Notas iniciais
Me perdoem pela demora

A aranha de cor marrom tecia uma pequena teia na janela e vinha descendo aos poucos. Sasuke tinha acordado um pouco antes, parou em frente á janela. Lá fora estava tudo tão escuro e ainda eram seis da manhã. Era uma manhã escura e fria. Coisas do inverno rigoroso que atingia aquela região. Ele voltou a fitar a aranha descendo, não demorou muito para ele acertar em cheio o aracnídeo e mata-lo. Caminhou até sua dormida, viu a mulher encolhida e coberta por um lençol, dela só podia ver os longos cabelos róseos no lado de fora.

Ela tinha dormido ali ao lado dele.

Bocejou um pouco e logo deitou-se ao lado dela novamente. A única causadora de sua insônia. Se aconchegou ao corpo dela, como se estivesse conchinha e enlaçou a sua cintura, a esquentando. Atrapalhou-se um pouco com o cabelo comprido, por fim resolveu joga-lo para cima, deixando um pouco do seu pescoço exposto. Ele depositou um singelo beijo no pescoço dela, ela inquietou-se na cama e fez um ruído estranho. Foi a satisfação dele, que poucos minutos depois foi tomado pelo sono.

**

Ela abriu os olhos aos poucos, sua visão ainda estava turva, teve que piscar algumas vezes para voltar o foco normal.

Tão quente.

Sentiu o corpo dela juntinho ao dele.

Logo bateu um desespero e desvencilhou–se do lado dele. Sasuke estava acordado e não entendeu a ação repentina dela e a olhou curiosamente.

Sakura fechou os olhos e ali fez uma prece silenciosa.

— Onde estamos? – ela o perguntou.

— Nós morremos, a maldição de Odin foi consumada. Estamos em Valhala agora. – disse debochando dela, qual o socou no braço. – Minha cama.

—Os cefeiros não vieram, a maldição? – ela aparentava estar nervosa.

— Se eles vieram não apareceram por aqui. Devem ter errado o endereço. – ele continuava em seu ar típico zombaria.

— Como pode sorrir de algo tão sério? – uma breve irritação se apossou dela. – Como pode ser tão incrédulo. Ele se pôs de joelho na cama e ali a derrubou, ficou por cima dela. – Me solta! – disse brava.

— Odin não liga para isso.

— Como ousa? – ela estreitou os olhos furiosa.

— Estamos aqui. – ele beijou os lábios dela. – Ele não liga para beijos, – continuou a beija-la, ela já cedia aos beijos. – ele não liga, favo de mel. – seus lábios encontraram o pescoço dela.

— O que seu tio queria? – ela falou entre os beijos dele.

— Meu avô, expedição, terras por ai, serei o líder e não estou afim de falar, agora fica quieitinha. – ela o empurrou para o lado.

— Será o líder de uma expedição para novas terras? – falou maravilhada, ao contrário de Sasuke qual estava em um certo ato de negação.

Mulher complicada.

Enfim perceberam que você é um líder, mesmo que não pareça. – ele estreitou os olhos, se ela soubesse o que passava na mente dele. – Vai ser uma grande oportunidade. Ela saiu da cama. Sasuke pensou seriamente em sufoca-la com o travesseiro ali mesmo. Ela estava fugindo dele? Sim, ela estava, porém não negava sua animação com a futura viagem, parou para pensar um pouco. Ela iria? – Eu vou? – não hesitou em perguntar.

— Na âncora. – disse emburrado. Ele estava ali ardendo de desejo por ela, já não ligava para os deuses. Um grande urso como ele estava deixando a presa escapar?

— Vão precisar de mim. – disse confiante e convencida. Ele saiu da cama e foi até ela qual estava de costas. A encurralou na parede, a pegando de surpresa. Sua mão subiu o vestido dela com certa volúpia.

— O que está pensando em fazer? – ela perguntou assustada, mas no fundo sabia bem o que era. Também desejava por aquilo, mas seu medo de algum castigo divino era maior. – Sasuke...

A mão dele subia pelas pernas dela com certa volúpia chegando logo ali, adentrando na roupa intima dela. O corpo dela escorou–se no dele. – Eu não estou nem ai para essa viagem, eu não pedi para ser líder e isso não me importa. – seus dedos alcançaram a parte intima dela roçando por ali, causando uma certa inquietude. Seu dedo indicador ia descendo pela fenda ali acariciando lentamente. – Eu não nasci para ser um líder. – ele retirou o dedo e umidificou em sua boca e voltou a tocar a intimidade dela. Viu ela se contorcendo aos poucos, já sentindo arrepios e alguma sensação estranha, já que sentia as paredes de sua vagina palpitando. Aquilo era excitante! Esfregou o clitóris e moveu o dedo indicador dentro e fora de sua vagina, sentindo aquela onda de prazer se aproximando.

Dela só era ouvido pequenos gemidos.

— Se quiser eu paro. – provavelmente era um grande blefe, ele movimentava ali com toda luxuria, Sakura já sentia sua sensibilidade ardendo.

— Sim...pare. – quão sôfrego saiu.

— Tem certeza? – ele desceu o dedo indicador e ali iniciou uma lenta penetração.

Que decisão difícil, mas aquilo não dependia apenas dela. Tinha o deus, não podia decepcionar Odin, cometer um pecado tão grave e disso viria uma consequência ainda maior. Um viking e uma bruxa. Aberração aos olhos de deus.

— Sim. – disse. Ele foi retirando o dedo, porém ela recuou de ideia. – Não, não!

— Quer? – sua voz saiu sedutora e extremamente provocante no ouvido dela. Quão arrebatadora era a voz que sussurrava em seu ouvido. Sua perdição. –

— Sim! – disse sem meias palavras. Sasuke continuou com sua masturbação, ela já delirava. O viking sentiu a vagina dela convulsionando contra o dedo dele, aqui estava ficando apertado e logo ela gozaria.

Ele ia a fazer gozar e assim fez. Suas estocadas aumentavam, seu dedo parecia inundado.

Rapidamente ele a virou para si. Sakura já estava com os olhos nublados, seu coração estava acelerado. Ele a encostou na parede, seu vestido desceu novamente. Para surpresa do viking, ela própria tomou a decisão de tirar as calças dele com certa pressa. Ele já estava ereto. Sasuke a pegou pelo o quadril a levantando, presa em seus braços. Sentiu a ponta do pênis dele roçando em sua intimidade, querendo mergulhar ali, ela abriu um pouco mais as pernas e enlaçou seus braços no pescoço dele. O contato visual dos dois era perfeito, ele podia se ver pela íris dos olhos dela.

Ele roçou mais um pouco, não queria entrar ali imediatamente, estava fascinado e encantado de ver as expressões do rosto dela. Sakura o beijou, praticamente sugando seus lábios. – Por favor! – não foi um pedido e sim uma exigência. Sua intimidade implorava por aquilo. Sasuke se moveu lentamente, avançando, mais e mais profundamente, até a preenche-la.

Os gemidos dela no ouvido dele, que doce sinfonia.

Ele a estocava com mais força, ele entreva e saia dela para delírio dela. Suas costas batiam na parede, mas ela não conseguia sentir dor, pensou ela que a sensação seria “divina”, mas que péssima analogia, pensou ela. Seus corpos estavam em plenos movimentos, sincronizados um no outro, como se conhecessem de épocas passadas, como eles se pertencessem. Não demorou muito para ela ser atingida por algo semelhante como uma onda de prazer.

— Sasuke! – gritou quase desfalecida em pleno orgasmo. As estocadas se tornaram mais rápidas, o barulho do choque dos quadris era escutado, até que ele bramiu como se fosse um urso furioso e ali explodiu dentro dela. Ofegantes. Ele beijou ela de forma carinhosa. Ela encostou a cabeça no ombro dele.

— Meu favo de mel. – ele disse. Ele a levou até a cama e ali a colocou. Sakura fechou o olhos, estava exausta, aquilo tinha sido um pouco “selvagem” para ela. – Por que fechou os olhos? – ele perguntou e subiu novamente sobre o corpo dela.

— Terminamos. – ela disse o encarando com o cenho franzido.

— Não, não até eu te saborear por completa favo de mel. – ainda tinha um bom tempo até eles partirem para a expedição, Sakura enfim iria descobrir o significado da palavra insaciável.

Akureyri

Kabuto sentia-se sozinho naquele palácio; não era para menos, sua amiga de longa data foi embora, praticamente fugiu no meio da noite. Ele não tinha amigos ou não era do tipo que saia para ir em uma taberna beber com alguém. As pessoas por ali tinham curiosidade sobre a vida de um oráculo, aliás eles possuíam um desejo de saber da própria vida delas e geralmente eram questões bobas. A sala de poções parecia sem vida sem a amiga.

Ele segurava um lírio na mão e o despetalava. Lírio representava pureza na tradição deles, mas não era por isso que ele segurava, estava em pleno enfado de tédio.

— Olá! – Rin assumiu o controle da sala de poções, totalmente inesperado para ela, ainda não se sentia segura para tamanha responsabilidade e se autodenominava de desengonçada. Não foi difícil não lembrar na aula da sua antiga professora Kurenai, quando ela sem querer derramou uma poção de cor em uma amiga, a deixando verde. Detalhe: a tal amiga iria se casar no dia seguinte e assim casou, verde!

Ela se judiava por isso.

— Tudo bem? – ele perguntou.

— Mais ou menos. – ela não sabia disfarçar bem a sua insegurança. – É que...

— Não se preocupe, se sairá bem. – ela arregalou os olhos e disse:

— Como você sabe? – não demorou muito para raciocinar e quando o raciocínio veio, ela bateu na cabeça, para descontração do oráculo. – Futuro e você. Certo. – riu sem jeito. – Ela era maravilhosa.

— Eu sei, mas você vai se sair bem. Acredite em si! – ao longe ele avistou a garota que perturbava seus sonhos e o fazia em pesadelos. – Eu tenho que ir. – se despediu. Ele precisava falar com a Ino, a verdadeira em seu estado de consciência. Pretendia descobrir como que ela permitiu isso.

Ino tinha acabado de chegar da escola local, a bruxa ensinava pequenas crianças como lidarem com o elemento e lecionava algumas magias básicas. Ela andava desmanchando a trança de seu cabelo. O dia hoje acordou de maneira estranha para ela, sentiu muito enjoo e mal queria sair da cama.

— Ino? – ele a tocou por trás, dando um pequeno susto. – Ino?

— Sim. – era ela, seu olhar sereno e feição quase que angelical. Ele não sabia como abordar bem, não poderia chegar e perguntar “ Oi, você sabe que está sendo possuída?” mas ela sabia, só que não era do conhecimento dela que ele sabia.

— Crianças?

— Sim. Uma congelou a amiguinha. – ele notou que ela não parecia a mesma, estava um pouco abatida.

— Sabe que o Sai voltou? – ele tocou em uma das chaves do assunto.

— Ela não escondeu seu sorriso. – Sei. – no entanto logo ele se desfez. Como iria revê-lo? Lembrou quando usou a granada para seduzi-lo. Aquilo a envergonhava.

— O que você faria por ele? – ele foi sem farpas.

— Huh? Eu não estou entendendo.

— O que você faria por ele? Pelo o amor dele? – ele notou um certo aumento da respiração dela, ela estava hiperventilada.

— Eu...eu... – ela colocou a mão na cabeça, Kabuto já esperava que seja lá quem a possuísse aparecesse, mas não foi o caso, ela parecia zonza. – Me ajuda. – disse e o segurou a mão dele, estava gelada. Kabuto a segurou, ela tinha desmaiado e dessa vez não era fingimento. Tinha algo de errado com ela.

**

Tsunade passava uma poção em seu rosto do rejuvenescimento. A primogênita de Hashirama tinha quase cinquenta anos, porém sua pele e linhas faciais eram dignas de bruxas com trinta anos. Nenhuma ruga. Ela não negava a sua vaidade e claro, parte dela era para agradar o marido. Tinha que ser a esposa perfeita e essa era a meta de sua vida, antes de conhecer o Dan. Seu desejo de ser uma esposa perfeita e graciosa era tão grande, que renunciou sua primogenitura na hierarquia do clã, tudo para não se tornar a líder.

Ela contornava os olhos quando o seu marido chegou e deu bateu com força na porta, lhe dando um pequeno susto.

— Desculpe. Eu não sabia que estava aqui.

— Minha hora da beleza. – ela virou–se para ele. – Não esperava o ver por aqui tão cedo.

— Pois é. – ele se jogou na cama.

— Algo o aflige? – ela se aproximou dele e retirou os seus sapatos, ela não ligava, sempre fazia de tudo para o mimar.

— Talvez. – ele sentou-se. – Sua irmã está morta.

Ela levou a mão á boca. – Acharam o corpo?

— Não, não. Eu suponho que Sakura esteja morta. Ela pode ter caído em um clã inimigo e como estava lutando, ficou sem forças e o pior pode ter acontecido.

— Eu não acho que isso aconteceria com ela. Por que pensou nisso?

— Eu andei pensando, a Ino ficou viúva antes da hora e ela não iria herdar o clã.

— Não, ela iria morar com o marido. Creio que ela pode assumir também.

— Eu não acho ela capaz, mas digamos que ela não queira, para quem iria o comando desse clã? – ele olhou bem nos olhos dela. Tsunade colocou o dedo na bochecha indicando que estava pensando.

— Para algum guerreiro de confiança de papai. Creio que o Sai.

— Sim, não temos nenhuma ligação com o Sai, isso não seria bom para nós. – ele acariciou o rosto dela. – Por isso andei pensando e se eu me oferecer?

— Eu não sei se ele aceitaria e também não seria tão fácil. Que eu recorde, há uma batalha para saber quem ficaria no poder. O vencedor ganharia o trono.

— Sim.

— Eu não quero ver você lutando.

— Acha que eu não ganho dele? – ele saiu de perto dela.

— Não é isso. – ela sabia que o Sai era um guerreiro jovem e habilidoso. Geralmente essas lutas era de vida e morte. Era como jogar uma moeda, apenas um lado, um resultado.

— Eu não me importo. – disse confiante e virou–se em direção da janela do quarto.

— Tem que ter um outro jeito. – sua feição já demostrava um pouco de aflição. – Tem que ter um modo e sem ser essa luta. – ela o abraçou por trás. – Eu posso fazer algo?

Eram as palavras que ele queria ouvir. – Eu não sei. – mas ele sabia disfarçar bem, voltou a olha-la e a fitou. – Eu não sei, eu não quero meter você nisso.

— Eu sou sua esposa, me diga, o que eu posso fazer? – ela não media esforços pelo marido. Dan antes de se casar com ela, era um soldado desconhecido e sem muitos talentos. Conheceu Tsunade numa missão e ali foi amor á primeira vista, da parte dela. Depois que casou–se, ganhou uma posição e passou a ser um dos homens de confiança do Hashirama, porém ele vivia a sombra de uma das filhas dele e o seu namorado.

Como o sumiço de Sakura ele passou a ganhar notoriedade em decisões.

— Talvez você poderia tentar falar com ele.

— O convencer?

— Não fale assim.

— Se assim deseja, eu irei falar com o papai. – ele a envolveu em seus braços.

— Faria isso?

— Sim, eu faria. – um sorriso malicioso brotou do rosto dele, sem ela ver. Dan iniciaria agora o seu plano para alcançar o poder do clã. Aliás, foi tudo o que ele sonhou quando conheceu Tsunade e quando traçou e executou com esmero o ataque ao clã para tirar Sakura da jogada e agora tinha outro trabalho, tirar o Sai de seu caminho.

Hafnarfjörður

Madara olhava para o leste, ali avistava a enorme montanha de Lahek coberta pelo o gelo; admirava como a neve branca parecia cintilar sob os raios solares que ali ricocheteavam. Seus olhos estavam fixados na bela cena, enquanto os flocos de neve caiam. Tirou a atenção da bela montanha e passou olhar á sua frente, o vasto oceano e as embarcações sendo preparadas. Obito tinha subido no mastro e agora preparava a vela, era feita de um tecido de seda e de cor azul com branca. Não podia negar que o filho tinha um admirável talento para a carpintaria, a nova dracar se mostrava imponente.

Os vikings que iam participar dessa nova jornada estavam chegando aos poucos acompanhados das famílias. Ele apreciava essas cenas e até tinha falta, se pudesse iria, ele até cogitou, mas alguém tinha que ficar por ali tomando conta e não tinha ninguém para deixar no seu lugar.

Ele acenou para uma criança que não queria deixar o pai ir e chorava bastante.

Seu lugar...

Se ao menos Itachi não estivesse tão inflamado contra ele. Se ele fosse, quando voltasse Itachi já teria ocupado o seu lugar de forma definitiva. Ele era ardiloso. Os rumores que o neto implantava na vila iam crescendo e alguns dele chegaram no ouvido dele. Era natural, um dia teria que deixar o seu lugar.

— Cadê o Sasuke? – perguntou um viking.

— Está vindo. – disse e repetiu as mesmas palavras para si mesmo. Sasuke, esse teria que vim. Estava aguardando o neto chegar e já imaginando o quanto ele iria vir reclamando, xingando tudo e todos. Aquele dali tinha uma verdadeira cabeça dura, porém era nele que Madara viu um certo futuro. Seu neto, ele não podia negar que tinha um coração nobre, algo raro em um guerreiro. Esse era o seu diferencial.

— Tudo pronto meu pai, agora só falta o Sasuke e mais alguns vikings. Sasuke vem, certo?

Ele coçou o cabelo e olhou na direção da casa do neto. – Ele terá que vim, nem que ele venha amarrado pelas pernas.

**

Orochimaru olhava curiosamente a janela da casa do Sasuke, parecia procurar algo por ali e não era a primeira vez. Apenas viu o filhote de cachorro correndo pela casa. Naquela manhã ele amanheceu disposto, diferente do seu cotidiano. Ele viu Sakura na sala e o cachorro latia olhando para a janela. Sakura caminhou até a janela, tempo suficiente para ele sair correndo de forma desengonçada pela rua. Era quase a segunda vez que a bruxa o pegava espionando por ali.

Era um verdadeiro ser antissocial e sempre vivia fugindo das pessoas, elas tinham muito interesse nele e principalmente os que o conheciam, sempre queriam saber do futuro. Era irritante.

“Por que não se contentam com o presente?”

Saber do futuro era um fardo. Ele caminhou um pouco e avistou Itachi se despedindo de Izumi, não era surpresa para ele que o viking ambicioso iria, mas aquilo não seria bom. Se escondeu atrás de uma carroça de feno, não queria ser visto por ele. Assim que Itachi saiu, ele saiu de seu esconderijo improvisado e cumprimentou Izumi. Ela era azeda.

— Você por aqui. – ela disse de forma prepotente.

— Parece que Odin sabe bem como juntar os casais. Cada um tem seu par. – ele falou com um sorrisinho de lado, a fazendo fechar o rosto.

— Já sabe que estou grávida?

— Sim. – disse, ele parecia ter um tique estranho com a cabeça e sempre a meneava para o lado esquerdo.

— Não vai me parabenizar?

— Não. – seu sorriso ainda estava estampado.

— Por quê? – o perguntou já com uma mudança perceptível de humor.

— Porque ele não vai nascer. – Izumi ficou boquiaberta, tão branca quanto a neve. – Passar bem. – ele saiu.

Bem...ele precisava trabalhar um pouco a parte da sensibilidade.

***

Todos já estavam por ali, ansiosos pela nova jornada, exceto Sasuke, por ele continuava na cama ao lado dela. Enfim a teve e não se arrependia disso, aliás, se houvesse alguma maldição por parte do deus, ele que tratasse de logo a executar, não estava se importando de ir nessa jornada, ao contrário de Sakura, qual estava radiante e cheia de expectativas.

— Estão todos esperando por você, saia da cama e pare de procrastinar.

Ele a olhava, não negava que estava apaixonado por ela. Tudo nela era motivo de um encanto e a partir de hoje, ela era definitivamente a sua mulher, ou o seu favo de mel.

— Um motivo para sair daqui? – disse sorrateiramente e com más intenções. Ele queria mais dela.

— Hm. – ela se aproximou dele dissimulada, como fosse ceder ao capricho dele. – Um motivo? – ele assentiu e um sorriso faceiro apareceu em seu rosto. – Lhe darei. Frysta! – ela congelou a cama e ele deu um pulo.

— Maluca! – ela começou a sorrir. – Abelhuda. – ele começou a murmurar e foi trocar de roupa.

**

Aquilo estava tirando a paciência do ancião. A demora dele. Obito se ofereceu para chama-lo, mas Madara disse que ele sabia das obrigações.

— Ali! – exclamou um aliviado ao ver Sasuke de longe. Madara não demonstrou, mas seu coração sentiu um certo descanso.

— Odin me ajude! – disse para si, não estava afim de ouvir as reclamações do neto. – Já era hora!

— Me perdoe meu avô. – tinha algo estranho e Madara notou assim que o neto o abraçou e o beijou na bochecha. – Aqui estou e preparado. Meu tio, a dracar está exuberante, mal espero chegar em alto mar, que bom trabalho. – Madara e Obito se entreolharam de lado. Definitivamente tinha algo errado.

— Pensei que não ia encontra-lo. – Mikoto apareceu.

— Não iria sem me despedir de você querida mãe. – ele a abraçou. – ela foi pega de surpresa e mal entendeu aquele humor.

— Trouxe peixe seco para você comer na viagem. – ela entregou uma vasilha coberta por um pano branco.

— Obrigado. Sim, pode cuidar do filhote?

— Claro. – a conversa dos dois prosseguiu. Mikoto não conseguia disfarçar os olhares para Sakura. O filho estava diferente, tão sorridente e com um outro ar, realmente tinha acontecido algo com ele, então ela procurava respostas na bruxa, mas ela era indecifrável. Madara ainda estava surpreso pelo comportamento do neto, esperava que ele viesse carrancudo.

Sakura ficou calada apenas escutando os que eles falavam e agradecendo aos céus por estar com uma roupa que cobria bem o seu corpo marcado pelo Uchiha. O viking realmente cumpriu a promessa. Passado o prazer qual ela recebeu, a preocupação veio pela sua cabeça. Comprimiu os lábios apreensiva, tinha pecado contra o deus. Nunca em sua vida o tinha desobedecido, escolheu dar razão a sua carne e aos sentimentos pelo o homem qual tinha conhecido e estava arrematada em uma espécie de atração.

Olhava para os lados tentando disfarçar e procurava algo para espairecer sua cabeça, mas era impossível, quando fechava os olhos podia lembrar e quase sentir tudo novamente. Tão insano e ela não podia negar essa química.

Para o ancião, as surpresas não acabaram por ali, quando ele avistou Itachi e Shisui vindo, ele considerou aquilo uma afronta, mas resolveu relevar aquilo.

— Não partiriam sem mim? – disse em um tom irônico. – Olá meu avô. – um clima denso foi sentido, mas Sasuke tratou de dissipar.

— É hora de partimos. Nos desejem sorte.

— A feiticeira irá conosco? – um viking perguntou preocupado com as ondas.

— Sim, ela irá. – Sasuke prontamente respondeu.

— Se o mar estiver bravio, ela irá nos ajudar?

— Sim. – ele olhou para a mulher parada ali. Como queria estar no seu quarto novamente e com ela. – Por isso ela irá.

— Agora somos ajudados por bruxas. – Itachi murmurou enquanto passava por ele. – Humpft. – o irmão ignorou.

— Vamos partir agora! Icem as velas meus caros, iremos iniciar nossa jornada para terras desconhecidas. – ele segurou no mastro e os vikings vibraram e batiam nos escudos. Ele trocou um rápido olhar cumplice com Sakura. – Você vai ficar ao meu lado.

Pela bola de cristal, Orochimaru via a frota de cinco dracars partindo no horizonte do oceano para uma terra ou apenas uma promessa de que aventuras e mudanças estavam se aproximando.

Para alguns apenas o acaso e para outro, intervenção divina, os planos estavam sendo traçados e não haveria nenhuma interrupção.

Notas finais
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