Sixteen
5 Some Revelations
Notas iniciais
“– Obrigado. — ele lhe deu um breve beijo na bochecha. Ela corou — Vem comigo. — ele disse lhe puxando pela mão.”
– Para onde estamos indo Seeley?
– Para o meu lugar favorito na escola.
– O ginásio?
– Nossa Bones. – ele pára e vira-se para ela. – Achei que você me conhece-se melhor. – ele finge um tom ofendido.
– Desculpe. É que como você joga basquete, pensei que o ginásio fosse seu lugar favorito. – ela estava ruborizada. Não conseguiu sustentar o olhar dele. Abaixou a cabeça.
– Hey. – ele tocou-lhe o queixo. – Eu estava brincando. –ele sorri. E no sorriso dele ela encontra a calma, a paz que estava precisando.
– Ok. Mas Seeley, vamos perder as aulas. – eles continuam o caminho.
– Não se preocupe com isso, você seria dispensada. Sua professora de química é a mesma que a minha e ela está gripada. O inverno veio com tudo esse ano.
– Como você sabe que eu seria dispensada?
– Tenho meus contatos. – ele sorri charmosamente.
– Mas e você? Você tem aula agora, não?
– Sim. Mas eu recupero depois. Você é mais importante pra mim.
“Você é mais importante pra mim.” Essas palavras se fixam na cabeça de Temperance.
“Não seja tola Temperance, ele só está sendo gentil com você! Ele não quer nada com você!” Ela se martirizava com isso.
– Chegamos.
Era um lugar simples. Uma pequena colina, com uma árvore no topo. Havia um banco embaixo da árvore semi coberta pela neve da noite passada. (N/A: Desculpem, mas amo os clássicos cenários românticos.) A grama embaixo da árvore estava praticamente intacta.
– O banco está muito gelado. – ele sentou no chão puxando ela consigo. Ficaram frente a frente. Ele tomou as mãos dela nas suas.
– Suas mãos estão geladas. Está com frio?
– Um pouco. – os lábios levemente roxos a acusavam.
Ele tirou seu casaco e o cachecol.
– Vista.
– Não Seeley, você vai ficar com frio.
– Não vou não. E você é mais importante para mim. Não quero que fique doente.
Ela vestiu-os. Ficaram um tempo em silêncio. Ele estava procurando as palavras para começar aquela conversa.
– Temperance... eu... sei que nos conhecemos há poucas horas, mas... eu já confio muito em você, e sinto um carinho enorme por você. Quando eu ti vi com os olhos vermelhos, e descobri que alguém te magoou, isso doeu muito. – Ela via a sinceridade nos olhos dele, percebeu que tudo que ele dizia era real. – Vou lhe contar uma coisa particular minha. Não precisa me contar nada em troca, mas eu quero lhe contar isso.
Ela ficou fitando-o esperando a continuação. Ele segurou as mãos delas novamente, estavam um pouco mais quentes.
– Olha Temperance, eu sei que você é adotada. – Ela olhou para baixo, desviando o olhar. Ele pegou o queixo dela, fazendo-a olhá-lo. – Não precisa sentir vergonha ou nada do tipo. Eu não vou gostar mais ou menos de você por causa disso. Além do mais, não há porque se envergonhar. – Ele ia continuar a falar, mas parou. Como se as suas próximas palavras lhe causassem dor. E causavam. – Bones, eu tenho motivos para sentir vergonha. Meu pai é... é alcoólatra.
– Seeley eu...
– Não precisa dizer nada Temperance, não quero que você sinta pena de mim. Apenas que goste de mim pelo modo como sou. Por favor.
– Bom, eu... Eu não sei o que dizer. – Os olhos dela estavam marejados.
– Não precisa falar nada. Nós dois sabemos disso. Palavras não são suficientes, eu sei. Quando soube que você é adotada, eu percebi que somos “semelhantes” nesse aspecto. – Ele percebeu uma dúvida no olhar dela. – Eu abandonei a escola por um ano, por conta desse problema com o pai. Atualmente vivo com o meu avô e o meu irmão, Jared. Minha mãe preferiu que ficássemos com o vovô, para não vermos mais meu pai alcoolizado ou... – de novo a pausa de dor. Mas dessa vez havia algo mais. Uma raiva reprimida. – batendo na minha mãe.
Temperance sentiu as mãos dele se tencionarem com a menção de tal ato. Ela preferiu não fazer perguntas sobre o assunto, preferiu deixar que ele contasse as coisas no tempo dele. Ela percebeu que os olhos dele estavam marejados também, e em um movimento involuntário, abraço-o.
Ele ficou extasiado pela atitude dela. Ela era tão solitária, parecia ser tão fria e indiferente, mas, ao mesmo tempo, era tão carinhosa e carente. Temperance era um mistério do qual Booth gostaria de desvendar.
Ele retribuiu o abraço, e sentiu lágrimas molhando seu moletom. Ficaram alguns minutos abraçados. Minutos demais.
– Oh, me desculpe. – disse ela se recompondo, limpando as lágrimas.
– Não precisa se desculpar Bones. A culpa não é sua. – Ele limpou uma lágrima do rosto dela, uma ultima lágrima que insistia em cair.
– Agora está frio. Seu abraço me esquentou Bones. – ele disse sorrindo sincero.
– Posso te dar outro. – ela retribuiu o sorriso. Era o sorriso mais lindo que ele havia visto.
Ele encostou-se na arvore e abriu os braços para recebê-la. A princípio ela ficou meio receosa, tinha dito aquilo apenas por gentileza. Mas depois aceitou o abraço dele. Ela sentou com as costas no tronco dele e ficaram conversando amenidades, se conhecendo melhor. Até a hora em que o sinal tocou, anunciando o fim das aulas daquela manhã.
Notas finais
Daqui há alguns dias postarei um long-short com o que poderia ser a continuação do episódio 7x09 - The Dont in the Do.
E, tenho um outro projeto, que me parece que vai ficar legal, mas não escrevi nada ainda, então...
Bom, provavelmente demorarei a postar novamente :( é a vida girls.
beijo grande.
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