Sob a Aurora
13 Incertezas
O mar bravio impõe sua força,
Não tememos! Não tememos!
Odin nos oferece proteção!
O mar bravio impõe sua força,
Não tememos! Não tememos!
Odin nos oferece proteção!
A melodia de algumas vozes no meio do vasto oceano era a única coisa por ali que demonstrava a presença humana. Nenhum sinal de terra, nenhum solo rochoso para pisar, apenas as ondas do mar. A névoa densa e carregada, tirava a visão boa parte do tempo. Não era o melhor dos climas. Sakura já tinha perdido ás contas de quantos dias á deriva no mar estava. Quinze dias exatos em pleno oceano.
Ela estava no seu limite, peixes e carneiros. Aquilo era parte de uma pequena tortura, porém não era tão angustiante do que estar na presença de pessoas indesejadas e esse sentimento era reciproco, já que Itachi arrumava qualquer acontecimento para alfinetar o irmão, cujo já estava no seu estremo, não por estar no mar e sim por estar longe dela.
Tão perto e tão longe.
Isso o afligia. Nenhum toque, naquele maldito frio ártico, não poderia se esquentar em sua amada. Lastimável!
— Falta muito? – um viking perguntou. Sasuke estava sentado na parte principal da dracar, á sua frente apenas o oceano.
— Por acaso eu tenho cara de oráculo? – disse, ele também estava estressado com toda situação. Balançava sua perna esquerda sem parar, seus braços estavam cruzados tentando se aquecer. O frio dali era insuportável.
Ele olhou por cima do ombro avistando Sakura encolhida em seu canto. Para ela devia ser angustiante, quinze dias quase sem falar com ninguém, era de fato um castigo.
— Parece que irá chover, as nuvens estão tampando a visão das estrelas. – comentou Obito. – Apenas tempestades. – Sasuke apenas o olhou de soslaio. Seu ódio o consumia, por ele dava meia volta e ancoraria de volta em casa, uma das primeiras coisas que iria fazer, era dar uma bela surra no oráculo. Ele merecia!
— Eu subiria numa montanha sem problema algum. – um viking comentava. Aquilo tirava Sasuke do sério e satisfazia Itachi. Arruinar a expedição do seu irmão estava em seus planos.
— Chuva novamente! – exclamou chateado um.
— Feiticeira, faça a sua parte. – ordenou o urso, sem ao menos olha-la. Graças á Sakura, os vikings não se molhavam no trajeto. Ela com o uso da magia fazia uma espécie de bolha de proteção. – Venha até aqui. – Sakura caminhou com certa dificuldade, era difícil se equilibrar na dracar quando as ondas estavam agitadas.
— O que quer? – disse ríspida. Quem os viam juravam que havia ali uma relação de ódio, no entanto Itachi desconfiava daquilo e toda a vez que ele o chamava, causava uma curiosidade.
— Sente-se! – ela o fuzilou com o olhar e ele sorriu do modo mais descarado possível. Tão cínico.
— Merece ser afogado nessas águas profundas. – ela proferiu.
— Tão romântica. – ele cochichou.
— Vá para o inferno! Quando isso irá findar? Não aguento mais o sacolejo dessas ondas e esse barco.
— Não está gostando? –disse provocativo. – Estou seguindo o vento do leste e as estrelas da Ursa. Logo encontraremos algo.
— Não tem certeza se isso existe de fato.
Ele passou o dedo no buço e franziu o cenho. – Existe e quando chegamos em terra firme, eu irei montar um acampamento e te jogarei na minha cabana e ali você me pagará por toda essa rebeldia, – ele fingiu que ia pegar algo ao lado dela e sussurrou em seu ouvido: – Favo de mel. Saudades do seu mel. – Sakura não foi tão receptiva, seu olhar era penetrante como uma espada. – Fica linda furiosa. – ela revirou os olhos e voltou ao lugar dela.
**
Sucumbindo em alto mar,
Nada para desbravar. Tão pequenos em alto mar.
Odin! Odin! Quando nos salvará?
Décimo sétimo dia e o humor dos desbravadores não estava um dos melhores e piorava, o estoque de comida estava acabando. Aliando isso com as provocações do irmão, o Uchiha estava em seu inferno astral, já considerava aquilo dali uma maldição do deus nórdico. Começava a faltar alimento, porém barril de cerva tinha de sobra e alguns se embebedavam por ali. Para Itachi aquilo era inadmissível, mas como estava no controle do irmão, dava corda.
Boa parte da tripulação dormia. Sasuke cochilava sentado.
— Me solta seu verme! – o grito de Sakura foi o bastante para despertar todos por ali. – Maldito! – o vinking já tinha ativado o seu poder ocular e segurava a bruxa, que se irava.
Sasuke logo seguiu e puxou de cima o viking. – O que está fazendo? – foi repentino, logo ele estava usando o sharigan. Sakura levantou-se furiosa e conjurava seus feitiços, fazendo o viking cair.
— Ele tentou me abusar! – Sasuke olhou para o seu companheiro de viagem quase cego de raiva.
— O que fez? – perguntou bravo.
Logo um outro viking entrou no meio e interpelou: – Ele está bêbado Sasuke. São dias nesse oceano e ele a viu. Uma mulher e... – Sasuke o cortou o furioso.
— Isso não lhe dá o direito de toca-la! – ele bufou. Itachi assistia a cena calmamente. Definitivamente ali teria algo.
— Sasuke! – Obito puxou o braço dele. – Tenha paciência.
— Feiticeira, fique ao meu lado. Quem ousar fazer isso novamente, vai se ver comigo. Que fique avisado!
Sakura sentou ao lado dele, sua fúria tinha ido embora e isso assustava o viking, ela estaria pensando em algo e iria executar mais cedo ou mais tarde.
— Eu... – ela o cortou.
— Não preciso que me defenda, eu sei lidar. – disse fria.
— Queria beija-la. – ele tocou a mão dela, elas eram tão pequenas que cabiam na palma da mão dele tranquilamente. – Sentir seu beijo. – Sakura nada falou, continuava olhando fixamente para o horizonte. Sasuke não negava seus sentimentos por ela, estava apaixonado na bruxa de cabelos róseos, no entanto conviva com a incerteza de seus sentimentos não serem recíprocos. Ela teria se entregado apenas pelo o momento? Mulher de fase.
— Não pense em mim e sim na expedição. – disse fria. Ele apenas a encarou sério, ás vezes ela o tirava do sério.
— Você tem uma baita sorte, se eu não gostasse tanto de você, e juro que amarraria em uma âncora e te jogava.
— Meu elemento é a água, então eu não...
— Dane-se! Parece que você ama me irritar. Abelhuda irritante. – ele olhava para o outro lado.
— Está irritadinho? — provocou.
— Dane-se! – Sakura sorriu, de fato ela se divertia. Ela olhou o seu lado esquerdo , tinha algo diferente ali.
— Sasuke.
— Dane-se!
— Sasuke!
— Fala com a minha mão.
— Sasuke! – ela o empurrou. – Olha, olha! – ele enfim cedeu. – Parece algo, não é? Parece com terras. Terras! – ela vibrou. – havia algo ali, parecia uma grande ilha, mas o viking logo descartou. Era grande e parecia não ter fim, ele logo constatou. – Ali!
— Eu vi. – disse. – Mudem o curso da dracar! – ele gritou, acordou alguns e fez o coração dos desesperançados palpitar. – Encontramos, enfim encontramos o que procurávamos companheiros! – eles celebraram entre si. Sasuke olhou para a bruxa.
— Eu que encontrei. – fez questão de lembra-lo. – Por você teria passado.
**
As dracars se aproximavam aos poucos do litoral daquele lugar. Como Sasuke antes constatou, não era uma ilha, porém para a surpresa dos vikings, tinha um certo de povoamento por lá. Haviam duas torres e estranhas moradias. Nunca tinha visto aqueles modelos de casas.
— É habitada, o que faremos? – Obito o perguntou. Todos os vikings olhavam de longe com certa admiração e já se preparavam para a eventual batalha. – Não podemos simplesmente atacar.
— Eu sei. Vamos nos aproximar e ir até aquela área de colina. – ele apontou para o local, parecia desabitado. – Chegaremos de surpresa. Vamos nos aproximar. Remem!
Eles colocaram as dracars na rota. Sasuke precisava avaliar de perto aquele local, no entanto, algo curioso aconteceu por ali, como se houvesse algo no meio do oceano, as dracars sofreram um enorme impacto, vikings caíram para trás e outros no oceano, tamanha colisão.
Sasuke ficou sem entender. Não havia nada ali que impedisse eles de ultrapassarem. Os vikings arremessados no mar subiam nas embarcações, estavam norteados.
— Vamos tentar novamente. – sugeriu o líder, e dessa vez foram devagar, outra pancada, porém essa não causou tanto impacto.
— Magia! – Sakura supôs. Os vikings logo viraram para ela. – O que disse? – um perguntou.
— Isso é magia. Eu os protejo da chuva com magia, eu crio uma espécie de escudo algo assim.
— Não vemos isso. – um logo disse. – Não tem nada.
— Claro, não se pode ver e aqui tem um desses. Tem magia protegendo esse local. – eles cochicharam entre si criando um certo burburinho.
— Escudo? – indagou o Viking. – Como passamos? Consegue quebrar isso?
— Sim.
— Ótimo. No entanto, quando você quebrar isso, alguém irá notar?
— Sim, pelo ao menos com bruxos funcionam, sentimos quando alguém tenta burlar nossa magia.
— Se preparem, acionem seus escudos e peguem os machados. – alertou Sasuke. Sakura levantou-se, sentiu exatamente o que era e ficou um pouco admirada e intrigada, já que aquilo era magia e de gelo. Os vikings faziam barulho, entoavam gritos de guerra. Sasuke fitava atentamente para ela.
Hlé! Hlé! – eles juravam que sentiram algo trincando como um vidro. – Hlé! – antes invisível, agora passou a ser visível, era uma extensa muralha de gelo protegendo o local. – É melhor preparem os escudos. – avisou Sakura. – – Hlé! – foi como um golpe de um martelo, poucos segundos depois a muralha caiu, explodindo em milhões de pedaços de gelo pontudos. Os vikings ergueram os escudos para se protegerem. Atingiu alguns vikings, uns se cortaram. Sasuke percebeu que Sakura foi a única qual não se protegeu, o gelo passava por ela e nada acontecia, ela era imune.
Após a queda, os tripulantes ouviram um barulho, como uma gaita ecoado ao longe.
— Remem! – ordenou Sasuke.
— Não! – gritou Sakura. – Poupem seus esforços. Eu cuidarei disso. – isso causou uma discreta admiração entre os presentes, a bruxa iria poupa-los para uma batalha, já que um exército ia sendo formado.
**
Aicèuslis era uma grande cidade na rota comercial do ártico. Uma cidade próspera pelo seu comércio de especiarias cobiçadas por todos. Havia um multiculturalismo entre seu povo e viviam cordialmente. Eles eram dominados por um rei, que ao longo do tempo foi construindo uma grande e poderosa cidade com fortes defesas. No entanto, não era apenas pela força do seu exercito que eles venciam, eles tinham um belo truque. A magia.
A queda da muralha foi sentida imediatamente e o rei deu ordem para o exército do local se posicionar. Inimigos conseguiram passar pela barreira, isso era um fato a ser considerado, já que nos últimos anos, ninguém ultrapassava àquela defesa.
— O que houve? – disse a mulher. Tinha acabado de acordar, estava sonolenta. Andava descalça pelo chão de mármore negra.
— Não se preocupe, ainda. – falou o rei Pain sentado em seu trono, enquanto admirava sua coroa dourada e gemas preciosas.
Akureyri
Ino olhava a janela pacientemente assistindo Sai ensinando aos jovens guerreiros lutando no pátio do castelo. Estava em um estado de desânimo visível. Enjoada, tontura e isso acarretava um certo descontrole dos seus poderes.
— Não fará nada? – a entidade que a possuía falava com ela por mente.
— Me deixe em paz! Eu já lhe mostrei os pergaminhos proibidos e tudo o que queria. Disse que ia me ajudar e nada fez. – falou, encostou sua mão no queixo. Só o seu coração sabia o quanto estava arrependida de ter feito esse acordo. Tudo que conseguiu foi afastar mais o seu amado.
— Não abre os olhos e não contempla o que tem pela frente.
— Apenas amargura. – suspirou pesarosa. – Quando irá me deixar?
— Breve. Preciso findar o que preciso. – Ino viu Tsunade se aproximando do pai, cochichava no ouvido dele alguma coisa, percebeu que ele logo olhou para Dan. – Preste atenção menina, não é só você que é manipulada.
— Não gosto quando fala assim. – revidou levemente irritada. – E eu sei que a minha irmã é uma tola submissa.
— Se você ama o seu amado, vai querer que eu fique você por perto. – Ino apertou a mão acima do seu peito.
— Como assim? – disse, a entidade sentiu o medo vindo dela. Como adorava tê-la daquele jeito.
— O quanto estaria disposta por ele?
— Você já me prometeu tamanha ilusão.
— E se ele correr risco de vida? – foi como um sinal vermelho disparando. – Se alguém quisesse o matar?
— Nunca! Eu o mataria primeiro. – esbravejou. Sua respiração já descompassada era visível. Acelerada. – Ninguém machuca o Sai. Eu não deixarei.
— Então se prepare. Sinta bastante ódio minha criança, irá precisar.
**
Hashirama assistia com bastante empolgação Sai ensinando novos truques de lutas. Era um guerreiro habilidoso, se via nele. Não obstante, olhou para Dan após o pedido inusitado de sua filha. Dan? Não tinha nada contra seu genro, mas ele não caberia no cargo.
— Por favor papai, pense. – ele reconhecia de perto o problema de sua filha e esse amar demais. Não reclamou com Odin por ele não ter concedido filhos masculinos, ele mesmo não duvidava das habilidades das guerreiras, porém sua filha primogênita sempre foi tão alheia. Ele reconhecia em Tsunade um talento, no entanto desperdiçado por sua devoção.
— Sabe que tenho planos para o Sai.
— Nem de nossa família ele é. – respondeu rapidamente. – Ele não tem mais a Sakura.
— Tsunade. – falou pacificamente. – Não posso simplesmente indicar o Dan, não foi assim comigo.
— Você é o lider meu pai. – ela segurou a mão dele. – Papai.
— Sabe das regras. Uma luta. – nem ela queria isso, olhou para o Sai e no momento ele se desviada de um golpe com a espada. – Tsunade, de onde ocorreu essa ideia?
— Hm... minha ideia. Pelo bem de nosso clã. – ele não acreditou muito nisso, com certeza Dan estaria por trás disso de alguma forma.
A luta terminou, os presentes aplaudiram a performance dos guerreiros. Hashirama cumprimentou um por um pessoalmente e deu um abraço caloroso em Sai.
— Sai, mais tarde quero lhe comunicar algo. – bateu no ombro dele.
— Claro. – disse e logo foi embora.
— Comunicarei ao Sai e ao Dan sobre as decisões que irei tomar.
— Papai, deve haver um outro modo. – ela colocou a mão no cenho preocupada. Um enclave com Sai não seria a melhor opção.
**
Tsunade aprumava a alça de sua camisola. Tinha acabado de ter relações com o marido. – O que acha?
Que deveria deixar isto de lado. Papai está irreversível. – ele estava com a cabeça sobre o seus braços e ele via as costas dela. Revirou os olhos entediado com Tsunade. Ela não sabia de seus planos, ele não iria lutar com o Sai. De modo algum. Tudo seria evitado antes, no entanto ele agora sabia que iria contrariar Hashirama. Teria que cuidar do sogro e não demoraria. Pela noite ele cuidaria disso.
**
Aicèuslis
— Arqueiros, posicionem-se! – falou o capitão da guarda. – Preparados? Atirem! – uma chuva de flechas seguiu em direção à dracar.
— Ergam os escudos! – gritou Sasuke e logo puxou Sakura para perto dele. – Você também é imune a flechas? – ele fez seu comum uso do sarcasmo. As flechas continuavam sendo lançadas, batiam nos escudos, nas laterais do barco e outras caiam na água. Os guardas posicionaram as lanças com chamas. Aquilo foi como uma piada para Sasuke e o restante. – Avancem!
—Flechas com fogo. – caçoou um dos vikings. – Deveríamos acabar com isso logo.
— É mais divertido na força bruta. – respondeu o Uchiha. O clã Uchiha, sempre foi conhecido por sua braveza. Mesmo com um elemento poderoso como o fogo e o poder ocular, eles preferiam as velhas lutas tradicionais, onde demonstravam a força e todas habilidades. Sasuke adorava.
— Vamos avançar. E você fique ao meu lado.
— Está me subestimando ursão. – deu uma piscadela. Ele daria um beijo sem pensar naquela mulher. Ele não sabia como aquilo era possível, mas a cada dia se encantava mais pelo seu jeito único.
– Não estão recuando, o que faremos? – um soldado falou.
— Continuem.
Os vikings pularam do barco, a água batia no joelho. Eles empunhavam machados e seus escudos. Sasuke tinha dado ordem para ataca-los e foram ávidos pelo início de uma batalha. Os guardas se juntaram e dividiram-se em grupos de três. Eles levantaram a espada e aguardaram o comando do capitão, qual não prolongou e deu o aviso.
Da torre ao oeste o Rei Pain assistia a batalha e estava interessado. Ele confiava no poder de seus guardas.
— Vai ficar observando? – a mulher o agarrou por trás e beijou o pescoço dele.
— Quero ver o quanto resistem.
— Que sádico.
Sasuke empunhou o seu machado e ia usando em todos os que apareciam na frente. Sua força bruta era indiscutível, nada o atingia. Ele travou uma pequena luta com um homem armado com uma espada. O tilintar da espada e machado eram ouvidos velozmente, eles não paravam e eram golpes precisos.
Sakura assistia como aquilo realmente não fosse com ela, no caso ela estava interessada em descobrir quem utilizou o feitiço do gelo, contudo por onde olhava não achava ninguém que pudesse ter conjurado.
Subitamente ela foi puxada por trás, para sua surpresa não era um inimigo e sim o viking que tentou molestá-la.
— Não terminamos. – disse Arakuso. Era um homem alto de aproximadamente dois metros e extremamente forte. Sakura não sabia, mas ele era um dos que acatavam às ideias do Itachi e esse o envenenou contra a bruxa.
— Tem certeza? – disse ela, não temeu.
Ele levantou o machado para ela e foi em sua direção. Sakura desviou– se com agilidade, porém ela não parava. Golpe após golpe.
— Frysta! – ela lançou o seu poder. Ele interceptou com o machado.
Se arrependerá do dia que veio para o nosso clã. – seus olhos agora estavam vermelhos. Sakura não podia encara– los, isso seria difícil. Ela conjurada seu feitiço e não parava, contudo não era fácil, já que jogava aleatoriamente. Logo foi acertada por um golpe, agradeceu aos céus por ter sido com a costa do machado, se fosse com a lâmina, estaria em situação complicada. Sakura foi arremessada e caiu na fofa areia branca de cara.
— Merda! – esbravejou. – Hm. – ela era conhecida por ser uma perfeita estrategista e viu à sua frente o seu trunfo. Água!
Levantou-se e correu para a linha de praia. Claro que não iria logo para o oceano, não seria burro de faze-lo recuar. Onde ela estava as ondas atingiam seus pés e esse seria o truque.
— Vou te exterminar sua verme! – a primeira onda veio.
— Veiddur. – ela praticamente gritou e a onda como uma espécie de laço, enlaçou as pernas do viking o causando um certo desiquilíbrio. – Veiddur. – Sakura o puxava, como ele era pesado ficava difícil. – Veiddur. – até que conseguiu derruba– lo. Ela saiu e foi para trás dele.
— Maldita. – ele tentava se soltar da água.
— Mexeu com a pessoa errada. – ela disse ofegante. O desespero dele aumentou quando percebeu que estava sendo sugado pelas ondas. – Boa sorte! – Sakura disse o escarniando. Viu com prazer o homem sendo arrastado para o fundo do oceano.
A luta prosseguia e o vikings tinham uma boa vantagem sobre os guardas locais. A agua cristalina já ganhava tons vermelhos e corpos já flutuavam e iam sendo levados pelo o oceano.
**
— Konan. – Pain a chamou. – Creio que será necessário dos seus serviços. A mulher estava sentada no trono do homem e mordia uma maçã.
— De mim? Então deve ser sério. Eu irei meu rei.
— Acabe com eles, feiticeira. – ela acatou a ordem dada. Havia um bom tempo que ela não ia em um campo de batalha.
“Quem seria o pobre coitado da vez que iria se intrometer com a bruxa mais poderosa da rota do Ártico.” – pensou ela.
Brados de vitória já eram dados pelos os invasores. Aquilo foi fácil de certo modo e nem precisaram usarem de seus poderes, contudo eles também tiveram perdas do lado deles. Sasuke tirou o machado de um homem e o ergueu para cima, sinalizando sua vitória. Parecia que ele tinha levado um banho de sangue, já que estava coberto pelo sangue inimigo. Os companheiros estavam celebrando e ele procurava Sakura pelos lados, percebeu que não a via por um bom tempo.
— Você viu o meu favo...– pausou antes. – A feiticeira? – perguntou para o tio.
— Não, tem um bom tempo que eu não a vejo.
Sasuke franziu o cenho. Onde demônios aquela mulher tinha parado?
— Procurando por mim? – ela chegou por trás dele, o causando um certo susto.
— Onde estava?
— Por ai.
Está machucada. – ele viu no braço dela uma marca roxa e havia um corte. – Foram eles?
— Sim. – disse sem receio. – Eu já resolvi.
— Me chamava. – ele estava furioso.
— Eu já disse que sei me virar sozinha, eu não sou como as outras mulheres com qual você se deitou. – de fato ela não era e ele estava se acostumando aos poucos, mas como um grande urso ciumento com o seu pote mel, ele queria protege-la. – Eu estou ótima e ele no fundo do mar. – demonstrou um sorriso faceiro.
— Hm. Acho bom.
A feiticeira caminhava lentamente, subia por cima dos corpos sem vidas, eram apenas meros obstáculos para ela. Logo chegou na praia e viu ali os seus inimigos. Não eram tantos, mas pelo o estrago, deviam ter força.
— Bom trabalho! – ela bateu palmas, chamando a atenção de todos ali. Os vikings se entreolharam. Sakura fechou o rosto e Sasuke a analisou junto com os outros. Era uma bela mulher.
— Fecha a boca. – murmurou Sakura para ele. Dessa vez ele foi inocente, ele só tinha olhos para sua favo de mel, porém uma mulher naqueles trajes chamou a atenção, já que ele nunca tinha visto mulheres vestidas daquele jeito, tão expostas.
— Conseguiram derrubar a barreira, fabuloso! – ela disse e os analisava. Ela andava por eles graciosamente, a mulher parecia ter um encanto em sí e um certo empoderamento único.
— Quem é você? – perguntou o Uchiha. A bruxa do lado não ficou nada satisfeita.
— Me chamo Konan, sou a protetora de Aicèuslis e vocês são invasores, não são bem-vindos aqui.
— Deviam ter colocado uma placa avisando. – Sasuke soltou essa pérola, causando risos nos vikings.
— Engraçado. Eu esqueci de mencionar que sou a feiticeira mais poderosa de todo o Ártico e essas talvez serão suas últimas palavras.
— Feiticeira? – foi inevitável eles olharem para Sakura.
— Então foi você que fez o feitiço de proteção. – Sakura falou. – Bem conjurado, porém você se enganou quando disse que é a feiticeira mais poderosa de todo o Ártico. – Konan passou a fita-la curiosamente. – Eu sou a feiticeira mais poderosa do Ártico. – os vikings urraram entre si. A expressão do Uchiha quando ela falou isso foi impagável.
“ essa é a minha mulher!”
— Veremos! – a Konan não gostou muito de ser desafiada. – vatn andar. – flechas de água afiadas como fossem punhais saíram dela. Sakura desviou delas com um outro feitiço.
— Não vamos fazer nada? – perguntou Obito.
— Briga de mulheres, digo...bruxas. – respondeu Sasuke atento em cada movimento.
— Para quem devemos torcer? – Naka perguntou.
— Ora, para a bruxa que veio com a gente! – outro gritou do lado e Sasuke assentiu.
— Grýlukerti. – Sakura ergueu sua mão e foi a vez dela fazer gelo afiados para ela.
— Kúla! – uma enorme bolha de água surgiu prendendo Sakura, que sorriu e causou certa confusão nos vikings, já que viram a feiticeira sumir do nada da bolha, qual segundos depois virou um bastão e atingiu Konan, a fazendo desiquilibrar. – Esperta, mas não me deterá. – as duas continuavam conjurando feitiços, cada uma destruía a defesa da outra, porém as mesmas sabiam como escapar de cada um dos truques, não era para menos, eram feiticeiras do mesmo elemento. O que era uma surpresa para Sakura, encontrar uma semelhante tão longe.
— Andar vatni vefsíðunni. – um portal redondo de cor azul brilhante com certos desenhos estranhos, pareciam letras, porém nunca vistas, surgiu no chão. – Está na hora de parar de brincar. – Konan disse, Sakura olhou assustada para o chão e Sasuke percebeu quando ela recuou um passo.
— Magia negra! – disse Sakura incrédula.
— Não existem lados de magia, tudo é magia. – vociferou Konan. Ela estendeu as palmas das mãos e as juntou causando uma palma forte, assim, o circulo correu em direção de Sakura a prendendo. A bruxa teve seus braços abertos, como se fossem esticados. Sakura deu um grito estridente, qual fez Sasuke correr para perto da amada.
— Sai daqui! – ela esbravejo com certa dificuldade. – Sai daqui!
— Você está...
— Eu sei me virar. – continuou gritando para divertimento de Konan, que mostrou que não estava de brincadeira. Ela estava ali para matar.
— Eu vou cuidar dela primeiro, depois são vocês. – disse prepotente.
— Sakura... – ele ia apelar.
— Eu sei o que faço. – a sensação era que seu corpo estava sendo atingidos por agulhas e a cada segundo que passava, ele ia perdendo força e suas veias vitais iam sendo congeladas. O elemento natural delas era a água, isso herdavam de pequenas, porém como utilizar o estado sólido da água era aprendido, não era tão fácil, já que nem todos os bruxos conseguiam. A água era o elemento vital, porém nenhum bruxo poderia suportar ter o sangue de suas veias congelados. Isso causava á morte.
Para onde vamos Sakura? – Ino perguntava a irmã. Sakura carregava uma tocha qual iluminava o escuro corredor.
Silêncio Ino! Vamos chegar. – ela abriu a porta da biblioteca. Cruzava as prateleiras indo em direção ao lugar proibido.
Sakura, não pode entrar ai.
Eu sei, mas vou. Iremos para ser mais precisa. – Ino ficou assustada.
Eu preferia ir brincar na neve Sakura. Podemos fazer um boneco de neve enorme.
Eu não tenho mais doze anos Ino. – disse a irmã abrindo a porta. Uma onda de poeira atingiu as irmãs a fazendo tossir.
Eu tenho doze anos e quero brincar na neve Sakura. É melhor que aqui.
Psiu! Isso é para o nosso bem.
Papai não vai gostar de saber que viemos aqui.
Ele não saberá pestinha, claro, você não irá contar. – Sakura fixou á tocha na parede. – São pergaminhos de magia negra. – Ino fechou os olhos assustada. – Calma sua boba, com isso nos tornaremos as melhores feiticeiras de toda Terra do Fogo. Pessoas más usam esse tipo de magia.
Eu não sou má.
Eu sei sua boba. – ela afagou o cabelo da irmã. – Precisamos disso para nos protegemos de pessoas ruins. Temos que saber o que eles usam.
Ah, entendi. E o que vamos aprender?
Como nos teletransportar. – ela começou a vasculhar os pergaminhos.
O que é isso?
É como sumir de um lugar e parar em outro. – ela estralou os dedos. – Sem precisar andar, bem rápido. Magia! – seus olhos brilharam.
Vamos lá!
Sakura sentia os seus pés congelarem, estavam duros como pedra. Era uma magia rápida e em poucos minutos ela iria estar morta, porém para surpresa de Konan, a bruxa sorriu.
— Digamos que você não é a única que sabe mexer com esse tipo de magia. Para o meu povo sempre foi proibida, no entanto eu nunca gostei de seguir regras. Desde os dezesseis anos eu resolvi aprender esse tipo de magia.
Konan estreitou os olhos e sua sobrancelha arqueou como uma interrogação. – Eu sou a melhor bruxa do Ártico e vou te provar, pois tenho algo que você não tem: sabedoria.
— Como ousa?
— Andar reyk. – uma fumaça começou a sair do gelo, logo ela cobriu Sakura plenamente. Sakura olhou para Konan, ainda estava imóvel e não podia fazer muita coisa. — sál flytja. – o corpo de Sakura estava ali, porém sua alma não. Seu espirito saiu de seu corpo, era uma magia conhecida como transferência de alma e bastante perigosa. Sakura conseguiu fazer sua alma incorporar no corpo de Konan a tomando de surpresa e desfazendo o feitiço de seu corpo. Quem estava vendo não via nada, apenas as duas bruxas ali parada.
O espirito de Sakura fez Konan desfazer o seu feitiço e assim com um certo esforço, o espirito da bruxa derrubou a bruxa.
Sasuke viu as duas desabando e correu para perto de Sakura. Ela não reagia ao chamado do viking e estava gélida. Os vikings foram se aproximando e fizeram um círculo ao redor.
Sasuke a balançava e nada dele acordar. – Cheque o pulso. – disse Naka.
— Nada. – Sasuke falou. – Nada!
— Está morta? – perguntou Itachi e não negava uma satisfação.
— Sakura! Sakura!
Obito correu para checar Konan, ela tinha pulso e estava diferente da Sakura.
— Sakura! – Sasuke continuava a gritar. – Feiticeira, feiticeira por favor. – em sua garganta estava entalado o favo de mel. – Sakura. – quase choramingou.
— Boo! – ela abriu os olhos e deu um susto nele, que a deixou cair. – Ai! – gargalhadas foram ouvidas entre os vikings e um certo alívio também.
— A cara dele todo assustado. – um comentou caindo na risada. Sakura o olhava sorridente, porém ele estava sério e parece que não gostou da brincadeira, aliás, não foi bem uma brincadeira, por ter usado seu espírito fora do corpo e ainda feito atingir Konan, ela praticamente não teve forças para traze-lo de volta. Enquanto estava nos braços do Sasuke, ela realmente estava morta.
Sasuke levantou-se a deixando.
— Podemos matar essa daqui? – Satoshi questionou Sasuke.
— Sim.
— Esperem! – todos olharam par ao homem de capa vermelha e um objeto estranho na cabeça. – Não a matem.
Sasuke coçou o cenho incomodado. – Quem é você?
— Eu sou o rei Pain. – o viking o olhou, bem ele não sabia bem o que era de fato um rei. – Sou o monarca responsável por todas essas terras. E vocês? Quem são?
**
O suntuoso castelo deixou os vikings boquiabertos e principalmente quando viram á enorme mesa repleta de alimentos, foi como eles estivessem entrando em um paraíso ou se estivessem em Valhala. Eles estavam sentados, eram os convidados do rei, era uma forma do rei ser gentil e evitar que eles o tirasse do poder.
Sasuke olhava o local, ele nunca tinha visto algo tão grandioso como isso antes, no entanto, para ele o povo dali era estranho. Algumas vezes ele olhava para o outro lado da mesa, Sakura estava ali e céus, como ele estava com raiva da bruxa por sua brincadeira estúpida.
Então são vikings. Um brinde aos vikings e ao rei dos vikings, Uchiha Sasuke. – Pain havia explicado milhões de vezes que não era rei de nada, mas parece que pela cabeça do homem as coisas entravam e saiam.
Os outros também admiravam as mulheres presentes por ali e essas não esquivavam–se deles.
Sakura estava de frente a Itachi e o clima por ali era como a qualquer momento uma guerra iria ser iniciada. O Uchiha a olhava com certo ódio e não negava. Eram inimigos públicos.
— Então, você também tem uma bruxa. – Sasuke apenas assentiu, enquanto comia uma coxa de frango enorme e suculenta. – Ela é poderosa, derrotou a Konan. – como o viking estava centrado em sua refeição, não notou o constante olhar do rei para Sakura. Itachi notou.
Sasuke ainda não sabia bem o que fazer ali, em suas expectativas, ele esperava encontrar uma terra abandonada, porém teve a surpresa. O tal rei Pain não lhe desceu muito, causando uma certa apatia. Antes de entrar no castelo, ele viu que as terras eram boas, não eram congeladas e o clima era um pouco ameno. Era bom.
O jantar transcorreu tranquilamente. Logo depois houve música e os vikings foram celebrar e se embebedar festejando.
Sasuke segurava um copo de vinho, seu braço estava encostado nas muretas da varanda do castelo, ali ele contemplava uma brilhante e magnifica lua cheia.
— Não quer falar comigo? – ela se aproximou dele, contudo o silêncio predominou. – Sasuke?
— O que quer? – disse amargo.
— Fale comigo. – ele a olhou, ela percebeu o quanto ele estava chateado. – Sasuke.
— Pare de brincar comigo. É tudo o que você parece saber fazer, brincar com meus sentimentos. – ele deu um gole no vinho.
— Eu não brinco com os seus sentimentos. – ela tentou se retratar. – O feitiço que ela conjurou ia me matar, eu tive que fazer algo. – suspirou. Mesmo tentando esclarecer, ele estava irredutível, parecia não quer ouvi-la e como ela tinha um temperamento igual o dele. – Se não quiser acreditar, não acredite.
— Ótimo. – ele revidou com certa ironia e assim Sakura foi embora de perto dele. Era doloroso para ele ter a incerteza do amor de sua amada.
**
Do outro lado do salão, o rei monitorava cada movimento da bruxa. Ela lhe causou interesse, era poderosa e como ele pensava que Konan fosse a mais poderosa, ilusão. Seus olhos agora ambicionavam a nova bruxa.
— Noite agradável? – Itachi chegou de sorrateiro.
— Você ê...?
— Uchiha Itachi. Irmão do Sasuke.
— Sim, claro.
— Eu notei seu interesse nela. – apontou para Sakura, qual estava sentada próximo das cortinas.
— É uma bruxa com um talento formidável.
— Sim, bastante talentosa. O que você me daria por ela? Devo supor que você já notou que o meu irmão é um pouco ambíguo e não entende bem o que se passa.
— Notei. Ele disse que era apenas um pescador.
— Não mentiu. Agora me diga, o que me ofereceria em troca dela? – o rei o olhou surpreso e começou a ponderar sobre a tão repentina oferta. – Ela não tem serventia para nós. Acredite, somos mais poderosos que ela. Qual a sua oferta? – ele deu um gole na sua taça de vinho.
— Um reino. Eu lhe ofereceria poder.
— Ofereceria? – o instigou.
— Não. – ele se corrigiu. – Eu lhe ofereço poder. – um sorriso vitorioso foi esboçado no rosto do viking.
Ela será sua essa noite. – os dois brindaram olhando o alvo, qual estava completamente emburrada e confusa, principalmente quanto de tratava de seus sentimentos pelo viking.
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