So Cold

8 Gerard // França // Raptados


Notas iniciais
Não sei se vou conseguir postar amanhã, pessoal :(
Lamento, mas vou fazer o possível ,s'bem ? :b
Comenteeeeeeeeeeeem por favor, lindos/as

Como sempre,
Kiss ♥

Anteriormente em So Cold:

Ele estendeu-me a mão , a mim e à Allison, e nós agarramos. Iniciamos os treinos, nessa mesma noite e estendeu-se pelo fim-de-semana todo. A verdade é: estou tão forte e boa como a Allison, se não melhor.

É muito mais fácil não saber das coisas de vez em quando. Porque enganar dói e esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida.
E percebi que o que levara os meus amigos e familia a mentir para mim foi o amor. Assim como eu estou a mentir para eles.

Amor faz de nós uns mentirosos.

Atualmente em So Cold:


~2 dias depois, Segunda-feira~

-Esta noite há caçada. A tua primeira caçada. — avisou Gerard para mim.

Apenas assenti e acabei de tomar o pequeno-almoço e antes de sair de casa com a Allison, olhei-me no espelho : aquela não sou eu, com calças pretas, camisola cinzenta, jaqueta preta e botas pretas, já para não falar das luvas. Mas depois olhei para a minha mãe, meu pai e Allison e percebi que eu agora era aquela rapariga refletida no espelho por eles, para os salvar.
Então chegamos à escola e enquanto caminhávamos até à escola , peguei no telemóvel e mandei mensagem para o Scott "Consegui, durante os treinos! x — Alexia" . Encontramos a Lydia nos cacifos, como sempre.

-Bom-dia... — disse ela com a boca aberta , a olhar-me de cima a baixo — Que te aconteceu?
-Ela agora é oficialmente uma caçadora! — exclamou Allison, sorrindo. Eu baixei a cabeça.
-É melhor irmos para a aula. — avisei, e então fomos as três para a sala. Esta aula só tinha com elas as duas ,com a Erica e com o Stiles, que ficaram de boca aberta quando me viram, assim como a Lydia.

A professora de historia chegou rapidamente e recebi uma mensagem a meio da aula, porque senti o telemóvel tremer, então peguei discretamente e li "Encontra-me na biblioteca a seguir à aula, Lexi. — Scott" , voltei a guarda-lo.
O resto da aula passou rapidamente, afinal adoro história, mas outras pessoas estavam a dormir, muitas delas.
Quando ía a sair da sala , a Allison chamou-me.

-Fala. — pedi e ela perguntou:
-Onde vais?
-Casa de Banho.- respondi , normalmente — Não me estou a sentir bem.
-Está bem, qualquer coisa liga-me, Alexia. — avisou Allison, e eu assenti.

Quando já não a via no corredor, comecei a correr para a biblioteca e passei a andar, quando passei a porta, fui até à estante onde as camaras não podiam apanhar e dei de caras com ele, que arregalou os olhos quando me viu.

-Nem digas nada... — sussurrei e rolei os olhos. Ele sorriu triste.
-Desculpa. — pediu e eu abanei a cabeça.
-Não tem mal, Scott, a sério. Eu só quero salva-los. — expliquei e baixei a cabeça. Ele aproximou-se e abraçou-me , eu retribui.

Ele soltou-me e depois eu expliquei-lhe como foi que fiz, e o que fiz. Ele desculpou-se novamente e voltamos a repetir o gesto. Mas depois lembrei-me do aviso de Gerard , hoje de manhã.

-Scott. — chamei quando ele já ía virar as costas.
-Diz. — pediu e sorriu.
-O Gerard disse que hoje era a minha primeira caçada, mas não vou magoar ninguém. — avisei e ele baixou a cabeça.
-E se tiveres? — perguntou Scott e eu olhei-o nos olhos, sem saber que dizer. — Vale a pena, tudo que estamos a fazer?
-Espero que sim. — sussurrei e ele veio beijar-me a testa e depois foi-se.

Resolvi ficar na biblioteca, sossegada.
Sentei-me numa mesa, comecei a fazer os trabalhos de casa de historia e senti quando alguém se sentou na cadeira ao meu lado.
Olhei.

-Como consegues fazer isso? São tão difíceis. — disse Stiles e eu rolei os olhos.
-Pelo menos deste ao trabalho de ler? — perguntei e ele assentiu.
-Sim, li. — respondeu.
-Bem, nem todos nós passamos as aulas de história a dormir. — repreendi , e ele disse:
— Eu não…
— Ah, dormias sim. Além disso, ainda babavas na mesa. — acusei e ri. Ele olhou-me de olhos arregalados. Eu assenti.
-Não importa. Esquece. — pediu ele e eu ri. — Como isto aconteceu? — e apontou para mim. Rolei os olhos.
-Sou uma caçadora e não vou falar contigo sobre isto. — expliquei e ele fez cara de indignado.
-Como assim caçadora?! Estás maluca? E o Scott?!!! A Erica?! O Isaac? — começou o Stiles a gritar, mas baixo.
-Stiles! — exclamei e ele parou de falar e olhou-me.
-O Scott, a Erica e o Isaac são lobisomens. — expliquei e depois terminei — E eu sou uma caçadora. Caço-os , é o que faço, Stiles.
-O Scott , a Erica e eu somos teus melhores amigos. O Isaac gosta de ti... — explicou ele e eu fechei os olhos, depois de me virar de costas para ele. O Isaac? Oh...
-Não te vou caçar. — avisei obviamente , e tentei não chorar.
-A mim. Mas vais caçar os teus amigos. — acusou ele e eu senti-me uma péssima pessoa. Péssima.
-Ser caçadora está no meu sangue. — expliquei, com a voz baixa.

Levantei-me , peguei nas minhas coisas e comecei a andar, mas o que o Stiles disse , fez-me parar:

-Ser guardiã é que está no teu sangue. Não é ser caçadora. E eu não sei que se passa, mas esta não és tu, Alexia. — eu voltei a andar e saí da biblioteca.

Fui até à casa de banho e sentei-me na sanita, e finalmente pude chorar.
Porque eu não sou assim e magoar as pessoas de quem gosto, magoa-me a mim. Mas de repente lembrei-me do que está a acontecer à minha familia e aos meus amigos e deu-me uma raiva, que nunca senti.
Levantei-me, saí da casa de banho e avistei a Allison a sair da escola. Corri até ela e ela perguntou:

-Logo trago-te para o jogo? — eu assenti. E aquela raiva continuou a crescer.

Fomos para casa e vestimos a "roupa de caça" , pegamos nas mochilas , preparamo-nos e saímos eram 20:00h, tínhamos 1h para apanhar algum lobisomem e isso encheu-me de medo e ao mesmo tempo de culpa. Ignorei e fomos de mota, eu e a Allison, o nosso pai não quis vir. Eu também não queria.
No meio da floresta a Allison usou uivos falsos e ouvimos algo, ambas disparamos, quando paramos a mota.
Caminhamos de encontro à tal coisa e eu rezei muito mesmo para não ser alguém que eu conhecesse, mas parei imediatamente quando vi quem era.

-Erica, Boyd... — sussurrei e ela olhou-me boquiaberta , assim como ele.
-Não desistas agora! — exclamou Allison e eu olhei-a e disse:
-Mas...
-Alexia? — perguntou Allison e eu assenti.

Flashback:

-Scott. — chamei quando ele já ía virar as costas.
-Diz. — pediu e sorriu.
-O Gerard disse que hoje era a minha primeira caçada, mas não vou magoar ninguém. — avisei e ele baixou a cabeça.
-E se tiveres? — perguntou Scott e eu olhei-o nos olhos, sem saber que dizer. — Vale a pena, tudo que estamos a fazer?
-Espero que sim. — sussurrei e ele veio beijar-me a testa e depois foi-se.

Flashback off:

Apontei a besta para o Boyd, pois não sou capaz de o fazer à Erica , e ele arregalou os olhos.
A Allison disparou na Erica montes de setas.

-Foge... — pediu Erica ao Boyd.
-Não deixes! — mandou Allison e eu disparei no Boyd , e outra e outra. Ele caiu no chão e ela caiu de seguida.

Allison pegou no telemóvel e marcou.

-Avô? — chamou ela sorridente. — Apanhamos dois!

Depois desligou e levamos os dois lobisomens para casa.
Depois de entregarmos a Gerard, tive de ir vestir roupa de Lacrosse rapidamente.
Antes de sair do quarto liguei ao Scott, e falei rapidamente:

-Apanhamos a Erica e o Boyd na floresta, Scott! Isto não é bom! Estão presos, mas não posso fazer nada! — e desliguei logo.

A Allison levou-me para o jogo e voltou para casa, mas o Gerard veio connosco e ficou por lá "ESTA É A MINHA ESCOLA" , falou ele convencido ser o senhor do mundo.
O jogo iniciou e eu estava preocupada. Vi o Isaac chegar, e falar com o Scott no campo.
Depois o Isaac derrubou os jogadores da nossa equipa e o Scott pôde jogar, boa!
O Stiles marcou pontos e eu, fomos os únicos. Porque metade da equipa desapareceu, incluindo o Scott e o Isaac.
Terminou o jogo e começaram a ouvir-se gritos, corri até ao meio do campo e tirei o capacete.

-NÃO! — gritei, quando vi o Jackson no chão.
-Onde está o Stiles? — perguntou-me o pai dele.
-Stiles? Não sei. — respondi , preocupada.
-ONDE ESTÁ O MEU FILHO??? — gritou ele para o vento. Onde ele se meteu?

Liguei-lhe montes de vezes e ele nada! Mas onde ele está? Nem ele, nem o Scott, nem ninguém. Mas onde estão todos? Ando à procura deles à exatamente 2h30.
Recebi uma ligação da Allison e atendi:

-Alexia? — chamou ela e eu respondi:
-Fala.
-Onde estás? — perguntou.
-Na saída da escola, e tu? — perguntei e ela respondeu:
-A caminho daí com o Gerard, vamos buscar-te para tratar de algo . — explicou e eu rolei os olhos.
-Está bem. — concordei.

Alguns minutos depois , parou um carro à minha frente e eu entrei. A Allison passou-me uma mala tive de me vestir na parte detrás do carro e equipei-me com uma besta.

-Para onde vamos? — perguntei, curiosa.
-Tratar de uma emboscada e é o assunto final. — explicou avô , com um sorriso . Eu encolhi-me, tive medo.

Chegamos a um armazém e saímos do carro.
Entramos sorrateiramente e estavam lá eles. O Gerard mandou-me tratar do Derek e a Allison do Isaac.
Apanhei um bom angulo de visão e atirei em cheio nele, assim como ela no Isaac. Pobrezinho!
Eu fui em direção ao Derek e a Allison ao Isaac e acertamos com facas, mas algo nos agarrou pelo pescoço. Era o Kanima.

-Calma queridas, ainda não está na hora. — explicou o avô e a Allison gritou:
-Mas que se está a passar?! Que fazes? — o Kanima começou a apertar-nos o pescoço e depois largou-nos. Estávamos ofegantes.
-Scott. — avisou o Gerard e ele, Scott, arregalou os olhos. Quase ri. — Sabias desde o principio, não é?
-Sim... — sussurrou .
-O quê? — perguntei teatralmente.
-O teu avô está a morrer de câncer e quer a mordida do Derek. — explicou Scott.
-Então é isso ?! — exclamou Allison .

Scott arrastou Derek até ao pé do braço de Gerard, e este mordeu-o.
Depois começou a escorrer sangue preto e eu fui para o pé do Scott.

-Que é isto? O acordo? — perguntou Gerard e Scott respondeu:
— O Gerard está habituado a ter um plano. Mas desta vez nós tinhamos um plano!
-Nós? — perguntou ele e Allison ao mesmo tempo.
— Cheirei que o Gerard estava doente e lembrei-me dos comprimidos com que anda sempre. — explicou ele e continuou — Topei o seu plano. Fiz comprimidos com imunidade e pedi ajuda à Alexia para os trocar durante os treinos. E ela ajudou, porque ela queria salvar aqueles que ama.
-TU ÉS UMA TRAIDORA! — gritou Gerard o mais alto que pôde e eu encolhi-me. Scott agarrou-me , e deu-me um abraço.
-Obrigada. — sussurrou ele e eu sorri.

Pov. Autora

Tudo se passou muito depressa , e então Stiles e Lydia chegaram com o carro e derrubaram o Kanima.
Peter e Derek "mataram-no" e depois ele ressuscitou. Tinham um plano para salva-lo. Alexia sorriu, assim como todos.
Gerard já não se encontrava no armazém. Isaac abraçou Alexia e ela pediu desculpa, ele como gostava dela, aceitou.

Scott, sob o olhar de Alexia e Chris, deu a mão a Allison.
Mas para espanto do rapaz, o coração dele não acelerou. Mas o de alguém presente descompassou, o de Alexia, a rapariga não sabia porquê.
Mas Scott escutou e olhou-a, Alexia sorriu docemente e ele retribuiu. Ainda se sentia culpado por fazê-la mentir para toda a sua familia, queria compensa-la, a sua melhor amiga. Algo lhe dizia que não deveria se importar com o que ela fizesse. No entanto, por algum estranho motivo, ele se importava.

Pov. Alexia

Sorri ao vê-lo. Estou feliz por eles.

-Que tal sairmos um dia destes? — perguntou-me Isaac, enquanto saiamos do armazém.
-Parece-me excelente, Isaac. — respondi sorridente.
-Foste uma heroína! — elogiou Stiles, aparecendo ao pé de nós.
-Não fui, mas tu foste, Sty! Jogas-te mesmo bem e ainda sofres-te danos, foste um verdadeiro herói! — elogiei e ele abanou a cabeça.
-Não fui, Lexi. — respondeu ele.
-Foste esta noite. — disse eu e ele riu.
-Foram os dois! — exclamou o Isaac e rimos todos.
-Alexia! — gritou uma voz e eu olhei, era o Scott. Ele apanhou-nos e pediu — Podemos falar?
-Já volto. — disse ao Stiles e ao Isaac.

Caminhamos os dois até a uma arvore e eu encostei-me, ele colocou-se à minha frente.

-Obrigada, e desculpa. — disse ele e eu sorri.
-Ei, estamos bem, é o que importa. — respondi — Além disso eu era a melhor opção.
-Como assim? — perguntou ele entrando na brincadeira.
-O Stiles é um péssimo mentiroso e eu era a segunda opção. — respondi, sorrindo convencida.
-Quem disse? — perguntou Scott e eu encolhi os ombros — Porque és a minha melhor amiga, é isso? — eu assenti. — Convencida!

Dou uma risada e ele aproxima-se mais de mim e dá-me um abraço tão apertado e tão longo que eu não me lembro de já ter sido abraçada assim. Mas consegui ver o quanto ele estava grato.

~dia seguinte, Terça-feira~

-MENINAS!!!!! — gritou uma voz, fazendo nos cair da cama. A Allison começou a rir e eu imitei-a. — Temos de falar.

Arrumamos o quarto e vestimo-nos.
Tivemos a madrugada toda a reconstruir a nossa relação de irmãs e estamos bem melhores.
Ela não quer nada com o Scott e eu tenho pena. Ele ama-a tanto, consigo ver.
Descemos para a sala e sentamo-nos.

-Isto é muito mau, certo? — perguntei com medo.
-Depende do vosso ponto de vista. — respondeu a nossa mãe e nós baixamos a cabeça.
-Acho que todos precisamos recomeçar. — disse Chris e nós olhamos para ele -França é para onde vamos.
-Nas férias?! — perguntei — Que fixe!
-Concordo, é espetacular! — disse Allison animada.
-Filhas, não sei se é só nas férias. — disse a Victoria. Nós arregalamos os olhos.
-Se gostarem ficamos por lá. — explicou melhor, o pai — Por agora vamos de ferias.
-Está bem. — concordamos ao mesmo tempo. Mas sem concordar de todo, mentalmente.

Fizemos as malas, arrumamos tudo e no dia seguinte estamos preparadas para ir.
Mas antes, pego no telemóvel e ligo para a Erica que não atende. Então ligo para o Scott.

-Olá! — saudou ele.
-McCall ! — exclame animada.
-Algum acontecimento especial? — perguntou ele e riu.
-Por acaso... — sussurrei.
-Conta, Lexi. — pediu ele e percebi que ele sorria.
-Vamos para França. — avisei e não se ouviu nada durante uns minutos.
-Férias? — perguntou ele.
-Depende. Se gostarmos ficamos, senão voltamos. — respondi, esperando uma reação triste.
-Boa viagem! — exclamou ele e eu sorri triste, não percebendo a atitude dele.
-Obrigada, eu acho. Então adeus. — despedi-me e ele disse:
-Tchau! — e eu desliguei.

E partimos para o aeroporto. E a seguir para França. Foi a ultima vez que falei com ele.

~3 meses depois~

Pov. Stiles

Em casa do Scott, a comer mais especificamente, na cama ainda mais especificamente.

-Tens falado com a Allison? — perguntei-lhe e ele negou -Alexia?
-Devia?! — perguntou ele alto.
-Calma, McCall. — pedi ironicamente.
-Desculpa, meu. — disse Scott e parou de estudar.
-Qual é o teu problema? — perguntei calmamente.
-Nenhum ... — sussurrou e voltou a olhar para os livros.
-Claro que não. — disse ironicamente.
-Porque haveria de ter? — perguntou Scott e olhou-me.
-Talvez porque ela pode não voltar! — gritei.
-Ela quem?!- exclamou Scott, levantando-se. Eu fiz o mesmo.
-A Allison, a rapariga que gostas. — respondi obviamente. Ele manteve-se indiferente e começou a ir em direção à porta — Ou a Alexia, a tua melhor amiga. — ele parou no mesmo instante. E disse:
-Ela vai voltar. Elas vão voltar. — e saiu do quarto. Rolei os olhos. Sentia falta da Alexia.

Ele voltou para o quarto alguns minutos depois e avisou que ia agora fazer a tatuagem. Não quero nem ver, mas eu é que vou conduzir, por isso tenho de ir.
E assim fomos.

Pov. Alexia

Ainda estou em França, eu sei ... Mas aqui é tão bom! Eu amo.
A Allison e a minha mãe foram mais cedo para tratar de algumas coisas como a casa nova, e eu e o meu pai ficamos mais uma semana.

Pov. Allison

Chegamos ontem a Beacon Hills e estamos na casa nova. Já resolvemos tudo. Então vou ter com a Lydia.
Estamos no carro , mas logo agora o semáforo tinha de ficar vermelho.

-Maldito semáforo! — queixou-se Lydia, que ía a conduzir. Quando olhei para o lado vi o Scott e o Stiles, no carro.
-Oh meu deus, Lydia! Olha para o lado! — exclamei tapando a cara e ela olhou.
-É o Scott! — gritou ela e eu mandei:
-Acelera, por favor... — e ela disse:
-Mas o semá...
-Acelera! — e ela arrancou, mesmo quando eles abriram o vidro. Ela parou o carro mais à frente e eles pararam alguns metros atras. — Também pararam, porquê?
-São o Scott e o Stiles. Queres mesmo discutir isto? — perguntou ela ironicamente e algo nos atingiu na frente do carro.

Rapidamente saímos do carro e eles vieram até nós. Lydia disse que não estava bem e Scott disse que o cervo parecia estar a fugir de algo, o que me assustou.
Depois decidimos voltar para casa e a Lydia ia dormir a minha casa.

~dia seguinte, Segunda-feira~

Acordamos com o despertador e preparamo-nos para a escola.
Descemos para o pequeno-almoço que a minha mãe preparou e saímos para a escola.
Entramos e fomos até aos cacifos.

-Gémeos? — perguntou ela com a boca aberta.
-Parece que sim. — sussurrei, olhando para eles.
— Vocês! — chamou alguém e nós olhamos — Onde está o Scott?
-O Scott?! — perguntei admirada e espantada.
Ela aperou o braço a mim e à Lydia e tenho ideia que nos colocou negra. E depois foi-se embora.
-AU! — gritou Lydia e eu concordei.

~1 semana depois, Segunda-feira~

Pov. Alexia

Chegamos agora a casa. São 4h00 da manhã, e vou a correr deitar-me, amanha arrumo as coisas.
Acordei com um barulho na porta. Tentei ignorar mas o barulho continuava.

-ENTRE! — gritei e a porta abriu-se.
-Estás atrasada, Alexia. — avisou a minha mãe e eu levantei-me num pulo.
-Horas ? — perguntei enquanto corria para o duche.
-8h00! — gritou ela do meu quarto.

Tomei duche, vesti-me, peguei na mala e numa maçã e o meu pai foi me pôr à escola.

Pov. Scott

-Hoje? Não sei se é boa ideia... — avisou Stiles pela 500ª vez hoje.
-Stiles, vai correr tudo bem! — exclamei pela 500ª vez hoje.
-Não, isto é mau. -disse ele.
-Já disseste isso. — acusei , sentando-me na cadeira. E ele sentou-se ao meu lado.
— Pareceu-me adequado repetir. — explicou Stiles , e eu rolei os olhos.
-Bem, não foi . — disse ironicamente e ele disse:
-Sabes, a Alexia...
-Deixa-a! — exclamei -Se ela ficou em França é porque não tem razões nem ninguém pela qual vala a pena voltar!

Entrou a Allison e sentou-se atras do Stiles.
A única coisa que me preocupa é saber que a Erica e o Boyd estão em perigo neste momento e eu estou aqui.
Entrou a professora nova na sala e os telemóveis tocaram todos, olhamos e era a mesma frase que a professora citava, mesmo agora.
Depois alguém bateu na porta da sala e todos se calaram.

-Entre! — exclamou a Srª. Blake.

A porta abriu-se revelando uma rapariga de estatura média, com cabelos mais compridos do que antes e enrolados nas pontas, era ela. E sorri sem intenção.

-Posso? Desculpe o atraso... — pediu Alexia , e parecia desconfiada.
-Faça favor, Alexia. — disse a professora e sorriu largamente.

Ela caminhou , sem me olhar, e sentou-se no único lugar livre, na minha frente.
O Stiles sorriu-lhe e ela retribuiu, mas para mim nem olhou. A verdade é que eu estava feliz, por ela ter voltado e agora entendi a falta que a minha melhor amiga me fez.

-A pergunta que eu lhes faço neste trabalho é a seguinte: O que lhes dá esperança? O que vos dá medo? — explicou a Miss. Blake enquanto distribuía folhas brancas pelas mesas. — Força e bom trabalho, meninos!

Pov. Alexia

Não Scott, não Scott , não Scott. Repetia eu , enquanto me sentava na ... sua frente. Eu estava chateada com ele, e não quero voltar a olha-lo, nunca mais.

-A pergunta que eu lhes faço neste trabalho é a seguinte: O que lhes dá esperança? O que vos dá medo? — explicou a Miss. Blake enquanto distribuía folhas brancas pelas mesas. — Força e bom trabalho, meninos!

Na folha em branco escrevi:
Eu tenho medo de não conseguir ser feliz de verdade, sabem? Medo de o tempo passar e eu permanecer no mesmo lugar. De ver as pessoas que mais amo me deixarem. E por algum motivo parece que já está a acontecer. Uma pessoa que eu amo, deixou-me, sem uma aparente razão ou explicação. Mas eu continuo a ama-la, porque amigos de verdade continuam a amar-se da mesma forma mesmo depois de meses. Mas isso não importa. O importante é que todos temos medo. Eu tenho.

O que me dá esperança é a cor dos meus olhos. As pessoas , as que me amam sabem. Amigos são familia e isso dá-me esperança, eles dão. As vezes as pessoas acham, que não temos sentimentos. Que não amamos. Que sonhos são apenas sonhos, e que eles jamais se tornarão realidade. Apenas acredite, que um dia, o seu sonho se tornará realidade. Eu acredito, eu tenho esperança. Não por mim, por eles.


-Muito bem, acabou o tempo. — avisou aquela professora esquisita e recolheu as folhas de todos.
-Mas isso é para ler à turma? — perguntou Stiles alarmado.
-Claro! Eu vou ler. — exclamou a Jennifer . Eu fiquei alarmada também, afinal ela podia ter avisado.

A professora passou alguns, com comentários não legais para menores. Leu o do Stiles que falava sobre o Inferno , o da Allison sobre amor, o da Lydia sobre morte e o do Scott sobre amizade, nessa eu baixei a cabeça. Até que chegou à minha.

-Alexia Argent . — leu a professora e começou -Eu tenho medo de não conseguir ser feliz de verdade, sabem? Medo de o tempo passar e eu permanecer no mesmo lugar. De ver as pessoas que mais amo me deixarem. E por algum motivo parece que já está a acontecer. Uma pessoa que eu amo, deixou-me, sem uma aparente razão ou explicação. Mas eu continuo a ama-la, porque amigos de verdade continuam a amar-se da mesma forma mesmo depois de meses. Mas isso não importa. O importante é que todos temos medo. Eu tenho. O que me dá esperança é a cor dos meus olhos. As pessoas , as que me amam sabem. Amigos são familia e isso dá-me esperança, eles dão. As vezes as pessoas acham, que não temos sentimentos. Que não amamos. Que sonhos são apenas sonhos, e que eles jamais se tornarão realidade. Apenas acredite, que um dia, o seu sonho se tornará realidade. Eu acredito, eu tenho esperança. Não por mim, por eles.

Muitos bateram palmas, e eu olhei para o Stiles que apenas sorriu triste.
O resto da aula foi minimamente interessante.
Quando a aula acabou, quis sair a correr ,mas quando estava quase a sumir no corredor uma mão agarrou-me e prensou-me contra a parede da esquina. Estávamos muito próximos, e eu tentei soltar-me.

-Para, não te vou fazer mal. — disse Scott com tristeza na voz . E eu parei — Porque nem me olhas?
-Estou chateada. — admiti soltando-me e cruzando os braços.
-Desculpa... — sussurrou ele.
-Nem as mensagens, Scott. — acusei e ele não falou — És meu melhor amigo. Mas não foste o único.
-Como assim? — perguntou ele .
-A Erica... — respondi e ele arregalou os olhos.
-Desculpa! — pediu ele rapidamente.
-Calma. — pedi e ele encostou-se à parede, deslizando e sentando-se. Eu fiz o mesmo.
-A Erica e o Boyd foram raptados por um bando de Alfas que está na cidade. — explicou Scott.

Eu fiquei em choque. O Scott veio até mim e abraçou-me, enquanto estávamos os dois no chão. Eu estava a chorar.

-Ela vai ficar bem? — perguntei e ele baixou a cabeça.
-Vamos tentar salva-los esta noite. — respondeu Scott, enquanto eu apoiava a minha cabeça no seu peito.
-Eu vou salva-la, eu prometi. — expliquei e ele apertou-me com mais força.
-Não podes salvar os outros antes de te salvares a ti própria, Lexi.

Ele tinha razão.

Notas finais
Grande? Yaaaaap :)) Gostaram? Digam vocês gente lindaaaaaa que vai comentar :b

Como sempre,
Kiss ♥