Notas iniciais
Olá meus amados!!!!!!
Eu quero dizer que estou muito contente com os reviews lindos que venho recebendo. Meus leitores são os mais lindos do mundo!!! o/

Eu postei um capítulo pequeno... eu iria juntá-lo com a outra parte que estou escrevendo, mas não terei tempo de terminar ainda hoje, e como eu não queria deixar vocês esperando...

Como eu tinha dito, nesse capítulo a Fé chega ao Vale e com ela dois homens misteriosos. Nesse capítulo Robert irá fazer alguns questionamentos para Alayne, colocando uma pulguinha atrás de sua orelha.

Relembrando o que a velhinha disse para nossa menina: ". As pessoas não são aquilo que você acredita. Uma grande sombra vai pairar sobre você. Escute bem menina! Quando a fé chegar alguém irá querer te resgatar, mas eis a questão: quem você escolherá?"

^-^ Amo vocês!!!

PS.: Alguém viu que eu troquei a capa da fanfic??? O que vocês acharam???

— Alayne... você sente falta da sua mãe?

Sansa levantou a cabeça do bordado que estava fazendo para observar melhor lorde Robert. O estado de saúde do menino piorava a cada dia. Era desejo do menino que Sansa passasse todo o tempo que pudesse ao lado de sua cama. A menina pensou bem antes de responder. A verdade é que pensar em sua mãe doía seu coração. A última vez que a tinha visto foi em Winterfell.

“Eu pensava que minha canção iria começar ali... mas não sabia que ela estava terminando.”

A menina sorriu para a criança na sua frente:

— Meu passarinho valente, não se deve ter vergonha em sentir saudade. Quando a gente ama outra pessoa e ela não está ao nosso lado é normal que fiquemos tristes.

— Assim como você está triste?

— Por que o passarinho acha que eu estou triste?

O menino lhe fitou com olhos remelentos:

— É que o senhor Petyr está fora faz cinco dias e eu sei que você o ama.

Sansa sorriu com aquela observação inocente do menino. A verdade é que não sabia o que sentia por Petyr. Eles compartilharam momentos de intimidade e, por vezes, o homem parecia nutrir algo por ela. Mas a menina o achava um homem muito difícil de entender. Por vezes ele era Petyr, doce e cavalheiresco, mas do nada vestia a máscara de Mindinho, dissimulado e perigoso. A menina nunca sabia onde um começava e o outro terminava.

— Meu passarinho... é normal os filhos amarem os pais, não é mesmo?

O menino não lhe respondeu. Ficou olhando para o teto, pensativo. Essa atitude preocupou Sansa:

— O que está incomodando meu passarinho?

— Você não acha estranho, Alayne?

— O que eu deveria achar estranho?

— Minha mãe ter tido essa dor de barriga? Ela parecia tão bem... será que eu terei isso também? É por isso que estou morrendo?

Pensar na morte de sua tia acendeu um alerta na cabeça de Sansa.

“Lorde Robert é uma criança, mas às vezes consegue ver melhor do que muitas pessoas. Pensando bem, quando minha tia me atacou ela estava bem. Petyr me disse que ela tinha retirado a própria vida, mas é claro que espalhamos pelo Vale que uma dor de barriga a levou... Lysa não me parecia a ponto de retirar a sua vida, mas sim a minha!”

E uma percepção lhe pegou.

“Seria Petyr capaz de matar alguém? Eu já desconfiei dele estar matando Lorde Robert aos poucos... Não! Petyr não seria capaz disso!”

A menina olhou com compaixão para o menino que estava deitado na cama:

— Meu passarinho viverá por muitos e muitos anos. Terá filhos e verá todos os seus netos cresceram ao seu redor.

— Você se casará comigo, Alayne?

Aquela pergunta fez a menina rir:

— Passarinho, eu sou muito velha para o senhor.

— Mas eu amo você...

O tom triste de Robert fez com que lágrimas brotassem nos olhos de Sansa. O menino estava doente. Definhava cada dia mais. Mas se apegava à vida de uma maneira ferrenha.

“Por que os Deuses haveriam de levar um menino tão pequeno?”

— Meu passarinho... eu também amo você. Somos amigos!

— Se você fosse minha esposa poderia cuidar de mim, do meu castelo e todas as pessoas iriam amá-la. E nós poderíamos brincar a noite toda e você não deixaria Meistre Collemon colocar aquela coisa pegajosa no meu leite noturno.

“Meistre Collemon anda colocando o quê no leite de lorde Robert?”

— Passarinho, o que Meistre Collemon anda colocando no seu leite?

— Ele diz que não coloca nada, Alayne. Mas eu sei que ele coloca sim. Sinto um gosto doce e meu leite fica pegajoso.

— Há quantos dias ele coloca isso no seu leite, senhor?

O menino pensou por um momento e respondeu:

— Desde dois dias antes do baile.

“Foi nesse período que Lorde Robert piorou...”

— Falarei com Meistre Collemon. Direi para ele parar de colocar o que quer que seja. Pode ser meu passarinho?

E o menino lhe deu o primeiro sorriso feliz e sincero do dia:

— Você faria isso, Alayne?

A menina pousou o bordado que estava fazendo no braço da poltrona e levantou-se para chegar perto do menino. Pegou a mão de lorde Robert:

— Eu não vou deixar nada acontecer com meu passarinho. Você confia em mim?

O menino a olhou como se estivesse escolhendo as palavras:

— Eu confio em você, Alayne. Mas não confio no senhor Petyr. Ele não gosta de mim!

A colocação de lorde Robert pegou Sansa de surpresa:

— Por que meu passarinho acha que meu pai não gosta dele?

— Porque eu vejo o jeito que ele me olha. Ele me odeia e me acha fraco. Mas eu não tenho culpa de ter meus tremores. Eu nunca pedi por isso.

Uma onda de compaixão encheu o coração de Sansa. A menina sentia pena de Robert.

“É uma das únicas pessoas vivas da minha família.”

A menina sentou na beirada da cama de lorde Robert e colocou a cabeça do menino no seu colo:

— Meu passarinho gostaria que eu contasse a história do cavaleiro alado?

Os olhos do menino chegaram a brilhar:

— Sim, Alayne!

— Então eu irei contar. Mas depois de terminar o senhor deve dormir, já está tarde. Promete?

— Prometo, Alayne.

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Após contar a história do cavaleiro alado, Lorde Robert finalmente dormiu. Sansa estava cansada, pois tinha passado o dia inteiro no quarto com o menino. Estava se encaminhando para a cozinha a fim de comer alguma coisa, quando esbarrou em alguém. A menina já foi logo se desculpando:

— Desculpe, não foi minha intenção.

Foi quando Sansa teve a oportunidade de olhar para a pessoa que esbarrou. Tomou um susto, já que ela estava toda coberta, dos pés até a cabeça. Percebeu que era um homem pelo grande porte. Somente os olhos estavam de fora. E os olhos eram o que importava. Eles fitaram Sansa como se a conhecesse de uma vida.

“Eu também conheço esses olhos... mas não sei se dos meus sonhos ou de minha vida.”

— Desculpe, mas eu não o conheço. O que o senhor está fazendo no castelo? Irei chamar os guardas.

Sansa não sabia se o intruso era do bem.

“Se fosse do bem não estaria todo coberto.”

— Eu perguntarei mais uma vez, se você não me responder eu irei gritar pelos guardas.

O estranho somente lhe olhava fundo nos olhos, como se quisesse lhe dizer algo. Uma outra voz falou:

— Desculpe meu companheiro, senhora. Ele fez um voto de silêncio para os Sete. Nós somos da Fé e acabamos de chegar ao seu castelo. És a senhora do local?

Sansa olhou para o senhor na sua frente. Ele deveria ter uma média de 50 anos. Tinha olhos gentis e se vestia como um septão, numa toga marrom até os pés.

— Eu sou a filha do senhor Baelish. Esperávamos vocês para amanhã.

O senhor disse de um modo doce:

— Desculpe, senhora. Eu sei que não estávamos sendo esperados, mas a senhora sabe como é perigoso o caminho até o Ninho da Águia. Tivemos que fugir de um grupo dos clãs das montanhas. Se meu parceiro, que é um excelente espadachim, não estivesse junto comigo acredito que não conseguiríamos chegar até aqui.

— Eu irei mandar preparar acomodações para vocês e os convido para jantar comigo.

O senhor mais velho deu uma olhada sugestiva para o companheiro coberto:

— Eu irei jantar com a senhora. Meu companheiro aprecia mais a solidão.

— Se você o diz, senhor.

E o homem misterioso soltou uma fungada, como se estivesse rindo das palavras da menina.

“Que homem mais grosseiro! Pensei que as pessoas que servissem à Fé fossem um pouco mais educadas.”

A menina resolver ignorar a fungada do homem. Fez uma reverência para os dois e se retirou em direção às cozinhas, não sem antes ver o homem misterioso balançando a cabeça em reprovação.

“O que foi que eu fiz para esse homem? Eu nem o conheço e ele já me detesta.”

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Sansa e o senhor septão jantaram trocando poucas palavras. A menina descobriu que seu nome era Merribald e que vinham de Ilha Silenciosa. Quando chegaram as sobremesas o homem quebrou mais uma vez o silêncio:

— Senhora Alayne, o seu pai irá demorar na sua viagem?

— Estamos esperando a sua vinda amanhã.

O septão riu docemente e lhe disse:

— Você gosta bastante de seu pai, não é mesmo?

Sansa tentou captar alguma maldade na pergunta, mas o rosto do senhor era muito sincero:

— Eu amo meu pai de todo o coração.

“E um pouco mais...”

E o homem misterioso entrou na cozinha em passos fortes. Era a primeira vez que Sansa tinha a oportunidade de analisar o desconhecido. Ele mancava levemente de uma perna, era tão grande quanto Hodor ou Cão de Caça. A menina tentou achar mais algum detalhe nele, mas suas roupas não permitiam ver nada. O velho acompanhou o olhar de Sansa e disse:

— Alayne, eu ainda não tive tempo de apresentar meu companheiro de viagem. Ele pode parecer um homem bruto, mas, agora, tem um bom coração. Por favor senhor Jory dê seus comprimentos à senhora Alayne.

O homem grande apenas fez um pequeno aceno de cabeça, o que não deixou o septão satisfeito:

— Por favor, Jory. A senhora poderá achar que somos pessoas mal educadas. Dê-lhe um comprimento digno de uma dama.

E o homem misterioso encaminhou-se rapidamente até onde a menina estava.

“O que ele vai fazer?”

Ajoelhou-se aos pés de Sansa, tomou-lhe a mão que estava em seu colo e levou à sua boca tapada. A menina estava sem palavras, nunca pensou que um homem tão odioso seria capaz de um ato cavalheiresco. Mas foram os olhos que a fitavam que chamaram a atenção de Sansa:

“Ele tem olhos bonitos... olhos de inverno, acizentados. Mas a expressão neles... eu já a vi em algum lugar”

Não se contendo, Sansa perguntou:

— Desculpe, senhor. Mas já nos vimos antes?

Mas foi o Marribald quem respondeu:

— Senhora, acho muito difícil os dois já terem se visto. Jory sempre esteve conosco em Ilha Silenciosa.

Sansa sentiu-se envergonhada por ter sido inconveniente. Olhou novamente para o homem, que já tinha se levantado, e lhe disse:

— Desculpe senhor. Não irei mais incomodá-los. Vou me retirar para meus aposentos.

— Iremos com a senhora.

Todos arrastaram as cadeiras e se encaminharam aos quartos. Sansa estava no meio dos dois homens. Ninguém falou nada até chegarem ao corredor dos quartos. Marribald foi o primeiro a despedir-se:

— Senhora, que os Sete ilumine seus sonhos. — O senhor olhou para Jory — Por favor Jory, acompanhe a senhora Alayne até os aposentos dela. Uma dama deve estar sempre acompanhada nesses tempos escuros.

Sansa não queria ficar sozinha na companhia daquele homem misterioso. Ele a fazia sentir algo esquisito.

— Senhor Merribald, não tem necessidade de incomodar-se comigo. Eu posso ir sozinha até meu quarto, são só mais alguns corredores.

— De jeito nenhum, minha senhora. O dever da Fé é defender as mulheres de bom coração. — O senhor disse isso, fez uma reverência e saiu em direção ao seus aposentos.

Um silêncio incômodo tomou o ar. Jory não tirava os olhos de Sansa.

“E agora? Nem conversar podemos, ele fez um voto de silêncio...”

— Senhor Jory, meus aposentos são por ali. — Sansa caminhou na frente do homem, mas rapidamente ele a alcançou, ficando bem ao seu lado.

“Eu sinto como se já tivesse feito isso outras vezes... mas onde?”

Depois de caminharem mais algum tempo, finalmente chegaram em frente à porta do quarto de Sansa. A menina sabia que deveria ser cortês com o homem:

— Senhor Jory, eu agradeço que o senhor me trouxe em segurança até meus aposentos. Tenha uma boa noite. — A menina fez uma pequena reverência.

E Sansa não estava preparada para o que veio a seguir. Jory agarrou seus dois braços, com certa delicadeza para um homem tão grande. E somente a olhou por um longo tempo, como se quisesse lhe dizer algo. A menina não sabia porque não conseguiu fazer nada. Ficaram os dois ali, alheios ao mundo ao redor, somente com os olhos fixos um no outro. A menina levou, como num impulso natural, sua mão direita ao lado esquerdo do rosto do homem. Jory fechou os olhos e ficaram nessa posição até serem surpreendidos:

— Boa noite, Alayne.

“Petyr...mas ele só iria chegar amanhã!!”

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado e que gostem do rumo que a história está tomando. Prometo escrever rapidamente o próximo capítulo. Estou ansiosa!!!

No próximo um bilhete misterioso...

Quem será esse Jory? O_O

Parabéns para a Capitã Sparrow que acertou em cheio!!! \o/