Akureyri

Ino segurava a sua boneca e alisava o cabelo. Não conseguiu dormir toda noite. Tudo desabou tão rapidamente que nem ela sabia onde se escorar. Teve que contar tudo quando viu o seu pai quase enforcar o Sai na noite passada, não teve escapatória. Assumiu que o seduziu com a granada vermelha.

— Ainda me ouve? Está ai? – não tinha mais aquele espírito interior.

A porta do seu quarto foi aberta e o seu pai entrou. Ela sentou–se na cama e tentou esconder o choro. As olheiras estavam presentes no seu rosto.

— Está irritado?

— Magoado.

Era doloroso ouvir isso do pai. – Você sempre a minha garotinha e não acredito ainda que foi tão sem escrúpulos.

— O que fará agora?

— Sai irá assumir sua criança. – Ino suspirou aliviada. – Porém eu não posso deixar que ele se case com você, mesmo ele insistindo.

— Papai!

— Não foi justo o que fez e sabe que merece ser punida por isso. – ele era um homem justo.

— Eu entendo, mas papai ainda assim. – tentou argumentar.

— Me desculpe. Eu não posso deixar isso acontecer. – Ino desabou em lágrimas.

— Por favor papai! – ela agarrou as pernas dele em um ato desesperado. – Não pode fazer isso comigo. Papai!

Ele não se comoveu.

**

Sai olhava as nuvens e ali pensava que haviam desenhos de diferentes formas. Usou um pouco disso para se distrair. Ia ser pai, aquilo era tão novo para ele.

Pai!

Quando era criança tinha perdido sua família de forma trafica em uma guerra, seus pais e sua irmã. Essa ele jura que foi levada pelo o mar quando tentou ajuda-lo a se esconder. Lembrou dos cabelos roxos dela. única lembrança.

Pai! Ele estava feliz pela notícia, mas não aprovou o que Hashirama lhe disse, não iria pagar pelos os erros de Ino.

— Complicado. Aqui, uma bebida quente para ajudar.

— Obrigado Rin.

— Parabéns pelo o filho.

— Ou filha. Eu estava pronto para ir embora, seguir o caminho e desbravar novas terras, procurar novos minerais para novas magias e olha, tudo mudou. De novo!

— Eu sei, nunca estamos preparados para isso. Aquela nuvem parece um pato. – apontou.

— Não sei como você viu.

— Muita imaginação.

Kabuto corria desesperado, esbarrava em todos. Estava pasmo.

Sai e Rin levantaram-se assim que ele chegou.

— No castelo, no castelo imediatamente! – ele estava ofegante.

— O que houve? – perguntou Sai.

— Nosso líder foi assassinado. – ele disse e desabou em lágrimas.

— Odin! – exclamou Rin.

— Como? Como ele foi assassinado, quem o matou? – Sai o pegou pelo colarinho da blusa dele.

— Ino, Ino o matou!

**

Aicèuslis era uma cidade porto. Era enorme e tinha grande poder comercial dentre as cidades vizinhas. Sua população era de aproximadamente duzentos mil habitantes, porém grande parte da população vivia sob um regime de vassalagem e suserania, onde os nobres tinham acesso á terra. Os senhores feudais eram homens ricos e estavam ligados de alguma forma a monarquia. Não demorou muito para a morte do rei ter se espalhado até pelos cantos mais obscuro da cidade.

O rei está morto!

A movimentação em frente ao castelo crescia com o passar das horas, vassalos, suseranos e a classe de comerciantes apareciam por lá atrás de novas informações. Quem seria o novo rei? Essa era a dúvida que sobrevoava no ar.

Dentro do castelo, os vikings pouco se importavam sobre o que acontecia no lado de fora. Eles se sentiam como estivessem em Valhala e bem diante da mesa de jantar de Odin. Que banquete! Os cozinheiros mal paravam na cozinha, tamanha a demanda.

Dois dos conselheiros reais falavam com Sasuke sobre as futuras novas obrigações, já que ele seria o novo rei. Obviamente Sasuke não estava muito interessado nesse posto real, mal sabia bem o que fazia um rei, foi ai que lhe explicaram que era quase um cargo como o seu avô. Isso o desestimulou seriamente. Não queria preocupações para sí. Seu mundo não tinha tantos detalhes e não exigia obrigações.

— Mais cerveja! – esbravejou um viking.

**

A primeira imagem que Konan viu assim que abriu os olhos, foi um céu azul e com nuvens. Poderia ter sido uma queda fatal, já que três andares são bem consideráveis, porém ela foi amortecida por uma carroça de feno que estava estacionada bem ali.

Ela não recordava bem o que houve. Havia uma lacuna em sua memória e ela sentia que tinha algo de errado, mas não sabia propriamente o que era. Levou as mãos a cabeça.

— O que estou fazendo aqui? – disse, bela confusão era formada em sua mente.

Saiu da carroça e se limpou da poeira dali. Seguiu pelo caminho até a porta do castelo, parou um pouco antes assim que comtemplou a multidão do lado de fora.

— É a feiticeira. – foi apenas isso para começar o burburinho, vieram atrás dela para tirar satisfações.

— Quem é o novo rei? É o que invadiu?

— Temos que o servir mesmo? – ela não estava nada prestativa em ter que escutar todos aqueles questionamentos. Konan entrou pela multidão e passava um por um, não dava nenhuma satisfação sobre quem seria o rei e a algazarra continuava.

**

Assim que se recompôs, a bruxa foi chamada por Sasuke, por incrível, ele confiava nela. Afinal para ele, bruxas não eram de todo o mal.

— Me chamou, vossa majestade? – ela entrou no ex-quarto do falecido Pain, as empregadas do castelo foram rápidas em organizar tudo, trocaram os lençóis de cama e as cortinas. Branco e vermelho agora dominavam o quarto.

— Sim. – ele falou.

Sakura estava sentada na cama com uma bandeja de uvas verdes, não conhecia a de cor verde-amarela, no entanto quando experimentou amou.

— Aqueles dois babacas vieram falar comigo, mas eles são complicados.

— Os conselheiros reais. Entendo.

— Eu não pretendo me estabelecer aqui para sempre e os vikings que pretendo deixar aqui para cuidarem dela, não estão interessados nesse poder real. – ele sentou-se ao lado de Sakura, ele tentou pegar uma uva, mas a mesma afastou a bandeja.

— Você terá que ser o nosso rei.

Mais cedo, Sasuke tinha falado com Itachi sobre a possibilidade de ser o novo rei daquele reino, porém o irmão foi categórico quando lhe disse um não, essa terra não fazia parte de seus sonhos, sua ambição era mais caseira. Seu tio também negou.

— É minha! – disse Sakura batendo na mão dele assim que ele tentou novamente a uva. Arrancou uma pequena risada de Konan.

— Irá pelo o oceano e nunca mais voltará? – questionou a bruxa.

— Voltarei. Nós vikings costumamos a fazer pequenas colônias em terras desconhecidas. Ao longo do tempo, vamos enviando quem se habilita lavrar a terra e eles se estabelecem.

— Novos vikings viriam para cá? – ele assentiu. – Eu posso lhe ajudar nisso. Que tal dividirmos o poder? Eu serei a soberana enquanto não estiver aqui. A rainha, se quiser.

— Como funcionaria? – ele perguntou curioso.

— Quando você voltasse, assumiria o reino. Eu só colocaria tudo por aqui em ordem.

— O que acha? – ele se voltou para Sakura.

— Parece ser bom. Ela já sabe como tudo isso funciona, não será problemas.

Sasuke concordou, parecia ser uma solução sábia.

— Mas enquanto você permanecer por aqui, ela será a rainha. – Sakura a olhou sem compreender, o mesmo fez Sasuke.

— Eu? – ela apontou para si.

— É a mulher do rei, é a rainha por direitos.

Os dois se entreolharam, parece que o segredo dos dois não era tão segredo mais.

— Quem lhe contou? – Sasuke a perguntou intrigado.

— Ninguém. – foi a vez de Konan não compreender o que se passava. – Tem algo de errado?

— Por favor, eu sou uma bruxa e ele um viking. – Konan gesticulou que não entendeu bulhufas. – A maldição, não lembra? – Sakura continuou. – Dois elementos diferentes não podem se misturar, Odin não permite essa tal aberração.

— Odin? Quem é esse?

Sakura admirou-se. – Como ousa a não conhecer Odin? – ela ficou perplexa. Era uma heresia para ela não conhecer o tal deus.

— Ele é o líder de vocês?

— Não, ele é o deus. Odin é o mais poderoso dos deuses. Ele pela magia e o poder, abriu mão de um de seus olhos sacrificou a si mesmo. Em troca de sabedoria e pelo conhecimento da magia das runas.

Sasuke aproveitou a deixa e pegou um cacho de uvas. Sabia que aquela estória do deus nórdico era longa, já que sua mãe o contava desde pequeno.

— Odin se enforcou na Árvore do Mundo, Yggdrasill, e ficou pendurado em um galho por nove noites. Seu torso foi perfurado pela ponta de uma lança, um ferimento gravíssimo. Ele nada comeu durante os nove dias e as nove

noites, e nada bebeu. Ficou ali, sozinho, com dor, a vida se esvaindo pouco a pouco. – Konan estava prestando atenção na história, Sakura por outro lado estava empolgadíssima contando. – Em meio ao frio e à agonia, já à beira da morte, seu sacrifício foi atendido, ele olhou para baixo, e as runas lhe foram reveladas. Ele assimilou o seu poder e significado. Então a corda se partiu, e ele caiu da grande árvore, dai ele passou a entender a magia. E o mundo passou a lhe pertencer.– enfim finalizou sua explicação. – Como nunca ouviu falar? – questionou.

— Temos outros deuses por aqui. – Konan balançou a cabeça tentando assimilar tudo o que ouviu. – Por que esse seu deus não permitiria a relação de vocês?

— O seu deus permitiria esse tipo de relação? – a bruxa retrucou.

— Sim, por que não? Por que ele não permitiria algo tão sublime como o amor? – seu semblante enrijeceu ao lembrar desse sentimento. Ela não foi amada. – Costuma a dizer que o amor não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Por que um deus amaldiçoaria?

Sakura ficou sem palavras.

— Sério? – Sasuke entrou no meio curioso. – Nenhuma maldição? – Konan assentiu. – Como eu faço para entrar do lado dele?

— Sasuke!

— Esse parece ser um bom deus. Ele não quer separar pessoas por ai ameaçando jogar martelos na cabeça.

— Eu não acredito. – bateu no ombro dele. – Me devolve minha uva e o martelo é o Thor.

— Eu não direi a ninguém sobre o relacionamento de vocês, no entanto é melhor tentarem disfarçar um pouco melhor. E creio que aqui podem se amar sem ter medo, nosso deus não mandará nenhum objeto na cabeça de vocês.

— Onde é o templo para eu levar sacrifícios? – o Uchiha animou-se, ao contrário de Sakura.

Hafnarfjörður

— Eu não sei bem o que fazer, aliás eu não pensei ainda no que fazer com ela depois que o inverno acabar. – ele respondeu a pergunta sobre a feiticeira. Tinham apenas mais dois meses de inverno pela frente. – Me garantem que estão bem? – Madara perguntou para o Orochimaru.

— Sim, sim. Muito bem. Novas terras e tudo mais daquilo que procuram, tesouros. – satisfeito ao ouvir, Madara levantou-se.

— Tenho que voltar. – o pequeno cachorro ao perceber que o ancião tinha saído da cadeira, acordou de seu leve sono. No final das contas, foi Madara que ficou tomando conta do filhote de cachorro do seu neto. – Vamos Floki.

Orochimaru sorriu. – Que nome estranho.

— Concordo. É um bom cão, ele não faz tantas trelas de cachorros, é bem preguiçoso para dizer a verdade.

— Tinha que ser do Sasuke. – o oráculo comentou fazendo um pequeno carinho no nariz do Husky.

— Sim. Até mais. – ele espreguiçou-se. Ah, a bendita idade chegava para todos e com elas seus problemas. – Quase esqueci, Mikoto foi para a floresta e disse quando voltar lhe trará novas ervas.

— Eu fico muito grato.

Após fechar a porta quando o líder foi embora, Orochimaru voltou–se para suas pesquisas. Indra e dragões. Ele estava obcecado por isso. Dragões poderiam ter existido em um tempo passado e de algum modo, isso estava relacionado a magia.

Ele folheava os velhos pergaminhos, uns eram tão antigos que comprometia a sua leitura e justo em partes importantes.

— Preciso que me ajude! – a voz veio na cabeça dele. Viu a bola de cristal tremer. Era uma voz feminina do outro lado.

Ele já sabia quem era.

— Pobre garota. – foi até a sua bola de cristal. A oráculo dos Uzumakis estava presente. – Hinata.

— Sinto que irei ficar maluca e que os meus poderes estivessem me abandonando entre esse tumulto.

— O amor é algo complicado. – ele tentou amenizar. A jovem oráculo estava apaixonada por um guerreiro do elemento Ar. Uzumaki Naruto, qual seria o próximo na linha sucessória do clã.

— Sinto que Odin está me amaldiçoando por esse amor.

— Não pequena, é apenas sua cabeça entrando em contrito com o seu coração. Coloque seus pensamentos em ordem. – falou gentil.

— Estou tentando. Sim, tenho algo a lhe dizer. Fiz o que me pediu e invadi os pergaminhos sagrados do clã e encontrei um sobre a mitologia.

— Conte-me, eu estava estudando sobre isso neste exato momento.

— Nos primórdios, é contado pelos pergaminhos que um homem chamado Tenji, elemento água se apaixonou por uma mulher do elemento fogo chamada Kaguya, os dois eram poderosos e criaram todo o tipo de magia existente nos nossos dias, então em um dessas criações, eles conseguiram criar uma criatura em um ovo, porém não conseguiram libertar o que tinha dentro. Eles tiveram um filho, Hagoromo. Esse conseguiu abrir o ovo e libertou a criatura existente lá e deu um nome de dragão.

— Um hibrido.

— Sim, ele dominou as terras antigas com o seu dragão, causando medo e terror por onde passava, até que teve um filho e esse o selou.

— Indra.

— Exato. Espero que tenha me ajudado.

— Não sabe o quanto me ajudou minha doce pequena e não se preocupe com as confusões de pensamentos, seu guerreiro voltará vivo e seus sentimentos são recíprocos. – aquilo acalentou o coração contrito da jovem oráculo.

Sua mente começou a martelar aquelas informações.

— Um hibrido. Gelo e fogo estariam ligados por um hibrido, qual deteria o poder e grande magia. Os Nottikins querem recriar um hibrido!

Ele colocou a mão na cabeça e parecia arrancar os cabelos. – Eu não entendo Odin, eu não entendo. Se eles conseguirem será o nosso fim.

Aicèuslis

Sasuke foi obrigado a vestir as vestimentas reais. Entre poucos minutos, ele iria ir na varanda do castelo e aparecer para os moradores do reino. A calça justa o incomodou e ainda por cima a manta vermelha cheia de brilhos não foi do agrado do Viking. O seu tio e uns dois vikings por ali sorriram abertamente da roupa do novo rei.

Sakura estava sentada no cantinho do quarto, como havia outros vikings por ali, ela tinha que manter o disfarce. Era uma prisioneira.

— O ancião irá sorrir disso, o urso de vestido. – comentou Setsuna.

— Urso ou ursa? – Obito entrou na brincadeira. – Nenhuma mulher do clã irá te querer desse jeito sobrinho.

Sasuke semicerrou os olhos e esbravejou um palavrão daqueles. Sakura sorriu.

— Ele está bem. – falou Konan. – Não temos esse preconceito por aqui. Só falta a coroa. – Sasuke arfou frustrado. – Tem porte de rei. – o elogiou.

Aquilo tudo era tão ridículo para ele. Não podia por esperar para retornar para sua casa.

— Konan, resolveu o problema qual te pedi?

A bruxa o olhou pensativa.

— Eu não tenho nenhuma pista, seja quem foi, só pode ter sido do seu clã.

— Do que está falando? – Obito intrometeu-se no meio. – O que tem o nosso clã?

Era o seu tio e não negaria a verdade. – Alguém arquitetou uma armadilha. – meia verdade. – Queria que Sakura passasse para o outro lado.

Obito ouviu estarrecido junto do Setsuna Uchiha.

— Eu até posso adivinhar quem foi. – comentou Setsuna. – Isso tem dedo do Itachi. – disse sem enrolações. – Sabe que ele não suporta a bruxa e sem falar que ele está em uma campanha contra nosso líder. Tem que fazer algo Sasuke, sabe que ele está engajado em conseguir o posto do líder.

Não foi surpresa para Sakura.

— Sim, eu já ouvi. – Sasuke já desconfiava de que seria o seu irmão, ele não escondia o rancor que tinha pela bruxa. Não queria ter que brigar com o irmão e mais sobre um relacionamento secreto, porém amava Sakura e não deixaria nada e ninguém machuca-la, enfrentaria todos.

—Tem que fazer para-lo sobre esses sentimentos. Eu confio em Madara.

— Vovô irá resolver sobre isso.

— De que lado está? – indagou Obito, qual não aceitava a postura do sobrinho.

— Do avô.

Konan trouxe a pomposa coroa de ouro e joias preciosas. – Parece que em todos os lugares há ambição. – ela comentou. – Por favor, se abaixe para eu coloca-la.

– Necessário?

— Extremamente.

Sasuke olhou-se no espelho, até achou engraçado o seu reflexo, estava diferente e parecia um outro. No começo foi difícil equilibrar aquela coroa pesada na cabeça.

— O cetro. – ela o entregou.

— Isso é para?– Questionou enquanto segurava o cetro.

— É sinal de autoridade, quando o rei bate o seu cetro no chão é lei.

— Pensei que era uma muleta. – escorneou Obito.

— Ha Ha Ha. – Sasuke ironizou.

— Pode ir, estão esperando por você, majestade. – Konan endireitou a coroa na cabeça dele. – Irei um pouco atrasada, vou cuidar de um assunto com a Sakura.

Os três saíram do quarto deixando as duas bruxas sozinhas no quarto. Sakura levantou-se.

— Bom, precisamos mudar esses seus vestes. Não são apropriados para uma coroação. – Sakura assentiu.

— Você é uma bruxa como eu, de onde veio? – as duas caminharam para o quarto de Konan.

— Eu não sei. Vaguei por muitos lugares, não recordo de minha origem.

— Estranho.

— Quem é Itachi? – ela perguntou enquanto abria o guarda-roupa. – Percebi que ao mencionar o nome dele mais tarde, um clima denso foi criado.

— É o irmão do Sasuke e ele me odeia.

— Entendi. Olhe essa roupa, alguma cor favorita? – ela entregou a Sakura.

— Não. Você não usa a sua varinha.

Ela virou-se. – Varinha? O que é isso?

— É um artefato qual os bruxos usam para conjurar magias poderosas.

Konan ficou admirada e bem interessada. – Eu não sei bem o que é. Onde a consigo?

— Ganhamos quando estamos aprendendo magia. – Sakura pegou uma roupa estilo odalisca preta. –Eu gostei dessa.

— Será sua.

— Um dia te levarei em meu clã e tenho certeza que lá podemos descobrir alguma coisa sobre o seu passado.

— Eu adoraria. – descobrir sobre a sua história era algo que ela almejava, porém com o tempo viu que seria impossível, parecia ser única no mundo, abandonada ao acaso. –Me conte sobre o seu clã, eu adoraria saber e enquanto me conta, vou lhe maquiar.

**

O novo rei foi bem recebido pelo seus súditos. Claro que uma espécie de exaltação vindo dos conselheiros reais.

“ ele matou ursos ferozes apenas com sua força”

Não foi difícil de acreditar, já que o rei viking largou a capa vermelha e colocou sua pele de urso. O novo rei ser um guerreiro agradou a todos. E depois de muito esforço, ele acenou para os presentes.

A festa no salão real estava animada com a presença da banda. Os convidados se divertiam dançando e comendo pelo salão. Reis de outros reinos vieram conhecer pessoalmente o novo rei empoçado, queriam firmar negócios.

Sasuke estava sentando no trono e segurava sua coroa na mão.

— Parece chateado. – Itachi apareceu do seu lado. – Tem um reino.

— Eu lhe ofereci.

— Tenho outros planos. – ele de um gole na taça de vinho.

— Como em nosso clã, para conseguir ser o líder de lá é justo difamar a honra do nosso avô?

— Nosso avô parece estar perdendo seu juízo. Suas decisões não são sábias.

— Eu as acho justas.

— Por que será? – disse em um tom carregado. – Não se intrometa em meus planos Sasuke. Sabe que o estimo meu irmão.

— Digo o mesmo e acrescento, não se meta com ela novamente. – falou frio e Itachi riu.

—Vossa majestade, o rei de Winevere gostaria de falar com o senhor.

— Um guerreiro! – exclamou o rei. – Me chamo Kisame, sou o rei do reino vizinho ao seu. – Sasuke parecia não estar interessado. – Que bela!

Sasuke olhou para ao lado e deixou sua coroa cair. Sakura estava trajando uma roupa de odalisca dourada, um sutiã afeiçoado ao seu corpo, sua barriga estava exposta mostarda suas curvaturas. Um cinturão banhado em pérolas e de cor dourada segurava a saia de pano fino, qual era dividida por partes verticais uma na frente e outra atrás, deixando as pernas expostas.

— Maravilhosa!

— Kisame. – Konan o cumprimentou.

— Minha doce feiticeira. – ele a beijou a mão e em seguida pediu a de Sakura, qual estendeu. Tinha um rei nada satisfeito olhando aquela apresentação. Praticamente fuzilando o tal Kisame. –Quem ser essa joia?

— Sakura, também é uma feiticeira.

Ele virou-se para Sasuke. – Tem duas feiticeiras? – espantou-se.

Sasuke apenas resmungou algo inaudível, ele fitava Sakura e suas novas roupas.

— Vamos Sakura, tem uma amiga que quero que conheça. – ela a puxou pelo braço.

Kisame não retirava seu olhar lascivo para a mais nova feiticeira de Aicèuslis.

— Diga-me, onde posso encontrar uma feiticeira como aquela ou você pode me empresta-la? – ele olhou para Sasuke, um erro. Os olhos do viking estavam vermelhos.

— Nunca mais olhará para ela. – o rei concordou. – E desapareça da minha frente!

O urso teria um longo trabalho pelo resto da noite, já que os presentes não tiravam o olho de seu favo de mel. Até os próprios vikings.

Ele coçou o cenho. Estava completamente enciumado, não tirava os olhos dela.

— O povo daqui gosta realmente de festas. – comentou Obito.

— Aham. – seus olhos a seguiam, Sakura dançava um pouco com Konan. As cerimonias tradicionais da festa ainda continuavam, os conselheiros bem que tentaram fazer Sasuke fazer um discurso, mas ele rejeitou. O seu olhar seguia exclusivamente Sakura, qual se deliciava comendo uvas com mel.

A propósito, o mel dali era um dos melhores, concluiu Sasuke.

A lua já estava no meio do céu, era tarde da noite. Algumas pessoas já estavam indo embora e outras nem sabiam o que estavam fazendo tamanha embriaguez.

— Tão centrado nela. Parece uma águia aguçada atrás da presa. – Konan se aproximou dele.

— Eu queria ter dançado com ela. – expressou certa chateação. – As pessoas aqui são livres.

— Sim, somos. Nossos deuses não são tão cruéis. – ela riu. – Não preciso ter um dom de adivinhação para ter a precisão que você odiou a roupa dela.

— Perdi a conta de quantos reis idiotas eu coloquei sob um genjutsu.

— Seu poder é de manipulação na mente das pessoas? – ela o questionou curiosa.

— Sim. Invadimos a mente das pessoas e criamos ilusões.

— Entendi. – ela colocou mais um pouco de vinho na taça. – Sasuke, por que não a chama para o seu quarto? Creio que ninguém vai notar que o rei foi embora. – ele adorou a ideia.

**

Sasuke contemplava o horizonte estrelado da sua varanda. Era o mesmo céu que via quando estava em casa. Teve saudades de seu lar.

Ser rei ainda era algo engraçado para ele. Era um cargo de encher os olhos de tão atrativo. Em seu íntimo, não era o que almejava.

Sakura entrou no quarto pisando mansinho para ele não ouvir, queria abraça-lo por trás e assim fez. Deu pequenos beijos nas costas largas do homem.

— Me chamou majestade?

— Hn. – ele murmurou. O mosquitinho do ciúme tinha o deixado irritado.

— O que houve? – ele não quis falar. Ela continuou a beijar as costas dele intercalando com mordidinhas maliciosas. – Está tão calado?

— Não gostei do modo que todos estavam te olhando na festa. – ele virou-se. – Não sabe a quantidade genjutsu que tive usar para evitar que te desejassem.

— Tão bobo! – ela alisou o rosto dele, aos poucos ele foi desfazendo aquela carranca.

— Odiei sua roupa.

— Não vou mudar porque você não gosta. – ela lhe deu um selinho nos lábios dela. – Tente conviver. Eu poderia estar nua, mas ainda lhe pertenceria.

— Não foi apenas pela roupa. – ele encostou a testa dele na dela. – Estavam todos se divertindo, dançando e brindando. Eu queria ter dançando com você.

— Meu urso, não se inquiete ou se entristeça por isso. Quando voltamos para nossa casa, estaremos juntos.

Aquelas palavras foram tão doces quanto o mel. – Nossa casa?

— Nossa casa. – ela afirmou. Ele a abraçou pela cintura.

— Iremos em breve. Vamos iniciar nossas vidas lá. Será a senhora Ursa. – ele se aproximou do ouvido dela. – Te quero.

Ela se afastou dele e o puxou pela mão direita. – Konan me ensinou outras coisas. Sente-se. – ela apontou para a cadeira. – Ela me disse que vagou por muitos lugares e conheceu várias culturas novas. Como a da terra dessa roupa, ela disse que lá as mulheres dançavam trajadas desse jeito.

Sakura pegou um véu branco e começou a dançar lentamente e provocadora, movendo os quadris e fazendo um movimento ondulatório na barriga. Suas mãos passeavam pelo ar suavemente e seus seios balançavam a cada movimento e requebrado dos quadris. Seu olhar fitava exclusivamente no Uchiha. Era quase uma declaração: Eu sou sua!

Sasuke a olhava com pura luxúria, seu favo de mel naquela dança tão sedutora, a cada dia ela lhe deixava mais fascinado.

Seus planos já estavam arquitetados na sua cabeça, iria voltar para casa e construir uma família com a mulher que amava, no entanto ele não sabia que do outro lado do castelo, Itachi arquitetava o seu plano.

— Não acha isso arriscado? Se aliar com
málaliðar – questinou Shisui ainda atordoado. Esses eram homens que viviam em um pequeno clã na floresta Negra, eles faziam todo tipo de serviço sujos em troca de ouro.

— Não. Eu salvarei a vila, irei depor meu avô. Serei o novo salvador de lá. Não importa quem tenha que ser sacrificado e depois, não terá problemas de reconstruir a vila, se meu plano sair como pretendo, ainda destruirei com as minhas próprias mãos a feiticeira.

— Sasuke não deixará.

— Esse é o ponto chave, meu irmão não estará lá.

— Quando executará?

— Duas semanas depois que retornamos para casa. – quando Madara confessou par ao oráculo que Itachi era igual ao deus Loki, não mentia. Ele era convincente e simpático, no entanto havia escuridão em seu âmago. Sua ambição desmedida, colocaria Hafnarfjörður em um futuro incerto e perigoso.

Notas finais
Vamos as referências: a história de Odin eu tirei de um livro Mitologia Nórdica. E aquela frase fofa da Konan, foi do livro de Corintios 1: 13 da Biblia, ah, o amor ainda seu eu falasse a lingua dos anjos ♥ Quantos acontecimentos no capítulo de hoje! Ino assassina? Como? SasuSaku vai voltar para casa, vão ser felizes, sqn, vem Itachi e seu plano, ansiosos? Eu estou! E então, entenderam o que o Orochimaru entendeu? Pistas e mais pistas, espero que sim!