So Close That I Cant Breath
7 Through hard times
Notas iniciais
- Novamente, todos os agradecimentos da betagem para a MelKeigo /o/ OTSUKARESAMA MEEEEL! Hoje foi bem curtinho XD
- Capítulo igualmente curto, porque não havia necessidades de enrolar depois de tudo aquilo. E preparem-se para mais e mais surpresas.
- Não se esqueçam das notas finais :3
- Capítulo dedicado à LilyYuuPotter, porque... Ai, eu aticei tanto ela com os canos XDDDDDDDD Ta aí Li, seu capítulo dos canos! UAHSUDHASUDHUSA
Arregalei os olhos, fazendo-os quase saltarem para fora do rosto.
Senti o rapaz da faca apertar mais meus braços, dizendo com receio na voz:
– Hey, cuidado! Atrás de você! – Avisou o outro, mas fora em vão.
Antes que o de boné pudesse se virar, uma barra de ferro acertou-o na orelha, seguindo o sentido horizontal. Ele caiu para o lado, batendo com a face na parede, ficando desacordado.
– Ora seu... – O rapaz da faca disse, desencostando-a de mim, deixando sua mão bem na altura e direção de minha boca.
Não esperei outra chance e cravei os dentes em sua mão, fazendo-o largar o objeto, o qual fez um barulho agudo ao bater contra o chão. Mas nada se comparava ao grito de dor que ele dera, soltando meus braços.
– Filho da puta! – Xingou. Senti seus dedos virem até meus cabelos, puxando-os com força.
E, mesmo assim, eu ainda ousei me abaixar, encostando o queixo em meus joelhos. Tudo o que eu pude ouvir, em seguida, fora o som da barra de metal acertando o rosto do outro rapaz.
Levantei depois de alguns segundos, olhando para trás e vendo-o atirado ao chão, desacordado, com o nariz sangrando.
Com pura certeza, ele precisaria de uma plástica.
Assustei-me ao ouvir o barulho do metal tilintar ao bater no chão. Voltei meus olhos para frente, encontrando o meu salvador com a respiração alterada, as mãos tremendo levemente.
– Então, você me seguiu. – Disse para o albino, mas ele não me respondeu. – Olha, eu sabia que você era briguento, só que eu nunca pensei que você chegaria a este ponto. – Comentei, ajeitando minhas calças, levantando-me logo em seguida.
Não bastou isso para eu senti-lo pegar meu pulso com força, puxando-me com rudez, começando a correr para longe dali.
– Oe, Walker, o que aconteceu? Oe! – Tentei chamar sua atenção, porém ele sequer me ouviu.
O beco no qual havia entrado era bem mais longo do que eu imaginara. Não andamos muito, e eu pude ver uma bifurcação, onde o britânico entrou ainda me puxando com extrema violência. Corremos mais um pouco, e ele virou em outra bifurcação, entrando cada vez mais no que parecia ser uma galeria de becos formados pelos prédios.
Enquanto corríamos, a única coisa em que eu pude reparar era que, além das fachadas serem extremamente sujas, havia muitos sacos de lixos e tralhas jogadas pelos cantos.
Logo deduzi de onde ele havia tirado aquele cano. Provavelmente o lugar onde eu estava, inicialmente, deveria ter muitos desses lixos em volta.
– Walker, onde diabos nós esta– – Tentei perguntar, mas ele virou novamente e de forma abrupta, interrompendo minha fala.
Após isso, não tardou para eu conseguir enxergar as luzes de uma das avenidas principais.
– Cuidado! – Um homem gritou, quando esbarramos nele ao sairmos do beco.
Assim que caímos na rua principal, pude ouvir gritos e alvoroço das pessoas ao redor, assustadas com o meu ferimento no braço.
Só que o albino não estava dando importância nenhuma para isso. Aliás, ele não estava dando importância para absolutamente nada.
Sequer minha voz ele ouvia.
De repente ele parou, fazendo-me quase bater o nariz em sua cabeça.
– Walker, o que diabos... – Novamente ignorado, quando ele largou meu pulso e foi em direção ao meio da rua.
– Táxi! – Gritou e fez um gesto, quase se atirando contra o carro amarelo. O motorista freou ruidosamente para não acabar atropelando-o.
O britânico abriu a porta traseira do carro, veio novamente até mim, pegando-me pelo braço e forçando-me a entrar na parte de trás logo após ele.
– Para o hospital mais próximo, por favor. – Disse, e o motorista não questionou, ainda que estivesse assustado ao ver o estado do meu braço.
Walker ainda se esticou para fechar a porta ao meu lado. Jogou a bolsa do seu lado do banco, abrindo-a, tirando de lá o avental branco que usava nas aulas de laboratório.
– O que você vai... – Ele nem ao menos olhou em meus olhos, rasgando a manga e amarrando-a em meu ombro, tentando estancar o sangramento. – Oe! Seu avental! Ele era novinho. Você não precisava fazer isso!
Ele não notara o que eu havia dito, voltando sua atenção para a bolsa, procurando alguma coisa desesperadamente, as mãos tremendo de maneira desnecessária.
– Walker! Walker, me responda! – Tentei mais uma vez, mas ele parecia inacessível. Só que, agora, eu havia me cansado: – ALLEN WALKER! EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ! LARGUE ESTA MERDA E ME RESPONDA! – Gritei, os nervos à flor da pele, puxando-o pelo ombro e fazendo-o me encarar.
No momento em que nossos olhos se cruzaram, tudo dentro de mim evaporou, fazendo-me ficar desnorteado.
O brilho nos olhos de Walker era o de alguém apavorado.
Era esta a razão de ele não responder quando eu o chamava. Estava em frenesi, totalmente dominado pelo medo.
Eu... Não soube mais como agir naquele momento.
– De-desculpe. – Gaguejou, pegando minha mão, seus dedos trêmulos apertando os meus.
Não sei se era em uma forma de me acalmar ou se acalmar.
– Por favor, vá o mais rápido que conseguir! – Suplicou ao motorista, o qual só assentiu com a cabeça.
O resto do percurso eu me mantive calado, incerto. Fiquei com a mão sobre o ombro, apertando-o, minha mente envolta em vários pensamentos perturbadores.
Dentre os quais, hipóteses nada agradáveis do porquê de seus olhos tomarem aquele brilho naquele momento.
Do porquê de eles continuarem com aquele brilho de pavor.
Quando chegamos à porta do hospital, Walker pediu para que o homem o aguardasse enquanto ele me levava até o pronto socorro, porque ele já voltaria para pagá-lo.
Segurei sua mão, fazendo-o voltar o rosto para mim, assustado.
– Calma. Eu consigo ir sozinho, não estou tão mal assim. Pague ele e depois você me encontra lá. – Seus olhos prateados se arregalaram, mas voltaram ao normal. Ele concordou com a cabeça, mas não parecia muito certo.
Deixei-o no automóvel e segui até o pronto socorro, ainda segurando o ombro. A dor incomodava mais do que qualquer outra coisa.
Mal cheguei lá e uma enfermeira veio ao meu socorro, chamando outras três para ajudar.
– Por favor, senhor, acompanhe-me. – Pediu uma delas, enquanto as outras diziam algo como “é caso de urgência” e outras coisas que eu não fiz questão de entender.
Comecei a ser guiado pela moça para dentro do local, quando ouvi passos rápidos atrás de mim. Virei-me e deparei-me com Walker vindo em minha direção.
E, não sei por que só agora, mas um sorriso se desenhou levemente em meu rosto.
Até eu vê-lo parar e cair de joelhos no chão.
– WALKER!– Gritei, virando-me e ameaçando correr até ele, se não fosse pela enfermeira segurar firmemente meu braço, impedindo-me. – Me solta! – Pestanejei.
– Senhor, calma, o senhor precisa ser atendido com urgência. – Ela disse, aflita. Virei-me novamente e pude ver outras duas enfermeiras abaixadas perto do albino. Ameacei ir até ele mais uma vez, mas novamente ela me segurou. – Por favor, senhor! Ele será atendido devidamente.
– Mas...!
– O senhor precisa de cuidados urgentes! Eu prometo que, assim que for atendido, eu o levo até seu amigo, sim? – Ela disse, enfática. Olhei uma última vez e pude ver as enfermeiras ajudando Walker a se levantar, encaminhando-o para uma outra sala.
– Tsc. – Virei o rosto, mordendo o lábio com força, deixando-me ser guiado pela enfermeira até o local onde seria atendido.
Mal entrei e já me dirigi até a maca, subindo e esperando sobre ela, totalmente impaciente. A enfermeira pediu para que eu aguardasse um instante, pois o médico já viria. Não tardou e ele já estava lá, de prontidão para me atender.
Nem esperei por seu comando para retirar a blusa, expondo a ferida. Ele se aproximou, juntamente com a auxiliar e começaram a esterilizá-la. Após tudo em ordem, ele preparou e aplicou uma anestesia local, a qual eu nem senti de tão preocupado que estava com o britânico.
Por fim, começou a suturar o ferimento, com calma.
– O que aconteceu com você para ficar assim? – O médico perguntou, curioso. Bufei, não respondendo. – Vocês jovens. Sinceramente! Se metem em brigas e não pensam nas consequências. Você sabia que isso poderia...
– Doutor. – Comecei enfático. – Não tenho interesse em saber o que poderia ter acontecido comigo. O que me interessa agora é saber o que aconteceu com a pessoa que me acompanhava.
– Ora, é só perguntar à enfermeira. – Voltei meu olhar para a sua auxiliar, ela encolhendo os ombros, provavelmente intimidada.
– E-eu posso checar para o senhor, se quiser... – Disse, receosa. – Se-se o doutor autorizar...
– Pode ir. – Ele disse, mais interessado em se concentrar na sutura.
– O-o nome do paciente...? – Ela perguntou, voltando seus olhos para mim novamente.
– Allen Walker. – A enfermeira fez um aceno de cabeça e se retirou.
Suspirei pesadamente, sentindo os músculos relaxarem. O médico pediu para que eu não me movesse, pois estava quase terminando o procedimento. Contei mais uns dois minutos e tudo estava devidamente finalizado.
– Pode vestir sua blusa já. Mas tenha cuidado. – Advertiu, mas não dei muita importância. Ainda pude ver sua expressão torcida depois que coloquei a blusa, provavelmente imaginando que eu não seria nada cuidadoso com aquela lesão.
Estava para sair da sala quando “trombei” com a enfermeira, assustando-a mais do que ela já parecia estar. Dissera-me que Walker estava em uma sala ali perto, já devidamente atendido. Agradeci e sai correndo para onde ela indicara, sem muita atenção aos outros que estavam ao redor.
Cheguei até o quarto quase derrubando outra enfermeira que estava para se retirar. Revirei os olhos, meus nervos já saltando para fora da pele devido aos inúmeros problemas que já havia passado hoje. Não demorei nada para avistar o britânico deitado sobre a maca, uma enfermeira próxima, ministrando o que parecia ser um pouco de soro.
Corri até sua figura, vendo-o se levantar com dificuldade enquanto eu me aproximava.
– Hey, não, não! – Adverti, pegando-o pelos ombros, impedindo que saísse de lá. – Vá com calma. O que aconteceu com você? – Perguntei, com a voz mais aflita do que deveria.
– Ele teve uma queda de pressão, mas já está se estabilizando. – A enfermeira respondera minha pergunta, fazendo-me arregalar os olhos.
– Queda de pressão? – Repeti, indignado. Desde quando o albino tinha pressão baixa? Ou será que foi devido à adrenalina...?
Senti seus dedos se fecharem em volta da minha blusa e voltei minha atenção novamente para sua figura, percebendo que ele estava tendo leves espasmos esporádicos.
– Kanda... Kanda, me perdoe. – Murmurou, fazendo meus olhos se arregalarem mais ainda. – Me perdoe, Kanda, me perdoe. – Quando ergueu os olhos para me encarar, pude ver as grossas lágrimas que escorriam por seu rosto.
Paralisei totalmente, em choque. Por que diabos ele estava chorando?
– O-o que... Aconteceu? – Perguntei, incrédulo.
– Eu... Eu sabia. Sabia que aqueles caras não eram coisa boa. – Reclamou, apertando ainda mais minha blusa entre os dedos. – Já tinham me avisado que eles ficavam rondando, de olho, procurando gente pra se encrencar, mas mesmo assim... – Soluçou, a ficha finalmente caindo que os espasmos eram na verdade tremores.
Tremores de medo e remorso, provavelmente.
– Eu-Eu... Eu deveria... Deveria ter te... Avisado... – Ele dizia, os soluços ficando mais frequentes, as lágrimas caindo mais grossas, mais depressa, seus olhos ficando avermelhados. – Mas... Eu pensei que... Que poderia... Poderia te manter... Lo-longe de... Deles... Me perdoa, Kanda! – Baixou o rosto, não conseguindo mais me encarar.
E aquilo só fez o meu ódio por aqueles caras aumentar ainda mais. Como se não bastasse terem me submetido àquela humilhação, ainda deixam a pessoa de quem eu gosto nesse estado.
Façam tudo, mas não façam isso. É o cúmulo.
– Shh. – Disse baixinho, aninhando-o contra o meu peito. – Do que está se lamentando? Eu não estou bem? – Comecei a acariciar seus cabelos, sentindo a blusa ser molhada pelas grossas lágrimas. – Eu estou aqui. Estou inteiro. Não tem do que se culpar. E outra: – Afastei-o um instante, fazendo-o olhar no fundo dos meus olhos. – Odeio ter de admitir, mas eu procurei por isso, não?
Eu vi mais lágrimas se formarem dentro daquelas suas pratas, começando a descer pelo seu rosto, desenhando cada curva dele, marcando-o. Suspirei, fazendo-o se encostar novamente contra o meu peito, acariciando seus cabelos.
– Anda, vai. Chora. Chora sua maria-mole. – Disse, emburrado. E consegui ouvir o que parecia ser uma risada, ainda que fraca, em meio aos seus soluços.
Fiquei abraçado com ele só por alguns poucos minutos. Depois, a enfermeira insistiu para que ele se mantivesse deitado. Walker obedeceu, mas deitou-se de lado, de forma a ficar de olho em mim. Pedi um banquinho e sentei-me próximo a ele, deixando que seus dedos se perdessem em meus cabelos, só para ver se ele se acalmava.
E esperei. Esperei pacientemente, quase adormecendo, até que ele fosse liberado.
xxx
Nem sabia mais que horas deveriam ser. Não havia saído com relógio e me esqueci de olhar naquele que havia dentro do pronto socorro.
Se fosse para supor, diria que era por volta das 20h.
– Eu realmente detesto o calor. – O britânico comentou, espreguiçando-se.
Só de olhar para seu corpo era possível ver que ele estava abatido. Absurdamente abatido.
E eu não saberia dizer se era só pelo que me acontecera ou se eram outras coisas mais.
Queria perguntar, mas também não sabia se tinha esse direito. Principalmente depois de vê-lo chorar tão desesperadamente.
Não queria que aquela cena se repetisse tão cedo.
– Uma das enfermeiras disse que tem um parque aqui perto. – Disse, virando-se para mim. – Quer ir até lá?
– Por mim, tudo bem. – Ele sorriu, bem de levinho, caminhando à frente.
Fui seguindo seus passos um pouco atrás. Nós andamos o que deveria ser uns dois quarteirões do hospital, avistando o tal parque. Estava aberto e parecia ser um lugar bastante visitado pelas pessoas ao redor.
Walker entrou, andando cada vez mais devagar. Logo eu estava ao seu lado, caminhando no seu ritmo, só vendo as pessoas passarem.
Eram casais, às vezes alguns com bicicletas, outros com cachorros. O albino puxou de leve minha manga, apontando um banco vazio para sentarmos. Obedeci sem questionar, sentando-me ao seu lado.
Ficamos em silêncio, o barulho dos grilos na grama e das pessoas passando quebrando um pouco o ar incômodo que estava entre nós. Pelo canto do olho, eu o observei levar a mão até a cicatriz, descendo os dedos por ela, contornando-a bem devagarzinho, enquanto encarava o chão.
Gostaria de saber o porquê daquela ação repentina, mas estava receoso em perguntar.
Só que ele mesmo puxou o assunto.
– Você quer saber, não é mesmo? – Arregalei levemente os olhos, assentindo. – Bom... Eu acho que... Agora eu posso contar.
Parou, deixando o silêncio retornar. Não me via no direito de forçá-lo, uma vez que ele tomara a iniciativa. Se ele se arrependesse, não iria culpá-lo de nada.
Walker tinha todo o direito de manter aquilo em segredo absoluto se o incomodava tanto.
Parei de divagar com seu suspiro, voltando novamente meu olhar para a sua face.
– Espero que tenha bastante paciência, porque a história é longa. – Advertiu, fazendo-me torcer a face em desgosto.
– Você sabe que eu não sou a pessoa mais certa quando se trata de paciência. – Cocei a nuca, incerto.
– É que... Eu acho que não vale a pena eu te contar só dela. Tem... Muito mais coisas por trás disso do que meramente uma cicatriz. – Virou o rosto na minha direção, um sorriso triste desenhando seus lábios. Suspirei, desistente.
– Tudo bem. Eu vou escutar tudo. Cada mínimo detalhe. – Disse, acomodando-me melhor no banco, fazendo seu sorriso ganhar um ar alegre por um momento, mas que logo desapareceu.
Walker virou o rosto novamente para frente, encarando o chão. Juntou ambas as mãos, brincando com os dedos, como se eles fossem extremamente importantes para o seu raciocínio.
– Você... Sabe que eu odeio quando usam aquele palavrão, não é mesmo? – Começou, fazendo-me arquear as sobrancelhas.
– “Filho da puta”? – Perguntei, não querendo realmente ofendê-lo. O britânico concordou.
– Isso. Sabe... A minha mãe foi a pessoa mais importante na minha vida. Ela me deu a oportunidade de viver.
– Oh, não me diga, gênio. – Satirizei e ele negou com a cabeça, nem um pouco irritado pelo comentário.
O que me fez ficar extremamente incomodado.
– O que... Você quer dizer com isso? – Perguntei, arregalando os olhos. Walker olhou-me, sorrindo entristecido.
– A minha mãe... Era uma pessoa muito bonita. – Ele continuou, como se eu nunca tivesse comentado. – Não tenho lembranças de sua face mais. Mas eu tenho certeza que ela era uma pessoa extremamente bonita. A única coisa de que eu me lembro... Eram de seus cabelos.
“Ela tinha lindos cabelos castanhos, com um brilho dourado, que desciam graciosamente por seus ombros, indo até abaixo da cintura, fazendo leves ondulações. Eu me lembro bem deles, porque todos os dias, quando eu acordava, eles eram a primeira coisa sobre a qual meus olhos recaíam.
Isso porque a minha mãe dormia abraçada comigo. Ela me deixava aninhado em seu colo, próximo ao seu peito. Ficava toda encolhida para fazer um berço no qual eu pudesse dormir. E garantir que ninguém, no meio da noite, tirasse-me de seus braços, fizesse-me sumir de sua vida.
A minha história começa assim: falando dessa mulher que, literalmente, me deu a chance de viver.”
Notas finais
- Avisando com antecedência que o capítulo 8 PODE ATRASAR, porque essa semana eu vou estar enrolada. E continuamos em um momento delicado da história. Tenham paciência, sim?
- E, por fim, mas não menos importante... TIMCANPYYYYYYYYYYYY ;A; (para quem leu o 216 T_T)
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