Sob a Aurora
16 Contemplando
A notícia da morte do líder ainda parecia ser uma grande mentira. Poucos acreditavam que o grande Hashirama estava morto. Mesmo parecendo inacreditável, foi preciso aceitar e logo o ceticismo deu lugar a dor do luto. A comoção iniciou.
Sai olhava para adaga encontrada no corpo do líder, nunca tinha visto uma daquela por ali e não parecia ser tão ornamentada. Era simples. O bruxo teve uma pequena agonia quando viu que ainda tinha marcas de sangue. A movimentação no castelo estava frenética, ninguém parava a não ser para se abraçarem e compartilhar da dor.
O corpo foi colocado em uma grande rocha de mármore, onde algumas mulheres iriam limpar e preparar para o funeral.
— Uma punhalada por trás. – Rin comentou, estava soluçando de tanto chorar, seu emocional não era lá dos mais fortes. – Imagina a dor. – comentou ao lado de Sai.
— Bastante doloroso. – respondeu o jovem bruxo desolado.
Quantas mortes ainda teria que suportar? Sua família, amigos, Sakura e agora o seu líder qual tanto respeitava.
— Um ato covarde. – reiterou.
◇
Tsunade colocou o véu de luto.
Quando soube da morte, todo castelo ouviu os seus gritos de desespero e de dor. A xícara com chá de camomila ainda estava na metade, ela não quis mais, disse que aquilo não estava ajudando. A dor da perda rasgava em seu peito.
Dan já a tinha consolado e agora vestia uma túnica preta. Aparentava estar absorto em pensamentos, seu olhar estava longe.
— Eu não terei forças. – disse a mulher quebrando o silêncio.
— precisará. – saiu frio. Ele levantou-se da cama e a segurou gentilmente pelo braço, além de um beijo singelo em sua bochecha. – Precisaremos. Os dois saíram do quarto e iam em direção ao corpo de Hashirama. Ao entrar no ambiente, Tsunade teve outra crise de choro ao ver o pai morto, estirado naquela mármore.
Dan engoliu seco.
— Meu pai! – não conseguia conter as lágrimas. – Papai!
— Precisa ser forte. – ele apoiou a mão no ombro dela. – Ele era um grande líder.
— Acima de tudo era o meu pai e não merecia morrer desse jeito. Crueldade.
— Iremos encontrar quem o matou.
— O quero morto. – pela primeira vez na vida, Dan viu um olhar de ódio emergindo de sua esposa.
◇
Antes do crepúsculo e a aparição das auroras roxas no céu, os portões do castelo foram abertos para que os aldeões pudessem se despedir do líder.
Uma grande fila foi formada e um por um passava diante do corpo sem vida.
— Eu sei que Odin o receberá em Valhalla. – disse uma mulher, isso era o que conformava o povo, saber que o grande guerreiro estava ao lado de Odin em um grande banquete.
Os céus estariam festejando a ida dele.
Kabuto aguardava por Rin no salão principal, estava inquieto e andava por todos os lados.
— Aqui estou. – ela apareceu por trás dele causando lhe um pequeno susto.
— Por Odin! Trancou tudo por lá
— Sim. – Kabuto tinha pedido que ela trançasse a sala de poção com magia, para que ninguém pudesse entrar. – Vi uma movimentação estranha.
O oráculo ergueu a sobrancelha como uma interrogação.
Rin continuou: – Cochichos no corredor principal e quando passei logo cessaram.
— Quem?
— Dois homens e uma mulher, não sei por nomes, mas um eu já o vi no mercado de poções.
— Quando alguém morre é de praxe criarem teorias ou fofocarem.
— Kabuto? – ele a fitou. – Você sabe de alguma coisa?
— Do assassino não.
— Eu estou com um péssimo pressentimento. –comentou e o oráculo assentiu.
— Não irá tardar. – Rin ficou abismada com a resposta.
Sai tinha convencido Ino para se despedir do pai pela última vez, já que ela estava relutante e ainda perplexa pelo o que tinha acontecido. Porém não conseguia chorar, mesmo assim, podia notar o quanto o seu semblante estava abatido.
Lembrou da última vez que viu o seu pai e aquilo a martírizou por dentro.
Desceu as escadas acompanhada por Sai, o bruxo estava atencioso com ela e principalmente pela gravidez, mesmo diante de tanta desgraça, havia algo bom.
Tsunade caminhou até ela e abraçou, o abraço de duas irmãs abaladas por tamanha perda. As duas mesmo sem palavras ditas, podiam se entender.
Uma triste melodia foi entoada em uma flauta doce enfeitiçada. Ela tocava sozinha para os presentes.
A jovem bruxa resolveu ir até o seu pai.
— Não! – gritou uma mulher chamando a atenção de todos. – Se afaste. – Chiyo era uma antiga feiticeira e a ex-oráculo do clã.
Ino não entendeu bem o que a senhora quis dizer.
— Não se aproxime dele. – ela continuou a falar e mais alto. Logo Tsunade e Sai chegaram perto de Ino.
— Ela é filha dele. – Sai entrou na defesa.
— Ela é uma assassina. – disse com um ódio visível. – É uma assassina! – continuou a acusando.
Os presentes olhavam para a caçula sem entender.
Ino estava sem reação. Tsunade estava confusa, de certeza pensou que aquela mulher estava louca de vez.
— Senhora, tem base no que diz? – Kabuto foi com o intuito de apaziguar, a acusação da mulher era sem cabimento, pensou.
Chiyo apenas fechou o rosto e antes que alguém fosse rebater, ela retirou uma pequena bola de cristal e falou algumas palavras.
— Odin! – exclamou Tsunade com a imagem que viu.
— Ino? – questionou Dan surpreso.
— Não...Não, não fui eu.
Kabuto ficou sem palavras, não podia discordar da visão. Sai estava abismado e desacreditado, olhava para Ino e mal podia tirar uma conclusão.
— Como pôde ter matado o nosso pai? – a primogênita correu para a caçula e começou a agredi-la, Dan segurou Tsunade. – Sua assassina!
Os presentes começaram a acusar a Ino a chamando de assassina, a loira olhava para todos e apenas negava com a cabeça.
— Coloquem ela na prisão! – Tsunade praticamente gritou descontrolada. – Imediatamente!
Aicèuslis
As velas estavam sendo içadas; Havia um grande movimento de cargas no porto de Aicèuslis. Era a partida dos Vikings rumo à casa. Grandes baús com pratarias e jóias estavam sendo transportados e colocados nas dracars, os vikings estavam orgulhosos, tinha prata o suficiente para forjar armas e escudos.
— Não demore a aparecer por aqui. – disse Konan.
— Não demorarei. – Sasuke a respondeu. O Viking estava com um barril nos braços, aquele dali valia mais que qualquer joias ou prata adquirido. Era um pote de mel, um maravilhoso mel de abelhas negras, iguaria encontrada por ali. O urso fartou-se daquilo. – Cuide bem do reino.
— Sim, reinarei com todas minhas forças. – Sasuke assentiu.
— Acho que está na hora de ir. – o viking estava apressado para chegar em casa. –Até mais. – disse sem jeito, Konan já estava acostumada com o jeito de Sasuke nesses dias.
— Acene para o povo, creio que vão gostar. – ela sugeriu, já que parecia que quase toda população estava por ali.
— Não sei...
— Sasuke! Não seja tão rude. – Sakura o recriminou. – Acene e seja gentil.
Sasuke estreitou os olhos, mas a bruxa de cabelos rosados estava insistente, ele teria que ceder. Acenou contra sua vontade.
— Olha a mãozinha dele. – Obito o sacaneou e caiu na gargalhada.
— Não ligue para ele, meu rei. – Sakura sabia bem como contornar a situação e foi o que ela fez durante esses dias, já que Sasuke não estava nada satisfeito em ser o rei. – Meu rei urso.
Nada como inflar o ego dele.
— É hora de ir. – Sasuke devolveu a coroa para Konan. – Logo volto!
Ele caminhou ao lado de Sakura. A água do mar estava morna, não foi tão difícil de passar por ela até entrar no barco. Primeiro ele colocou a bruxa e depois subiu.
— Vamos para casa meus caros! – gritou enquanto segurava no mastro.
Sem ninguém notar, ele piscou o olho para Sakura.
Pelo o horizonte eles teriam um longo caminho pela frente e o mar parecia colaborar um pouco dessa vez.
Para Sakura, a viagem seria um pouco mais agradável e principalmente pelo lado dos vikings, eles já falavam com a bruxa normalmente, não a viam como a inimiga principal. Não havia diferenças entre eles.
◇
O sexto dia em alto-mar não era um dos mais animados.
Água, peixe e chuva. Era a rotina dali. Não tinha nada de emocionante em navegar pelos mares.
Sakura em uma boa parte do trajeto não deixava a chuva molhar seus novos amigos, – embora uns merecessem, no caso de Itachi e seus companheiros.
Quando anoitecia, Sasuke passava horas olhando para as estrelas brilhantes e ali traçando a rota, estavam perto de casa.
— Falta muito? – Sakura foi até perto dele.
— Não. – como era cruel, seis dias sem pode toca-la, fingindo as aparências e fazendo de tudo para negar as evidências. – Com frio? – ela negou. – Eu estou.
— O céu está lindo.
— Vem cá. – ele a puxou para perto e ficou por trás dela. – Está vendo aquele embrenhado de estrelas? – ela assentiu. – É a Odins Vagn. – ele falava da constelação. – Mas sabe o que descobri? – Sasuke beijou o pescoço dela rapidamente causando calafrios. – A Konan me disse que eles a chamam de Ursa Maior.
— Ursa maior? – ela o questionou.
— Sim, as setes estrelas formam uma cauda e um corpo de urso. – Sakura prestava atenção. – Ursa maior.
A mão de Sasuke subiu o vestido da bruxa até encontrar sua região intima.
— Sasuke!
— Estão dormindo. Psiu!
— E se... – ele o interrompeu.
— Não gema. – ele colocou o dedo dentro dela, Sakura se apoiou nele enquanto ele pincelava sua boceta com os dedos a excitando. – Sem gemer. – ele disse no ouvido, enquanto a masturbava. Sabendo que a bruxa não ia conter-se ele colocou a mão esquerda na boca dela assim que enfiou os três dedos dentro dela, a estocando e ritmando o movimento, fazendo ela remexer os quadris a deixando sensível. – Chegue lá meu favo de mel. – Sakura sentiu o corpo tremer a cada vez que ele estocava. – Vai. – ele dizia no ouvido dela e mordia lentamente. Sakura o segurava firme com as mãos, seu corpo já não aguentava mais e ela deixou ser levada. – Isso, isso minha ursa.
Por fim ele baixou o vestido dela, quando ela virou-se, ainda um pouco cambaleante das pernas, viu Sasuke lambendo os dedos.
— Meu mel favorito. – ele disse com um olhar carregado de luxuria. – Só uma prévia de quando chegarmos em casa.
◇
Hafnarfjörður
Era uma semana importante ali, principalmente para os novos guerreiros que tinha se formado. Eles estavam chegando do leste, onde foram até um vulcão, era última parte da graduação, controlar o elemento fogo.
Madara saudava cada um de seus novos guerreiros com orgulho.
— E o vulcão? – ele perguntou para um.
— Incrível! – disse o jovem extasiado em adrenalina.
— Mergulhar em vulcão é uma das melhores coisas da vida. – comentou o mais velho, quando era jovem, esse era o seu hobbie.
— Deveria ter ido conosco.
— Numa próxima!
Ele espreguiçou-se, ficar em pé já se tornava cansativo de alguma forma. Estava começando a pensar sobre as muletas que Mikoto havia falado, talvez essa seria a hora.
Por ali nevava bastante nos últimos dias, poucos saiam de casa devido o tempo.
— Senhor, olhe o horizonte! – um garoto o avisou e Madara foi olhar, logo um sorriso teceu seu rosto. Seu neto estava chegando.
— Vamos o recepcionar! – disse o líder e viu a criançada indo correndo para a praia. Logo a notícia foi sendo espalhada pela vila e as pessoas saiam das casas, paravam o que estavam fazendo para irem até á praia.
— Eles chegaram! – Mikoto apareceu. – Odin os trouxe, já estava ficando preocupada.
— Um mês fora. Espero que eles tragam boas notícias.
Da dracar, os vikings comemoraram ao avistar a baia de Hafnarfjörður enfim em casa.
Sakura foi umas das que agradeceu, chega de balançado de ondas para ela. Definitivamente ela não gostava daquilo.
As âncoras foram jogadas para dar estabilidade ao barco.
— Foi uma honra navegar com vocês! – Sasuke falou.
— A honra foi nossa, sois um grande desbravador dos mares Sasuke. – um respondeu e os outros concordaram.
Itachi foi um dos primeiros a sair da dracar e nem quis muita conversar a não ser com Madara qual ele parou e disse:
— Depois quero falar com você, vovô. – disse no seu tom autoritário.
Madara sabia que não viria algo bom dali, porém preferiu ignorar, Itachi não iria estragar sua felicidade – por enquanto.
— Quantos baús! – Madara disse admirado quando viu os vikings carregando. – Foi produtiva essa expedição.
— Não sabe o quanto meu pai, conhecemos novas terras e conquistamos, Sasuke virou até o rei de lá.
— Rei? – perguntou sem entender.
— Pergunte ao Rei Uchiha. – disse Obito segurando um baú.
— Que história é essa?
— Nada de mais meu avô.
— Quero saber de tudo, mas antes me dê um abraço, abrace o seu velho avô orgulhoso de você. – Sasuke o abraçou alegremente. – Um grande urso!
— Aprendi com o melhor. – Sasuke o respondeu enchendo o avô de emoção.
Definitivamente Madara já tinha escolhido o seu herdeiro.
Sakura estava ao lado de Sasuke, qual assistia a cena, foi inevitável não lembrar de seu pai, quando ela chegava das missões, seu pai sempre estava ali para cumprimenta-la.
Seu coração deu um breve aperto quando recordou de casa. Sentiu saudade das irmãs, dos guerreiros, seu pai e o Sai...no entanto dessa vez, o via como um amigo. Teria que se explicar bastante para ele.
— O que achou da expedição? – Madara a perguntou.
Sakura foi pega de surpresa. – Foi memorável. – ela disse e Madara parece que gostou do que ouviu.
— Vamos fazer uma festa de comemoração, esteja lá ás oito Sasuke.
— Certo.
— Leve a bruxa. – ele disse e em seguida foi cumprimentar os outros vikings.
Sasuke a olhou de lado e com aquele sorriso de canto cínico dele.
— Tem gente por aqui Uchiha, controle-se.
◇
Músicas vikings eram tocadas, os tambores entravam em uma harmonia perfeita. Os vikings festejavam os tesouros e a nova terra encontrada, mais uma conquista para o povo.
O banquete do jantar estava sendo montado pelas mulheres e o grande carneiro assado estava no meio da grandiosa mesa.
Madara observa tranquilamente e até brincava com uma criança recém-nascida. Ele viu o momento qual Itachi chegou ao lado de sua esposa. Não precisou nem deduzir, o seu neto veio até ele.
— Como vai a gravidez Izumi?
— Muito bem. – ela o respondeu acariciando a barriga de cinco meses.
— Preciso falar com você.
Madara ergueu a sobrancelha e assentiu com a cabeça.
Os dois foram para uma sala e no caminho encontraram Mikoto.
— Os dois por aqui?
— Preciso falar com o meu avô e gostaria que estivesse também mamãe.
Mikoto concordou, mas achou estranho, já que seu filho parecia estar sério e de semblante fechado.
Os três entraram na sala.
— Fale o que lhe deixa carrancudo Itachi. – disse sem delongas.
Mikoto olhou bastante apreensiva para o filho.
— É sobre o Sasuke.
Não surpreendeu Madara.
— Ele e a bruxa são amantes.
— Odin! – Mikoto levou a mão a boca.
— Do que fala?
— O que ouviu, meu irmão dorme com a bruxa, são amantes.
— Isso é algo muito sério de se afirmar. – disse sisudamente. – Não venha causar divergências entre o seu irmão.
— Isso é impossível Itachi, Odin já os teria os amaldiçoados. – Mikoto disse agitada. – Não pode ser.
— Tudo para difamar o seu irmão? – o perguntou, Itachi tinha conseguido tirar sua paciência, sua inveja o tinha levado a falar mentiras. – Seu irmão voltou vitorioso de sua primeira excursão, um rei.
— Acha mesmo que é isso?
— Se a maldição de Odin for benção, ele que durma sempre com ela. – disse sarcasticamente.
— Não diga isso Madara. – ralhou Mikoto.
Itachi ferveu de raiva.
— Eu sou melhor que o meu irmão e isso foi pura sorte, mas eu não minto sobre. Tive a confirmação nessa viagem.
— Não é possível filho, já teríamos uma desgraça.
— Até você minha mãe? – falou a persuadindo, Mikoto preferiu não falar.
— Não acredito em suas calúnias sem provas. – Madara desencostou-se da parede.
— Não acredita? Então tire a bruxa dele.
— É o que eu venho pedindo todo esse tempo, tire–a de lá.
— Não vejo motivos. Deixem a bruxa em paz, os dois. Entendidos?
Sem nenhuma palavra a mais, Madara saiu da sala deixando Itachi frustrado em raiva.
O silêncio durou poucos minutos até Mikoto o quebra-lo.
— Se for verdade. – disse incerta.
— É.
— Tanto que eu rezei e sacrifícios que fiz. – ela demonstrava seu descontentamento. – Ele dorme com ela. – foi difícil dela falar tais palavras. – Madara não quer fazer nada.
— Ele está velho e suas faculdades mentais já não funcionam. Temos que escolher um outro líder, antes que ele bote o Sasuke lá.
— Acha que ele colocaria seu irmão?
— Como dois mais dois são quatro. Sasuke no poder, ninguém iria impedi-lo com a bruxa. Sabe que ela o domina?
— Não! – ela não suportava ouvir isso. – O que aconteceria se você estivesse no poder?
Tão doces palavras para Itachi.
— A mataria. Exterminaria de nosso clã, assim como Odin faria com qualquer inimigo. – ele sabia como convence-la.
— Eu cuidarei disso para você.
Itachi não a entendeu, mas Mikoto parecia austera no que disse.
— Precisamos de um novo líder e esse tem que ser você.
— Vai influenciar alguém?
— Sim, no entanto tenho outros métodos.
Isso foi uma agradável surpresa para o ardiloso.
— Conto com você, minha mãe. — porém os planos dele já estavam traçados, uma semana e tudo o que desejou estaria nas mãos dele.
◇
Sakura não se sentia intimidada por estar numa mesa rodeada de vikings, pelo ao contrário, estava se divertindo com a presença deles, com a música e se deliciando com a comida. Eram melhores que a do Sasuke.
A culinária Viking era bastante saborosa e em quase tudo eles colocavam mel, dai ela soube a fascinação do seu urso por mel.
Madara exaltava os feitos do neto que ficou sem graça e constrangido. Não gostava de tantas honras.
Os vikings aplaudiam e o deixava corado, principalmente se fosse o seu favo de mel, qual o aplaudia com um belo sorriso.
— Vamos brindar ao nosso rei! – exclamou Madara.
A festa ocorria tranquilamente e estava animada.
Sakura percebia os olhares de aversão qual recebia de Mikoto, a matriarca não gostava dela de modo algum. Ela não se acanhou por isso e ainda sorriu para a mulher, qual fechou o rosto.
“Imagina quando ela descobrir.” pensou a bruxa e sorriu.
— O que foi? – Sasuke a perguntou, ele estava do lado dela.
— Nada, só pensando coisas divertidas.
Sasuke sentiu uma mão passando pelas suas costas e logo em seu tórax. – Oi urso!
Sakura olhou de lado a mulher e fingiu não se importar, seria o melhor a se fazer, já que Itachi estava á sua frente.
— Senti sua falta.
— Oi! – ele disse sem querer conversa.
— Eu senti tanta falta de sua cama, sabe... – ela sentou–se no colo de Sasuke e passou a mão no pênis por cima da calça. – Queria tanto.
Sakura bebeu um gole de vinho, talvez nem tinha sentido o sabor de tão rápido que aquilo desceu.
— Sentiu? – pergunto o viking, mas percebeu que foi a pergunta errada. – Eu acho que isso não é um bom momento. – tentou corrigir. – Pode sair?
— Aqui está bom meu urso!
Sakura colocou o cabelo para trás.
Tentava não demonstrar nada para Itachi, mas estava difícil, sua vontade era de pega o pescoço da dita cuja e depois o de Sasuke por tamanha liberdade.
— Está bom o vinho? – Itachi a perguntou.
— Delicioso. – ela respondeu e colocou uma mecha do cabelo para trás da orelha, sua visão lateral viu a mulher de cabelos pretos falando coisas no ouvido de Sasuke.
Sakura notou que isso era uma armadilha de Itachi e a sua mãe estava ciente de algo, já que a mesma não parava de olha-la.
— Eu acho que tem que se levantar. – pediu quase sem fala o Uchiha, como não tinha solução ele mesmo levantou–se dando uma pequena queda na mulher. – Vou pegar mais vinho.
— Posso dormir com você hoje? – ela o pediu manhosa.
Sakura fechou os olhos brevemente, se Sasuke não aceitasse eles descobririam de certeza. Foi ai que ela derrubou uma taça de prata de propósito, Sasuke se abaixou para pegar e ela abaixou-se.
— Diga que sim! – ela disse rapidamente deixando-o sem entender.
Ele levantou-se com a cara cínica.
— Deixa, vai.
Sakura fingia se importar com a taça.
— Claro. Na saída te busco.
— Vai me foder de quatro?
— Com certeza, como um urso.
Itachi ainda a fitava. – Que desastrada eu sou. – ela disse.
Com exatidão Itachi notou que ela era esperta.
◇
O caminho de volta para a casa foi cheio de explicações do urso e o silencio de Sakura. Para se librar da “descarada” assim que Sakura a apelidou, o Uchiha a embebedou bastante, no fim da noite ela já não sabia dizer quem era Sasuke ou um caule de árvore. O viking colocou certas lembranças na mulher e no fim ela acabou indo dormir com outro. Sasuke por final, fingiu que estava bêbado e tropeçando.
Ao entrarem em casa, Floki pulou para cima da bruxa, mexia o rabinho de tanta felicidade.
— Foi uma armadilha de Itachi. Você sabe.
— Ela pegando no seu pau, aham.
— Não tive culpa.
— Podia ter tentado sair.
— Eu tentei. – ele defendeu-se. – Sakura subiu as escadas para o quarto. – Você é a única. – ele a puxou beijando os lábios dela. – A única que esse urso deseja.
— Seu irmão está ciente de nós. – ela disse, Sasuke mordiscava os lábios dela.
— Sim. Mas não quero pensar nisso. Quero fazer minha família com você, já pensou por aqui vários ursinhos correndo?
Sakura sorriu. Ela nunca tinha pensado sobre maternidade, talvez divagou brevemente, mas nunca se imaginou uma mãe, pensava estar destinada a ser uma guerreira.
— Você atrás deles para dar banho todos lambuzados de mel. – ele segurava a nuca dela e beijava o queixo dela. – Eles te chamando de mamãe. – suas largas mãos já decalcavam os seios dela. – Vamos ser uma família meu favo de mel.
— Ainda é cedo para pensar nisso Sasuke. Eu ... – ela pausou. – Eu nunca pensei em ser mãe ou algo do tipo. Aliás, eu tenho a minha família lá e eu sinto falta deles, sabe... eu não quero ficar presa aqui para sempre.
— Não quer ficar ao meu lado? – ele a soltou.
— Não foi bem isso o que eu disse. Eu apenas disse que.. – ela colocou a mão no rosto. – Você me assustou com isso de ser mãe. Eu nunca tive um lado maternal tão aflorado.
Sakura apenas ficou em silêncio e assentiu a cabeça. Sua bruxa ainda estava tão longe dele.
— E somos diferentes, como essas crianças seriam? Seriam amaldiçoadas.
— Por acaso o nosso amor é amaldiçoado Sakura? –ela sentiu um pouco de decepção na voz dele. – Acho que já provamos que não.
Ele deitou-se na cama, estava chateado com as palavras dela. Pensou que quando tudo ia de uma forma bem, logo alguma coisa dava errado. Cogitou em jogar a culpa para cima de si, talvez foi precipitado em sugerir isso para ela, mas logo negou.
Sakura deitou-se em silêncio, tentaria dormir.
◇
Tarde da noite Sakura acordou, viu que Sasuke não estava por ali. Estranhou. Ela enrolou-se no lençol e logo o viu na varanda contemplando as auroras. Ela não tinha conseguido pregar os olhos, passou o tempo pensando nela, neles.
— Não consegue dormir? – ela o perguntou.
—Perdi um pouco o sono.
— Está magoado comigo.
— Sim, mas talvez eu tenha culpa. – ele fitava o céu roxo e verde, as auroras pareciam dançar em sincronia.
— Não. Você não é o culpado, longe disso.
— Essa sua insegurança ás vezes me mata. – aquilo a atingiu cheio. – Eu a amo Sakura, quero ficar ao seu lado sempre.– ele pausou e suspirou. – Honestamente eu penso que quando o inverno acabar eu te perderei, não é? Você vai embora. Se for a verdade, me dia agora, eu fingirei para mim que não chorei e nem sofri vendo você ir embora.
— Sasuke...
— Seja sincera.– ele ainda olhava as estrelas, decidiu não olha-la, talvez fraquejaria e choraria.
Era um urso e não podia.
Um guerreiro não podia chorar.
— Eu ainda penso na minha família.
— No seu outro lá? – ele realmente temeu essa resposta. Sasuke estava aprendendo que o amor era algo doloroso, mas que uma lança lhe atravessando.
— Não. Não, me deixe terminar. – ela suspirou pesadamente. – Eu amo minha família, minha vila e tudo por lá, porém eu não me imagino. – ela cessou. – Porém eu não me imagino sem o meu urso.
— Eu te quero por completa, não sua metade. Eu te amo tanto que dói minha bruxa. – ele apontou para o peito.
— Você não me deixou eu terminar. – ela fez uma careta. – Eu não estou incompleta. Se é o que você quer ouvir, é: EU TE AMO! Eu te amo seu idiota! – ela virou-se de costas para ele. – Não é tão fácil para mim admitir as coisas.
— Me ama? – ela precisava virar-se para ver o tamanho do sorriso bobo formado naquele rosto.
— É, eu te amo. – ele a puxou para si.
— Diz nos meus olhos, me encarando.
— Por favor.
— Eu te amo, seu urso bobo. – ela o beijou e Sasuke a ergueu e depois a colocou no chão, estava por cima dela a despindo. – O que é isso? Está frio aqui.
— Quero que as auroras lá em cima, elas testemunhem o nosso amor. O nosso amor.
◇
Hrafnagil Era uma vila próxima de Akureyri, desabitada por longos anos depois de uma grande erupção do vulcão.
Havia um mausoléu antigo e não oferecendo nenhuma estrutura. Era digna de uma cidade fantasma. E era.
— O que traz? – perguntou.
O Notikkin respondeu: – Notícias boas. Akureyri está tudo resolvido. – o outro disse para ele continuar. – Claro, eu sai do corpo da menina como me pediu e vaguei pelo castelo e encontrei algo interessante.
— Quem?
— O marido de uma delas. Tsunade.
— O possuiu?
— Não precisou. – a criatura de forma esquelética andava pela sala. – Ele é tão mal quanto e fácil de enganar.
— Quero saber da invasão.
— Tudo está pronto. O Dan matou com a minha ajuda o líder, a garota recebeu toda culpa. Não tem ninguém poderoso mais por lá. Temos um, mas ele não lidará com um exército inteiro, acho que não.
— E o Dan? Esse é o nome? – a criatura assumiu uma forma humana de um homem de cabelos marrons e olhos tão escuros. Ele era o segundo líder, conhecido como Mizukage.
— Sim. – respondeu o outro, assumindo uma forma.
— Chōjūrō, o que quer esse Dan?
— Poder, quer assumir tudo por lá e destruir a família.
— Podemos confiar nele?
— Veremos. Quando pretende atacar?
— Em uma semana.
— Todo esse tempo? – perguntou decepcionado.
— Nada com pressa. Convoque os outros, vamos nos organizar.
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