Small Psychopath
2 Capítulo I - Primeira Vítima
Notas iniciais
Boa leitura!
Senhor Edwin Gale, um homem casado e com dois filhos, um de treze e outro de quinze anos. Ele havia acabado de chegar de mais uma cansativa noite de trabalho, ao entrar silenciosamente em casa — para surpreender sua esposa e filhos — e ouve os gemidos e gritos agonizados de sua esposa. Ele se assusta e imediatamente corre até o quarto dos filhos, eles não estavam na cama, ele se apavorou e pegou um taco de beisebol debaixo da cama de seu filho mais novo. Os gritos e gemidos continuam e ele os segue até o quarto seu e de sua esposa, a princípio, ele pensa que sua esposa estava o traindo com outro homem, mas logo depois pôde ver melhor a cena: um jovem de cabelos negros, moletom branco e calça jeans a ameaçando com uma faca.
– Shhh! Eu mandei você ir dormir! — o ouviu falar.
– Não! Por favor! — implorara a mulher.
– Shhh! Vá dormir. — ordenou.
A mulher continuou a chorar e implorar por sua vida, o que era uma tentativa em vão.
– Você não me obedeceu... — falou Jeff.
Então ele ergueu a faca e em seguida atingiu o pescoço da mulher, ela se engasgava com o próprio sangue e tentava tocar a faca com a mão, não demorou muito para que ela morresse. Jeff se virou e olhou diretamente para Edwin, este se apavora e se encolhe na parede, ele rezava para que não tivesse sido visto, em sua mente se repetia a imagem assustadora de um garoto pálido, de olhos enormes e profundos e um sorriso assustador. Ele volta a se esconder atrás da porta do quarto para observar o que estava acontecendo, ele viu uma menina, uma menina de pele clara, olhos e cabelos negros como a noite. Edwin então passa a se preocupar com a vida da menina desconhecida que estava fragilmente desprotegida do assassino.
Jeff olha pelo canto do olho para a porta, sabendo que o homem estava lá e sorri maliciosamente.
– Agora é sua vez... Sophie. — falou.
Edwin vê a menina empalidecer e arregalar os olhos. Jeff ergue a faca e no momento de atingi-la, ela se joga ao chão, desviando do ataque. Edwin corre e se esconde debaixo da cama do quarto de seus filhos, ele vê os pés descalços de Sophie passaram diante da cama e logo depois ouve passos pelo corredor.
– Sophie? Cadê você? — perguntava Jeff irônico — Não é hora de brincar de esconde-esconde.
Quando os passos se distanciam Edwin saí de debaixo da cama e vai até o armário de seus filhos, lá, Sophie estava escondida, encolhida no chão do armário e abraçando os joelhos. Ele pega a mão dela, a levanta e a arrasta para fora do armário, Sophie estava indiferente, olhava calmamente para ele.
– Vamos menina! Temos que sair daqui! — sussurrou desesperado.
Sophie continuava a encará-lo sem dizer uma única palavra.
– Sophie, né? Esse é o seu nome? — perguntou — Vamos Sophie! Temos que ir ou iremos morrer!
Sophie o ignorou. Ela levou o indicador até a boca e o mordeu levemente, ela permaneceu com o dedo na boca por um breve momento e então apontou para a cabeça de Edwin, ele estranha a ação da menina.
– O que foi? Qual o problema? — perguntou.
E então Edwin levou uma forte pancada na cabeça com um taco de beisebol e desmaiou, o autor do ataque era Jeff que havia surgido sorrateiramente atrás de Edwin. Ele se aproximou de Sophie e desajeitou os cabelos da menina.
– Bom trabalho Sophie, boa menina. — elogiou.
Jeff segurou Edwin pelos braços e o arrastou até a sala, Sophie apenas observava tudo sem expressar nenhuma emoção.
– — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -
Quando Edwin acordou estava amarrado a uma poltrona, ele estava no centro de sua sala, mas ela estava diferente. Todos os móveis que antes estavam ali haviam sumido, ele sentia uma forte dor por suas bochechas e então, Jeff surge com um espelho em mãos.
– Você acordou! — disse Jeff.
– Mas o que... — começou Edwin.
– Shhh! — interrompeu Jeff — Seja gentil e volte a dormir.
– Quem é você?! O que faz na minha casa?! Por que matou a minha esposa?! Onde estão meus filhos?! O que você fez comigo?! — perguntava furioso.
– Você é teimoso! Deixe de ser desobediente e vá dormir. — ordenou.
– Que diabos é você?! — perguntou novamente — O que fez comigo?!
– Bem... Pode me chamar de Jeff. — ele riu — O que fiz com você? Olhe você mesmo.
Jeff pôs o espelho em frente ao rosto de Edwin e ele pôde ver o corte feito em seu rosto, suas bochechas estavam cortadas e faziam um desenho de um sorriso, estava semelhante ao sorriso de Jeff.
– Você ficou lindo, não acha? — perguntou irônico.
Jeff gargalhou. Edwin se enfureceu e começou a se debater na poltrona tentando se livrar das cordas que o prendiam, uma tentativa em vão e sem sucesso. Jeff colocou o espelho próximo ao pescoço de Edwin como se tentasse fazê-lo ficar quieto.
– Vá dormir. — ordenou.
– Dormir?! Como você quer que eu durma?! — gritou — Olha o que você fez na minha cara!
Jeff gargalhou novamente e logo em seguida acertou um soco no rosto de Edwin.
– Eu já disse, apenas vá dormir. — falou friamente.
Jeff se retirou da sala. Edwin finalmente percebeu Sophie sentada de pernas cruzadas na sala.
– Psiu! Psiuuu! — chamou — Hei Sophie, venha! Venha cá! Se aproxime!
Sophie o obedeceu, a menina se levantou e caminhou lenta e calmamente na direção de Edwin.
– Me ajude! — sussurrou.
Ela levou o dedo indicador à boca e olhou para o teto como se estivesse pensando, ela voltou a encará-lo e sacudiu a cabeça negativamente em resposta. O olhar de Edwin ficou angustiado, era como se ele implorasse a menina que ela o ajudasse.
– Por favor, desamarre essas cordas! — suplicou.
Sophie o ignorou e se retirou da sala também. Edwin começou a chorar apavorado. Minutos depois de Sophie sair da sala, Jeff aparece com um machado em mãos, ele encara Edwin com reprovação e balança a cabeça negativamente.
– Não, não. — murmurou — Ainda não dormiu? Mais que cara insistente! Odeio que me desobedeçam...
– E eu odeio você seu desgraçado! — interrompeu Edwin gritando — Você é um infeliz! Seu filho da puta! Você acabou com a minha família e onde estão meus filhos?
– Não que eu te deva explicações, mas eles estão no banheiro. — respondeu Jeff admirando o machado.
– O que você fez com eles?! — gritou Edwin.
– Que belo machado você tem. — disse Jeff ainda olhando o machado.
– Me responde porra! — exigiu.
Jeff o encarou. Ele empurrou a poltrona pela casa e levou Edwin até a porta do banheiro, ele a abriu e Edwin viu seus filhos mortos. Eles estavam ensanquentados, com os pulsos e os pescoços cordados e as entranhas de ambos haviam sido arrancadas e espalhadas pelo banheiro. Edwin ficou mais apavorado e enojado ainda.
– Ah! Seu desgraçado! Desgraçado! Desgraçado! Desgraçado! — xingou — Vá pro inferno!
Jeff revirou os olhos e bocejou sarcasticamente. Ele empurrou a poltrona de volta à sala e a deixou no centro novamente. Sophie ressurgiu na sala e se colocou ao lado de Jeff encarando Edwin. Edwin, descontrolado, chutou a canela de Jeff, o jovem assassino não demonstrou nenhuma reação.
– Vá dormir. — ele pronunciou cada sílaba de forma lenta e ameaçadora e colocou o machado próximo ao rosto de Edwin — Seja educado com um assassino com um machado.
– Vá pro inferno. — praguejou cuspindo aos pés de Jeff.
Jeff revirou os olhos novamente, por um momento ele permaneceu calmo e imóvel e então de repente ergueu o machado e atingiu o ombro de Edwin. Edwin gritava de dor, seu ombro sangrava muito, Jeff ficou assistindo seu sofrimento assim como Sophie, logo depois ele ergue o machado novamente e atinge o pescoço de Edwin, o decapitando. Jeff começa a gargalhar histericamente e Sophie continua calma a encarar Edwin, agora morto.
– — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -
Jeff e Sophie voltaram ao quintal dos fundos da casa de Sophie, eles estavam de mãos dadas enquanto caminhavam de volta a casa. Jeff carregou Sophie nas costas e escalou a janela do primeiro andar da casa de Sophie e subiu no telhado, ele pegou a menina no colo e pulou a janela de seu quarto. Por fim ele deixou Sophie deitada em sua cama e a cobriu.
– Vá dormir. — ordenou.
– Boa noite, Jeff. — disse Sophie.
– Boa noite. — respondeu Jeff beijando a testa da menina.
Jeff voltou à janela e a pulou, saindo do quarto de Sophie e ele desapareceu no meio da escuridão.
Fale com o autor