So Far Away
38 Sozinha.
Notas iniciais
No enorme avião de carga da Shield, Andressa se mantinha calada, pensando em tudo o que havia acontecido em menos de 48 horas. Em como havia conseguido por em prática o plano, junto dos amigos.
Pensou também em Thor, em como havia sido a noite com ele à algumas horas atrás, já que ainda era madrugada e ela partia de volta para base, junto dos outros e dos assassinos que estavam presos em uma parte afastada aonde Clint estava, aparentemente, "cuidando" para que não fugissem mais uma vez.
Ela lembrou do que o homem havia dito mais cedo pelo celular, que já havia sido um agente da Shield. Lembrou também de Clint, do rosto do irmão sério, sem expressar ou reação alguma. Soltando o cinto de segurança da poltrona para se levantar e começou a caminhar pelo avião. Sentia dores mas eram distantes por conta do medicamento que havia tomado.
Ao longe podia ver Clint e ao lado dele estava Natasha, os dois conversavam distraídos e na frente deles, estava o assassino junto da mulher que Andressa ainda não sabia se era esposa ou namorada dele, mas que não importava no momento. Olhando os dois ela viu que eles dormiam, ou ao menos fingiam. Notou que as mãos de ambos estavam presas com algemas que eram presas aos pés, tudo na tentativa de impedir mais uma fuga.
Andressa ainda se perguntava o porque daqueles dois quererem explodirem um estádio, em um país que nem mesmo era o deles. Pensou no que Fury havia falado, mas duvidava.
Com o reflexo, nem mesmo tendo tempo para pensar, ela se escondeu atrás de uma enorme caixa de madeira, aonde achava que havia armamentos. Observou quando o irmão junto a ruiva deixaram aquela parte do avião, sumindo ao passarem por uma porta que dava acesso aos pilotos. Para não ser vista por ninguém, ela caminhou pelos cantos, até os dois assassinos. Olhando o belo homem, voltou a pensar nas palavras dele novamente "Sabe, eu já fui um de vocês, provavelmente Fury não disse nada, não é mesmo?"
Quando Andressa voltou a olhar o homem, levou um pequeno susto ao ver que ele a encarava com um pequeno sorriso nos lábios.
–Não tinha a intenção de assusta-la.-a voz grave do homem soou por todo o ambiente.
–Não me assustou, não precisa ficar com a consciência pesada por conta disso.-sorrindo com sarcasmo, ela andou até uma cadeira que estava encostada a uma das caixas de madeira e arrastou a mesma até ficar em frente ao homem e a mulher, que ainda dormia. Ela se sentou e cruzou as pernas, assim como os braços, não se importando de como os olhos do homem não desgrudavam do corpo dela.-Preciso que me responda algumas perguntas.-falou simples.
O homem gargalhou jogando a cabeça para trás fazendo os cabelos negros se moverem. Quando parou de rir, voltou a olhar para ela novamente.
–Você está falando sério?-perguntou a olhando. Andressa começava a se arrepender daquilo, era bem mais simples perguntar a Clint, mas ela tinha a sensação de que o irmão não iria contar tudo para ela, ou se realmente fosse contar e não tentar inventar outra história, como de que o homem estava mentindo.-Não acha que estou mentindo?-ele voltou a perguntar, agora ele não ria mais, apenas a olhava com atenção.
–Não. Sei quando mentem, e você não mentiu quando disse que já havia sido um agente secreto.-Andressa falou um tanto incomodada.
–Tudo bem, o que quer saber? Mas, antes... O que você poderia me dar em troca?-ele perguntou e ela pode ver os olhos dele percorrer o copo dela.-Eu tenho uma ótima ideia.
–Não vou fazer nada com você.
–Mas...
–Ou você fala, ou você morre.-se levantando com fúria da cadeira. Ela caminhou até o homem, segurando o pescoço dele.
–Gosto muito de você.-debochou rindo dela.
–Fala.-Andressa gritou, já havia perdido a paciência. A mulher que antes dormia, havia acordado com o grito, mas se manteve calada.-Se não eu te mato.
–Vá em frente, eu não tenho nada mais. Provavelmente quando chegar na base, eles irão me matar.
–Fale.-Andressa agora segurava com firmeza o pescoço do homem. Sentia ele respirar fundo, tentando conter o nervosismo.
–Tudo bem. Tudo bem, pode me soltar agora.-quando ele sentiu as mãos de Andressa lhe soltar o pescoço, respirou aliviado. Não sabia ao certo se ela ia o não de fato o enforcar, mas simplesmente não queria arriscar a vida, já que havia tido uma amostra do que ela capaz no dia anterior no Rio.-Posso te explicar melhor o porque de eu ter feito o que fiz, se me contar o que Fury lhe falou.
–Conte o porque.
–Tudo bem.-ainda sorrindo, o homem olhou a volta dele, viu as grandes caixas de madeira, mas logo voltou a fitar os olhos verdes e furiosos de Andressa.-Acha que está lutando por uma causa nobre, não é mesmo? Para salvar milhares de vida dos loucos aqui.-ele riu, dessa vez olhando para o lado e trocando sorriso com a mulher loira que se mantinha calada.-Pode até ser, mas... Como disse, Fury mentiu para você e alguns de seus amiguinhos, já que Clint e Natasha me conhecem bem.
–Como assim?-Andressa perguntou um tanto confusa. Ela olhava toda a expressão do homem, até mesmo a postura, mas tudo indicava que ele estava falando a verdade.-O que quer dizer que Clint e Natasha já te conhecem?
–Disse para você que já fui um agente, e não estava mentindo. Acho que nem mesmo se lembra de mim, ou acho que nem mesmo me viu.
Andressa se manteve calada, pensando, tentando lembrar do rosto dele, mas não conseguiu, nenhum traço nele lhe era familiar.
–Não lembro de você, a não ser de dois dias atrás.-falou, ainda lembrava de dois dias atrás, quando havia recebido o relatório e visto a foto do homem.
–Sim. Fury fez tudo isso, lhe contou que eu queria destruir o estádio, que eu era um terrorista, junto dela.-se referiu a mulher ao lado dele.-Mas, ele mentiu. O que você não sabe, Andressa. É que, eu já fui um agente, na verdade um dos melhores naquela base, vamos dizer que eu só ficava atrás do seu irmão e da Natasha, nem mesmo a Hill era...
–Por que, Fury queria te prender? Por que ele simplesmente não falou a verdade?-ainda confusa, a morena observava o chão.
–Por quê? Porque eu era bom demais, ótimo em missões terroristas, bom em montar bombas. E ela era ótima em esquemas, quebras cabeças super difíceis para outros agentes conseguirem resolver. Ela é ótima investigadora. Fury queria que nós fizéssemos tudo o que ele mandava, tudo sem questionar nada. Ele realmente achava que nos manipulava, mas se enganou. Aos nos recursarmos a fazer e tentar deixar a Shield, fomos caçados, torturados, espancados e diversas outras coisas, mas assim que conseguimos fugir, matamos muitos dos agentes que fizeram parte disso, que nos prenderam e nos humilharam, fizemos com eles um pouco mais do que fizeram conosco. E desde então estávamos fugindo.-quando ele se calou viu a face dela cheia de dor, medo, desprezo e até mesmo nojo.
–Está querendo dizer que isso tudo. Que você ia sacrificar vidas inocentes por uma vingança pessoal?-Andressa ainda tinha as imagens dos monitores no quarto do apartamento dele. As grandes telas exibiam imagens do grande estádio completamente lotado por de pessoas de todas as idades.-Você não é doente. Você é um sádico, um psicopata sem controle.
–Não, como havia dito, eles morreriam por uma causa nobre. O mundo iria descobrir quem é Nick Fury e quem é a Shield, ia fazer essa base ir ao chão.
–Vocês são doentes.-Andressa já estava de pé, caminhando em direção a porta, aonde ao fundo podia ver os bancos aonde ela antes estava sentada, mas parou assim que ouviu o homem falar novamente.
–Ele vai fazer o mesmo com você, Andressa. Ele está te testando desde que chegou na base.
Ela não continuou a ouvir, o deixou falando sozinho enquanto voltava para o banco e se sentava. Deixou que os pensamentos vagassem, não queria pensar naquela conversa estranha que havia tido com aqueles assassinos, não queria pensar em nada mais. Tudo o que ela queria era dormir, até chegar na base.
...
09:41 DA MANHÃ. BASE DA SHIELD
Ela caminhava pelos corredores ainda um pouco sonolenta. Havia acabado de descer do avião e já caminhava em direção as salas aonde os agentes faziam seus relatórios. Queria o mais rápido possível sair do lugar, precisava descansar, tomar um banho e talvez dormir mais um pouco, mas principalmente, precisava comer, estava morta de fome, não comia nada direito a dois dias. Se lembrava de ter comido apenas dois sanduíches enquanto estava no Rio, mas ela comeria assim que saísse da base, já havia decidido. Passou por alguns setores e pode ver novos agentes em treinamento e sentiu uma pequena tristeza ao se lembrar se Rozz.
–China.-sussurrou dando um pequeno sorriso. Secando as lágrimas que haviam se formado nos olhos, ela tratou de caminhar logo para a sala.
...
Uma hora havia se passado e ela saia da sala, havia acabado de terminar o relatório, contando com todos os detalhes tudo o que havia acontecido.
Sentindo uma leve tontura, ela soube que tinha que comer logo, antes que desmaiasse. Acabou se lembrando que ainda tinha os exames físicos para fazer, mas esses iriam ter de esperar, pois ela iria para a casa. Caminhou até o dormitório e pegou a bolsa, trocou o uniforme da Shield por uma calça jeans e uma regata preta e caminhou até o estacionamento, aonde encontrou Jason e Carolina.
–Ei, olha só quem voltou.-Jason sorria ao olhar a morena e ver ela revirando os olhos de tédio.-Ficamos sabendo que vocês salvarão milhares de vida.
–É verdade.-Andressa respondeu desinteressada.-Vocês vão para casa?-perguntou ao ver Jason entrar no carro da Shield e logo Carolina o acompanhar.
–Sim.-a ruiva respondeu.-Por que não vem com a gente?
–Sim, obrigada.-Andressa respondeu se acomodando no banco de trás, aonde vasculhava a bolsa em busca de uma barrinha de cereal.-Será que tem como nós passamos em algumas lanchonete ou restaurante para comprar alguma coisa para comermos?
–Com certeza, estou morta de fome.-Carolina falou rindo, assim como Andressa.
...
Sentada na lanchonete enquanto comia o lanche que havia pedido, junto de Jason e Carolina, ela se mantinha calada, observando a rua pela enorme janela de vidro. Os carros passando de um lado para o outros, pessoas andando apressadas pelas ruas à caminho de seus compromissos.
–Está tão calada.
Andressa apenas riu, sabia bem que Jason apenas queria irrita-la, mas não iria dar aquele gostinho para ele. Ainda mais porque estava preocupada com outras coisas.
–Estou comendo, Jason. Acho que ainda é falta de educação falar com a boca cheia.-a morena falou e bebeu do Milk-Shake e observou Jason sorrir de lado, adorando a resposta dela.
–É verdade, desculpe.-Jason falou e voltou a comer o ultimo pedaço do primeiro hambúrguer que havia pedido e logo começou a comer o segundo.
–Tudo bem, Jason, já combinei comigo mesma que não vou mais me irritar com você.-Ela disse, mas assim que viu que o homem ia falar alguma coisa, o interrompeu.-Embora, eu realmente ache muito difícil não me irritar.
–Jason te ama, Andressa, e eu sei bem que você gosta dele, nem que seja um pouquinho.-Carolina falou olhando para a amiga e para o namorado, vendo que os dois sorriam.-Sabe porque Jason te ama, Andressa?
–Não faço a menor ideia.-Andressa respondeu se recostando na cadeira, ainda sorrindo, olhando para Carolina.
–Porque, por sua causa eu entrei na vida dele.
–Nossa.-Andressa respondeu se levantando da mesa.-Fico feliz por ter ajudado o casal.
–Nós que agradecemos.-Dessa vez Jason que falou.
–Aonde vai?-Carolina perguntou assim que viu Andressa caminhar em direção a porta.
–Para a casa. Acho que não é muito bom eu ir no mesmo carro que vocês depois dessa... Declaração de amor?!-Ainda rindo, Andressa saiu da lanchonete e caminhou lentamente até o apartamento, pensando no que o homem havia dito para ela no avião da Shield enquanto voltavam para NY. Pensava também se Clint e Natasha sabiam realmente de tudo aquilo.
Ainda confusa, ela chegou ao apartamento. Falou brevemente com o porteiro, o senhor de meia idade e subiu para o apartamento. Chegou no mesmo e o encontrou vazio e escuro. Respirou fundo, sentindo saudades da casa. Os últimos dois dias no Rio de Janeiro não haviam sido nada fácil, ainda mais por esse novo motivo que havia surgido.
Não tinha fome, mas mesmo assim caminhou até a cozinha, olhou pela geladeira e encontrou uma barra de chocolate. Pegou a mesma e começou a come-la enquanto subia para o quarto. Ela se sentia cansada e estressada, precisava naquele momento de um banho frio e talvez dormir, já que havia passado dois dias praticamente acordada. Ao entrar no quarto viu o ambiente escuro, as janelas estavam fechadas com cortinas rosa claro. Ela não se importou, deixou as janelas tampadas, não queria claridade.
Caminhando pelo quarto ela se livrou da bolsa e deixou sobre a poltrona que havia no quarto. Se sentou na cama e retirou os sapatos e logo caminhou até o banheiro, se livrando das roupas e entrou no box. Quando sentiu a água fria, se encolheu de baixo do chuveiro e esperou o frio momentâneo passar. Sentia a água escorrer pelo corpo dela, a aliviando da tensão.
Ao sair do banheiro deu um pequeno sorriso ao ver Thor sentado na cama.
–Lembro de te-lo visto ontem a noite, no Brasil, no Rio de Janeiro. O que faz aqui, deus?-Andressa perguntou um tanto arrastado, sentia todo o corpo pesado por conta do cansaço e das dores que sentia.
–Vim ver se a humana está bem.-Thor falou sorrindo, caminhando até ela que estava encostada na soleira da porta do banheiro para o quarto.
–A Humana aqui só está um pouco cansada, não precisa se preocupar.-olhando para ele, Andressa riu e envolveu o pescoço dele com os braços, ficando nas pontas dos pés.
–Os humanos se cansam com muita facilidade.-o tom de voz dele era de desdém.
–Tenho certeza que sim.-Andressa agora caminhava até a cama, aonde parou e sentiu quando ele se aproximou por trás dela lentamente e lhe atacou o pescoço com beijos quentes.-Eu realmente acho que sei aonde vamos parar.
–Sabe?-Thor sussurrou no ouvido dela lhe arrancando um pequeno gemido junto com arrepios.
–Sim. Na cama e nus.-o tom de voz dela não passava de um sussurro pelo desejo que ela sentia por Thor. Ela sorriu mordendo os lábios, assim que sentiu as mãos do deus lhe abrir o roupão e a deixar nua.
Quando se deram conta já estava na cama, se movimentando um em busca do outro, suados e completamente nus. Andressa olhava os lindos olhos azuis de Thor enquanto ele a levava mais uma vez ao limite.
...
Andressa o observava. Thor dormia tranquilo de baixo dela, as pernas deles estavam enroscadas uma na outra sobre o edredom embolado ao fim da cama. Andressa apenas riu. Notou que o quarto estava pouco iluminado, pois a noite já havia chegado trazendo consigo como testemunha a lua. Olhou para o rosto do deus e o viu dormir tranquilo.
Ficando com os cotovelos apoiados na cama ela ficou observando o deus, a barba por fazer, os lábios, a forma como ele parecia a vontade, tranquilo. Parecia até mesmo está em casa, como um humano fraco. Deixando um risadinha escapar, viu quando ele se moveu lentamente na cama e abriu os olhos. Andressa ainda se sentia completamente maravilhada ao ver aqueles lindos olhos azuis a fitarem, confusos, mais ainda assim cheios de amor por ela.
–Desculpe, não queria lhe acordar.-pediu se aproximando, até ficar com o rosto colado ao dele.-Mas estava o observando dormir.
–Nada mais justo.-ele falou se sentando na cama e a puxando sobre ele. Andressa o abraçou sentindo o calor e o cheiro dele. Se sentindo protegida.
–Como assim "Nada mais justo?"-ela perguntou depois de alguns minutos ao se dar conta do que ele havia respondido.
–Já lhe observei dormir, muitas vezes para falar a verdade.
–Isso é... Doentio.-ela falou e sentiu o corpo dele se mover pela risada que ele havia dado.-Sabe que... Vi que... Você se sente bem aqui, é verdade?
–Sim. Você está aqui e é tudo o que eu preciso.
–Obrigada.-ela sussurrou o abraçando mais forte.-Thor.
–Sim.-o deus observava o céu negro de NY, apenas com a lua solitária na imensidão negra.
–Não sei se quero mais ser uma agente da shield.
–Mas porquê?
–Essa ultima missão, descobri coisas e... Clint, Natasha e Fury mentiram para mim. Ou talvez não tenham mentido coisa nenhuma, mas eles omitiram algo... Um tanto banal e importante, e eu não sei o porque.
–Por que não conversa com eles e pede uma explicação?
–Não, não queria fazer isso, queria que eles me contassem, por vontade própria. Ontem enquanto estava no jato, senti como se já não conhecesse mais ele. me senti completamente... sozinha, sem poder confiar em ninguém.-dando um longo suspiro, ela olhou nos olhos dele, mas permaneceu calada, ouvido a respiração e até mesmo o som da pulsação dos corações.-Não quero mais me sentir assim, Thor.
–Não precisa.
–Sinto-me sozinha.
–Eu estou com você, não precisa mais ficar sozinha, Andressa, não mais.
Foi o bastante, Thor segurou o rosto dela e a beijou com calma, mais ainda assim intenso. Andressa não resistiu, não queria, e nem o faria, ela queria Thor, ele era como um vicio para ela, não enjoava dele. Sentiu as mãos dele sobre o corpo dela, acordando o desejo que ela sentia por ele aos poucos. Ela sentia uma onda de calor tomar conta dela de forma devastadora. Ela não soube como, mas quando se deu conta Thor já estava sobre ela, lhe beijando o corpo inteiro, lhe acariciando as pernas levando ao delírio apenas pelo toque dele. Os beijos voltaram a subir pelo o corpo, ela segurou o rosto de Thor e se sentou na cama o beijando, sentindo o corpo dele subir sobre ela novamente a deixando deitada.
–Eu preciso de você.-sussurrou no ouvido dele e sentiu quando ele sorriu.
Thor levou uma das pernas dela e a colocou sobre a cintura dele. Quando ela finalmente o sentiu, deixou um pequeno gemido escapar.
Ele ia lentamente, enquanto olhava nos olhos verdes dela.
Os corpos começavam a suar, os dois se moviam um em busca do outro, sentindo a sensação de prazer aumentar cada vez mais. Sentindo os corpos roçando um no outro, as bocas encontrarem uma a outra, desesperadas.
Ela não conseguia ver nada mais do que borrões, as sensações eram tão intensas que a faziam tremer, todo o corpo dela estava tenso, até que ela sentiu o orgasmo. Foi como uma onda de sensações misturadas, tomando conta dela toda.
...
Andressa permanecia calada, sentia o corpo ainda tremer pelo orgasmo. Thor se mantinha calado sobre ela ainda ofegante. Sentiu quando ele se moveu até ficar com a cabeça sobre a barriga dela, a observando, mas por pouco tempo. Ele sentou ao lado dela na cama e sentiu quando ela o abraçou. Andressa o olhou e o viu rir, aproximou o rosto do dele e o beijou novamente, deixando a testa dos dois coladas.
–Eu preciso de você, Thor.-repetiu as palavras com o rosto ainda colado ao dele. -Eu te amo.
O silêncio tomou conta do quarto, enquanto eles se olhavam.
O clarão tomou conta do comodo assim que um raio explodiu no céu, levando logo em seguida o som estridente. Logo o som da chuva preencheu o lugar.
–Eu também te amo, Andressa.-ele longos minutos depois.
Andressa tentou falar mais, mas Thor não a deixou.
Talvez fosse melhor não falar nada, ela pensou ao sentiu Thor a puxar para cima dele novamente.
Ela apenas sorriu e se entregou para ele novamente, enquanto a chuva caia do lado de fora.
...
A voz de Thor a acordou, ela ainda estava abraçada a ele, assim como quando eles haviam ido dormir depois de fazerem amor.
–Andressa.-a voz ainda parecia distante e um pouco preocupada.-Meu amor.
Abrindo os olhos lentamente, ela voltou a fecha-los ao se dar conta de que já era dia. Se movendo lentamente, ela sentiu o corpo dele de baixo do dela.
–Thor.-chamou baixo, a voz estava um pouco rouca. Abrindo finalmente os olhos, pode ver o rosto dele.-Bom dia.-falou e o viu sorrir.
–Bom dia.-Thor falou lhe beijando a testa e logo se levantando da cama.-Desculpe acorda-la, mas preciso ir para Asgard.
–Está tudo bem?-perguntou preocupada. Pode ver que ele estava preocupado com algo.
–Mais ou menos.
–Como assim Thor?-se sentando na cama, ela se cobriu com as cobertas e o observou vestir a calça.
–Nada demais, não tem que se preocupar.
–Não acho que não tenha, você parece tenso.-enrolada nos lençóis ela se levantou e caminhou até ele, que tinha o olhar distante direcionado para a sacada, vendo o céu nublado e a chuva caindo dele.-É algum problema com alguém da sua família?
–Não...
–Algum de seus amigos?
–Não...
–Loki fez algo?
–Não.-Thor não pode deixar de rir.
–Então o que está o deixando tenso... Distante?
–Não é nada, não precisa se preocupar. Está tudo bem com todos.-Thor falou segurando o rosto dela com as mãos.-E Loki não fez nada.-dessa vez ele a beijou na boca, lentamente. Quando se afastaram ambos estavam sem ar.
–E com nós? É algum problema com...
–Shiii... Não é nada com nós, não tem que se preocupar, logo eu voltarei.
–Quando? Daqui a um dia?-perguntou e o viu negar com a cabeça.-Dois?
–Talvez uma semana.
–Uma semana?-as imagens da noite anterior começavam a passar na cabeça dela como um filme. Ela falando que não queria ficar sem ele, e logo depois eles fazendo amor e ela dizendo que o amava.
Naquele momento ela começava a pensar que pudesse ter dito aquelas palavras tarde demais.
–Sim, preciso resolver algumas coisas.-Thor falou a beijando na testa. Ele podia ver a confusão tomar conta dela aos poucos, assim como a mágoa, mas ele não podia fazer nada no momento, ele tinha que ir para Asgard e resolver tudo, todas aquelas questões que o atormentavam, só assim ele sabia que ele e Andressa poderiam ficar juntos.-Eu te amo.
–Eu também te amo, Thor.-a voz dela não passava de um sussurro, quando ela olhou para frente, já não o encontrou.
Ele havia partido.
E lá estava ela novamente sozinha.
...
Sozinha no apartamento, ela caminhavam pelos cômodos, não sabia o que fazer já que não tinha que ir para a base, já que Fury havia dado para cada um deles um dia de folga pelo bom trabalho que haviam executado. Ela riu com sarcasmo, imaginando se ele também iria dar um prêmio para eles por terem feito tudo certinho, e por ver como ela, Clint e os outros estavam na mão dele, como bonecos maleáveis.
–Fantoches humanos.-murmurou frustrada. Caminhando até a cozinha, vasculhou a geladeira procurando algo para comer. Mas depois de aluns minutos se deu conta de que deveria fazer compras.-Outro dia.-falou caminhando até a sala novamente. Pegou o celular sobre o sofá e discou o número da pizzaria, pediu uma pizza e esperou assistindo a um filme de terror e sem se dar conta acabou adormecendo. Acordou minutos depois com o som da campainha tocando.-Droga.-falou caminhando rapidamente até a porta, quando abriu levou um pequeno susto ao ver Natasha.
–Nossa, o que aconteceu, estava dormindo?
–Estava.-Andressa respondeu em tom rude nem mesmo se importando, notou que atrás da ruiva estava Clint, pagando o entregador de pizza.
–Se não tivéssemos chegado você iria ficar sem pizza, mana.-Clint falou sorrindo entrando no apartamento logo atrás de Natasha que levava a pizza para a cozinha.
–Tenho certeza que sim.-Andressa falou fechando a porta com o pé. Cruzou os braços e caminhou lentamente até a cozinha, aonde ouvia as vozes animadas do irmão e da amiga conversarem como o dia havia sido bom na Shield de como os novos agentes estavam indo bem nos testes.
–Fantoches humanos.-falou com desdém, entrou na cozinha e foi até o balcão, aonde pode ver os dois sorrindo enquanto comiam pizza. Ela pegou duas fatias e voltou a caminhar até a sala, mas parou assim que ouviu Clint falar com ela.
–Está tudo bem?
–Como?-ela perguntou se virando e olhando para eles dois, viu o rosto do irmão contorcido com confusão e Natasha se mantinha calada. Os dois a observavam e ela apenas riu.-Claro, estou ótima, melhor impossível. Tenho duas fatias de pizza na mão, está tudo perfeito e colorido.-dando um ultimo sorriso, voltou a caminhar para a sala, mas não parou lá, subiu para o quarto ainda se trancou e ficou pensando.
...
–Tudo perfeito e colorido?-Clint perguntou confuso, ainda olhando a sala por onde a irmã havia passado.
...
Sentada na cama ela comia a segunda fatia de pizza, pensando em tudo o que havia acontecido desde o rio até aquele momento. Pensava também em Thor, em como ele havia partido para Asgard, a forma um tanto fria que ele havia agido com ela. Pensava também no que poderia está acontecendo em Asgard, se alguém havia se ferido, ou como ela havia pensado, se pudesse ser algo com eles, que impedissem eles de ficarem juntos. Tentando não pensar mais naquilo, voltou os pensamentos para o rio, no homem e em toda a história que ele havia contado.
Ainda não tinha certeza absoluta de que ele havia dito a real verdade.
Parecia tão estranho Clint usa-los para "vingar" uma história particular dele, ainda que isso implicasse causas maiores, como o assassino iria fazer, explodindo o estádio com milhares de pessoas dentro, mas ainda assim não fazia sentido para ela.
Caminhando pelo quarto, ela foi até a pequena mesa, sobre ela havia o notebook dela.
–Talvez consiga algumas informações.-falou sozinha se sentando na cadeira enquanto esperava o computador iniciar. Depois de digitar a senha e esperar a tela inicial aparecer, abriu o navegador, mas assim que avistou a página do Google, não teve ideia de como iria pesquisar sobre um ex agente, da melhor organização secreta dos Estados unidos, a Shield, como era a vida dele, o porque dele se tornar um terrorista louco e porque ele saiu da melhor organização secreta.
Ela tentou durante alguns minutos, pesquisou de todas as formas que conseguia, mas nada que a ajudasse aparecia.
–Esses homens não são ele.-reclamou se sentindo frustrada e ao mesmo tempo com raiva por cada página aberta e aparecendo um homem que ela nunca havia visto na vida. Logo ela se deu conta de que não conseguiria encontrar nada na internet, mas no banco de dados da Shield seria fácil.
Correndo até a sala, ela pegou sobre o sofá o celular, deixando para trás Clint que havia perguntado algo que ela não havia entendido. Discou o número de Carolina e assim que ouviu a voz da amiga do outro lado da linha falou.
–Preciso que me ajude em algo muito importante.-falou rapidamente, não queria perder tempo, ela queria apenas esclarecer logo aquela história.-Daqui a meia hora no máximo chego no apartamento de Jason.-desligando o celular, se vestiu rapidamente para sair e descobrir finalmente se toda aquela história era verdade.
...
Sozinho na sala, o arqueiro pensava no comportamento da irmã. Natasha já havia ido embora, alegando de que talvez ele precisasse conversar com Andressa, mas que se precisasse poderia legar para ela. Dando um gole na ultima cerveja que encontrou na geladeira, ele ouviu os passos apressados da irmã quando desceu as escadas praticamente correndo.
–Está tudo bem?-perguntou levantando do sofá e a acompanhando até a porta, aonde ela procurava algo que ele não sabia o que era, mas assim que viu que ela responderia com sarcasmo falou.-Não me diga que perfeito e colorido, Andressa.
–Então não pergunte, mano.-ela falou sorrindo olhando o Clint que revirava os olhos pela resposta dela.-Agora...
–Preciso conversar com você.
–Não, não precisa, não agora. Tenho que sair, Clint.-já no corredor corredor ela caminhou até o elevador, pode ver que Clint ainda estava na porta a observando com curiosidade.-Quando voltar conversamos.-Agora séria e dentro do elevador, viu quando as portas do elevador se fecharam e ele ficou sozinho na porta.
...
O veículo ia a 100km, mas ainda assim Andressa achava devagar, pisando novamente no acelerado, chegou ao 150.
Quinze minutos depois estacionava o carro em frente o prédio de Jason. Havia estado lá uma vez apenas, mas ainda se lembrava o andar e o número do apartamento, no elevador ela procurava mais uma vez na bolsa algo para comer, mas como das outras vezes não havia encontrado nada. Sentia fome, mesmo depois das fatias de pizza que havia comido. Quando o elevador parou no anadar do apartamento de Jason ela saiu, e caminhou até a porta, aonde tocou a campainha, mas ninguém atendeu. Tocou novamente, já impaciente, sabia que a amiga e Jason estavam no apartamento, podia ouvir sons vindos de dentro do apartamento.
–Carolina, abre logo essa droga.-Andressa falou impaciente batendo na porta com força.-Não estou afim de brincadeiras, Jason. Abram logo essa...-o som da porta se abrindo a calou. Assim que viu quem havia aberto a porta, Andressa bufou e revirou os olhos.-Jason.
–Olá, Andressa, desculpe a demora para abrir a porta.-o homem falou abrindo mais a porta para que ela pudesse passar.
–Está rindo do que, Jason?-ela perguntou irritada, entrando no apartamento e caminhando até a grande sala.
–De nada, é que eu realmente gosto de vê-la irritada.-Jason respondeu sorrindo de lado.-Mas, sente-se, Carolina já está vindo, está apenas se vestindo.-ainda sorrindo, Jason a deixou sozinha na sala.
–Bem, pelo seu rosto, tenho certeza de que Jason a irritou. O que ele disse.-Carolina perguntou entrando na sala, o cabelo ruivo estava molhado e preso em um rabo de cavalo.
–Na verdade ele não disse nada demais, mas tenho a sensação que só dele está vivo já me irrita completamente, sabe?! A respiração dele.-ela riu assim como Carolina.
–Mas então, o que era tão importante?
–Preciso que pesquise a vida de duas pessoas para mim.
–Mas era só isso? Pesquisar o nome de duas pessoas? Você sabe fazer isso.
–Só por bancos de dados não tão desprotegidos.
–E qual que você quer que eu invada?
–O da Shield.
...
Andressa ainda permanecia calada, mas um tanto irritada ao ver que Carolina ria de forma estérica.
–Você realmente quer que eu invada os softwares da Shield?
–Eu realmente acho que falei num tom audível.-Andressa falou sarcástica se sentando no sofá, e quando voltou a encarar o rosto da amiga viu que ela estava perplexa.
–Você está louca? É a Shield. Quero que saiba que trabalho para eles, mas ainda assim tenho medo deles, eles são como... Ratos, eles sabem aonde todos nós estamos, sempre.
–Carolina...
–Não, Andressa, eles são...
–Você vai ou não me ajudar, Carolina?-a morena agora estava de pé olhando para a amiga. Pode ver o quanto Carolina estava confusa, mas não podia pensar nisso agora, ela só queria, e precisava, descobrir a verdade, ou constatar que aquilo que o assassino havia contado não passava de uma mentira.-Mas você sabe que eu vou conseguir fazer isso, com ou sem a sua ajuda.-o silêncio tomou conta do ambiente. Carolina encarou o chão, pensando na possibilidade, ou na certeza, de que elas seriam pegas e que consequências isso traria para elas.-Tudo bem, dou um jeito.-Andressa começou a caminhar até a porta, mas parou assim que ouviu Carolina falar.
–Bem, talvez a gente tenha a sorte de sermos apenas torturadas, ou quem sabe perder alguma parte do nosso corpo, como nossos braços, já que eles são bem uteis para a nossa sobrevivência.-Carolina falou, e Andressa riu enquanto voltava até a amiga que caminhava de um lado para o outro.
–Obrigada.-a morena falou.
–A, de nada, só seremos torturadas.-ironizou enquanto caminhava até o quarto e voltava de lá com um pequeno equipamento.-Mas, com um pouco de sorte, só nos acontecerá isso.
–A Shield não faz isso.-Andressa agora estava ao lado da ruiva, aonde via ela digitar no computador senhas e códigos.-Ela não age assim.
–Não que a gente saiba, nós só somos... Tudo bem, vou fazer isso, mas fique sabendo que leva tempo, e se conseguimos. Estamos lidando com a maior inteligência dos Estados Unidos, acho que eles não fariam algo fácil de se invadir.
–Tudo bem.-Andressa se livrou da bolsa e do casaco e sentou ao lado da amiga.-Tempo é o que não nos falta.
...
Já havia se passado quatro horas, Andressa caminhava de um lado para o outro dentro apartamento de Jason e Carolina continuava em frente ao computador, as vezes digitando número de códigos, quando era barrada por algum software de segurança.
–Não sei se vou conseguir, nem mesmo sei se estou conseguindo algo. Parece que estão brincando comigo, e nem mesmo consegui derrubar nenhuma parede da barreira de segurança que a Shield tem.
–Quanto tempo acha que nós ainda vamos ter de esperar?-Andressa perguntou sentando no sofá novamente, pode ver o reflexo na parede do apartamento, aonde a mesma era coberta com um grande espelho. O cabelo estava preso em um coque e ela estava com os pés no chão, sem as botas que havia chegado lá.-Mais algumas horas?
–Não sei, vou continuar tentando.-se voltando novamente para o computador, Carolina percebeu que a barra que informava que estavam quase conseguindo invadir o sistema, estava no final.-A qualquer momento podemos está lá.-falou sorrindo.
...
Três Horas Depois
–Consegui.-a voz da ruiva soou baixa e cansada. Andressa que estava na cozinha comendo pizza que Jason havia pedido, correu até a sala, aonde encontrou os dois.-Antes de perceberem que estavam sendo invadidos, temos dois minutos.
–Acesse a lista dos presos que estão na base, cheque as ultimas 24 horas, quem entrou quem saiu. Busque pelo nome de Enrique...
Carolina não a deixou terminar de falar, sabia bem que Andressa estava procurando o assassino que havia tentado explodir um estadio no Rio de Janeiro. Ela e nem Jason haviam saído junto com eles naquela missão, mas assim como a grande maioria dos outros agentes, eles ficaram sabendo de tudo e acompanharam cada detalhe, cada informação que Clint e Natasha haviam informado a Furry e para a base.
–Encontrei ele, e sei bem quem ele é.
–O quê?-Andressa perguntou confusa.
–Ele tentou explodir o estádio no Rio.
–A sim.-se aproximando mais do computador e pode ver a foto do homem.-Pode ver a ficha dele?
–Sim, aqui podemos saber de tudo, a Shield é louca por detalhes.-Carolina ria enquanto digitava e fazia uma aba se abrir na tela com todas as informações da vida do assassino.
Em poucos segundos Andressa já havia lido o necessário para se dar conta de que a história que havia ouvido mais no dia anterior era verdade, e que Clint e Natasha sabiam de tudo aquilo.
...
–Acho que conseguimos o que queríamos, agora tenho que sair, antes que notem que tenham sido invadidos.-Carolina falou terminando de digitar alguns códigos e se desconectando dos softwares da Shield.
–Tudo bem.-Andressa disse, mas não conseguia pensar com clareza, a mente dela parecia um furacão.
–Você está bem, Andressa?-Jason perguntou ao ver que a morena parecia perturbada com algo.
–Mas porque você queria saber sobre esse assassino? Que eu me lembre, a horas atrás você estava no rio o prendendo e acho que você já sabe tudo sobre a vida dele.-carolina agora estava de braços cruzados ainda sentada na cadeira que passou parte do dia, invadido os computadores da Shield, observando Andressa e como ela não parecia está ali.-Você está bem?
–Um pouco tonta, enjoada, eu não sei, mas... Clint mentiu para mim
–Sente-se. Jason pegue um copo de água para Andressa.-a ruiva falou e viu o homem caminhar rapidamente até a cozinha e logo voltar com um copo com água.-Beba.
–Obrigada.-Andressa bebeu a água e respirou fundo, pensando.
–Agora será que pode me contar no e sobre o que Clint mentiu para você?
–Não mentiu, ele apenas não me contou sobre... Não me contou que esse homem, esse assassino já foi um de nós.
–Por quê?-Jason perguntou sentando ao lado de Carolina.
–Não sei.-Andressa disse.-Mas talvez eu descubra.
...
–Tem certeza de que está tudo bem?-Carolina perguntou para Andressa, as duas estavam em frente ao prédio aonde Jason morava.
–Não. Acho que nada está bem.-Andressa falou olhando pela rua.
Já estava noite e as ruas desertas, ela observou alguns carros passar, e sentiu as primeiras gotas de chuva na pele.
–O que aconteceu?
–Ainda não sei bem. Ontem depois que cheguei do Rio e fui para casa, Thor estava lá.
–Isso é bom, não é mesmo?-Carolina perguntou e viu a amiga assentir.-Então o que a está perturbando?
–O fato de eu dizer que o amo e ele me deixar no dia seguinte, saindo parecendo confuso, dizendo que precisava ir para Asgard para resolver alguma coisa, mas... Ele estava estranho, parecia... Não sei, nervoso com algo. Perguntei se era algo com a família e ele disse que não, perguntei até mesmo se Loki havia feito algo, mas ele respondeu que também não era nada com Loki.
–E o que continua a te preocupar, porque pelo o que você disse, aparentemente, é só um problema em Asgard.
–Perguntei se era algo com a gente e ele falou que não tinha com o que eu me preocupar. É estranho sabe? Eu digo que amo ele e no outro dia ele vai embora, e ainda tem isso, não entendo porque ele não me contou.
–Andressa, Thor precisou ir para Asgard resolver algo, ele não quis dizer mais com certeza Loki deve ter feito algo. Talvez ele deve está tentando dominar Asgard dessa vez.-Carolina falou rindo e viu quando Andressa riu também.
–Acho que ele já tentou.-as duas riram. Andressa sentiu as gotas de chuva mais fortes.-Preciso ir.
–Tudo bem, mas... Thor logo vai voltar e vocês vão ter muitas noites juntos, vai enjoar de falar que o ama.
–Tudo bem, Carolina.-ela destravou o carro e entrou no mesmo rapidamente. Ligou o carro e acelerou deixando a amiga para trás.
...
Ao chegar no apartamento, ela viu que Clint ainda estava acordado, entrou no mesmo e se livrou do casaco molhado que usava. Caminhou até a cozinha, mas pode ouvir os passos de Clint se aproximar.
–Você está bem?-o arqueiro perguntou.
–Estou, estou sim, mas...-ela se virou até ficar de frente para o irmão.-Porque não me disse que o homem que prendemos no Rio já foi um agente?
–Por quê? Não sei, não achei que fosse necessário.
–Só isso? Porque não achou que fosse necessário?-ela encarouo irmão, mas não obteve resposta de Clint.-No relatório que Furry nos deu não falava nada a respeito de ele ter sido um agente como nós.
–Não porque não era necessário, Andressa. Ele era um louco, o cara surtou e quando Furry o afastou.
–Eles foram torturados, Clint e quando tentaram deixar a base...
–Andressa.
–Você sabia, sabia de tudo.
–O quê? Ele era um bom agente, um dos melhores, mas ele começou a ver as missões de outra forma.
–Não querendo matar pessoas inocentes?
–Isso é o que descobriu?
–É, isso é o que descobri Clint. E sabe o que é estranho? O fato de Fury, Natasha e principalmente você não me contar, Clint.-gritou com o mesmo na tentativa de obter alguma resposta, mas ao ver o irmão calado mais uma vez riu com sarcasmo.-Sabe por que você não diz nada? Porque é verdade, Clint.
–Aonde você vai?-Clint finalmente falou assim que viu ela sair da cozinha.
–As vezes acho que era melhor eu não ter voltado.-ela disse por fim e subiu as escadas do apartamento para o quarto, chegando lá se livrou da roupa molhada e deitou na cama.
O dia não estava sendo um dos melhores.
...
Sozinha no quarto, ela observava a noite pela sacada do quarto, via a chuva cair os raios rasgarem o céu, levando para ela a lembrança de Thor, de como ele havia partido da noite que passaram juntos e de como ele havia dito que ela não precisava mais se sentir sozinha. Mas não era o que ela sentia. Ela se levantou da cama e caminhou até o closet, de lá tirou uma mala de mão, procurou rapidamente por algumas peças e as colocou na mesma.
Vestiu rapidamente um casaco olhou uma ultima vez pelo quarto.
O cheiro de Thor ainda estava lá, impregnado em cada parte, assim como pelo corpo dela. Respirando fundo ela pensou em tudo, desde o começo. Do primeiro beijo deles na cachoeira no Rio de Janeiro, da primeira noite deles naquele quarto, e até mesmo das brigas. Mas aquilo não se repetiria mais.
Ela era apenas um humana e Thor era um Deus. O mundo dos dois era completamente diferentes. Não podiam ficar juntos.
Descendo pelas escadas do apartamento, ela olhou o comodo imerso na escuridão, o divã em que havia feito amor com ele, brilhava com a luz fraca da lua.
Mas ela não parou, caminhou até a porta, pegou a chave do carro e saiu sem olhar para trás.
...
No carro ela dirigia lentamente, chovia violentamente lá fora.
Ela sabia que assim que Thor voltasse iria até ela, e que por mais que ela se escondesse não conseguiria fugir dele. Mas sabia o que iria dizer assim que o visse novamente.
As estradas estavam desertas.
–Só estou facilitando as coisas.-sussurrou sozinha no carro. O rádio do carro estava ligado, mas a música a irritava, falava de felicidade e que a pessoa havia finalmente encontrado um amor pra toda vida.-Adiantando o que Odin quer.-ironizou ao falar o nome do deus. No retrovisor do carro ela pode ver a cidade ao fundo ficando para trás. Mas ela se deu conta de que não era apenas a cidade que ficava para trás, mas que tudo de bom que havia acontecido na vida dela. Como ter encontrado Clint, os amigos, Tony, apesar de tudo o que havia acontecido entre ele, e Thor.
Respirando fundo ela voltou a atenção para a estrada vazia e secou uma lágrima que escorreu do olho dela.
–Essa droga de música.-irritada ela desligou o rádio.
Mas assim que se deu conta de o silêncio era pior do que música ela tentou ligar o rádio, mas não conseguiu. O rádio não ligava e ela percebeu que o carro estava parando aos poucos.
–Droga.-falou pisando no acelerador na tentativa de fazer o carro voltar a pegar. Mas não voltou, o carro ia parando a cada segundo e a única coisa que ela fez foi coloca-lo para o acostamento.
Confusa com o que poderia ter parado o carro, ela tentou novamente ligar o veículo, mas não conseguiu.
Mas assim que olhou para a estrada, se deu conta de que não havia problema algum com o carro.
A dez metros do carro, ela pode ver Thor.
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