Notas iniciais
Nada a declarar, gente kkkkkk Ah, eu vim postar sozinha, mas parte do capítulo o Leo escreveu comigo igual *--* Boa leitura ♥

Acordei no dia seguinte sentindo um peso sobre meu corpo, ao abrir lentamente meus olhos me deparei com Will ainda adormecido e abraçado em mim, deitado completamente sobre mim. Acabei sorrindo com aquela cena e o abracei, ele estava um pouco gelado, então acabei nos cobrindo para aquecê-lo.

— Filho, eu posso entrar? – Ouvi a voz de minha mãe falar não muito alto na porta.

— Entra. – Sussurrei, mas sabia que ela escutaria.

Quando ela entrou no quarto, fechou os olhos por ver Will em cima de mim. Tudo que eu fiz foi rir da expressão de susto dela, até porque não tinha nada demais acontecendo, tendo em vista que meu namorado dormia serenamente em meus braços.

— Mãe, ele ‘tá só dormindo em cima de mim. – Murmurei rindo. – Você ‘tá muito arrumada, onde vai?

— Eu e seu pai vamos passar o fim de semana fora, tudo bem? Seu namorado pode passar esses dois dias aqui, sem problemas, tem dinheiro lá embaixo caso queira pedir comida e tem a geladeira cheia também se quiser cozinhar. Voltamos domingo à noite. – Avisou-me ela e eu apenas assenti.

Não era novidade ela saindo com meu pai e passando o fim de semana fora, só era novidade o fato de ela deixar dinheiro para mim, mas não precisava agradecê-la por isso. Ela saiu do quarto e, quando eu estava quase dormindo de novo, ouvi o barulho do carro ligando e em seguida se distanciando.

Depois disso novamente peguei no sono, tendo comigo aquele menino que tanto me fazia sorrir.

— AH MEU DEUS DO CÉU!

Se eu não estivesse grudado na parede, eu teria caído da cama com o susto que levei ao ouvir aquele grito. Abri meus olhos assustado e encarei Will parado, sentado na cama com as mãos sobre seu colo. Me ajeitei melhor na cama e o encarei.

— Não me olha, eu estou sem roupa! – Exclamou com as bochechas muito vermelhas. – E a minha cabeça dói muito.

Eu estava só de cueca ainda e, mesmo achando que ele recuaria, eu sentei atrás dele, colocando uma perna minha de cada lado de seu corpo e o abraçando desse jeito. Levei minhas mãos até as suas e encaixei meu rosto em seu pescoço, depositando ali um beijo e vendo sua pele – principalmente a nuca – se arrepiar.

— Eu estou sem roupa, Elli. – Ele parecia mesmo desconfortável por estar daquele jeito. – E você está muito saidinho, me diz que nada aconteceu.

— Depende o que nada significa para você... – Murmurei, precisava contar para ele já que ele aparentemente não lembrava. – Mas nós não fomos até o final.

— E o que seria não ter ido até o final? Você está me deixando nervoso. O que aconteceu?

— Não fizemos sexo. – Disse simples, era a verdade, não tínhamos mesmo feito sexo. – Mas você deixou eu tocar você e também me tocou. – Falei mais baixo, sentindo a tensão que se instalou no quarto. – Amor, você ‘tava bêbado, mas gostou.

— Gostei? Eu ao menos queria isso? Eu não estava sóbrio. – Ele soltou um suspiro. – Eu estou com vergonha agora, porque eu deveria pelo menos estar sóbrio para fazermos essas coisas, só que também, se eu não estivesse bêbado eu continuaria sendo esse menino ridículo e envergonhado que não se presta nem a satisfazer o namorado.

— Ah, não, você não disse isso. – Revirei os olhos, mas me mantive na mesma posição, que era muito agradável por estar abraçado a ele. – Não vou transar com você se for para me satisfazer, não fala assim. É para ser bom para os dois.

— E é bom? Eu só... eu estou nervoso. Eu sou todo tão... desengonçado. Fico com medo de você não gostar de fazer isso comigo, entende? Isso é tudo só insegurança, não é que eu não queira, porque eu quero, mas eu sei que não vou ser bom o suficiente.

Delicadamente eu puxei seu rosto para o lado e o beijei, sentindo sua mão alcançar meu rosto e me acariciar. Quando nos soltamos, voltei a ficar abraçado nele e, por mim, poderia ficar ali o dia inteiro.

— Com você vai ser melhor. – Sussurrei em seu ouvido. – Porque eu ‘tô muito apaixonado por ti.

Mas nada aconteceu naquele instante. Nós levantamos, tomamos café da manhã e assim passamos o dia inteiro juntos. Inteiro mesmo, porque olhamos filmes, comemos, vimos mais filmes e comemos novamente, tudo juntos. A única coisa que fizemos separados, foi tomar banho, porque Will ficou envergonhado e não quis tomar comigo.

Ele foi primeiro para o banho e depois eu. Saí para o quarto sem camisa e usando uma calça de moletom. Quando botei meus olhos na cama, vi Will só de boxer preta, sem seus óculos e me olhando.

Me aproximei dele e o vi sentar na cama, me olhando com aqueles seus olhos coloridos e que tanto faziam eu me perder. Sentei ao seu lado, sentindo ele sentar em meu colo e me olhar ternamente.

— Elli, e-eu confio em você e...

— Will, tem certeza? Não precisa se não quiser. – Já tinha esperado até agora, não tinha problema esperar mais um pouco, não é mesmo?

— Eu quero. Quero... fazer amor com você. – Suas bochechas ficaram vermelhas, mas logo ele tirou minha atenção ao me beijar, emaranhando suas mãos em meus cabelos, me fazendo levar meus pensamentos apenas para ele e o que estávamos prestes a fazer. Eu amo Will, disso eu não tenho dúvida.

Minhas mãos foram parar em sua nuca e, em seguida, foram descendo por suas costas, acariciando toda a pele que eu conseguia tocar, parando ao chegar em sua cintura, mas já desejando descer um pouco mais as mãos.

William me empurrou e ficou praticamente de quatro em cima de mim, mas o puxei pela cintura e o grudei mais contra o meu corpo, me amaldiçoando por ter tanto tecido nos separando naquele instante. Eu simplesmente queria mais e mais daquele corpo e daquele menino.

Minhas mãos apertavam sua cintura de uma maneira que o fazia suspirar enquanto me beijava e ele também me tocava e me apertava, acariciava e tudo o mais. Troquei de posição com ele na cama, me afastando para tirar fora minha calça, mesmo sabendo que eu não usava nada por baixo. Ele me encarou da cabeça aos pés por alguns segundos, mas logo me puxou para cima dele de novo.

Desci meus beijos para seu pescoço lentamente vendo que ele estava meio perdido no que fazer. Beijei pedaço por pedaço do seu corpo e, ao chegar na sua boxer, a retirei e vi ele se se encolher um pouco. Subi meus beijos de volta a sua boca e sussurrei contra os seus lábios:

— Você é lindo, Will. – Seu sorriso tímido surgiu e eu apenas o beijei.

— Você é mais. – Murmurou enquanto me empurrava para ficar por cima de mim, provavelmente querendo fazer o mesmo que eu tinha feito anteriormente.

Will beijava meu pescoço, meu peito e tudo o que conseguia. Mas ele não me tocava abaixo da cintura e eu pude perceber ele encarar meu membro e voltar a olhar meus olhos. Ele devia estar nervoso com a situação e eu o entendia, faria tudo com a maior calma possível.

Troquei de posição com ele novamente e alcancei o lubrificante no criado-mudo.

— Will, tem certeza? – Insisti em perguntar aquilo, porque seu corpo não estava nem um pouco relaxado. – Não precisamos fazer isso se não quiser.

— Mas está tão bom... – Me encarou com aqueles olhinhos brilhantes e eu apenas sorri para ele e capturei seus lábios novamente, deliciado com aquele mar de sensações que apenas seus beijos eram capazes de me causar.

Desci novamente meus beijos por seu corpo e vi que ele corou quando levei meus lábios ao seu membro, queria sorrir com aquela expressão tímida dele, mas me concentrei no que fazia, ouvindo ele gemer baixo e algumas vezes observando ele morder os lábios como que para reprimir seus gemidos.

Voltando a beijar seus lábios, senti seu corpo ir relaxando e ele foi se entregando cada vez mais a mim.

— Will, pode gemer, é excitante. – Sussurrei com os lábios próximos aos seus e ele assentiu, me puxando pela nuca e me beijando com tanto desejo que senti meu corpo inteiro pegar fogo.

Quando senti as mãos dele em meu membro quase me perdi por completo, imerso naquele prazer que um estava proporcionando ao outro.

Alcancei novamente o lubrificante e o espalhei em meus dedos, encarei Will e pedi para ele abrir um pouco mais suas pernas, ele simplesmente fez enquanto apertava meus ombros e se mexia em busca de ainda mais contato. Levei um de meus dedos até sua entrada e o pressionei ali, seu corpo pareceu ficar mais tenso ainda, mas relaxou quando levei a outra mão ao seu membro e comecei a tocá-lo.

— 'Tá doendo, amor? – Perguntei calmo, vendo ele negar e apenas apertar meus braços. – Que bom. Mas pode dizer se doer, 'tá?

— Uhum... – Sua afirmação saiu mais como um gemido e isso só aumentou o calor do meu corpo.

Pressionei outro dedo em sua entrada e ele soltou um gemido mais alto e sofrido, mas na minha ausência de movimentos ele mexeu seu quadril contra a minha mão, me deixando mais tranquilo para continuar, então prossegui. Tirei minhas mãos de seu corpo e peguei o lubrificante, colocando em meu membro e sentindo Will espalhar sobre o mesmo, ainda que estivesse tímido me encarava penetrantemente e massageava minha pele de um jeito enlouquecedor.

Empurrei-o para trás e me posicionei no meio de suas pernas, colocando assim meu membro em sua entrada e o penetrando devagar, quase parando.

Beijei seu pescoço e seus lábios e ele apertava com força meus ombros e arranhava minhas costas, mas aquela força e os arranhões apenas deixavam tudo mais gostoso. Continuei a adentrá-lo, ainda lentamente.

— Will... – Sussurrei seu nome sem ter mais nada a dizer.

O silêncio misturado com nossa troca de olhares dizia tudo o que queríamos e precisávamos. Sendo honesto eu queria dizer que o amava, mas me senti tão acanhado com aquele olhar que eu apenas me derreti em seus braços sem mais nada dizer. Beijei-o quando comecei a verdadeiramente me movimentar, ouvindo certos suspiros sofridos escaparem de sua boca. Ele apertava meus ombros e algumas vezes puxava meus cabelos sem muita força e eu apenas tocava seu corpo como podia.

Quando pareci alcançar certo ponto, ou assim supus, Will soltou um alto gemido e me senti mais livre para ir mais rápido, ouvindo ele gemer cada vez mais rápido com as investidas que eu dava. E seus gemidos me enlouqueciam tanto quanto o sexo em si, porque saber que eu estava provocando tais reações nele era o melhor dos prazeres.

— Ah, Elli... – Disse em meio a um gemido e me empurrou para trás.

O encarei sem entender, mas logo deixei um gemido escapar quando ele literalmente se sentou sobre meu membro e começou a se movimentar em cima dele. Aquilo era demais para a minha cabeça. Minhas mãos seguraram sua cintura, ajudando-o com seus movimentos.

Ele se apoiou em meu peito, mas eu o fiz se inclinar mais sobre mim e segurei sua cintura, acelerando mais os movimentos e vendo de pertinho sua expressão de puro prazer, seus olhos bicolores demonstrando luxúria e excitação e me deixando louco. Do mesmo jeito que ele se entregava a mim, eu me entregava a ele, por completo e sem objeções.

Quando Will chegou ao orgasmo e seu interior pressionou meu membro, gozei praticamente junto a ele, me sentindo completo por ver aquela expressão de satisfação surgir em seu rosto, que agora estava tão suado quanto o meu. Sentei-me com ele ainda em cima de mim e o beijei suavemente.

— Sabe, Will, eu amo você. – Sussurrei para ele, vendo seu olhar se fixar ao meu.

Eu não precisava que ele respondesse, apenas precisava externar meus sentimentos e saber que, ao contrário de ontem, ele estava sóbrio o bastante para ouvir isso e finalmente descobrir que, por ele, eu estava disposto a absolutamente tudo. Era o suficiente.

Notas finais
Finalmente rolou *--* O que acharam? A história está no fim... não é muito longa :/ Até mais ♥