So Cold
9 Salvamento // Coração partido
Notas iniciais
Como sempre,
Kiss ♥
Anteriormente em So Cold:
–A Erica e o Boyd foram raptados por um bando de Alfas que está na cidade. — explicou Scott.
Eu fiquei em choque. O Scott veio até mim e abraçou-me, enquanto estávamos os dois no chão. Eu estava a chorar.
–Ela vai ficar bem? — perguntei e ele baixou a cabeça.
–Vamos tentar salva-los esta noite. — respondeu Scott, enquanto eu apoiava a minha cabeça no seu peito.
–Eu vou salva-la, eu prometi. — expliquei e ele apertou-me com mais força.
–Não podes salvar os outros antes de te salvares a ti própria, Lexi.
Ele tinha razão.
Atualmente em So Cold:
–Atualiza-me, por favor — pedi e ele começou a explicar o que aconteceu.
–Hoje não é lua cheia? — perguntei arqueando as sobrancelhas.
–Sim. — respondeu ele , ajudando-me a levantar. Limpei os vestígios de lagrimas.
–É seguro? — perguntei, preocupada. Caminhamos em direção ao refeitório.
–Claro que é. — respondeu ele, como se fosse obvio. Por alguma razão, não acreditei.
Entramos no refeitório e sentamo-nos todos juntos, e que saudades eu tinha disto.
Os rapazes acabaram por ir não sei onde e sobramos nós. A Lydia estava a mostrar-me uma pulseira nova, quando eu vi a nodoa negra que tinha no braço.
–Onde fizeste isto, Lydia? — perguntei e ela olhou para a Allison — Boa! Digam lá... — então a Allison mostrou-me o braço dela.
–Uma rapariga que procurava pelo Scott, fez-nos isto. — explicou a Allison.
–Certo... — sussurrei desconfiada — Atualizem-me sobre tudo. Até sobre o bando de Alfas. — elas assentiram.
Começaram a explicar-me o que aconteceu, na semana que estive fora. Então juntei o que Scott me contou e com o que elas me contaram.
Ao que parece Scott foi chamado ao hospital pela sua mãe para ajudar com um Isaac ferido e encontrou-o sendo sequestrado por um lobisomem Alfa. Ele lutou, mas perdeu e Derek ajudou-o. Verdade o quase-sem-coração salvou o dia. Parece que Isaac encontrou a Erica e o Boyd, mas apagaram-lhe as memorias e com a ajuda de Scott, Derek e Deaton restauraram as memorias de Isaac. Mas depois temos o ponto de vista delas. Um cervo bateu no carro da Lydia e um bando de pássaros suicidaram-se na aula de Inglês. E depois apareceu esta menina misteriosa à procura de Scott.
–Tenho de ir, meninas. — disse Lydia , com um grande sorriso. Nós olhamos, e vimos a correr em direção a um dos gémeos.
–Anda com um deles? — perguntei espantada, ela assentiu — Que sortuda!
–O quê?! — riu ela e eu encolhi os ombros rindo .
–Eles são lindos, temos de admitir! — exclamei e ela concordou.
–Lexi, eu estou a um triz de descobrir o que significa este símbolo . — explicou Allison , e pegou na mala, levantando-se.
–Onde vais? — perguntei, imitando-a.
–Biblioteca. — respondeu e eu seguia.
Chegamos à biblioteca e conseguimos vaga num dos computadores. Sentamo-nos as duas, e Allison retirou da mala um desenho do símbolo, colocando-o ao seu lado. Começou a pesquisar no computador.
–Allison , os pais avisaram. Sem sobrenatural. — avisei nervosa.
–E não queres encontrar a Erica e o Boyd?! — perguntou ela, enquanto continuava a pesquisar.
–Tens razão!- exclamei e aproximei-me da tela — Para! — e ela parou de descer a pagina do Google, nas imagens.
–É este! — exclamou ela. Eu comecei a ler:
–Banco de Beacon Hills. — ela clicou. — Porque haveriam de os esconder num banco?
–Porque diz aqui que o banco fechou à anos. — explicou ela, lendo o artigo na tela do computador.
–Tem de ser aqui! — disse eu e olhamo-nos — Tenho de o fazer.
–Temos. — corrigiu ela e eu sorri agradecida.
Saímos da biblioteca depois de imprimir o artigo, e fomos para a aula que tinhamos todos juntos.
Passou relativamente depressa, então pegamos nos nossos carros e fomos para casa.
No inicio da noite entramos na garagem, onde colocaram as roupas de combate depois de nos mudarmos ,depois de jantar, sem os nossos pais verem e começamos a vestirmo-nos. Não levamos armas, porque não sabemos onde estão e saímos de carro com a desculpa de irmos ter com a Lydia.
–Sabes o caminho? — perguntei , preocupada.
–Sim, estamos perto, por isso se calhar vamos o resto a pé. — explicou Allison, estacionando num beco.
–Concordo. — disse, e tirei o cinto , ela repetiu o meu gesto.
Saímos do carro, e caminhamos na direção do banco , esta extremamente escuro.
Quando chegamos à porta da frente a Allison abriu-a com a ajuda de uma ferramenta. Entramos dentro, e não víamos nada.
–Está muito escuro. — sussurrou ela , enquanto caminhávamos.
–Shiiiuuuuu... — mandei eu e ela aproximou-se de mim. Quando íamos a virar uma esquina, algo nos tapou a boca e nos prensou na parede. Era a Sr. Morrell.
–Armário. — mandou ela e largou-nos — Agora, eles veem aí. Vão!
–Que está a fazer?! — perguntei desconfiada.
–Têm 20 segundos. Quando ouvirem a guerra começar, saiam! — avisou ele e nós perguntamos:
–Que guerra?
–Quando ouvirem vão saber! — disse a Sr. Morrell e depois ela correu pelo caminho que viemos.
Eu e a Allison olhamo-nos e corremos para a porta ao nosso lado. Entramos e parecia uma despensa ou seja um armário. Tombei em algo no chão e a Allison olhou-me repreendendo-me , eu encolhi os ombros. Ela tirou o telemóvel do bolso e começou a apontar para vários cantos, até que parou num , onde estava um corpo morto. Eu conheci... é a Erica. Eu ía gritar, mas a Allison agarrou-me e tapou-me a boca.
Eu queria chorar , mas ela não me largava ou tirava a mão da boca. Então senti ela abraçar-me e eu agarrei-me a ela. A Erica não podia estar morta, não podia, não, não...
Ela finalmente largou-me e eu pude correr até ao corpo dela.
–Erica... — sussurrei perto do seu ouvido. — Não estás morta , eu sei que não...
–Temos de ir, Alexia. — avisou Allison, limpando-me as lagrimas.
–Temos de leva-la. — pedi e ela assentiu. Agarramos nos braços dela, e colocamos sob os nossos ombros, arrastando-a connosco, pela porta.
No corredor já não havia ninguém, então tentamos correr, mas com o peso de Erica é difícil. Começamos a ouvir coisas.
–Vai! — mandei e ela olhou-me duvidosa — VAI!
Então ela largou o braço da Erica e correu na direção dos sons. Eu caminhei , mais devagar, na mesma direção.
Quando cheguei perto, os sons desapareceram e vi o Scott, a Allison e o Derek ao pé do cofre.
Ambos olharam na minha direção e calaram-se, fui até eles e larguei a Erica com cuidado no chão.
–Lamento imenso, Derek cheguei tarde demais. — sussurrei chorando silenciosamente, enquanto ele se ajoelhava ao meu lado.
–Não foi tua culpa. — disse ele e eu olhei para ele.
Eu vi nele, enquanto o mesmo observava a mulher morta, um reflexo de culpa na sua face.
Coloquei-lhe a mão no ombro e ele olhou-me.
–Eu disse-lhe que íamos ter tanto tempo para nos divertirmos. — disse, baixo — Sempre achamos que haverá mais tempo. E aí ele acaba. — e dei uma festa no rosto dela.
Ele levantou-se e foi até Allison e Scott, eu imitei-o , limpando as lagrimas que insistiam em cair.
–Tens ideia do que libertas-te? — perguntou Derek para Allison gritando.
–Então agora a culpa é minha? — perguntou ela de volta.
–O quê?! — perguntei alto e Derek olhou para mim.
–Oh a tua querida irmã, libertou dois lobisomens que não vêm a lua à 3 meses.- explicou ele e eu perguntei:
–Dois?
–A irmã do Derek e o Boyd. — respondeu Scott.
–Agora eles podem matar a cidade inteira. — gritou Derek.
–Pelo menos não ando a transformar adolescentes deprimidos em Lobisomens! — gritou Allison e virou-se começando a andar até mim.
–Ela não tem culpa, ninguém tem. — sussurrei, tentando acalmar todos.
–Não. Só o resto da vossa familia. — respondeu ele a Allison.
–Eu cometi erros. — explicou Allison — Gerard não foi minha culpa.
–E a vossa mãe? — perguntou Derek . Agora ele estava a abusar.
–O que queres dizer? — perguntou ela, chegando-se à frente, eu fiz o mesmo. Ele olhou para Scott, assim como Scott para ele.
–Diz-lhes Scott. — pediu Derek. Eu apenas observava calada.
–O que ele quer dizer, Scott? — perguntou Allison, alarmada. Eu avancei devagar. — O que ele quer dizer?!
–Se não digo-lhes eu. — avisou Derek a Scott e ele baixou a cabeça e eu avancei mais um pouco para a esquerda e para a frente, ficando um pouco mais à frente do que Allison, mas onde ninguém me notava.
– O que ele quer dizer, Scott? — perguntou novamente Allison.
–A tua mãe estava a mata-lo, quando eu tive de ir salva-lo. — explicou Derek e eu lembrei-me da noite na discoteca.
Flashback on:
Eu resolvi sair da discoteca e ir apanhar ar, depois de uns minutos no banco sozinha, e passei pela pista de dança, mas não vi ninguém. Então passei, adiante, e segui para a porta da rua, por onde sai.
Pareceu-me ouvir tiros, mas eu realmente estou a ficar maluca, com gente estranha , então apenas ignorei.
Comecei a andar e ouvi um estrondo, então corri na direção e encontrei um pó preto no chão e mais adiante o Stiles, Derek, Erica e Isaac.
–Ouviram?! — perguntei alto e eles olharam-me, penso que só me notaram agora.
–Não , o quê? — perguntou o Stiles e depois acrescentou — É melhores voltares para dentro, Lexi.
–Porquê? — perguntei e olhei para todos, inclusive para a Erica que apenas baixou a cabeça. Eu rolei os olhos.
–Então passa para este lado do circulo. — disse ele e eu olhei para ele desconfiada — Por favor.
–Stiles. — chamou o Derek e todos olhamos — desfaz o circulo.
–Porquê? — exclamou o Stiles e acrescentou — E o Kanima?
–Desfaz! O Scott está a morrer! — exclamou o Derek. Como assim? Oh não. Tentei ir desfazer o circulo, mas não me conseguia aproximar, como se algo me impedisse.
–Ok. — disse ele e desfez o circulo, e então foi como se a barreira também se desfizesse.
–Vai salvar o Scott! — mandei eu e ele correu.
Flashback off:
–E depois tive de lutar com ela, daí a mordida. — continuou Derek. Eu arregalei os olhos e cheguei-me mais para a esquerda, sem ninguém me notar. Derek foi até Erica.
–Porque não me disseste a verdade?! — perguntou Allison, indignada.
–Não queria que ficasses mal com a tua mãe. Ela tinha acabado de sobreviver. — explicou Scott.
Eu escorreguei , com as costas na parede, até ao chão e deixei-me chorar silenciosamente, agarrada aos joelhos, pela morte da minha melhor amiga e pela morte de uma amizade.
–Devias ter dito. — avisou ela e depois saiu pelo buraco no cofre.
Derek aproximou-se de Scott, com Erica nos braços, o que me fez chorar mais e ser notada por ambos.
–Alexia... — sussurrou Scott. Eu abanei a cabeça, em negação e levantei-me.
–Não. — acusei eu — Mentiste, outra vez. — Ele levantou-se e tentou caminhar na minha direção, mas eu fiz sinal para ele parar. E ele pediu:
–Ouve...
–Mentiste! -exclamei , e Derek olhou-nos e acrescentei — Sabes, mentiras são como cicatrizes na alma. Elas destroem. — Scott disse:
–Tens razão...
–Eu não quero ter razão! — gritei e acrescentei calmamente — Só quero ser feliz.
Passei pelo meio dos dois e andei em direção ao buraco na parede do cofre. Coloquei-me com as pernas direitas e avancei uma, avançando logo a outra e até cair no chão senti-me livre.
Aterrei agachada e corri até ao carro, enquanto as lágrimas cegavam-me. Respirei fundo antes de entrar.
–Allison. — chamei e ela olhou-me com os olhos vermelhos.
–Vamos? — perguntou ela.
–Eu conduzo. — pedi e ela saiu do lugar , deu a volta ao carro e eu passei-me para o lugar do condutor.
Quando ela entrou , eu arranquei e conduzi de volta para casa.
Ambas estamos desgastadas emocionalmente. Acelerei bastante, na estrada principal, até chegar à garagem da nossa casa. Estacionei e a Allison saiu do carro, eu fiquei. Vi-a subir as escadas que dão à cozinha.
Debrucei-me no volante e comecei a chorar, e tive a sensação de que apaguei.
Pov. Allison
–MÃE!!!! — gritei super alto, mal cheguei à cozinha. — PAAAAIIIIIII!!!!
Caminhei até à sala, enquanto limpava as lagrimas nas minhas bochechas e vi-os alarmados a descer as escadas, de pijama estava a minha mãe e o meu pai estava armado e vestido, mas nem me dei ao trabalho de perguntar.
–Quando iam me contar?! — exclamei a gritar, largando a malinha em cima do sofá.
–O quê? E onde andas-te? — perguntou o meu pai. Eu ignorei e voltei a perguntar:
–Quando me iam dizer que a mãe- apontei para ela — tentou matar o Scott?!
–Allison, acalma-te. — sussurrou Chris, aproximando-se de mim. Victoria apenas deixou uma lagrima cair. — Onde estives-te?
–Fui ao banco de Beacon Hills , encontrei o Scott e o Derek. — expliquei rápido — Quando me iam contar?
–Foi para o teu bem e para o bem da tua irmã. — explicou a minha mãe e eu olhei-a indignada.
–Meu bem? Não concordo! — gritei e olhei para os dois — Mas perguntem à Alexia.
–Ela não precisa saber. — explicou o meu pai.
–É um pouco tarde. — disse eu , e virei-me para subir as escadas — Agora eu entendo-a: as mentiras destroem-nos.
E subi as escadas, onde fiquei o suficiente tempo, para ver o meu pai sair. Fui para o meu quarto e não chorei, senti raiva, mas não chorei. Não valia a pena, então apenas adormeci.
~dia seguinte, Terça-feira~
Pov. Alexia
Acordei com o barulho do meu celular e percebi que estava no carro. E lembrei-me em segundos da noite de ontem.
Flashback on:
Acordei e sentei-me direita no carro e olhei as horas no telemóvel, que por sinal tinha muitas chamadas perdidas, e é por volta das 1h50 e pensei porque hei-de eu ser tão irresponsável e deixar uma cidade morrer, só porque eu fui enganada, outra vez. Liguei o carro e arranquei, estacionei-o na entrada da floresta perto da escola. Vi movimento e sai do carro. Tirei o arco supecelente da Allison do porta-bagagens e equipei-me.
Caminhei até um autocarro, e caminhei encostada, ouvindo barulho. Consegui subir em cima dele, e vi o Isaac com problemas , com os dois lobisomens fugitivos. Apontei , e disparei duas flechas de fumo para dentro da escola. Ele fechou a porta e depois virou-se para mim. Eu baixei a cabeça e fiz sinal para ele não dizer nada.
Tirei um peso da consciência e voltei para o carro, lembrando-me das mentiras de todos o que me fez chorar. Arranquei e cheguei rapidamente à garagem.
Não tive coragem de sair, então voltei a pousar a cabeça no volante e adormeci, ou afoguei-me nas minhas lagrimas. Não sei, escolham vocês.
Flashback off:
Procurei o telemóvel nos bolsos. Encontrei-o e li Chamada de Stiles , e atendi.
–Alexia, graças a deus! Liguei-te a noite toda!– exclamou Stiles, preocupado. Peguei na minha malinha e sai do carro.
–Estou bem, algo que possa fazer por ti?– perguntei e encostei-me ao capo do carro.
–Não. Só queria saber como estás por ontem?– perguntou ele , e eu avancei na direção das escadas. Lembrei-me subitamente que o Scott devia ter contado a ele sobre a minha mãe.
–Tu sabias não é, Sty?– perguntei desconfiada. — Sobre a minha mãe. — ele disse:
–Eu...
–Mentiste, Stiles? Pois, claro. Todos vocês!– exclamei e ele não respondeu . Entendi isso como um sim e desliguei.
Guardei o telemóvel no bolso, depois de ver que eram 7h00, e subi para a cozinha onde estavam os meus pais.
Quando me viram sorriram, mas logo desmancharam esses sorrisos, devia ser pela minha cara horrível. Não lhes disse nada, nem parei. Subi as escadas e fui até ao meu quarto.
Tomei duche e vesti-me rapidamente. Peguei na minha mala e livros e desci, novamente. Não parei, nem esperei pela Allison que consegui ver estar na cozinha com eles, apenas passei por todos e sai pelas escadas em direção à garagem. Entrei no meu carro e conduzi em direção à escola.
Estacionei e sai do carro com a minha mala. Percebi uma pessoa "correr" na minha direção, assim que pisei o solo da escola.
–Olá. — disse Isaac e eu sorri triste.
–Olá. Sobre ontem disseste algo a alguém? — perguntei e ele negou.
–Era suposto? — perguntou retoricamente e eu neguei.
–Obrigada, eu acho. — agradeci e ele respondeu:
–Sempre às ordens!
–Lamento muito pela Erica. — pedi e ele disse:
–O mesmo para ti. — eu sorri para disfarçar a vontade de chorar.
–Era só isso? — perguntei amigavelmente, tentando fugir do assunto : ERICA. Isaac negou — É que não sou grande companhia.
–Por acaso o meu interesse é mesmo em outra coisa. — comentou ele e deu-me a mão. Caminhamos até ao meu cacifo e eu sorri desconfiada.
–Diz-me lá em que é o teu interesse então . — pedi e ele aproximou-se.
Os nossos narizes tocaram-se e o meu coração acelerou, pude sentir. Então ele selou a distancia entre nós e beijou-me. Apenas um selinho, mas foi o suficiente para me deixar sem palavras. Ele afastou-se e eu olhei-o admirada.
– Meu interesse é em ti. – respondeu com a voz calma e gostosa – Podemos fazer algo melhor do que ir para a aula agora. — eu ri.
–Bem me parecia que querias algo. — disse mas acrescentei — Lamento Isaac. Tive uma noite complicada.
–Tudo bem . — respondeu e beijou-me novamente, mas desta vez pousou as mãos na minha cintura e eu coloquei as minhas mãos nos braços dele.
–Ei! — exclamou Lydia e nós separamo-nos — Arranjem um quarto ou vão para a sala de aula, como eu!
Ambos ficamos sem saber que dizer e olhamo-nos.
–Anda um Stiles desesperado à tua procura — explicou ela, apontando para mim — E nem sabes!
–O quê? — perguntei, cansada de surpresas.
–Ontem digamos que eu , encontrei um corpo de um homem morto. — explicou ela e eu arregalei os olhos e olhei para o Isaac.
–Eles mataram? — perguntei.
–Não. — respondeu ele e a Lydia explicou:
–O Stiles diz que não foi coisa de lobisomem. Ao que parece foi estrangulado e cortaram-lhe a garganta. — eu fechei os olhos , imaginando a cena.
–Como o encontras-te? — perguntei curiosa, e abri os olhos.
–Um daqueles momentos... meus. — disse ela, nervosa.
–É melhor irmos para a aula, já estamos atrasados. — comentei.
Fomos os três para a aula. Eu e Lydia Inglês e Isaac Francês.
Entramos na sala e vi logo Stiles, eu desviei o olhar e sentei-me na mesa mais longe dele, ou seja no fundo da sala.
A aula passou depressa, porque estive a dormir, era como se não dormisse à meses. Tocou para a saída e eu arrumei as coisas, o mais devagar que pude, para ele sair e eu ficar. E resultou.
Caminhei até à porta e assustei-me quando Stiles saltou para a minha frente. Eu gritei , o que fez ele também gritar, resultado : ficamos os dois feitos malucos a gritar até um de nós parar.
–Porque gritas-te? — perguntou ele ofegante. Eu olhei-o indignada.
–Tu saltas-te para a minha frente! — exclamei.
–Como queiras! — exclamou e empurrou-me para dentro da sala. Fechou a porta. — Senta-te! — eu sentei-me, estava cansada demais para o ignorar e acreditem quando vos digo que isso exerce um grande esforço.
–Já estou sentada. — sussurrei. Ele pareceu surpreso e sentou na mesa na frente na minha e virou-se de frente para mim.
–Desculpa. — pediu e eu baixei a cabeça.
–Porquê? — perguntei ironicamente.
–Por ter-te mentido. Tens ideia de como deixas-te o Scott? — perguntou ele triste, eu olhei-o.
–Tens ideia de como ele me deixou a mim? — perguntei.
Pov. Autora
Scott caminhava em direção ao som de dois corações batendo, e entrou na sala. Pegou numa cadeira e sentou-se ao pé da rapariga de cabelo comprido.
–Não! — exclamou Stiles e agarrou o braço de Alexia, que queria fugir da sala.
–Não tenho de ficar aqui! — gritou a rapariga , que voltou a sentar-se.
–Podemos falar, por favor. — pediu o lobisomem.
–Eu vou sair. — avisou Stiles. Levantou-se e saiu da sala.
–Não ... — sussurrou ela — Por favor, eu não quero...
–Peço-te que me dês mais uma oportunidade. — pediu Scott . Alexia olhou-o pela primeira vez , naquele dia.
–Fala, Scott. — disse ela, com a voz fraca. Ela estava demasiado cansada. Ele aproximou-se.
–Não devia ter-te mentido! — exclamou o rapaz.
–Não foste só tu. — disse ela, sentindo a dor crescer no seu peito. — Foram todos.
–Desculpa. — pediu ele e ela respondeu:
–Não importa... — e caiu-lhe uma lagrima. — Sabes... já estou habituada.
–Não vou deixar que mais ninguém te magoe, Lexi. — prometeu o rapaz, tentando diminuir a quantidade de lagrimas que caiam pela face da rapariga. — Nem mesmo eu próprio.
–Como posso ter a certeza? — sussurrou ela, olhando-o.
–Confia em mim. — pediu Scott e ela negou. — És a minha melhor amiga.
–Quero acreditar em ti, Scott. Mas não posso. Magoaste-me muitas vezes. Mentiste-me muitas vezes. Demasiadas. — respondeu Alexia.
A rapariga levantou-se e saiu da sala, deixando um Scott com olhos dourados sozinho.
Ambos tinham isso em comum. A ambos custava mentir para proteger, mas é necessário mentir para sobreviver, eles sabem.
O mundo ainda quebrará o coração deles mil maneiras diferentes, e isso é uma certeza.
Ele levantou-se ainda com aqueles lindos olhos nos tons dourados e atirou a mesa ao ar, gritando, encostou-se à parede e deixou-se cair. E foi aquela a primeira vez que lhes quebraram o coração.
–Eu prometi te proteger e vou cumprir minha promessa. — sussurrou Scott.
E essa promessa era outra certeza. Ele a protegeria de tudo, mesmo de ele próprio.
Notas finais
Que acharam? Tadinho do Scott :(
Como sempre,
Kiss ♥
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