Notas iniciais
Hello,

Tive essa ideia recentemente assistindo Vikings e resolvi colocar no Word,
Queria agradecer a Kanzashi por ter me apoiado e feito a sinopse, ela é muito Diva !

A bota de couro de urso afundava á cada passo que ela dava na subida da montanha coberta pela neve. O Öræfajökull é o ponto mais alto de toda terra do fogo e reza uma antiga lenda Nórdica que era o ponto mais próximo dos deuses.

— Frysta — conjurou o feitiço e apontou sua mão em direção aos inimigos que estavam um pouco atrás. –Conjure o feitiço logo. – ela gritou quase sem forças para a sua irmã que vinha alguns passos atrás. Se não encontrassem um modo de sair dali, seriam atacadas e consequentemente derrotadas, por estarem em poucas quantidades e fracas, já tinham perdido metade do exercito que batalhavam em seu apoio . – Frysta.— conseguiu mover uma grande quantidade de neve presente na montanha e rolou em direção aos inimigos. Do outro lado, uma grande chama roxa sai da mão do líder do grupo rival , e simplesmente anulou o poder. A jovem feiticeira sabia que poucos eram capaz de usar aquele poder, só pode ser magia obscura. – Não é possível ! – ela exclamou admirada – sua admiração durou pouco e logo seguiu sua penosa aventura de escalar aquela montanha.

— Tenho magia, porém não para longe. – falou sua irmã ofegante.

Sabe para onde ir. – a irmã assentiu e virou sua varinha horizontalmente, fechou os olhos tentando lembrar do feitiço para poder sair daquele local, antes que fossem mortas.

– Hverfa . — As duas conjuraram o feitiço separadamente, a mais velha detestava usar esse feitiço era sempre desagradável usar, ele provocava uma sensação horrível no executor, no entanto o efeito colateral dependia de quem usava. Ela caiu no chão, não teve equilíbrio para aterrissar, olhou em volta ainda um pouco desnorteada e como esse feitiço tinha um certo efeito colateral, ela estava com falta de ar, caminhou de quatro por aquela planície gelada e não aguentou vomitou. Voltar a observar ao redor e notou que estava sozinha, sua irmã não estava ali.

— Errei o feitiço. – pensou ela, no entanto ela tinha acertado a conjuração, só que não tinha forças o suficiente para ir tão longe.

O local, que local era aquele? Ela olhava confusa, só via gelo pela frente.

—Tentou novamente o feitiço, mas não saiu do local. Ela tentava manter a calma, precisava da calma. O que era difícil quando se estava no meio do nada.

Não acho que Odin quer me levar a Valhala hoje. – murmurou em voz alta. Valhala era um local onde o deus Odin morava e lá tinha um lugar reservado para os guerreiros que lutaram com bravura. Ela não queria conhecer esse lugar, não agora.

Uivados foram ouvidos ao longe, ela parou sua caminhada e fechou os olhos para deixar apenas sua audição aguçada . Tinha alguém ou alguma criatura vindo. Se fossem seus inimigos, não teria escapatória e ela estaria morta em poucos minutos.

Dois lobos brancos com listras pretas no meio de suas costas se aproximaram dela, eles se ativeram ao sangue que marcava seu vestido, ela continuou parada sem nenhuma reação, eles a encarava. – Vão embora. –, se eles atacarem não teria como evitar , estaria morta.

— Bons garotos ! – um homem e uma mulher se aproximam dos lobos e a feiticeira tremeu , eram bárbaros. – O que acharam para nós ? – a mulher de cabelos castanhos escuros logo se põe em posição de luta e suas orbes pretas tornam-se vermelha como sangue.

A feiticeira fechou os olhos, lutou tanto para morrer por bárbaros outros inimigos do seu povo.

— Tem algo nela . – falou a mulher a rodeando , ela trajava roupas de batalha, túnica azul escura acentuada na cintura, calça de couro e botas que eram complementadas por uma espada e um escudo. Ela tocou o cabelo rosado da feiticeira e o cheirou. – É uma deles, é uma feiticeira.

— Uma feiticeira perdida em Hafnarfjörður, perderam a noção do perigo. – o homem com cabelo preto cumprido de rabo de cavalo falou com um sorriso de lado maléfico , era um guerreiro bárbaro, uma túnica de couro preto amarrada na cintura e calças do mesmo material com botas, ele tem uma espada em sua bainha e um escudo. – É o seu dia de azar. – sorriu com um tom de deboche.

— Por favor, me deixe ir. – ela sabia que era perigoso ficar ali, era uma outra terra inimiga e tinha ouvido histórias sobre o que os bárbaros faziam com feiticeiros. A mulher de cabelos castanhos colocou seu braço para trás violentamente e amarrou suas mãos.

Caminharam alguns minutos pela planície gelada , os lobos iam na frente abrindo caminho. A feiticeira olhou para frente e avistou um pequeno vilarejo ás margens de um rio.

Por Thor, estarei morta.

Os bárbaros que moravam ali olhavam curiosamente e iam cochichando entre sim. A feiticeira olhava cada um atentamente , chegou a conclusão que ali era parecido com o seu vilarejo em Akureyri que era ao nordeste dali. Há muitos séculos atrás, o reino do fogo foi divido em partes e cada clã era responsável e nenhum poderia ultrapassar o limite do outro clã, assim tentavam viver em harmonia. – nem sempre funcionava.

Ela seguia amarrada e recebeu um empurrão do homem e cambaleou á frente. Foi direcionada para entrar em uma grande cabana rustica espaçosa e havia algumas pessoas reunidas em volta de uma fogueira.

— Itachi, que bom que retornou. – falou o ancião de madeixas pretas enormes.

— Fui caçar um pouco. – disse ele.

— Mulheres ? Já temos demais por aqui. – os que estão em volta sorriram, Madara Uchiha era um guerreiro antigo, conhecido por sua fúria e ser protegido pelos deuses e ainda por cima, era um homem cativante e humorado.

Amanheceu bem humorado meu avô. Bem, encontrei essa mulher em nossas terras. – o ancião levantou-se e encarou á mulher , pensou o que o neto viu nela e o porque a trouxe para ele ver . – É uma feiticeira. – o ancião mudou seu semblante, agora estava sério. – Como disse, em nossas terras.

—Uma feiticeira por aqui. – falou sério, ele conhecia muito bem os poderes dos feiticeiros, muito tempo atrás ele já tinha lutado com o clã em Akureyri.

— A matamos ? – perguntou e colocou a mão em sua bainha para retirar á espada. Itachi Uchiha é um bárbaro, tinha sede de sangue em seus olhos e ele encarava aquela feiticeira como uma inimiga, teria prazer em sua morte.

Ele virou-se para o neto. – Ela poderá ser de grande trunfo para nós futuramente . Me diga, qual o seu elemento ? – a feiticeira o olhava com ódio, se não estivesse tão abatida, usaria seus poderes e com certeza mataria todos ali presente. – Me diga ! . – o homem gritou furiosamente, quem o desrespeitaria ali diante de seu povo, ninguém faria isso. Ela percebeu que suas orbes pretas tornaram-se vermelhas como uma pedra de rubi. Ela sentiu-se zonza, não poderia olhar nos olhos dele, seria mortal.

— Água. – o ancião sorriu satisfeito e logo suas orbes voltaram o entonação de antes.

— Eu lhe disse, ela é útil. Itachi, separe alguém de confiança para olhar ela, será nossa prisioneira. Mas antes, retire a varinha dela. – ele ordenou e a mulher de cabelos castanhos confiscou a varinha dela que tentou expelir a mulher, mas foi em vão o homem a segurou e a varinha foi tomada, então entregue ao ancião.

— Assim seja, meu avô. – ele o cumprimentou e puxou a feiticeira pelo braço.

Ela foi levada para fora da cabana.

Não estava nada contente com a situação qual se encontrava, estava ferida e agora cativa dos bárbaros. Sem sua preciosa varinha ela sentia-se indefesa, não poderia usar sua magia para ir embora dali, estava sem saída.

— Hoje é aniversário do seu irmão. – a guerreira falou para o homem que fez uma expressão surpresa. – Esqueceu como sempre.

—Ele está pescando pelas redondezas . – disse, enquanto acenou para um homem que vinha em direção a ele.

— Vai chegar cansado e fedendo a peixe. – disse com uma careta.

— É o charme dele.

— Quem ficará responsável por ela? – os dois pararam no meio do vilarejo. A feiticeira mal levantava seu rosto para encarar os dois, estava abatida e sentia dores no braço.

— Hoje é aniversário do Sasuke, o presente vai ser tomar conta dela. Eu não sei quais os planos que o meu avô tem para ela, por mim eu a matava essa filha de Loki. Leve-a para a cabana do Sasuke e eu irei esperar por ele no porto. – a mulher acatou as ordens do marido e seguiu com a feiticeira.

Não importava para onde ela iria ali, sua mente estava longe. Queria saber se sua irmã tinha retornado para seu clã e se os remanescentes de lá, teriam expulsados os inimigos que traíram seu pai.

Seu futuro no momento era incerto, não sabia o que lhe aguardaria pela frente. Apenas fechou os olhos e fez uma silenciosa prece para Odin.

Notas finais
A bota de couro de urso afundava á cada passo que ela dava na subida da montanha coberta pela neve. O