Notas iniciais
Olá meus amados!!!!
Viu?? Eu não demorei dessa vez!!! o/

Vamos dar continuação ao flagra que nosso Petyr deu em Sansa e Jory.
Espero que vocês gostem.

Eu fico muito feliz quando recebo reviews!! =D

E Sansa não estava preparada para o que veio a seguir. Jory agarrou seus dois braços, com certa delicadeza para um homem tão grande. E somente a olhou por um longo tempo, como se quisesse lhe dizer algo. A menina não sabia porque não conseguiu fazer nada. Ficaram os dois ali, alheios ao mundo ao redor, somente com os olhos fixos um no outro. A menina levou, como num impulso natural, sua mão direita ao lado esquerdo do rosto do homem. Jory fechou os olhos e ficaram nessa posição até serem surpreendidos:

— Boa noite, Alayne.

“Petyr...mas ele só iria chegar amanhã!!”

Sansa tirou a mão do rosto de Jory rapidamente. Este encarou Petyr com olhos frios, mas a expressão no rosto de Petyr estava natural, como se a situação que presenciou fosse corriqueira. Numa voz fraca, a menina falou:

— Boa noite Pe...Pai!

Petyr a encarou com olhos frios como gelo:

— Quem é seu companheiro misterioso, Alayne?

A menina percebeu, pelo tom do homem, que ele não era mais Petyr e sim Mindinho.

— Pai, esse é Jory, um cavaleiro à serviço da Fé. Chegou essa tarde juntamente com Septão Merribald.

— É mesmo Alayne? — Petyr alisou o cavanhaque irônico — Pensei que você o conhecesse há bastante tempo, dado as circunstâncias que a achei...

Sansa corou violentamente com o tom acusador de Petyr. Como a menina não teve palavras para lhe responder, Petyr continuou:

— Senhor Jory, que lugar o senhor e Septão Merribald vieram?

Foi Sansa quem respondeu rapidamente:

— Pai, o senhor Jory e Septão Merribald vieram de um lugar chamado Ilha Silenciosa. O senhor Jory fez um voto de silêncio pela Fé...

— Interessante Alayne. Ilha Silenciosa você disse?

— Sim meu pai. Tenho certeza que é Ilha Silenciosa.

Petyr dirigiu seus olhos cinza-esverdeados carregados de desprezo à Jory:

— Obrigado senhor Jory por acompanhar a minha menina até o quarto. Eu assumirei sua companhia daqui.

Jory pareceu não querer sair do lado de Sansa. Essa atitude fez Petyr levantar as sobrancelhas para ele. Depois de algum tempo, Petyr disse:

— Entre Alayne. Agora! Já irei conversar com você. Feche a porta.

A menina achou por bem obedecer. Arrastou-se lentamente para dentro de seu quarto e fechou a porta sem olhar para nenhum dos homens.

“Pois vou tentar ver ou ouvir alguma coisa!”

A menina abaixou-se rapidamente e colocou um olho na frestinha entre o chão e a porta. Seus sentidos estavam aguçados. Sentia seu sangue latejar nas veias e seu coração dava pequenas pontadas de aborrecimento.

“Como que Petyr me acha nas situações mais embaraçosas? Primeiro beijando Harry e agora num momento esquisito com esse cavaleiro... como é que eu fiquei nessa situação? Eu sou uma mulher, não posso ficar levando minha mão para o rosto de um homem que eu nunca vi! Petyr...”

A menina não estava conseguindo ouvir nada. Mas viu que Petyr estava bem próximo de Jory.

“Petyr sabe falar sem ser ouvido...”

Viu os pés de Petyr encaminhando-se em direção à porta de seu quarto e rapidamente se levantou do chão. Quando Petyr abriu a porta, a menina conseguiu ouvir algo. O tom de Petyr era ácido:

— Eu sei quem você é.

“Como assim sabe quem ele é? Ele é Jory e está todo coberto!”

A menina alisou a saia do vestido, não queria parecer que esteve bisbilhotando. Petyr entrou e fechou a porta atrás de si. A menina nunca tinha o visto tão zangado. Os lábios de Petyr estavam crispados e seus olhos eram duas fendas de gelo:

— E então Alayne... Não tem nada para me contar?

“E o que eu deveria dizer?”

— Fico feliz que o senhor veio mais cedo, meu pai.

Petyr a encarou ferozmente. Sua fúria era palpável. A menina ficou com medo do que ele podia fazer com ela.

“Ele irá me bater?”

— Imagino a sua felicidade em me ver.

— Pai, eu... — Sansa procurou dizer algo para aplacar a fúria de Petyr, mas não achou nada. O homem ainda a encarava com um olhar feroz. Sansa baixou os olhos e ficou olhando para seus pés. Uma vergonha lhe invadiu. Depois de algum tempo Petyr disse:

— Venha aqui, Alayne. Sente-se na cama que iremos conversar.

Sansa sentou-se na cama, e Petyr sentou ao seu lado. O homem pegou a mão direita da menina entre as suas e disse:

— Por que estamos fazendo tudo isso, Alayne? Por que eu irei me casar com Myane e você com Harry?

Sansa pensou bem antes de responder:

— Estamos fazendo isso para vingar quem eu amo?

Petyr encarou a menina longamente, como se a visse pela primeira vez. Depois de um tempo o homem disse:

— É isso que você acha, Alayne? — Petyr baixou o tom de sua voz, deixando-a um pouco mais alto que um sussurro — As coisas não podem ser feitas com desejo de vingança. Toques sutis aqui e ali desencadeiam acontecimentos inesperados e desastrosos. — O homem pensou mais um pouco antes de continuar — Poder é o que queremos. Queremos mostrar que somos maiores do que os outros pensam. Queremos a segurança de um futuro próspero. Você entende isso Alayne? Você entende o quão longe chegamos? Entende que se cairmos agora a nossa queda nos matará? Você quer mais sangue nas suas mãozinhas,quer docinho?

As palavras de Petyr lhe pegaram de surpresa. Sansa não queria que mais pessoas se machucassem por sua causa.

— Eu entendo papai.

Sua resposta fez o homem sorrir, mas sem alcançar os olhos:

— Muito bem, docinho. Estamos jogando o jogo dos tronos e tenha em mente que, quando se joga, ou se ganha ou morre.

Sansa assentiu.

— Muito bem, docinho. Por que eu a encontrei num momento tão íntimo com um cavaleiro tão misterioso?

“E agora? Nem eu sei o que responder...”

— Desculpe pai. Eu não tinha a intenção de ter aquele comportamento. Isso não irá mais de repetir.

Petyr estreitou os olhos para a menina:

— Por que você colocou a mão no rosto de Jory? Você o conhece?

Sansa pensou por um momento. Jory lhe lembrava alguém, mas a menina não sabia dizer quem. Colocar a mão no rosto de Jory pareceu o certo a fazer. Decidiu ser sincera:

— Eu não o conheço, mas ele me lembra alguém... só não sei quem.

Petyr olhou fixamente para a porta do quarto e disse:

— Interessante isso Alayne. Você disse que ele te lembra alguém?

A menina confirmou com a cabeça, o que fez o sorriso de Petyr alargar-se:

— As coisas andam ficando interessantes, Alayne. Algumas coisas nos pegam de supresa, por isso é sempre bom termos cartas nas mangas.

Petyr pegou o rosto da menina entre suas mãos e disse:

— Você disse que ficou feliz que eu voltei mais cedo, Sansa?

A menina sorriu docemente e disse?

— Sim Petyr. Eu fiquei muito feliz que você chegou mais cedo. Ficar aqui sem você é horrível. Tive somente a companhia do passarinho.

— E como está Robert?

A menina disse tristemente:

— Está cada dia pior... definhando!

— É mesmo, Alayne?

A menina percebeu que Petyr não mostrou nenhuma tristeza ou preocupação com o fato. O que fez a menina pensar novamente se Petyr seria capaz de estar matando Robert.

“Ele pode ter esse jeito, mas não seria capaz de matar uma criança!”

Sansa afastou esse pensamento da cabeça e lembrou do que Robert lhe contou:

— Pai, o passarinho me disse que meistre Collemon anda colocando algo em seu leite todas as noites. Algo pegajoso e doce.

— Robert disse isso? Bom, irei conversar com meistre Collemon.

Petyr sorriu sedutor para a menina. Os olhos do homem escureceram e suas mãos foram para as pernas da menina, subindo o vestido dela. Onde a mão de Petyr tocava, a pele de Sansa ficava em chamas.

— Então me mostre, docinho. Me mostre o quando está feliz em me ver...

Sansa beijou Petyr avidamente. A sensação dos lábios do homem nos seus parecia a coisa mais certa do mundo. A boca de Petyr era macia e tinha gosto de hortelã. Petyr agarrou a menina, dominando-a, e a colocando embaixo de seu corpo na cama. O homem aprofundou ainda mais o beijo, para logo depois descer até o pescoço da menina distribuindo pequenas mordidas. Sansa dava pequenos gemidos de prazer. O membro viril de Petyr cutucava-lhe a intimidade.

Petyr parou bruscamente e disse:

— Basta, Alayne. Preciso resolver alguns problemas pendentes...

Sansa fez beicinho e Petyr riu com ternura para a menina. O homem suspirou e disse:

— Ai minha menina... o que eu faço com você? — O homem olhou bem fundo nos olhos azuis de Sansa — O que você faz comigo?

Sansa não sabia o que responder. Petyr continuou:

— Preciso ir, docinho. A chegada da Fé foi repentina.

Sansa tomou coragem para perguntar:

— Ainda está bravo comigo, Petyr?

O homem lhe encarou e sorriu:

— Estou mais bravo comigo, Alayne.

Sansa assentiu.

— Boa noite, Alayne. Com a Fé aqui no Vale serão mais discretos os nossos encontros, não quero olhos postos em nós.

— Não nos veremos assim enquanto eles tiverem aqui?

Petyr riu:

— Duvido que exista uma pessoa que me separará de você.

— Existe Myane... e Harry.

— Eles são descartáveis, mas importantes para a nossa subida. Você quer ficar mais desse jeito comigo?

Sansa disse iluminada:

— Sim! Eu gostaria de ficar assim com você para sempre.

Petyr ficou muito sério com a resposta da menina:

— Preciso realmente ir. Boa noite, Alayne.

O homem se levantou, e sem olhar para trás, saiu pela porta.

“Não me conte como é estar apaixonado

Porque eu já estive e agradeço por estar fora

Fora daquelas correntes, aquelas correntes que te amarram

É por isso que estou aqui para te relembrar

O que você ganha quando se apaixona

Nada além de dor, mentiras e tristeza

Então, pelo menos até amanhã

Eu nunca me apaixonarei novamente"

(I'll never fall in love again — Deacon Blue)

“Eu disse algo de errado? Eu sou uma tola mesmo... um homem como Petyr não iria querer uma menina idiota atrás dele para sempre!”

Lágrimas vieram aos olhos de Sansa. Pensar em ter uma vida que não fosse compartilhada com Petyr doía seu coração. Chorou bastante, até que o torpor levou sua insônia.

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Sansa acordou com um vento entrando pelas cortinas de seu quarto.

“Esqueci de fechar a janela? Mas eu sempre a fecho...”

A menina levantou-se e fechou a janela. Quando estava retornando para a cama, pisou em cima de um papel. Abaixou-se e pegou o pergaminho na mão e o levou para perto da vela que estava acesa na lateral do quarto. Leu o pergaminho:

“Pode pintar seus cabelos de azul, que mesmo assim eu a reconheceria. És ainda o mesmo passarinho bonito numa gaiola dourada, cercada de pessoas ainda mais perigosas que outrora. A diferença é que aqui não tem ninguém para lhe proteger. Você não sabe de muitas coisas Sansa Stark... mas se quiser saber, eu lhe contarei. Encontre-me daqui a dois dias, à meia noite na varanda do seu quarto. Não tente trazer mais ninguém. Eu farejo uma mentira muito melhor do que você!”

Sansa olhou para os lados, a fim de certificar-se que estava sozinha. A letra era feita numa caligrafia desleixada, apressada. A menina nunca a tinha visto na vida. A última frase entrou novamente no seu campo visual:

"Eu farejo uma mentira muito melhor do que você!”

E algo dentro de Sansa estalou, a fazendo arregalar os olhos:

“Ele esteve aqui!!!! Mas como isso é possível?”

Notas finais
E agora????
Sansa descobriu a identidade do nosso Cão!!!! o/

A música que eu coloquei depois que o Petyr saiu, acho muito apropriada do personagem...

Por favor, digam se estão gostando do rumo da fic... =D

Próximo capí­tulo será Pov do Sandor e aí­ vai uma palhinha:

"Eu sei o que está fazendo Mindinho. E sei onde está querendo enfiar o seu mindinho... Se dependesse de mim, você ficaria sem seu pau agora mesmo! Nada me daria mais prazer que o seu sangue na minha espada..."

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