Skulls
1 O desconhecido
Era sete horas da noite quando cheguei, tudo estava silencioso. Harry ainda não devia ter chegado pensei. Joguei minha pasta em cima do sofa e fui até a cozinha. Uma jarrada de frio se infiltrava pela janela, tudo estava calmo e silencioso demais. Decidi ligar para Harry, ele estava demorando demais, ele geralmente sempre chegava antes de mim. Peguei o telefone disquei o numero, e esperei ; a voz da secretaria eletrônica ecou no meu cerebro. Era a única voz humana presente na casa.
Um pressentimento de que alguma coisa estava errada se apossou em mim. Aquele já não tinha sido um bom dia antes e com certeza não estava sendo agora. Meu chefe brigou comigo porque cheguei atrasada, por causa de um acidente de carro na rua, onde uma pessoa morreu atropelada e houve toda aquela confusão e congestionamento. E ainda nem pra achar quem matou.
Agora são oito e meia, e eu ainda estou sozinha. Estou ficando realmente nervosa, não ouço nada, nenhum barulho... EI! O que foi isso? Ouço passos no andar de cima, que eu ainda não havia ouvido antes.
- Harry?
Pergunto. Minha voz simplesmente se dissolve no meio do nada que se tornou minha casa. Os passos cessaram por alguns minutos, mas proseguiram mais tarde, agitados e constantes. Engoli em seco, e me levantei lentamente.
- Harry?
Senti que minha voz estava mais baixa e roca do que o normal. Senti um frio na espinha. Fui até a porta de entrada da casa, estava trancada. Quem é que estivesse lá em cima não tinha entrado pela porta da frente, mesmo porque não havia nenhum sinal de arrombamento. Então... poderia muito bem ter entrado pela janela, pensei. Mas estranho porque o andar de cima é extremamente alto e com grades nas janelas. Seja como ou porque entrou, tinha alguém um desconhecido na minha casa.
Apavorei, e depois de um tempo decidi que deveria subir lá em cima, ver o que era e impedir que fisesse qualquer coisa, seja lá o que fosse fazer. Fui até a cozinha e peguei um faca de cortar carne. Os passos continuavam rapidos e constantes, senti que dessa vez eles estavam no meu quarto. Respirei fundo e subi.
Senti uma pressão cair em cima de mim sem dó nem piedade. A cada passo que eu dava na escada, sentia um cheiro de queimado, forte, parecia que ia dissolver os pelos da minha narina. Cheguei ao pé da escada e parei por um minuto. O andar estava escuro, fiz menção de acender a luz mas pensei melhor. As coisas ficam muito facéis no claro, tanto pra ele quanto pra mim. Era melhor não arriscar.
Penetrei no breu e fui andando em direção a parede. Ouvia os passos no meu quarto, e um cheiro de carne queimada parecia impestiar tudo. O relógio soou 9 horas a noite. Com muita coragem antrei no quarto e vi uma criatura com roupas rasgadas e queimadas e a pele carbonizada, Soltei um grito e recuei até a parede laargando a faca no chão. A criatura que estava virada de costas pra mim mechendo no guarda-roupa parou o que estava fazendo e olhou pra mim. O rosto queimado, os olhos esbugalhados saltados pra fora, com um buraco na cabeçaa onde eu podia ver o seu cerebro preto como carvão, E o cheiro horrível, e cada vez mais forte.A criatura sorriu mostrando poucos dentes negrose disse:
- Ei Lis! Você viu minha gravata? Tenho que estar bem arrumado pra conseguir um novo emprego amanhã, já que não fui no meu hoje, e tenho pagar o estrago que você fez no meu carro hoje de manhã. Não entendo o carro está preto como carvão, você ja o viu?
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