Snow Little Bird - Sansa E Petyr

14 Desvendando uma incógnita


Notas iniciais
Olá meus amores! Eu sei que prometi o capítulo para sexta, mas eu tinha escrito bastante coisa e perdi! =( Tive que reescrever tudo e aproveitei para mudar algumas coisas. Mas para compensar, o capítulo está ENORME. Fiz com muito carinho e gostei muito. (Espero que vcs tb...) Como prometido, é um Pov do Petyr. Mostrará MUITO de suas artimanhas e intenções. Ele se passa em paralelo com a chagada da Fé, num ponto de vista do nosso malvado favorito. AVISO: Tem bastante hentai... então, se você se sentir ofendido com conteúdo sexual explícito, não leia. Linguagem chula também está presente em algumas partes. ;D Boa leitura! Amo vocês!

PETYR

— Senhor Baelish?

Petyr levantou os olhos da carta que estava escrevendo. Desde que se tornou protetor do território, escrevia e lia cartas freqüentemente. “Muitas guerras se vencem com uma pena e alianças poderosas se fazem com ela” pensava o homem.

— Sim? — Petyr prestou atenção na mulher parada na soleira da porta da biblioteca. Teve certeza que nunca a tinha visto. O homem não deixaria passar despercebida uma mulher com aquele tom nas madeixas.

“Eu amei uma donzela bela como o verão, com a luz do sol em seu cabelo

Eu amei uma donzela linda como o outono, com o pôr-do-sol em seus cabelos

Eu amei uma donzela branca como o inverno, com a luz da lua no seu rosto

Eu amei uma donzela fértil como a primavera, com botões de flores em suas madeixas...”

Petyr fechou os olhos. A saudade de uma época inesquecível de sua vida sempre lhe assombrava quando se deparava com tons de cabelos rubros. Seu coração gelado se aquecia por um segundo. Somente um segundo. Ouviu a mulher a lhe chamar novamente:

— Senhor?

— Desculpe querida. Estava divagando, perdido em sua beleza. — Disse num tom sedutor. — Vejo que tem uma carta para mim. Chegue mais perto.

A mulher riu lascivamente. Seus olhos eram duas fendas castanhas que poderiam enganar o mais esperto dos homens, mas não Petyr. Ele era demasiado malicioso para cair nos truques de qualquer mulher. A criada encaminhou-se rebolando até a mesa que Petyr estava sentado. Debruçou-se até deixar seus fartos seios quase à mostra. Riu de uma maneira convidativa e lhe entregou a carta.

“Essa daria uma ótima puta para um dos meus bordéis... será que é virgem? Não... é lasciva demais para ser uma donzela.”

Petyr olhou a cera da carta. Era azul e tinha um falcão.

“Meistre Collemon... algo aconteceu!”

— Obrigada querida. Pode ir agora.

A mulher lhe sorriu mais uma vez e disse:

— Se o senhor precisar de alguma coisa é só me chamar. Qualquer coisa mesmo...

Petyr riu com o descaramento da criada.

— Lembrarei disso.

Dando mais um sorriso a mulher se retirou. Petyr quebrou o selo da carta e abriu:

“A Fé chegará um dia antes do esperado. Estão em dois.”

O homem não ficou contente em receber essa notícia. Seus planos teriam que ser ajustados pela chegada iminente da Fé. Precisaria sair de Vila Gaivota pela manhã e deixar alguns assuntos pendentes.

“Aquela chata da Myane irá ficar fazendo drama pela minha ida antecipada. Preciso fazer algo para agradá-la. Ela estando contente, seu pai ficará contente e todos os senhores importantes também o ficarão. Será que aquela mulher tola realmente imagina que um homem como eu gostaria dela de verdade? Ridícula... eu só a agüento pelo poder que me dá.”

Levantou-se de má vontade da sua poltrona. Ele sabia o que iria que ter de fazer para agradar Myane.

“Eu sei agradar uma mulher... quando quero. E que minha tortura comece!”

Silencioso, como Petyr sabia ser, caminhou até ficar de frente à porta do quarto de sua irritante noiva. Sabia que não lhe era permitido visitas íntimas ao quarto de Myane, mas eram essas visitas que surpreendiam e prendiam as mulheres aos seus encantos. Bateu duas vezes e esperou resposta:

— Quem é? — Myane perguntou.

Petyr baixou o tom de voz, deixando-a um pouco mais alta que um sussurro:

— Sou eu Myane. Abra, por favor...

O rosto da mulher apareceu numa fresta da porta:

— Petyr? Por que veio até aqui tão tarde?

O homem deu um sorriso sedutor. Sabia que Myane nunca resistia ao seu charme:

— Myane, não posso ficar aqui no corredor. Se formos pegos...

— Entre Petyr, meu querido.

Ele entrou rapidamente pela porta. Esperou Myane fechá-la enquanto a encarava com luxúria. A mulher usava uma camisola vinho longa de dormir, que dava um belo contraste com sua pele alva e cabelos dourados. Ela era uma mulher muito bonita, mas Petyr tinha os pensamentos em outra menina.

— Desculpe vir tão tarde, Myane. Preciso ir embora amanhã bem cedo e tive receio em não te ver antes de ir embora... você sabe que não me perdoaria por não receber meu beijo de despedida da mulher mais bela de Westeros.

O rosto de Myane se iluminou com as palavras de Petyr. Mas a mulher não tinha conhecimento que o homem à sua frente era dissimulado e lhe dizia tais palavras para manipulá-la mais facilmente.

— O senhor acha mesmo? Acha que sou a mulher mais bela de Westeros?

“Não acho nada disso!”

— É claro que sim. — Chegou mais perto dela e lhe tocou o rosto com candura — Qual o homem que ficaria ao seu lado sem desejá-la ardentemente?

Myane corou, mas se deixou levar pelas mentiras do homem. Petyr continuou:

— És a mais bela. Como posso ir embora sem me despedir?

Petyr beijou os lábios de Myane enquanto corria sua mão direita pelo corpo curvilíneo da mulher.

“Ela é bela... mas não é minha donzela do inverno! Preciso agradá-la a fim de conseguir o que quero.”

Sem parar de beijá-la por nenhum instante, Petyr foi empurrando Myane até a cama que estava atrás deles. Deitou-a com delicadeza. A mulher olhou bem fundo nos seus olhos e disse:

— Sabes que não sou mais donzela, não é mesmo Petyr? Meu pai lhe falou quando me propôs casamento... Preferia ter me guardado para você, o homem que amo e que faria qualquer coisa para deixar feliz.

“Tolinha... eu sempre soube que não era virgem! Eu quero a influência que você tem sobre seu pai ao meu favor na corte do Vale. Simples assim!”

— Myane, minha querida. Não me importo se não és donzela. És a minha noiva. A mulher mais bela de Westeros.

— Eu... eu estou pronta para me entregar para você. Sonho com isso desde o dia que te vi pela primeira vez. Lembro que a cor dos seus olhos foi o que me atraiu. A cor e a expressão deles. Expressão de um homem bom e honrado.

“Ai, ai... como as mulheres são idiotas. É só se fazer de romântico e sensível por um minuto que elas caem de amores, sonhando com honra e bondade. Sansa era assim... Porto Real lhe tirou isso. Prefiro minha menina como está hoje.”

— Me achou honrado e bom, Myane? É uma pena os lordes do Vale não acharem o mesmo de mim... Eles me odeiam e fariam qualquer coisa para me prejudicar e separar-me de você, a mulher que amo. A única que amei.

“Mais uma mentira...”

— Petyr. — Myane se sentou e pegou o rosto de Petyr entre suas mãos — Nunca iria deixar nada de ruim acontecer ao meu amor. Prometo-lhe isso! Falarei para meu pai colocar a corte em seu devido lugar, bem sei que todos lhe devem respeito e muito dinheiro também. Confia em mim, meu amor?

“Tão fácil de manipular...”

— Faria isso? Por mim, Myane? — O homem usou a sua voz mais inocente — Lhe daria qualquer coisa se me protegesse daqueles abutres. Sou um homem de origem simplória, nos Dedos não há toda essa falsa cortesia da corte. Sou como um pequeno pássaro, um tejo num ninho de falcões famintos...

A mulher jogou-se em seus braços, se apertando nele:

— Nunca irão lhe fazer mal. Assegurarei isso. Meu pai faz tudo que quero... sou sua única filha, a luz de sua vida.

Petyr sorriu e disse:

— Obrigada. Sabe que confio em você para me manter seguro. O que me leva a pensar em algo para agradá-la — O homem lhe sorriu lascivo — Irei embora amanhã bem cedo...

— Petyr... eu... eu quero que façamos amor. — A voz da mulher era um sussurro.

O homem se fez de surdo. Gostava de torturar belas mulheres:

— Desculpe Myane. Não ouvi o que você me disse...

Myane encarou seus olhos. Dava para perceber que estava reunindo coragem para falar novamente:

— Eu disse que gostaria de pedir algo, já que irá dois dias antes do esperado...

— É mesmo? Qualquer coisa para agradar minha noiva...

Myane decidiu não falar, mas mostrar o que realmente queria. Beijou Petyr com urgência e começou a desabotoar o gibão dele. Esfregava-se ao homem.

“Espertinha... espertinha. Receio que devo fodê-la até levá-la a exaustão. Assim é garantida a minha boa imagem na corte do Vale. Então primeiramente vou ficar no controle...”

O homem agarrou Myane com força jogando-a novamente na cama. Deitou-se em cima dela e começou beijando e dando pequenas mordidas em seu pescoço enquanto usava a mão esquerda para alisar os seios fartos dela. Petyr sabia que era esperado um galanteio de sua parte:

— Tem certeza que quer continuar, Myane? Não quero forçá-la...

— Tenho! Por favor, continue.

Petyr assentiu. Começou a retirar lentamente a camisola da mulher. Começou subindo-a desde a canela, com movimentos curtos, torturantes. A pele alva da mulher arrepiava-se com o toque masculino de Petyr. Quando a camisola chegou na altura do quadril, Petyr beijou cada coxa de Myane. Na coxa direita lambeu num movimento ascendente, até chegar à flor da mulher. Por cima da roupa íntima de seda vinho, beijou e sugou fazendo Myane arfar e se contorcer em agonia:

— Oh! Por favor Petyr... me ame, por favor!

“Isso eu não posso fazer... nunca irei amá-la, mulher idiota!”

— Calma... faço tudo para agradar minha noiva.

Continuou a subir a camisola. Sentia o tecido fino enrolar-se embaixo de suas mãos. A sensação da pele macia da mulher nas palmas de suas mãos estava o deixando excitado.

“Preciso cumprir com meu dever...”

Quando a camisola destapou os seios da mulher, Petyr não se conteve e lambeu delicadamente o esquerdo, sentindo-o enrijecer em sua língua habilidosa. Sugou-o e mordeu-o delicadamente, deixando Myane louca embaixo dele. Ajudou-a a retirar a camisola por seus braços e contemplou o corpo da mulher que estava sob ele. Ela era bonita. Tinha um bom corpo... mas seus cabelos não eram da sua cor favorita. Ela não era sua menina favorita.

“Sansa... irei tomá-la pensando em você. Mal espero em vê-la novamente, minha menina, minha vida...”

— Petyr? Não quer continuar?

“Devo ter ficado pensando em Sansa e esqueci de Myane...”

— Só estava admirando a vista, minha linda.

— E gostou da vista? — Myane tentou soar sedutora, mas para Petyr ela era uma mulher idiota, com sensualidade falsa.

— Eu seria cego se não gostasse... Está pronta?

Myane balançou a cabeça em sinal positivo. Petyr nem mesmo retirou seu gibão, somente abaixou um pouco a calça e retirou seu membro viril para fora. Quando Myane o viu disse:

— Uau!

— Tudo para você, minha linda.

Petyr ajeitou no meio das pernas de Myane. Sorriu para a mulher, mostrando-se um cavalheiro:

— Irei colocar Myane. Colocarei devagar, se estiver muito forte me diga, está bem?

Myane assentiu.

Petyr começou penetrando com delicadeza. Sentiu a vagina da mulher envolver cada centímetro de seu membro. Deslizava facilmente pela umidade do prazer de Myane.

“Apertada... e eu sem tomar, realmente, uma mulher a um bom tempo. Irei gozar rapidamente. Mas primeiro a farei gritar, como fiz Lysa o fazer antes dela.”

Quando percebeu que seu membro tinha entrado totalmente, apoiou-se em um cotovelo enquanto com a outra beliscava os seios da mulher, deixando louca de prazer.

— Por favor Petyr... mais forte!

“Ah, as mulheres! Querem que sejamos cavalheiros fora da cama e brutos dentro delas!”

Socou com força, ainda beliscando um dos seios da mulher enquanto o outro ia para cima e para baixo na velocidade impressionante que o homem impunha. Petyr sentiu seu membro ser apertado por Myane. Não queria que ela gozasse ainda. O homem sabia que abster uma mulher de seu gozo por um tempo o faria vir de uma maneira animalesca depois. Parou de se movimentar e retirou-se de dentro de Myane. Sentou-se com as pernas esticadas na cabeceira da cama:

— Venha aqui Myane. Irei ensiná-la a cavalgar. Você gosta?

Myane disse num tom assustado:

— Mas o homem não deveria ficar sempre em cima?

“As mulheres mesmo impõem comportamentos machistas...”

— Venha Myane. Posso fazê-la sentir coisas que você nunca sonhou sentir. Quer que eu te mostre?

— Sim.

Petyr pegou Myane pela mão direita, fazendo-a rolar. Ela levantou-se e se posicionou sua entrada no membro de Petyr, mas ele a deteve:

— Assim não Myane. Fique de costas, sente-se em meu colo... você gostará!

Myane virou-se e colocou-se em cima de Petyr. Deslizou devagar, como se estivesse doendo. Petyr ajudou empurrando embaixo.

— Viu, minha linda? Rebola para entrar mais fundo...

— Oh Petyr... vai tão fundo, mas é tão bom.

Rebolando e fazendo um movimento de deslizar, Myane ia e vinha pelo membro do homem. Petyr envolveu sua cintura com força e a ajudava a dar ritmo. Ela deslizava de um lado e Petyr empurrava do outro. Ainda com a mão esquerda na cintura dela, ele apertou com força o seio direito de Myane, fazendo-a arfar e apertar ainda mais seu pênis.

“Ela vai gozar... e eu também! Sansa...”

Myane gemeu em gozo. Seus movimentos ficaram mais lentos e sua vagina era como um elástico apertado no membro de Petyr.

“Gozou... mas irei fazê-la sofrer mais um pouquinho...”

Empurrou as costas de Myane até que ela ficasse de quatro para ele. Quando a mulher viu que ele iria penetrá-la novamente disse:

— Por favor Petyr... eu não agüento mais. Estou sensível.

Petyr fez que nem ouviu.

“Quando eu terminar irá ficar tão feliz que gritará aos quatro ventos que sou o melhor homem do mundo.”

Empurrou ainda mais as costas de Myane para baixo, deixando-a com o rosto no colchão e sua bela bunda empinada para ele. Ajoelhou-se no meio das pernas de Myane e empurrou-se para dentro sem piedade. Segurava os quadris dela com força. Myane arfou no começo, mas depois de pouco tempo rebolava no pênis do homem. Petyr era incansável. Socava com uma força absurda, fazendo os seios de Myane balançarem dolorosos.

— Ah Petyr... pelos Sete. É muito bom.

Petyr diminuiu um pouco o movimento e debruçou-se até alcançar o ouvido direito de Myane:

— Está bom?

— Sim!

— Quer que eu pare?

— Nunca! Por favor, não pare! Dê-me sua semente.

“Isso eu nunca lhe darei!”

Petyr deslizou a mão direita das costas de Myane até sua nuca. Com um movimento rápido ajeitou todo o cabelo de Myane num rabo de cavalo e puxou-o com força enquanto voltava a socar com violência dentro da mulher.

“Estou quase indo, mas primeiro ela...”

Myane gemia alto palavras desconexas. Petyr via, por sua expressão, que estava gostando imensamente de ser tomada dessa forma. Quando deu sua estocada mais funda, viu Myane desfalecer à sua frente num grito agudo de gozo. Retirou-se com rapidez e gozou em cima da bunda empinada da mulher.

“Bom... pelo menos serviu para me esvaziar!”

— Viu minha linda? Eu disse que iria gostar...

— Ah Petyr... nunca deixarei ninguém fazer mal ao meu Petyr!

— Eu espero que sim, meu amor. Lembre-se, sou um pequeno Tejo no meio de famintos falcões.

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Petyr partiu de Vila Gaivota ainda de madrugada. Deixando para trás uma Myane absurdamente amorosa e chorona:

— Por favor, Petyr. Venha me ver mais vezes?

— Irei vir vê-la o mais rápido que puder. Sabes que é meu amor, não é mesmo?

Myane iluminou-se com essas palavras. Petyr continuou num sussurro que somente ela podia ouvir:

— Conto com você para me proteger dos falcões famintos...

— Eu não irei decepcioná-lo. Nunca!

— Que bom, meu amor.

Petyr beijou a testa de Myane, apertou a mão de seu futuro sogro e montou no cavalo. Acenou uma última vez e conseguiu ver a criada dos cabelos rubros a lhe acenar pela janela.

“Preferia ter tomado a criada do que Myane. Mas sou cumpridor dos meus deveres. Só cheguei até onde estou hoje por não me desviar dos meus objetivos.”

Cavalgou com mais dez cavaleiros. Por ser protetor do Vale, era esperado que ele tivesse uma pequena guarda a segui-lo. Petyr calculava que a Fé chegaria pela noite no Castelo da Lua. Precisava cavalgar com rapidez se quisesse estar presente para recebê-los.

“Minha menina, minha Sansa. Confio em você para enganá-los.”­­­­­­­

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Petyr chegou ao Castelo da Lua mais tarde que o esperado. Pelas informações passadas por Sor Lothor Brune, que o esperava no portão de entrada, a Fé já tinha chegado.

— Lorde Petyr, vieram em dois. Alayne os recebeu adequadamente e os instalou em quartos decentes. Nesse momento, estão jantando com ela na copa privada.

— Myranda está em casa? Tem algum Royce no castelo?

— Não senhor. Como o senhor previu, os Royces foram todos à festa de casamento de Lyn Corbray.

— Perfeito Lothor. E como são esses dois homens que vieram da Fé?

Petyr percebeu que Soh Lothor ficou incomodado.

— Lorde Petyr. O mais velho parece um típico septão. É velho e gentil, mas o outro é um homem grande demais e muito sinistro. Aposto meus calções como um dia já foi cavaleiro, só pelo modo como se movimenta.

— Interessante... Já o viu antes?

— Aí está o problema, lorde Petyr. O homem anda todo tampado com panos pretos. Somente seus olhos ficam descobertos. Olhos de ira e de morte, eu digo. E para piorar o homem não fala. Fez um voto de silêncio pela Fé.

— Hum... não gosto nada disso. Prefiro que os homens falem livremente, a não ser aqueles que mando arrancar a língua.

Sor Lothor riu.

— Ficará de olhos abertos nesse homem, sor Lothor. Não o quero perto de Alayne.

Lothor assentiu obediente.

— Irei vê-los então. Preciso julgar se são ameaça ou não.

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Quando Petyr chegou à copa privada não encontrou ninguém. Um sentimento esquisito apossou-se de seu coração.

“Onde está Sansa?”

Decidiu ir até o quarto da menina. Precisava vê-la acima de qualquer coisa. A saudade de sua menina corroia seu coração. Um sentimento de ciúmes estava se formando no fundo de sua alma.

“Não a quero perto de ninguém. Ela é só minha!”

Andava com passos leves pelos corredores do castelo. Quando entrou tomou o corredor do quarto de Sansa a viu numa situação que fez seu coração inflamar em raiva. A menina estava parada em frente à porta de seu quarto, com a mão no rosto de um homem todo coberto. Pareciam íntimos.

“Calma Petyr... Afogue seu ciúme por um instante...”

— Boa noite, Alayne. — Conseguiu colocar seu tom mais ácido.

Sansa tirou a mão do rosto de Jory rapidamente. Este encarou Petyr com olhos frios, mas a expressão no rosto de Petyr estava natural, como se a situação que presenciou fosse corriqueira. Numa voz fraca, a menina falou:

— Boa noite Pe...Pai!

Petyr a encarou com olhos frios como gelo:

— Quem é seu companheiro misterioso, Alayne?

— Pai, esse é Jory, um cavaleiro à serviço da Fé. Chegou essa tarde juntamente com Septão Merribald.

— É mesmo Alayne? — Petyr alisou o cavanhaque irônico — Pensei que você o conhecesse há bastante tempo, dado as circunstâncias que a achei...

Sansa corou violentamente com o tom acusador de Petyr. Como a menina não teve palavras para lhe responder, Petyr continuou:

— Senhor Jory, que lugar o senhor e Septão Merribald vieram?

Foi Sansa quem respondeu rapidamente:

— Pai, o senhor Jory e Septão Merribald vieram de um lugar chamado Ilha Silenciosa. O senhor Jory fez um voto de silêncio pela Fé...

— Interessante Alayne. Ilha Silenciosa você disse?

— Sim meu pai. Tenho certeza que é Ilha Silenciosa.

Petyr dirigiu seus olhos cinza-esverdeados carregados de desprezo à Jory:

— Obrigado senhor Jory por acompanhar a minha menina até o quarto. Eu assumirei sua companhia daqui.

Jory pareceu não querer sair do lado de Sansa. Essa atitude fez Petyr levantar as sobrancelhas para ele. Depois de algum tempo, Petyr disse:

— Entre Alayne. Agora! Já irei conversar com você. Feche a porta.

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“Então o Cão de Caça finalmente achou seu passarinho. Pois se ele pensa que será fácil levá-la está enganado. Eu a quero. Ela é minha!”

Petyr fechou os olhos pensando na conversa que teve com Alayne no quarto:

— Boa noite, Alayne. Com a Fé aqui no Vale serão mais discretos os nossos encontros, não quero olhos postos em nós.

— Não nos veremos assim enquanto eles tiverem aqui?

Petyr riu:

— Duvido que exista uma pessoa que me separará de você.

— Existe Myane... e Harry.

— Eles são descartáveis, mas importantes para a nossa subida. Você quer ficar mais desse jeito comigo?

Sansa disse iluminada:

— Sim! Eu gostaria de ficar assim com você para sempre.

Petyr ficou muito sério com a resposta da menina:

— Preciso realmente ir. Boa noite, Alayne”

“Sai pela porta como um louco... Sansa deve ter ficado chateada comigo. Mas pensar que sou digno de ser amado... isso faz eu me sentir estranho. Sempre sonhei em ser reconhecido e amado por Cat, mas minha amada morreu numa emboscada que eu sabia que iria acontecer. Eu simplesmente achei que ela não iria às Gêmeas. Morreu sozinha. Eu nunca nem mesmo a tive. Quando sua filha disse que quer ficar comigo para sempre... ela tem os mesmos olhos. Olhos inocentes, da cor do mar. Eu me afogaria naqueles olhos e morreria feliz se pudesse possuí-la somente uma vez. Não sei o que ela me faz...me sinto um tolo por pensar assim.”

Petyr abanou as mãos, como se espantando pensamentos indesejados. Sabia que deveria falar com meistre Collemon. Com Sandor rondando Sansa e Robert reclamando de algo pegajoso em seu leite, o meistre deveria ser instruído para dançar conforme o jogo.

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Petyr bateu na porta do quarto do meistre. Collemon atendeu prontamente e lhe encheu de mesuras:

— Senhor protetor Baelish. Que bom que chegou em boa saúde. Alayne esteve triste todos os dias que esteve fora. Andou tão pálida que tive de lhe dar uma vitamina.

— Espero que não tenha dado para minha filha a mesma “vitamina” que anda dando à Robert.

Collemon ficou pálido com o tom ameaçador de Petyr:

— Senhor Baelish... não entendo o que quer dizer.

— Robert se queixou com Alayne do sono doce que anda colocando em seu leite noturno. Será mesmo que sua incompetência não lhe deixa fazer uma simples tarefa?

— O menino se queixou?

— É isso mesmo que eu lhe disse meistre Collemon. Robert reclamou para Alayne que o senhor estava colocando algo pegajoso em seu leite. Não vou admitir ser surpreendido por causa de atos idiotas, entendeu bem?

Collemon empalideceu com a ameaça velada de Petyr:

— Eu entendo, senhor protetor Baelish. Peço desculpas e irei ser mais cuidado em omitir o sono doce.

Petyr riu. Mas seu sorriso não chegou aos seus olhos cinza-esverdeados:

— Eu espero que sim, meistre. Preciso do menino morto, mas não quero nenhuma suspeita caindo no meu colo. Entendeu ou preciso ser mais claro?

O tom de voz do meistre era cheio de medo:

— O senhor não precisará se preocupar comigo. Peço minhas mais sinceras desculpas, senhor lorde protetor.

— Espero que sim meistre Collemon. Odeio tirar peças dos meus jogos...

Collemon conseguiu ficar ainda mais pálido. Petyr percebeu que o homem o temia bastante.

“Isso é bom. Eu o tiro da jogada com um só movimento.”

Petyr continuou:

— Tenho outro assunto a tratar com Sor Lothor Brune. Alguns ratos indesejáveis estão querendo se infiltrar no Vale.

— Posso ajudar em algo, senhor Protetor?

Petyr respondeu com petulância:

— O senhor deve se concentrar em matar o menino. Simples assim, mas tenho outra coisa a lhe perguntar. Ainda tenho tempo até Sor Lothor chegar.

— Tudo que o senhor protetor quiser.

— Deverá ficar de olho aberto com o septão e o companheiro que chegaram. Quero saber de tudo de anormal que eles fizerem. Eu sei que você pode fazer isso. Coloque seus ratos para trabalhar. Quero os movimentos de todos os dois sendo acompanhados de perto. Entendeu?

— Sim, senhor protetor. Irei acordar meus informantes agora mesmo.

— Não! Acorde-os pela manhã. Primeiro tenho que falar com Sor Lothor Brune. Amanhã seus informantes deverão ser posicionados.

Meistre Collemon assentiu. Petyr continuou:

— Preciso que saia por um instante. Preciso falar com Sor Lothor a sós.

— Claro, senhor protetor. Pode usar meus aposentos o quanto quiser.

Collemon saiu fazendo uma reverência.

“Não confio nada nesse daí. Qualquer meistre que mate de bom grado seu lorde protegido merece atenção especial. Se não dançar a minha música... sairá do jogo ainda mais cedo”

Uma batida na porta o despertou de seus pensamentos:

— Quem é?

— Sou eu, senhor Baelish.

Petyr abriu a porta para Sor Lothor e o mandou entrar com um aceno.

— O senhor queria falar comigo?

— Sim Lothor. Temos ratos em nosso castelo. Você tinha razão quanto ao homem todo coberto. Nunca foi um cavaleiro, mas luta melhor do que a maioria deles.

— Eu sabia, senhor Baelish. O jeito que ele se portava me acusou isso. Vi também que ele está meio que puxando uma das pernas.

— Está mesmo. Mas mesmo assim, ainda continua sendo uma ameaça considerável. Um rato em meu castelo...

— O senhor quer que eu faça algo para... detê-lo?

— Eu gostaria. Mas, não posso me opor com a Fé. A morte dele atrairia muitos olhos e perguntas para o Vale, e você sabe que não quero isso.

— Sim, senhor. Eu poderia ficar de olho nele, se o senhor quiser.

— Eu preciso que fique de olho em Alayne. Ele conhece — Petyr baixou a voz — Sansa.

Sor Lothor arregalou os olhos:

— Então se ele a conhece e dado o seu tamanho... não pode ser! Ele morreu!

— Parece que os mortos tendem a reviver em Westeros. Entende agora porque preciso que fique de olho em Alayne? Ele já sabe quem ela é.

— Mas Alayne está mais velha e seu cabelo... será possível que ele a reconheceria, senhor?

— Ele a reconheceria em qualquer lugar, estando de qualquer jeito. O cão era enamorado por ela em Porto Real, e pelo que vi nessa noite, ainda continua. O quero longe dela. Não quero um dedo nojento dele sequer a encostá-la.

— A manterei sob vigilância, senhor Baelish. Serei seus olhos. Lhe contarei qualquer coisa suspeita que lhe acontecer. A manterei longe dele.

— Assim espero. Agradeço Lothor. Por isso, lhe darei 300 dragões de ouro a mais.

Sor Lothor riu muito feliz.

— Obrigada, senhor Baelish. Devo começar a vigiá-la agora mesmo?

— Não. Começará amanhã pela manhã. Eu irei ver se está tudo certo com ela agora.

— O senhor não quer que eu vá com o senhor? Cão de caça é perigoso. E se ele resolver atacá-lo?

Petyr riu com a preocupação de Lothor:

— Sor Lothor. Quantas vezes eu venci sua espada?

Lothor riu:

— Venceu-me todas as vezes. O senhor é muito bom com uma faca, senhor Baelish. Mortífero e ágil como uma pantera.

— Então!

— Irei retirar-me, senhor Baelish.

— Obrigada Lothor.

Sor Lothor lhe fez uma reverência e saiu.

“Preciso vê-la. Não confio no cão perto dela. Eu o mataria com prazer, mas não posso!”

Petyr saiu do quarto e encaminhou-se até a porta da menina. Aguçou a audição, mas nada ouviu.

“Ela deve estar dormindo... vou entrar para vê-la. Tenho a cópia de sua chave.”

O quarto estava do mesmo jeito de quando o deixou. Sansa estava acordada. Pelos olhos inchados, Petyr sabia que esteve chorando.

— Minha menina?

Sansa não lhe respondeu. Petyr sabia que devia estar brava pela sua atitude de antes.

— Minha menina... me desculpe?

Chegou mais perto dela. Abraçou-a por trás fungando em seu pescoço. Sansa não resistiu e falou bem fraquinho:

— Oi...

— Oi, meu docinho. Você me desculpa?

Sansa balançou a cabeça concordando.

Petyr pegou suas mãos entre as dele, sentando-se ao seu lado:

— Por que está acordada? Teve um pesadelo?

— Não... acordei com frio.

— É mesmo? Então irei esquentá-la.

Petyr a abraçou com força. No começo a menina não retribuiu, mas se entregou e retribuiu o abraço se apertando no homem.

— Ainda está chateada comigo?

— Um pouco...

— Tentarei não chateá-la mais.

— Por que toda a vez que lhe digo que quero que fiquemos juntos o senhor foge?

Petyr sentiu-se esbofeteado. Sansa tinha um hábito de fazer algumas perguntas embaraçosas:

— Eu não fujo, minha menina.

Sansa se debateu até se ver livre dos braços de Petyr. Com lágrimas nos olhos disse para um Petyr assustado:

— Não gosto quando o senhor me deixa. Eu já perdi todos... não quero perdê-lo também.

Petyr levantou o queixo de Sansa até ficarem com os olhos da mesma altura:

— Não irei deixá-la. Nunca! Me arrisquei para retirá-la de Porto Real. Cuidarei de você, minha menina. Ninguém lhe fará mal. Eu não deixarei.

— O senhor nunca mentiu para mim, não é mesmo?

“Só quando preciso... como agora.”

— Eu não minto para você. Omito algumas coisas para não preocupá-la. Nunca lhe faria mal.

“Nunca faria mesmo.”

— Eu sei que não. Eu... eu te amo Petyr.

Petyr sentiu seu coração acelerar-se. Um sorriso bobo brotou em seus lábios. Seu coração estava quente e suas pernas ficaram bambas como geléia. Ouvir sua menina dizer que o amava foi o seu momento preferido de sua vida, superando o dia que Cat lhe deu um selinho enquanto brincavam de Príncipe das Libélulas. Petyr não sabia o que responder:

— Eu... — Riu com amor e abraçou Sansa bem forte — Minha menina!

Beijou-a na boca com amor e urgência. Beijá-la era sua coisa preferida no mundo. Myane nunca iria ter sua afeição, pois ela estava toda depositada na menina que suspirava a cada vez que sua língua adentrava na boca. O homem desceu as duas mãos até a bunda de Sansa, apertando-a em cada lado com uma mão.

“Macia... gostosa!”

Sentiu a menina estremecer com seu toque. Queria tomá-la ali mesmo. Retirar seu sangue de donzela, fazê-la gritar seu nome até gozar em exaustão. Mas não podia. A primeira estocada deveria ser de Harry.

“Mas todas as outras serão minhas.”

Deitou a menina na cama. Sansa ficou parada esperando ansiosa pelo que viria a seguir. Petyr retirou o gibão ficando somente com a calça. Os olhos de Sansa brilhavam em adoração.

“Ela disse que me ama!”

— E então? O que minha menina quer fazer?

Sansa falou envergonhada:

— O senhor sabe o que quero fazer...

— Sei, minha menina? Preciso que me fale... não sou adivinho!

Sansa riu e disse:

— Quero fazer aquilo que fizemos no outro dia...

— Hum... gostou?

— Sim!

— Então...

Petyr puxou com força a parte da frente do vestido da menina. Os botões voaram por toda a volta. Sansa arregalou os olhos, mas não disse nada.

— Você sabe que é minha, não é Sansa?

— Sou...

— Iria me contar qualquer coisa de anormal que acontecer?

A menina não respondeu prontamente. Mas no final disse:

— Irei lhe contar.

Petyr não conseguiu farejar nenhuma mentira. Estava deslumbrado demais com o modo como os seios de Sansa eram perfeitos e como a sua boca era vermelha igual a um morango. Retirou o vestido, que agora eram trapos, do corpo da menina. Sabia que nunca se cansaria de olhá-la. Rosto de anjo, corpo de pecado. A combinação perfeita.

— Vire-se. Agarre-se na cabeceira da cama. Não largue enquanto eu não mandar. Entendeu?

Sansa assentiu e virou-se de bruço. Deixando somente a bunda perfeita para cima. Agarrou a cabeceira da cama com força, ansiosa.

— Bom... o que eu irei fazer com a minha menina? Devo puni-la pelo comportamento de hoje?

— Não, senhor.

Petyr desferiu um tapa na parte direita da bunda da menina. Ela gritou se agarrando com força à cabeceira.

— Desculpe senhor. Nunca mais farei isso. Prometo!

Petyr deitou o corpo sobre as costas da menina. Sabia que seu membro rígido deveria estar cutucando sua bunda, deixando-o ainda mais excitado.

“Eu poderia tê-la sem encostar em sua virgindade... mas não quero assustá-la.” (safado! =O)

— Promete mesmo, minha menina?

— Prometo.

— Assim é melhor.

Petyr levantou-se e disse:

— Levante mais essa linda bundinha para mim. Apóie-se sobre os joelhos e os cotovelos.

Obediente, a menina ficou na posição que lhe foi ordenada. Petyr passava a mão na carne macia de Sansa. Seu toque era forte, dando pequenos apertões:

— Se você pudesse se ver agora... és a menina mais linda que conheci. Perfeição é o teu nome. — Beijou cada lado da bunda de Sansa fazendo a pele sensível dela se arrepiar — Quer gozar, minha menina?

Sansa balançou a cabeça afirmativamente, mas Petyr não ficou contente com a resposta. Deu-lhe um tapa forte no lado direito:

— Quando faço uma pergunta, quero uma resposta!

— Sim, eu quero senhor.

— Boa menina. — Onde o tapa foi desferido, Petyr fez uma massagem suave. Ajoelhou-se entre as pernas da menina.

“Pelos Deuses... estou tão perto de desvirginá-la. É só um empurrão e ficaria no paraíso. Ela está molhada, seria fácil... Não! Eu nunca me deixo levar pelos sentimentos, foco, foco!”

Petyr deslizou a mão direita suavemente pelas costas da menina, fazendo-a arquear ainda mais. Com a esquerda apertava o seio perfeito de Sansa, dando um pequeno beliscão no final. A menina gemia baixinho.

— Eu sei que você gosta... Sansa.

— Eu gosto, senhor.

Petyr riu minimamente:

— Eu também gosto. Vou fazer uma coisa diferente hoje. Quer tentar?

— Tudo que o senhor quiser...

Petyr gargalhou:

— Minha menina... se eu fizesse tudo que quero com você a deixaria sem andar por uns bons dias.

Petyr sentiu-a enrijecer. Mas a acalmou:

— Confia em mim? Sabe que não vou machucá-la, mas dar-lhe um prazer sem igual. Você quer isso?

— Quero, senhor.

Petyr beijou suas costas bem levemente, fazendo-a arrepiar-se. Desceu a mão direita das costas de Sansa até sua flor molhada. Massageou-a ali, causando gemidos altos e um rebolado da menina:

— Sansa...Sansa. Se rebolar assim para mim novamente eu não conseguiria me controlar...

A menina rebolou ainda mais. Os movimentos de sua pele alva eram como facas no coração do homem.

— Então você quer jogar, Alayne? — Petyr enclinou-se até colar a boca no ouvido dela — Pois saiba que eu jogo muito bem...

Petyr abaixou a calça. Seu membro, já rígido, caiu pesadamente. Uma dor gostosa estava tomando o corpo do homem. Um fogo que necessitava ser apagado. Ver a menina à sua frente o deixava maluco.

— Vamos ao jogo então.

Petyr afagou a bunda da menina com as duas mãos, uma de cada lado. Num movimento rápido, afastou-as. Colocou seu membro entre elas, mas não penetrando. Começou um movimento de vai e vem, como uma massagem.

“Só um pouquinho mais baixo e a penetraria sem comprometer sua castidade... mas não irei assustá-la. Ainda!”

Enquanto se movimentava entre as pernas de Sansa, levou sua mão direita até a flor da menina. Com um movimento suave de dedos a massageou. Quanto mais aumentava os movimentos, mais a menina rebolava em seu membro.

“Eu irei gozar logo. Nem preciso penetrá-la para sentir prazer...”

Com o dedo médio massageou o ponto mais sensível do corpo da menina. Esta soltou um pequeno grito, sendo abafado mordendo o próprio punho. Petyr era incansável. Movimentava-se num vai e vem violento enquanto explorava com o dedo toda a feminilidade de Sansa. A menina rebolava num ritmo frenético. Estava perto de gozar. Num movimento certeiro, Petyr a fez arfar e contorcer-se toda.

“Ela gozou... e como não jogar com seu prazer?”

Num jato quente e forte, Petyr derramou sua semente nas costas da menina. Com a palma da mão empurrou suas costas até deixá-la novamente deitada. Saiu de cima da menina e disse:

— Não se mexa muito, minha linda. Irei pegar um pano para limpá-la, está bem?

— Sim — A voz dela era baixinha, cansada.

Petyr pegou um pano que estava dentro de uma bacia com água. Torceu-o e se deparou com um papel bem dobradinho escondido entre os livros de Sansa.

“Mas o que é isso?”

Um alerta acendeu na mente de Petyr. Olhou para a menina que estava na cama, constatando que não estava o olhando, pegou o bilhete meticulosamente dobrado e apertou entre as mãos.

“Vou colocar no bolso da minha calça. Não deve ser nada, mas gostaria de saber o que Sansa quis esconder com tanto esmero.”

Com o pano numa mão, pegou a calça que estava no chão e jogou o bilhete dentro do bolso. Aproveitou e a vestiu. Caminhou até a cama e limpou a sua semente das costas da menina.

— Pronto. Está limpa novamente. Pode se virar.

Sonolenta, Sansa ficou de frente para Petyr.

“Deuses... ela é perfeita!”

— Vai ficar aqui comigo, Petyr?

Os olhos azuis e inocentes da menina lhe suplicavam.

— Não posso minha menina. O que diriam se amanhã me verem saindo do seu quarto?

— És meu pai... pode estar no meu quarto a qualquer hora.

Petyr riu da inocência da menina:

— Alayne, minha querida. Nem tudo é tão fácil.

Plantou um beijo casto nos lábios da menina e disse:

— Preciso ir. Ainda tenho mais algumas coisas para fazer antes de me deitar e você já está com sono...

Sansa deu um suspiro sonolento e fechou os olhos. Num minuto estava dormindo.

“Ela é perfeita dormindo. Poderia assisti-la dormir a vida inteira.”

Vestiu seu gibão e saiu do quarto, fechando a porta com a chave.

“Não quero ninguém espreitando em seu quarto de madrugada.”

Antes de ir para seus aposentos, Petyr sentiu o bilhete a pesar-lhe no bolso. Decidiu lê-lo ali mesmo no corredor, em frente a uma vela que queimava. Desdobrou-o com cuidado e não reconheceu a caligrafia feia:

Pode pintar seus cabelos de azul, que mesmo assim eu a reconheceria. És ainda o mesmo passarinho bonito numa gaiola dourada, cercada de pessoas ainda mais perigosas que outrora. A diferença é que aqui não tem ninguém para lhe proteger. Você não sabe de muitas coisas Sansa Stark... mas se quiser saber, eu lhe contarei. Encontre-me daqui a dois dias, à meia noite na varanda do seu quarto. Não tente trazer mais ninguém. Eu farejo uma mentira muito melhor do que você!

Uma fúria tomou o corpo de Petyr. Saber que o cão já tinha encostado em sua menina o dava vontade de cortar sua garganta até vê-lo sufocar em seu próprio sangue.

“Desgraçado! Deve ter ter passado o bilhete para ela quando eu os surpreendi. Você irá encontrá-la cão, mas verá algumas coisas...”

O homem gargalhou de um jeito sombrio. Com os olhos cinza-erverdeados queimando e as sombras a tomar metade de seu rosto, era uma visão assustadora na madrugada.

“Sansa... doce Sansa. Quis esconder de mim isso? Eu não a culpo... Sandor pode ser bem assustador quando quer, mas eu sei ser muito mais. Está decidido. A casarei com Harry o mais rápido possível. Seu pobre noivo tomado pelo vinho que gosta tanto de beber poderia somente desferir o primeiro golpe para tirar-lhe a virgindade, me deixando todos os outros. Os clãs das Montanhas andam tão ferozes ultimamente, e quem é o cavaleiro mais feroz do Vale, senão nosso jovem falcão? Idiota e sedento de glória liderará o ataque para levar a paz do rei às montanhas. Mas há tantos perigos numa guerra. Tanta confusão... uma flecha pode atingi-lo fatalmente. Uma pena, uma pena. Deixará um bela viúva. Enquanto isso nosso pequeno Robert perecerá com o sono doce. E quem iria ficar como herdeiro do Vale, senão sua única prima viva, uma Stark/Tully perdida? Não terá um só cavaleiro do Vale que não colocaria as espadas aos pés da Rainha do Norte. Porto Real se destruindo com a ajuda de um conselho de idiotas e um rei menino... Stannis sendo enterrado em neve prestes a lutar com Boltons mentirosos e sonhando que está sendo financiado pelo Banco de Braavos... mas mal sabe ele que EU sou o banco de Braavos. Meu avô era um dos seus sócios. Eu sou seu sócio. Eu não fazia os dragões aparecerem para o Rei Robert. Eu sou os dragões de ouro. Tudo está dançando conforme a minha música. Sansa será minha no final das contas. Fiz tudo isso para tê-la, para mostrar que um homem que todos pensam ser pequeno e indefeso será a maior perdição...”

Petyr gargalhou mais uma vez e entrou no seu quarto. Precisava descansar. Dali a dois dias iria dar um pequeno show no quarto de Sansa. Ele gostava de ser assistido.

Notas finais
Gostaram do Gif??? Vou editar a história toda e colocar gifs em todos os capítulos!!! o/ Espero que ninguém tenha ficado chocado com a malvadeza e as perversões do Petyr... Eu sei o que vocês pensaram quando ele colocou o negócio onde colocou... (entendedores entenderão! hahahahahhahhaa) =D Pedaço do próximo Pov, que será da Sansa: "Algo dentro daquele homem de face queimada e modos brutos despertava em Sansa uma simpatia demasiada. Ele não era tão bonito quanto Petyr, mas sua beleza era afetada pela sombra de sua alma. A menina tinha certeza que se Sandor fosse mais brando com suas atitudes, seria um homem mais bonito. A roz rouca de Sandor a surpreendeu: — Passarinho... ele encostou em você? Lhe tirou seu sangue de donzela? Sansa corou. Não queria conversar disso com Sandor: — Ele nunca fez nada que eu não quisesse fazer também."