Small Psychopath

1 Prólogo - Está com medo, menininha?


Notas iniciais
Olá, quero desejar boa noite e bom domingo a todos. Muito obrigada pela sua presença e espero que deixe um review.
Espero que goste e se não gostar me ajude a saber o que precisa ser melhorado, boa leitura!

Era uma noite chuvosa, fria e tempestuosa. Jeff se preparava para fazer mais uma vítima, desta vez, uma menina de nove anos. Ele estava a observando pela janela do quarto da menina com uma faca em mãos, ela dormia tranquilamente até que o estrondo de um trovão a acordou. Ela esfregava os olhinhos — ainda sonolenta — e então olhou para janela e viu os olhos imensos e profundos e o sorriso anormal e assustador, mas não se intimidou por eles.

— Vá dormir. — ordenou Jeff.

Ela o ignorou continuando a observá-lo. Jeff se irritou e invadiu o quarto da menina pulando pela janela, ele se aproximou de sua cama e ela o seguia com os olhos. Jeff ergueu a faca e se preparou para matá-la.

— Você não me obedeceu. — falou.

Jeff segurou com firmeza a faca e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios, então, pronto para matá-la, ela a encarou com seus olhinhos adoráveis e negros como a noite. E Jeff experimentou pela primeira vez o que era sentir pena de matar sua vítima.

— Você não irá me matar. — falou numa voz doce e agradável.

— Sim, eu vou. — respondeu Jeff friamente.

— Eu tenho certeza de que não irá me fazer mal, mas... — ela fez uma pausa — Se irá me matar, então siga em frente, me mate.

Jeff serrou os olhos e olhou furioso para ela, decidido a matá-la ele ergue a faca novamente a segurando com força e se recompõe. A menina continuou a encará-lo, Jeff percebeu que não poderia matá-la e negar isso ele estaria mentindo para si mesmo, ele estava encantado por ela. Jeff largou a faca deixando com que ela caísse no chão, ele se sentou na beirada da cama da menina e ela, que permanecia deitada, se colocou sentada na cama também. Ela inclinou a cabeça para o lado e ergueu a mão até que tocasse a bochecha cortada de Jeff, ele olhava confuso para mão dela.

— O que aconteceu com você? — perguntou.

Jeff não a respondeu. Ele se levantou e seguiu rumo à janela do quarto dela, ele parou a ouvir passos leves no quarto e então se virou para olhar para trás. Ela estava a alguns passos de distancia dele, ela continuou a caminhar na direção do assassino e estendeu os braços, Jeff recuava alguns passos tentando se distanciar dela.

— Hei, hei. O que pensa que está fazendo?! — perguntou.

Ela o ignorou e se aproximou dele abraçando-o, Jeff não entendeu aquilo, apenas retribuiu o abraço. Fazia um tempo que não recebia um abraço, todos o temiam e aqueles que o viam não sobreviviam para contar história. A menina levantou a cabeça para olhar nos olhos de Jeff.

— Qual o seu nome? — perguntou a pequena.

— Pode me chamar de Jeff. — respondeu meio receoso.

— Me chame de Sophie, Jeff. — apresentou-se.

— Está com medo, menininha? — perguntou Jeff tentando parecer ameaçador.

— Não. — respondeu confiante.

— Por que não tem medo de mim? — perguntou decepcionado.

— Por que eu teria? — rebateu.

Jeff deu de ombros. Ele olhou para o relógio de gato na parede rosa e florida do quarto repleto de ursos de pelúcia da menina, marcavam onze e cinquenta. Frustrado e entediado, ele teria de arranjar outra vítima, e cogitou a ideia de levar Sophie junto. Ele se animou com a ideia de transformar Sophie em sua ajudante e aprendiz, afinal, coragem não era o que faltava na menina, agora só restava saber se ela seria capaz de ajudar em um assassinato.

— Eu preciso ir, Sophie. — falou.

— Por quê? — perguntou.

— Quer que seus pais morram? — perguntou ele sadicamente.

— Não! — ela quase gritou.

— Então. — ele sorriu, não o sorriso que havia sido cortado em seu rosto, seu sorriso verdadeiro — Quer vir comigo, Sophie?

— Pra onde? — ela ficou curiosa.

— Você conseguiria me ajudar em uma coisa, Sophie? — perguntou.

Ela balançou a cabeça positivamente em resposta.

— Então iremos fazer uma visitinha aos seus vizinhos. — Jeff se alegrou.

Jeff passou pela janela do quarto de Sophie e ficou em cima do telhado, ele estendeu a mão para ela e Sophia a agarrou, saindo pela janela também. Jeff a pegou nos braços e pulou para o gramado do quintal dos fundos, logo ele a colocou no chão e os dois, de mãos entrelaçadas, foram embora fazer a "visita".

Notas finais
Pequeno, não? Eu sei, mil perdões, mas é apenas o prólogo! O capítulo I terá mais ação e será maior, eu garanto.
Muito obrigada por ter lido, não se esqueça dos reviews, até o próximo!