observados por um olhar verde. O gatinho tinha virado um bravo urso.

Obito derrotava alguns inimigos por ali, não era tão difícil para ele. Sakura arrumou um meio de atrair alguns deles com gelo, e eles caiam na armadilha da feiticeira, e eram atacados com um golpe mortal de Obito.

— Bom trabalho. – disse o viking limpando o suor do seu rosto com a costa da mão. A feiticeira apenas deu um discreto sorriso, ainda estava encabulada por não poder matar eles.

A luta se estendeu por boa parte da madrugada, chamas podiam ser observadas de longe. Itachi destruiu o capitão deles, enfim tomando para si a sua cabeça e levantando para os outros companheiros verem. Eles haviam ganhado. Exterminaram os Nottikins dali. Contudo, eles tiveram baixas, alguns guerreiros foram atingidos ou pegos de surpresa. –Vingança ! – o sorriso da vitória estampou em seu rosto e gritos de vitória eram propagados. Eles ergueram a mão para o céu, como em um festival de fogos de artifícios brilharam a noite.

Akureyri

Ino procurou por Sai em algumas tabernas, depois da grande destruição não haviam muitas e as que tinham, estavam reerguendo-se. Quando já estava desistindo de o procurar, já que uns amigos a falaram que ele estava em uma das tabernas. Sua frustração se foi quando o encontrou saindo de uma em companhia de alguns amigos.

— Perdida por aqui minha jovem? – disse ele sorridente sem saber das intenções da menina por trás. – Não está tarde?

— Um pouco. Para onde vai? – disse ela, a cabeça de Ino maquinava milhões de ideias ao mesmo tempo, sua mente estava quase surtando.

— Para casa, mas se quiser eu posso lhe deixar na sua casa. Uma garota como você não pode caminhar sozinha e querendo ou não, ainda estamos em alerta.

— A noite está agradável. – tocou na granada em seu pescoço. – Skína bjart. — Sabe eu estou precisando um pouco de uma erva silvestre esqueci o nome, é para a Tsunade para os doentes.

— Erva de Alegadamente. – o feiticeiro sempre que ia para alguma excursão encontrava pela terra do vento essas ervas, elas ajudavam os moribundos a se recuperarem. Ela tinha o poder de matar a sede e a fome por dias, era muito usada quando os feiticeiros iam para o campo de batalha e voltavam raquíticos e esfomeados. – Eu tenho algumas em casa, quer?

— Sim. Adoraria. – os dois seguiram para o caminho da casa do Sai, pela trajetória eles iam falando do tempo. Sai como sempre atencioso nem tinha ideia dos planos que passava pela cabeça de sua cunhada. Ino repassava o cronograma em sua cabeça, conseguiu enfim organizar suas ideias, sabia o que iria fazer e agora sem arrodeio. Sai abriu a porta de sua casa, não era nada comparada com a palácio onde Ino morava. Era uma simples cabana de madeira bem aconchegante e apropriada para um homem solteiro.

Espera um minuto, irei pegar. – estava tudo fluindo como ela assim desejava. Viu as últimas faíscas da lareira crepitando, respirou fundo, era hora. Rapidamente se desfez de sua roupa, peça por peça. – hversu sterk er, fýsn holdsins, fylla mig. – a granada vermelha cintilou.

— Aqui Ino, as...as. – ele ficou engasgado diante da cena da garota nua em sua frente, o cabelo comprido de Ino cobria os seios, viu o corpo esbelto e curvilíneo. – Ino. – ele olhou para a granada. Já estava suando. Ela se aproximou lentamente dele, Sai deu um passo para trás. – Ino...

— losa löngun þína. – ela disse em seu ouvido enquanto sua mão descia para as calças do homem. Era mais forte que o homem.

Quem iria contra o poder do mineral da luxúria ?

Sai agarrou a garota para si e depositava beijos lascivos em seu pescoço, segurou seu corpo tão delicado e caminhou com ela em direção á cama. Mesmo sua mente dizendo que não, seu corpo insistia. Não conseguia dizer uma palavra a mais, apenas queria saciar o desejo correndo e pulsando entre suas pernas. Ino totalmente inexperiente apenas o beijava e esperava pela reação do homem, ela o viu tirando as roupas e deitando sobre si. Sentiu um calor emanando de uma parte nunca antes sentida. Sai seguiu uma trilha de beijos selvagens pelo corpo da garota, mordiscou os seios os deixando eriçados.

Ela apenas gemia e segurava o corpo dele, aquilo era ótimo. Ele estava em seu instinto mais selvagem, estava apressado. Seus dedos chegaram na vagina dela, Ino sentiu o seu coração palpitar, ele estava brincando com novos sentidos, ele iniciou uma massagem clitoriana, a garota fechou os olhos e mordeu os próprios lábios. Sentiu sua vagina inchando e apertando. O homem insistia naquela massagem até ela chegar no ponto certo, enfiou o dedo e foi ai que pausou e a olhou incerto, colocou o dedo novamente e encontrou uma barreira. Ino o encarou cética. – É fechado. Eu não posso. – disse com um sofrimento visível.

— Eu quero. – falou concisa. – Me possua, eu quero. – Sai cerrou o punho, dentro de si sabia que era errado. Pelo o estado feroz qual o homem se encontrava, ele mesmo sabia que aquilo não seria agradável, aliás, ela sabia. Sai voltou com as carícias e a garota ficou aliviada, porém apreensiva. Ele a deitou de vez e a abriu as pernas, ela estava lubrificada o suficiente. – Vai. – Sai guiou seu pênis para a entrada dela, tentou ir inicialmente devagar, porém seu impulso era maior. Ino sentiu uma pequena dor emergindo, deu um pequeno grito. Seu hímen tinha sido rompido, ardia e doía. Sai a estocava com força.

Ino comprimia os lábios, mas não conseguiu disfarçar um filete de lágrima que saia. Era doloroso. Ele permaneceu a estocando, enquanto ela engolia seu choro. Não era prazeroso ali. Com um tempo Sai derramou-se dentro dela e assim saiu. – O que fizemos? – ainda estava enfeitiçado pela granada. O jovem feiticeiro tinha um nó na garganta, ele fez o que queria e ao mesmo tempo não. – Por que me enfeitiçou? – seu corpo estava se recuperando aos poucos. A garota passou a mão em sua intimidade, olhou o pouco sangue em sua mão qual mostrava que ela não era mais uma garota e sim uma mulher. Ainda ardia ali, ela não sentiu prazer, mas suas irmãs já tinham falado sobre isso. Ela ficou em silêncio assimilando a consequência de seu ato. – Me responda! – sentia seu corpo efervescendo novamente. Sai além de sua aparência de guerreiro, seu interior era de um homem sensível. Ó céus, só ele sabia o quanto estava se martirizando por aquele ato. – Ino eu não quero. – deitou-se por cima dela. – Eu não consigo evitar. – a garota apenas abriu as pernas dando espaço para ele. Seu rosto possuía uma seriedade nunca vista por ele, de repente ele já não via como aquela garota de tranças douradas, tinha outra face, transfigurava o pecado.

**

Apenas quando ela retirou a granada de seu pescoço no momento que o feiticeiro já demonstrava extremo cansaço, ela teve um sossego. Sai que estava pronto para um discurso, desabou. Foi a deixa para ela vestir suas roupas, se arrumar. Saiu da casa silenciosamente e caminhou pensativa para a sua. As ruas estavam desertas e apenas um vento frio servia de companhia. – Eu tomo minhas próprias decisões. – falava para si. – Eu não me importo. – caminhava, sentia uma ardência entre suas pernas e aquilo escorria. Na penúltima vez ela sentiu prazer e foi algo inédito, sentiu-se desejada, contudo desanimou-se quando lembrou que era o efeito da granada. Porém, o estrago já estava feito, nada poderia ser evitado. Entrou em sua casa e correu para o seu quarto, precisava de um banho e se livrar daquilo.

E a dúvida que rondada sua mente: O que ele fará na manhã seguinte ?

**

Kurenai estava no jardim em companhia do amigo Kabuto, ele o tinha acordado no meio da noite e estava transtornado, mas não falou nada sobre o que viu. Ela o serviu um copo de chá para acalmar os ânimos do amigo. – Ela chegou agora. – disse.

Kabuto olhou para o lado, estava sentado em um banco próximo de algumas árvores. – a primeira parte do plano dela foi concluído. – disse em um tom sombrio causando arrepio na amiga. Kurenai mordeu suas unhas, era um tique de nervoso dela.

— Devia avisar alguém. Isso terá consequências para nós.

— Não posso. – sentiu o vento gélido bater em seu rosto. – O pior está por vim.

— E ela? – referiu-se á Sakura.

Ele suspirou esperançoso ao lembrar da feiticeira de cabelos rosas e sorriu. – Ela virá, mas não agora. Se ela soubesse...

Denmag

A estrela alva da manhã já dava o seu sinal no céu.

As nuvens dissipavam aos poucos e em si trazendo os raios solares, abrindo ala para um belíssimo espetáculo “a dança de despedida da noite”, o dia estava amanhecendo em Denmag. Se o céu apresentava uma de suas mais lindas cenas, em terra o cenário era de guerra; com a luz eram vistos os corpos e a destruição causada pelos Nottikins. Os vikings tinham apenas uma missão pela manhã : procurar sobreviventes.

Revistavam corpo por corpo, era uma tarefa árdua principalmente para alguns guerreiros que tinham famílias estabelecidas ali, pais, filhos, primos, tios... era uma dor, assim que encontrados. Sakura foi obrigada por Itachi e ali estava procurando algum sobrevivente naquela calamidade. Sasuke deu uma vara para a feiticeira não ter que tocar nos corpos, alguns já estavam putrificados.

— Vamos juntar todos eles e queimar, as cinzas serão jogadas no mar. – Itachi gritou ao longe. A feiticeira olhava atentamente, até que prestou atenção no rosto do Uchiha, machas de sangue parecendo filetes de lágrimas eram visíveis.

“Ele chorou sangue ? “ pensou ela. Cutucava os mortos com as varas, não era a melhor visão que tinha, haviam corpos decapitados, outros cortados ao meio. Ultrajante !

Sasuke estava com uma expressão fechada, exercia o seu trabalho sério. O clima ali era pura melancolia.

Ela cutucou um corpo do que aparentava ser uma mulher, uma jovem mulher e ali teve uma surpresa, ouviu um choro de uma criança. – Aqui. – apontou para o Uchiha qual foi tirando o corpo de cima e para sua surpresa uma garotinha de cabelos negros que aparentava ter uns quatros anos, estava deitada por baixo da mulher, completamente assustada. Aquilo foi como uma navalha no coração da feiticeira.

— Mama. – falava assustada, Sakura se abaixou e a tomou para si. Estava suja de lama, já que o terreno onde os corpos estavam era um verdadeiro lamaçal. – Mama.

— Achamos uma menina ! – exclamou Sasuke trazendo esperança para os presentes. Sakura levantou-se e acalmava a menina já em seus braços.

— Iliane ? – um homem de idade se aproximou. – Iliane ? – a menina assentiu.

— Minha neta. – tomou a menina dos braços da feiticeira. – Minha neta está viva ! – ele saiu gritando entre os corpos. Não deixou se mostrar pela ação, mas estava feliz por ter encontrado a menina, talvez o sorriso bobo que surgiu no rosto dela demonstrasse.

Bom trabalho. – disse o Uchiha e ela assentiu. Era o jeito dela, aquele jeito irritante. Parecia que ele estava aprendendo cada maneira dela.

**

Horas depois todos os corpos foram colocados em uma fileira sobre uma grande superfície de madeira. Uma viking com ajuda de Izumi tratava de colocar moedas de pratas nos olhos de cada um, era ritual para ser recebido por Odin. Assim que terminado a preparação, a tábua foi colocada sobre o mar, flutuando. Últimas despedidas, choros e uma prece silenciosa para Odin os receberem em Valhala. Um arqueiro mirou a flecha em direção aos corpos, logo era possível ver uma bola de fogo em alto oceano. Alguns remanescentes da tragédia estavam sob cuidados, ainda estavam machucados e assombrados. Alguns relatavam que o ataque inimigo foi tão rápido que mal conseguiam lembrar.

Sakura caminhava pela orla, a água fria batia em seus pés. O ar de Denmag era diferente, era um pouco temperado. Seus cabelos compridos voavam pela brisa a dando uma falsa sensação de liberdade. Observava a areia negra de basalto, devido Denmag ser uma ilha vulcânica a tonalidade de seus cristais de areia eram escuros. Assistia os cascalhos sendo levados pela onda e outros sendo depositados, pegou uma concha branca com detalhes marrons, aquilo seria a sua lembrança daquele local. Sentiu um toque na sua coluna e logo virou-se, era a garotinha de mais cedo; estava limpa e com outros trajes.

— Oi. – Sakura disse sorridente. A menina esboçou um simples sorriso e pegou na mão da feiticeira e começou a puxa-la. Queria mostrar algo. Sakura caminhou com ela, subiram por uma inclinação cercada por árvores e pedregulhos, a feiticeira tirava alguns galhos do rosto, era um trilha difícil. A garota por outro lado, sabia de cor o caminho e todos seus riscos. – A onde quer me levar? – ela notou que já estavam distante da costa. Após uns vinte minutos depois de uma trilha surpresa, Sakura foi totalmente tomada de surpresa pela paisagem. Estava no topo da escarpa, era plana e com gramíneas, passou por perto de uma lagoa de águas transparente, límpida e toda rodeada pela vegetação rasteira. Viu alguns peixes no fundo, mas eles pareciam alheio a presença dela. Aproveitou e pegou um pouco de água com as mãos. Estava com bastante sede.

Após saciar sua sede e se deitar um pouco naquela grama tão verde e observar as nuvens no céu, a garota se aproximou dela e lhe entregou um galho de cerejeira. – Rosa. – e apontou para o cabelo dela. Sakura não conteve o seu riso e sua admiração.

— É rosa. – ouvirá falar de uma árvore que tinha flores rosadas, porém achava que era invenção do seu pai. O homem amava estórias mirabolantes. Deu um abraço apertado na garota que não escondia sua empolgação. – Obrigada Iliana. – as folhas eram rosas com um tom esbranquiçado, eram lindas. Caminhou até ás arvores de cerejeira, que bela cena. Sentiu-se uma criança naquele jardim, de via, sentiu uma criança lembrou dos seus cinco anos, quando conseguiu transformar os flocos de neves brancos em tons rosados. Era a mesma sensação, a mesma nostalgia.

— Flores de cerejeira. – saiu de seus devaneios quando ouviu a voz de Sasuke. – Oi. – disse cinicamente, ele estava ali há um bom tempo e viu tamanha empolgação da feiticeira. – Nem adianta arrebitar esse nariz e manter a pose de orgulhosa, eu vi.

— Não viu nada. – ela se saia. – Cadê a Iliana?

— Já foi embora. Então, Denmag é real? Admita que estava errada. – ela o olhava, ele tinha tomado banho e vestidos novas vestes. – Aguardando. – ele cruzou os braços em frente dela.

Seria duro para ela ter que admitir que estava errada e apenas assentiu. – Ora, cadê a sua língua ? Fale. – ele não estava bravo e em seu rosto estava tranquilo e mostrava um certo ar brincalhão, estava descontraído.

— Existe. – que sofrimento. Ele sabia que não iria arrancar mais nada dela. ela era tão prepotente e cheia de si.

— Vem. – ele andou na frente e ela o seguiu. Boquiaberta pela vista, maravilhada. Estavam na borda da falésia rochosa. Sakura avistou o oceano tão azul quanto o céu, viu os bancos de areia da praia , as ondas do mar atingindo a costa e uma rocha no meio do oceano, fazendo parte da estrutura da falésia. Em sua direita ao longe viu uma cachoeira descendo pelo paredão rochoso. Denmag era um paraíso, beleza antes nunca presenciada por ela.

— É magnifico. – estava encantada com tamanha obra de arte da mãe natureza.

— Eu disse. – satirizou.

— Vai ficar falando sempre? – replicou já do seu jeito amuada, contraindo os lábios incomodada.

— O tempo que for. – ela não tinha jeito. Ele caminhou até a borda. Era arriscado e mais que ventava por ali. Sakura se aproximou e logo de um passo para trás, era altíssimo, mal podia ver o chão. Ele sentou-se na beira do precipício, causando inquietação na feiticeira. – Sente-se, não seja tão orgulhosa.

— Eu estou bem.

— Tivemos uma grande perca por aqui.

— Pêsames. – falou entredentes.

— Somos fortes, iremos nos reerguer. Eu amo essa vista desde que eu sou pequeno. Eu vinha aqui com o Itachi e sentávamos, jogávamos pedras ao longe e depois nos jogávamos. – Sakura o olhou com o cenho franzido e sobrancelha erguida. – Nunca se jogou de um despenhadeiro ?

— O que você acha? – disse irônica. Ele levantou-se e ela afastou-se.

— Sempre apostávamos quem chegaria primeiro lá em baixo.

— Vocês não podem voar. Ninguém pode.

— Duvidando de mim novamente ?

— É impossível. – ele estendeu a mão.

— Prometo. – ela o olhou séria e plenamente desconfiada, ele não parecia estar mentindo. – E não falei voar. – Sentiu uma sensação dentro de si, era diferente. Desde quando podia confiar naquele homem ?

Entre o sim e o não. A razão e dúvida, parece que a curiosidade tinha ganhado essa rodada.

Ela acatou. – Me permite ? – ele foi para trás dela e segurou sua cintura. – Não tenha medo. – disse em seu ouvido. Impossível, sentiu o frio em sua barriga e uma sensação de tontura.

— Não ter medo. – disse ela, por que teria? Só iria cair em queda livre de um despenhadeiro de aproximadamente uns cem metros de altura. Ele deu um passo, outro e lá estavam á beira do grande abismo. Sakura sentiu-se ofegante e de coração acelerado, sua vontade de desistir já era maior que tudo. Sasuke a segurou pela cintura, ele estava colado ao corpo dela e a mão envolvendo a cintura dela. ela ficou um pouco corada, mordeu os lábios e olhou para cima tentando disfarçar o constrangimento.

— Euu – tarde demais, os dois caíram do despenhadeiro. Sakura fechou os olhos, sentia a velocidade da queda brusca em sí, sentiu o seu estômago indo até a sua boca, era o resultado do curto período que o corpo estava sem gravidade.

“Odin” era a única coisa que se passava pela sua mente. Foram cem metros de queda livre, cerca de trinta e seis segundos. De repente tudo parou.

— Abre os olhos. – sua voz no ouvido dela. ela tinha medo que iria ver. – Abre. – ele disse gentilmente. Aos poucos e temerosa ela abriu o olho.

— Odin. – colocou a mão na boca. Lá estava ela flutuando a alguns metros do oceano. Sorriu nervosamente. Esticou os braços e tocou a água, viu ao seu redor aquelas chamas roxas.

“Então era isso” pensou.

Estava flutuando acima da água do oceano. Não conteve a crise de risos e assombração. Ele estava se divertindo com ela, Sasuke não podia ver o rosto dela, mas imaginava a expressão do rosto da mulher. Ele cheirou o cabelo rosado dela, era a primeira mulher que via com o cabelo dessa tonalidade e tinha uma curiosidade, afinal achou que combinou com ela. Seu corpo alinhado com o dela, como ela se encaixava bem e desse jeito ela parecia tão frágil. Permitiu-se sentir o cheiro dela, Sakura sentiu o nariz dele encostando no pescoço dela. Ela ficou petrificada olhando para a água. Ele a virou para si, aqueles olhos verdes estavam sem reação.

— O que pretende ? – disse acanhada o encarando nos olhos. Ela tinha um olhar felino, uma felina preparada para o bote. Ergueu a sobrancelha já com aquela velha expressão presunçosa de sempre.

— Queria sentir o seu cheiro. – um olhar confuso foi visto no semblante dela. – Queria saber se era diferente. – ela não desgrudava do olhar dele, estava vidrada naqueles olhos negros, podia ver o próprio reflexo.

— É diferente? – perguntou prepotente.

— É. É cheiro de bruxa. – o sorriso brincalhão surgiu da boca dele e ela fez uma careta. – É bom. – a atração inegável dos olhares poderia ter tido um outro destino, talvez a boca dela qual ele não conseguia parar de olhar, no entanto uma onda os atingiu.

— Você foi o culpado. – ele torcia o cabelo.

— Eu ? – andava a frente dela. – Sei.

— Flutuasse um pouco mais alto. – ela pegou uns cascalhos na areia e jogou nele. – Olha para mim enquanto eu falo. – ele virou-se.

— Mal agradecida. – ela fechou o rosto. – Eu estou olhando para você e além do mais, você é elemento água, não deveria se preocupar com isso.

— Você é tão idiota. – bufou. – Não me provoque.

— É melhor se apressar ou irá perder a janta. Carneiro assado. – ela fez uma careta de repulsa. – Vai morrer de fome então e já está magricela. – Sasuke apenas sentiu a dor na cabeça quando um peixe o acertou em cheio e sim um peixe! apenas olhou para criatura gargalhando da cena, ele fitou os olhos estreitamente, e um sorriso traquino apareceu em seus lábios. Sakura percebeu que vinha alguma brincadeira do lado dele e correu o ameaçando com gelo. Ele a pegaria de certeza e teria uma revanche, ao melhor jeito Uchiha Sasuke!

Notas finais
Olha o clima, olha o clima. .. a onda levou. Bem, custumo a colocar os romances no seus devidos tempo, o SasuSaku será assim. Calma. Mas já podem ver a curiosidade do Sasuke. Nesse cap o Sasuke mostrou que não era só o gatinho, o próximo é a vez da Sakura. SaiIno: tentei fazer um hentai verdadeiro, pois a primeira dói e vocé não terá 17 orgasmos Up! A Ino, aguardem, as coisas por lá vão aquecer ! Aqui, o que eu acho ser Denmag. https://www.google.com.br/search?q=Os+penhascos+de+Moher+%E2%80%93+Irlanda&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwic3Y60mf_QAhWHl5AKHRiHCvsQ_AUICCgB&biw=1366&bih=613 E de onde eles se jogaram. http://4.bp.blogspot.com/-530S5ZljOyM/UDOVleeprTI/AAAAAAAAgVc/ULuiqZxvi3I/s1600/Ireland_Cliffs_of_Moher.jpeg Nem preciso dizer para vocês que não é para se jogar por ai com o crush. Quero desejar a vocês um ótimo Natal e um feliz ano novo com tudo de bom. Bem, eu quero saber o que vocês estão achando disso tudo. Se gostou favorita, fala para o amigo, recomenda, comenta. Reviews? ♥