Sob a Aurora
14 Deposto
Aicèuslis
– A última raiz da Árvore do Mundo se estende até uma fonte na casa dos deuses Aesir, em Asgard. É ali que, dia após dia, os deuses se reúnem no conselho, e é ali que vão se reunir nos últimos dias do mundo, antes de partirem para a batalha final, o Ragnarök. Essa fonte se chama poço...Eu não lembro o nome do poço.– um viking explicava, coçou a cabeça com a mão direita e com a esquerda deu um gole na cerveja. Era diferente das deles. – Qual é o nome do poço mesmo? – perguntou para o colega ao lado. Não obteve resposta, já que o outro estava caído e dormia.
Sakura escutava de longe as conversas sobre os deuses. Estava irritada e dessa vez, era consigo mesma. Sabia que tinha sido um pouco imatura com o urso e principalmente do modo que o tratou, ele estava preocupado com ela e ela debochou de certo modo com sua brincadeira. Ela não esperava que ele ficasse chateado, aliás, foi apenas uma brincadeira e ele sempre faz brincadeiras.
A comemoração já estava acabando, algumas pessoas iam embora e outras caiam de bêbadas no chão. Vikings como sempre estavam animadíssimos e flertavam com as mulheres dali, apenas flertavam, já que foram avisados por meio de boatos, que Odin não aprovaria esse tipo de romance. As cortesãs do rei não sabiam dessa maldição, ficaram de certa forma frustradas já que os convidados nada faziam.
Em um dos aposentos reais, Konan despertava. Era a primeira vez que perdia para alguém em sua vida, sempre foi a bruxa mais poderosa do reino, autodenominou-se a mais poderosa.
— O rei veio me visitar? – perguntou para uma serviçal.
— Não minha senhora.
A bruxa de cabelos roxos pouco sabia de seu passado. Tinha memorias vagas de sua infância, por onde ela passava as pessoas a chamavam de aberração. Quando tinha dez anos, quase foi queimada viva numa praça de uma cidade. Bruxas eram seres demoníacos. Sempre caminhou sem rumo pelos países do Ártico, fazia de tudo para viver. Para passar despercebida por alguns lugares, ela deixou de usar seus poderes, porém quando alguma confusão recaia sobre ela, não abaixava a cabeça. Sua vida mudou quando encontrou um livro na casa de um velho estudioso onde ela trabalhava. Ela roubou o livro e fugiu daquela casa, começou a estuda-lo.
Ela passou a mão no cenho, ele estava quente e latejava. A bruxa desconhecida a tinha pegado de jeito. Magia negra.
—Onde está o rei?
—No salão de festas. Está empolgado com os homens que chegaram e principalmente com a bruxa de cabelos rosas. Não tirou os olhos dela. – Aniki era uma velha confidente de Konan e tinha certas liberdades.
—Hm. – com um tempo e seu amadurecimento, ela passou a usar o seu poder, praticamente vende-los, começou com comerciantes quais queriam se livrar de rivais, depois nobres e logo o rei Pain soube de sua existência. Konan substituiu a antiga bruxa quando a matou em uma luta, onde o rei assistiu de primeira fila.
Substituída.
Pain sempre almejava pelo o poder e não media esforços.
— Prepare a mais bonita roupa que tenho.
— Está em condições de andar?
— Claro. Eu não serei trocada tão facilmente. – disse. Sua cabeça maquinava, estava absorta em pensamentos. Logo um sorriso faceiro surgiu de seu rosto.
**
— Thor é aquele que tem a marreta ou machado. – o vikings já alterado já falava sozinho. Ele não era o único por ali, Sakura também falava sozinha com sua consciência. Quase uma guerra de pensamentos. A Sakura egoísta não cedia de forma alguma, mas como em uma quebra de braços, uma perdeu.
— Vou procura-lo. – levantou-se e deixou sua taça de vinho de lado. Sentiu um pouco da gravidade, estava levemente alterada. Saiu pelo castelo procurando por Sasuke. Aquele lugar era enorme, seus vãos pareciam não ter fim. Sakura fez careta para o péssimo gosto das pinturas nos quadros espalhados pelas paredes. O rei não era tão atrativo.
— Me desculpe, eu agi errada. Isso não vai funcionar. – bateu em sua mão. – Me desculpe, fui infantil. Eu não o queria deixar preocupado. Sasuke, eu não queria te deixar chateado. – foi treinando sozinha pelos vãos.
Subiu alguns degraus da escada principal. Já estava quase desistindo de procura-lo, onde ele tinha ido? Ele estava irritado, isso era um fato que ela não negava. O temperamento dele não era dos melhores.
— Sasuke! – ela o avistou, estava conversando com um viking qual logo retirou-se.
— Sakura. – ele disse.
Ela suspirou profundamente. – Sasuke, me desculpe pelo o meu comportamento, eu sei que agi de maneira infantil e não deveria ter feito aquilo, sei que estava preocupado comigo. Me desculpe. – suas orbes brilhavam e seu rosto demonstrava o seu arrependimento.
— São águas passadas. – ele disse sem nenhuma reação.
— Me perdoa? Me perdoou?
— Por que não? – ele a abraçou. – Venha comigo.
— Para...? – perguntou. – O que estava falando com aquele viking?
— O de sempre. Barcos. – os dois caminharam pelos corredores até o viking abrir uma porta de um esplendido quarto. – O rei me deu. – sorriu orgulhoso.
Sakura olhou incrédula. – O quarto dele? – ele assentiu.
— Somos como posso dizer, parceiros comerciais. – Sakura continuava a admirar o quarto. – Venderei peixes para ele.
— Explicado. – ela caminhou pelo quarto. Tocou no lençol da cama, afofou o travesseiro, era tão macio e tão alvo. Sasuke a puxou por trás. – O que está fazendo?
— Quero você. – disse em seu ouvido.
— Aqui e se alguém Sasuke, se alguém aparecer por aqui. – ele saiu de perto dela e caminhou até á mesa onde pegou uma garrafa de vinho e duas taças. – Você está estranho. – ela comentou.
— Não me importo. Aqui, beba comigo.
**
A Lua já estava quase saindo de cena. Era tarde da madrugada. Konan estava ouvindo a conversa estranha no quarto do rei. Ela sabia que Pain iria usar de seus métodos baixos para conseguir o poder da nova mulher. Sua intuição estava certa, porém tinha algo errado, Konan não sentia magia, mas sabia que ela estava enfeitiçada de alguma forma, já que a bruxa acreditava que estava falando com o Sasuke, mas na verdade era o rei.
— O que fará? – perguntou a empregada.
— Procure esse tal de Sasuke discretamente e o traga até mim. Eu poderei tirar uma vantagem disso. – a empregada acatou as ordens e foi procurar o Uchiha.
Sasuke estava irritado com toda situação. Era uma sensação nova, como se uma lança atravessasse o seu corpo. Ele estava a sentir a dor de um amor, já que estava tão dopado dele.
Era a primeira vez que a confusa da paixão resolveu aparecer para ele. Para o viking isso já começou da forma errada, se apaixonou por uma bruxa e justo a que parecia não ter coração. Se questionou, queria saber se todas eram assim? Bem...soberbas eram. Julgou por Konan.
Talvez a maldição de Odin era ele ter se apaixonado por ela. Ele estava cansando dos jogos de Sakura, já que ele sempre perdia. Porém era controverso, ela parecia brincar com os sentimentos dele e ele de alguma forma gostava. Isso estava o matando. Pensou seriamente em se levantar daquela cadeira e ir atrás dela, a joga-la na cama e tê-la, porém ele lembrava da raiva. Recuava.
Ele precisava manter o seu orgulho, mesmo ferido.
Contudo, não era apenas isso que o inquietava, tudo naquele castelo era tudo confuso e nada confiável. Mesmo o rei tendo explicado mil vezes sua função e chegado em uma espécie de acordo, daria prata para eles, caso não causassem estragos. Ele não estava ali apenas para se hospedar, não! Queria conquistar as novas terras, conseguir prata e outros recursos. Vikings não eram cordiais e não aceitavam acordos, porém, os outros logo aceitaram e Itachi foi um deles. Isso não era bom.
Ele precisava pensar em um plano ágil para contornar toda aquela situação e sitiar o local, mostrar realmente para que vieram e o que fariam. Traçar planos não era tão difícil, mas ficava quando ele só conseguia pensar nela.
— Te odeio bruxa. – palavras jogadas ao vento.
Ele cravou uma faca na mesa. – Te odeio! – Sasuke estava descobrindo que o amor ás vezes vem carregado de sentimentos confusos. Ele suspirou frustrado. Ele sabia que suas palavras eram mentira e a verdade era:
— Eu odeio o quanto eu te amo. – ele retirou a faca da mesa.
— Sasuke? – a empregada chegou. – Me desculpe o interromper. O senhor poderia me acompanhar?
— Onde? – ergueu a sobrancelha.
— Minha senhora gostaria de falar com o senhor. – disse gentilmente.
— Quem é a sua senhora? É a bruxa? Se for ela, não quero falar. Não quero falar com bruxa nenhuma.
— É algo que o interessa muitíssimo. – ele voltou a cravar a faca na superfície da mesa. – Sobre a bruxa de cabelos rosados.
Ele levantou–se e com um único sentimento: Essa mulher iria deixa-lo maluco.
Ele caminhou com a empregada pelos corredores do castelo. Ela não se pronunciou em nada mais. Sasuke viu Konan o aguardando na porta do quarto.
Tão pretensiosa.
— Sasuke suponho.
— Bruxa de certeza. – ela não entendeu. – O que quer? Disse que era algo sobre Sakura.
— E é. Sei que gosta dela. – ele a encarou sério. – Mas eu não quero falar sobre ela agora. – deu ênfase. – Eu não sei nada sobre você ou de onde veio. Deixe eu reformular isso. Eu não sei suas intenções.
— Destruir você é a primeira das intenções.
—Parece interessante. E o reino? São saqueadores? Conquistadores?
— Natos.
Ela sorriu. – Então tenho uma ótima proposta para você.
— Não negocio com bruxas e que eu saiba, quem manda é o rei.
— O rei. Um traidor.
— Não me importa se ele te traiu.
— Não. – ela se aproximou dele e com o dedo indicador tocou o queixo dele. – Ele traiu você! – Sasuke a pegou pelo o pescoço e colocando na parede.
— O que insinua com isso?
— Ele firmou um acordo com você. – ela tossia. – No entanto, ele está nesse momento na cama com a sua bruxa. – Sasuke a soltou perplexo. Konan caminhou até a porta do quarto e abriu.
Foi uma reação animal. Sasuke correu até a cama e puxou o homem de Sakura, jogando-o no chão com todo ódio. Ele estava dopado em ira. Seu olhar alterou para o Mangekyō, não era um simples olhar, era um dos supremos para o clã. Seus braços saiam chama. Konan olhou aquilo boquiaberta, porém ela era ardilosa, viu que o viking estava possesso em ódio e caminhou para Sakura, qual estava bêbada.
— Dois ursos? – disse confusa.
— Sevfn. – Sakura adormeceu instantaneamente. Logo a bruxa percebeu que a bebida tinha algo dentro.
— O que é você?! – gritou o rei. – Konan! Konan! – Sasuke pegou a mão dele e o rei sentiu ali a pior dor de sua vida, seu braço foi queimado, virando carne viva. O cheiro de carne queimada surgiu no quarto. Ele urrou de dor.
— Kúla. — Konan fez uma bolha de água ao redor do rei.
— Eu vou mata-lo! – disse o viking furioso.
— Não! Eu o matarei primeiro.
— Eu a matarei e em seguida ela. – a bruxa viu as chamas saindo pelo o seu corpo. Nunca tinha visto o elemento do fogo antes.
— Firmamos um acordo.
— Eu não negocio com bruxas! – ele caminhava na direção de Konan. – São trapaceiras. – seu corpo foi tomado pelo fogo. Konan saiu da frente dele. Ele segurou o rei, o queimando vivo. Gritos de desespero eram ouvidos no quarto. O Uchiha não tinha piedade, por nenhum segundo piscou, a cabeça do rei caiu ao lado dos pés de Sasuke. Ele soltou o corpo e virou-se para Konan.
— Ela foi enfeitiçada! – ela disse tentando salvar a sua vida.
— Mentirosa!
— Ele a usou. Ela pensava que era você, de alguma forma mirabolante. Eu não sei de quem saiu esse feitiço, mas a pegou.
— Quem me garante que não foi você? – estava possesso.
— É uma magia que vai além do meu poder, enganou uma bruxa. – Konan estendeu a mão para a bolha e Sasuke viu que o rei agora dentro da bolha. Ele começou a inchar, o volume de água que entrava no corpo dele era enorme, subitamente a bolha ficou vermelha. Ele explodiu. – Eu queria mata-lo antes de você. – disse fria.– Sasuke virou-se para Sakura. A chama do seu corpo apagou-se. Ele abriu os olhos da bruxa e usou o seu poder para vasculhar as últimas lembranças dela.
— Me desculpe. — ele viu a bruxa pedindo desculpas e o restante dos acontecimentos.
— Eu disse que iria mata-lo. – fechou os olhos dela. – Ele me traiu primeiro. – disse firme. Os olhos de Sasuke voltaram o normal. – É coisa de mulher. Ele nunca me respeitou como uma mulher. Me tratou como fosse um nada.
O Uchiha cobriu Sakura e a puxou para si. – O que fez com ela?
— A coloquei para dormir.
— Eu irei saquear o seu reino, irei matar cada um daqui. – disse áspero.
— Não precisa disso. Se é para se vingar do rei Pain, autoproclame-se rei. Tome a coroa e sente-se no trono dele. Uma bela vingança.
— Eu não tenho pretensão aqui.
— Irá saquear e ir embora?
— Deixarei alguém tomando conta.
— Não funcionamos assim, precisamos de um rei. Seja nosso rei.
— Eu sou um pescador. – que raiva ele estava, parece que ter o matado não o saciou. Sentiu um alívio quando viu que Sakura não foi tocada por ele, contudo ele a tinha deixado nua. Isso queimava dentro de si.
— Vire o rei, mesmo que não esteja aqui, eu cuido de tudo por você.
— Negócios com uma bruxa? – disse irônico.
— Ama uma. – foi certeira. – Por favor, não tente negar o obvio. – Sasuke olhou a enorme bolha de água agora vermelha de sangue e com pedaços de carnes e ossos dentro. Bruxas realmente eram seres passionais.
— Vocês são sempre assim? Você gostava dele, não é?
— Sim. Sempre assim como?
— Frias, sem coração. – ele alisava o cabelo de Sakura pacientemente. – Gostam de brincar com sentimentos alheios.
— Não. Eu não muitas bruxas, então não sei dizer da vida amorosa de cada uma. Eu amava o Pain, mas ele não me amava, apenas me usava. – Konan tentava desviar o olhar dele, já que o mesmo estava sem roupas, o fogo as tinha consumido.
— Quem fez isso com ela? – ele perguntou.
— Eu não sei, mas se quiser eu descobrirei para você. É uma magia qual não consigo sentir de onde veio, eu não sei se alguém nesse reino teria esse poder. – Sasuke concordou.
— A acorde.
— Pense no que eu disse. Ah, ela está de ressaca, não acordará tão cedo. – ele anuiu, Konan desfez o feitiço e saiu da sala. Ela os deixou a sós, ela precisava encontrar um viking e descobrir tudo sobre os poderes deles e tentar adivinhar quem foi o traidor, já que ninguém ali no reino faria algo daquele modo.
Akureyri
Ino caminhava tranquilamente pelas ruas, no entanto teve que apressar seus passos quando a chuva começou a cair. Chuva e tremor, parece que os deuses não estavam satisfeitos com o clã dos bruxos nos últimos dias. Ino segurou–se em uma árvore centenária, esperando o tremor de baixa intensidade passar. Seus enjoos estavam cada vez mais fortes e ela já estava começando a desconfiar que aquilo seria uma gravidez. Enfim teria o Sai.
— Sai. Ele anda fugindo de mim. – constatou. – Você o assustou. – disse para quem estava dentro dela. – Tenho que contornar isso, ir atrás dele.
O tremor parou, trazendo a paz por ali.
**
Cada tremor por ali, Kabuto segurava a sua bola de cristal. Se caísse no chão seria um prejuízo enorme. Durant à noite ele foi acordado por uma oráculo, a do clã dos Uzumaki’s.
Hinata o chamou, ela não estava compreendendo uma visão qual recebeu. O clã Uzumaki estava passando por turbulências, estava em guerra com um outro clã, era uma guerra disputada, os Uzumaki´s tinham uma vantagem e estavam na frente. Eram dias cruéis.
Kabuto escutou batidas na porta. –Entre.
— Oi, oi e desculpas.
— Rin, que surpresa! – ele soltou a bola de cristal. – Sente-se. No que posso lhe ajudar?
— Uma coisa grave. – Kabuto sentou-se, o que viria pela frente?– O lider me chamou na sala dele, ele queria conversar sobre o que estou achando de ocupar o cargo de Kurenai e tudo mais, formalidades. Dai, a empregada trouxe chá, o senhor Dan se ofereceu para ajuda-la, ele também estava na sala. Ele ia servir às xicaras e como sou desastrada imagine, quase deixei as xícaras caírem, daí estávamos conversando os três, então eu senti algo diferente no chá.
— O quê?
– Sabe, sou uma bruxa de poções e sei destingir bem minhas ervas, foi aí que senti uma poderosíssima erva venenosa. Minutos depois terminou a reunião, eu fui para a minha sala e desfiz o antídoto.
— Veneno.
— Sim, eu não sei para quem seria, se para o líder ou para o senhor Dan.
— Não disse ao líder?– os pensamentos de Kabuto pensaram instantaneamente em Ino, seria capaz?
— Foi agora. Eu não sei o que fazer.
— Vamos até ele.
**
Sai estava na sala de Hashirama, o lider quis avisar primeiramente o Sai sobre o duelo. Sai escutava atentamente cada palavra, ele já tinha a sua decisão, mas ia esperar Hashirama terminar de falar.
— Não estou te convencendo, certo?
— Não. Eu não almejo isso para mim.
—Por que não? Você é o ideal. Eu confio em você e suponho que você irá ganhar.
— Não sou digno de sua confiança. – essa seria a oportunidade perfeita para Sai contar o que lhe afligia. Ele pretendia contar sobre Ino e sim, assumiria a responsabilidade sobre a caçula.
— Não acredito.
— Senhor... – ele foi interrompido assim que Kabuto entrou na sala em companhia de Rin.
— Temos algo grave para o informar senhor. – disse Kabuto. – Atentaram contra a sua vida.
— O quê? – ele levantou-se da cadeira. – O que diz?
— Senhor, durante a nossa conversa hoje cedo, uma das xícaras estava envenenada. Uma forte erva que passaria tranquilamente sobre qualquer bruxo.
**
A empregada negava ajoelhada e entre um choro estridente. Estavam reunidos na Sala Dan, Sai, Kabuto, Rin e ela.
— Eu preparei de forma normal, como sempre. – disse.
— Como essa erva apareceu no chá? – perguntou o líder enfurecido. – Me diga!
— Eu não sei.
— Uma tentativa de assassinato. – conclui Dan. – Igual da outra vez, onde ocorreu as rebeliões. Fomos traídos da pior forma.
Rin estava quase chorando com a cena que presenciava, acreditava na inocência da mulher.
— Não permitirei isso mais, jamais. A enforquem! – ordenou.
— Por favor, tenha misericórdia de mim, eu sou inocente! – não foi escutado. Dois guardas entraram na sala e a levaram.
Rin segurou a mão de Kabuto, qual tentou a acalmar.
— Temos que ficar atentos. – Dan pronunciou.
Sai nada disse, apenas atentou a situação. O prévio juramento foi bastante superficial, não tinham provas e nem nada. Aquilo não era justo, ele concluiu.
Dan e Hashirama continuaram na sala. O genro enchia a cabeça do velho lider de desconfianças e ele acatava, nada desconfiava. Internamente Dan amaldiçoou a bruxa Rin, intrometida. No entanto concluiu que foi uma falta de sorte.
— Sim, falei com o Sai, ele não quer e nem tem interesse no meu posto. – a frustração de Dan logo se esvaiu. – Acho que só sobrou você, falarei com Ino e ao povo, creio que ela não terá objeções e muito menos o povo. – não era a vontade dele.
— Não sei o que dizer. – enfim tinha conseguido o que tanto almejava, porém ele ainda tinha em mente matar o líder e sua família.
**
No jantar seria anunciado a grande notícia; Hashirama iria questionar a Ino e como sua caçula não teria motivos, Dan iria ser o novo lider em poucos dias. Haveria toda uma preparação antes de assumir o cargo e aos poucos ele passaria e explicaria para genro. Como só tinha ele, iria ele mesmo.
— Se Sakura estivesse por aqui. – suspirou.
O banquete da mesa ia sendo preparado, pratos mais pratos iam sendo colocados em ordem. Hashirama era um líder, como no clã não sabia da existência de poderes atrelados a monarquia, o chamavam de líder, mas seus poderes eram parecidos com os dos reis. Ele mandava e todos o obedeciam.
A parte inicial do jantar foram apenas cordialidades, não apenas a família estava presente ali, outros membros respeitáveis do clã também estavam presentes. Dan era o mais eufórico dali, não conseguia conter seu semblante de felicidade e isso refletia na sua esposa.
Rin conversava ao lado de Kabuto. A bruxa ainda estava um pouco perturbada e depois que viu a cena da mulher enforcada em plena praça central, piorou. A mulher enforcada era uma espécie de aviso para os tais traidores, porém Hashirama deveria se atentar mais ao velho provérbio “ Os Inimigos do homem são os da sua própria casa.” Especificamente ao lado dele.
Ino e Sai nada falavam um para o outro, era uma espécie de jogo de desvio de olhar. Sai queria dizer ao líder o que aconteceu, mas não sabia bem como ele iria reagir ou acreditar, já que ninguém acreditaria que a doce Ino de tranças compridas seria capaz de seduzir um homem. Então sobraria para ele assumir a culpa.
Tinha uma pessoa incomodada com isso e era a entidade dentro da Ino. Aquilo de vias era patético para ele. Ele sabia que o jantar seria para apresentar o genro, sabia muito bem que Dan não prestava e mal tinha interesse nele. Quando ele fez o pacto com Ino disse que iria a ajudar, então ele assumiu o controle dela.
— Já sabem porque estamos aqui, creio eu que não há mistérios.
— Papai, antes que inicie o jantar, tem algo que gostaria de informa-lo.
— Fale. – ás atenções da mesa foram para a garota.
— Queria dizer que estou grávida. – Hashirama deixou a taça cair. – E o pai é o Sai. – a entidade saiu de cena, deixando uma Ino sem entender nada.
— Grávida? – repetiu Hashirama incrédulo.
Seria uma noite animada por ali.
Aicèuslis
Sasuke não pregou o olho por nenhum instante. Havia pilhas de travesseiro atrás da costas dele. Sakura dormia profundamente sob o tórax dele e ele ainda alisava o cabelo dela. Ele lembrou do que viu no pensamento dela, ela foi pedir desculpas, estava arrependida. Sakura tinha descido de seu pedestal.
Sakura foi aos poucos despertando. Seus olhos abriam vagarosamente e a preguiça tomava conta de si. Sua cabeça doía, efeito do vinho.
Sasuke a assistiu acordando.
Em seu íntimo sabia que não podia odiar aquela mulher, ele a amava.
— Bom dia! – ela disse.
— Ótimo. – ele a trouxe para cima de si. Para sua surpresa, ela foi espalhando beijos pelo o peitoral dele, depois subiu e deu um beijo provocante nos lábios dele.
— Não me lembro muito de ontem. – ela falou. Sasuke estava estranhando o comportamento dela, desde quando ela era tão carinhosa?
— Bebeu bastante. – ele estava pensativo, não sabia se iria contar a Sakura sobre o que aconteceu na noite passada, já que ela não recordava.
— Você me embebedou. – ela o acusou.
— Não, eu não te embebedei Sakura. Não era eu. – ela olhou confusa. – Você foi enfeitiçada pelo o rei qual fingiu ser eu.
— Como assim?
— Ele a queria. – a bruxa saiu de cima dele e furiosa. – Ele já está morto, eu o matei.
— Bem que eu achei estranho, ia falar sobre o seu comportamento, mas você, quer dizer...ele, ele me deu vinho e você não me chamou de.
— De?
Ela ficou vermelha. – Não me chamou de favo de mel. – Sasuke beijou o pescoço dela.
— Confessa, você gosta quando te chamo assim.
— Hm, confessa vai, confessa favo de mel. – ele mordia levemente a bochecha dela.
— Sim, eu gosto!
— Eu sabia favo de mel.
— Sasuke?
— Huh?
— Por que está nu?
— Merda! Minhas roupas queimaram. Virei uma tocha quando o matei. Eu não suportei ver outro homem com você. Perdi a cabeça. – Sakura virou-se e acariciou o rosto dele e em seguida o beijou carinhosamente.
— Meu urso. – ele a pegou pelos braços e a jogou na cama. – Sasuke, eu não brinco com os seus sentimentos. Acredite em mim. – eram as palavras precisas para acalmar o coração de um urso atormentado.
Aquela iria ser uma manhã animada.
**
Konan fez questão de presentear a todos os presentes com a noticia que Sasuke seria o novo Rei de Aicèuslis. Foi recebida com muita surpresa entre os vikings, ela fez questão de observar cada expressão. Passou a manhã inteira coletando informações sobre o possível traidor e suas sondagens não a deixaram na mão.
— Não está feliz pelo o seu irmão? – ela questionou Itachi.
— Eu não falo com bruxas. – disse.
Sua suspeita apontava para ele e depois de uma boa proza com Obito, não teve dúvidas. Se alguém armou aquilo seria Itachi.
Homens ambiciosos, ela conhecia bem.
Itachi se afastou deles. Sua cabeça maquinava. Seu plano principal com o rei era para descobrir a verdade sobre o relacionamento do seu irmão e a bruxa, ele enfim teve as respostas. Sasuke tinha um caso com ela. Seu irmão dormia com uma bruxa.
— Sei bem que foi você. – Konan apareceu na frente dele. Itachi a olhou com certa indiferença e ódio.
— Sabe com quem está falando?
— Um traidor. – ela disse sem delongas, ela não o temia.
Ele riu de escárnio. –Acha que tenho medo de alguém como você? – ele deu um passo até ela, qual não recuou. – Não sei o que meu irmão tem ou faz, que atrai bruxas.
Ela o olhava sem temer. – Vocês são criaturas asquerosas.
— Não adianta me intimidar. – seu cenho estava erguido. Ele a empurrou para perto da janela.
— Varnf. – ela fez um feitiço, a água o afastou. Itachi sorriu.
— Tão idiota! – seus olhos ficaram vermelhos, Konan não sabia o que esse poder fazia e foi o seu erro olhar nos olhos dele. – Não irá contar nada. – ele encostou Konan no parapeito da janela. A vista ali era absurdamente esplêndida, haviam alpes ao longe cobertos por neve. Konan nada dizia estava presa no sharigan. Ele beijou a bruxa e logo a colocou de costas. Itachi subiu a saia dela, estava se preparando para abusa-la, quando ouviu passos vindo. Rapidamente ele jogou a bruxa pela janela.
— Estão todos na mesa, Sasuke apareceu por lá e acho que irá falar algo. Agora é o novo rei. –Shisui disse com sarcasmo.
— Não se preocupe, o reinado dele não será tão longevo.
— O seu plano funcionou?
— Sim, mais que certo. É só esperar chegar em casa.
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