Sixteen
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Notas iniciais
Bom, o de sempre: estava sem tempo.
Mas... Para compensar, esse capítulo está enoooooorme, E postarei, ou acho que postarei, mais vezes até o inicio de agosto :)
Esse é meu capítulo favorito, até agora rsrs.
Para: Cath, por que ela ama essa fic e eu amo ela *-*
enjoy
Alguns meses depois...
Ao longo desses meses muita coisa mudou na vida de todos.
Angela e Jack estavam juntos desde o dia em que ele pediu para encontrá-la atrás do ginásio.
Flashback on
Angela estava incomodada. Ela gostava de Jack, mas não se permitia ficar com ele.
Não sabia ao certo por que, acreditava que era mais por preconceito, por ele ser esquisito e nerd. Ser assim não era de seu feitio, mas não sabia por que estava agindo assim! Coisas da vida juvenil.
Porém, ao vê-lo atrás do ginásio, todo tímido e nervoso, sabia que tinha de resolver esse impasse. Ou sim, ou não. Ela se aproximou dele, que sorriu nervosamente.
– Oi Angie, sabia que viria.
– Oi Jack. – Ela sorriu.
– Eu... – Ambos começaram juntos.
– Desculpe. – Falaram juntos novamente.
Ficaram em um incomodo silêncio.
– Pode falar Angie.
– Não, você primeiro, por favor.
– Ok... – Respondeu pensativo. Não sabia como dizer isso a ela. – Angie, eu... Eu não sei como te dizer isso, mas... Acho que todo mundo sabe o quanto eu gosto de você. Eu amo você desde quando te vi pela primeira vez, há três anos, quando entrei aqui na John Black. Só que eu não posso mais viver assim Angie. Você entende? Eu preciso ir em frente! Viver minha vida! – Ele segurou as mãos dela e olhou-a nos olhos. Ela viu que ele estava quase chorando. Viu o quanto era difícil para ele dizer aquilo, o quanto lhe doía. – Angela Montenegro, fica comigo? Namora comigo? Casa comigo? Eu preciso de você para vi... – Ela o beijou.
Era tanta felicidade que não cabia dentro dele. Jack Hodgins era o garoto mais feliz do mundo! Ele largou as mãos dela e a segurou pela cintura, erguendo-a no ar e girando com ela. Ela começou a rir.
– Jack! Me põe no chão! – Ela protestou rindo. Ele a colocou no chão, mas não a soltou.
– Isso é um sim Angie? – Os olhos dele brilhavam mais que água refletindo o sol.
– Sim! – Ela deu o sorriso mais lindo a ele. Ele não agüentou e a beijou. Ao se separarem ela começou a falar.
– Jack. Eu sempre gostei de você. Na verdade, faz um ano e meio que sou apaixonada por você. Mas não sei por que não fiquei com você antes. Acho que não me permitia ficar apaixonada ou sei lá. Eu...
– Angie... – ele estava maravilhado com ela. Ela era perfeita. – Você é perfeita! – Ele olhava para ela com cara de bobo. Com um olhar bestificado.
– Jack! Pare de me olhar assim! – Ela sorria envergonhada.
– Assim como? Apaixonado? – Ambos riram.
Flashback off
Não só a vida de Angela e Hodgins mudou, mas a de Temperance e Seeley também.
Não, eles não são namorados. Mas se tornaram grandes amigos. Eles eram tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo. Completavam-se.
Porém, a vida não era muito boa para os dois.
Há um mês, Temperance se mudara para outro lar adotivo. O que ela estava antes, não era bom. Mas o atual era pior ainda.
Seus “pais” obrigavam-na a fazer todos os afazeres domésticos, e, se eles não achavam que estava bom, ela era severamente punida. Ora apanhava, ora era trancada em um quarto em baixo da escada, ou até mesmo ficava sem comida.
Claro que Seeley sabia disso tudo. E ele via nos olhos dela que havia algo errado. Eles se conheciam bem demais, não precisavam de palavras para se entender.
A vida de Seeley também não ia muito bem. Seu pai havia sido preso por bater na esposa. Até ai tudo bem para Seeley, o pai merecia mesmo uma punição. O problema era que não tinha sido sua mãe a denunciá-lo, e sim uma vizinha que o pegou em flagrante, gravou o ato com o celular e mostrou a polícia. Porém, o que o revoltou mais foi ver sua mãe chorando por ele. E não era um choro de alívio. Era um choro de pesar, de tristeza. Como uma pessoa ama outra que a maltrata? Que a machuca? Ele estava decepcionado com sua mãe.
Temperance notou que ele estava estranho, calado. E, quando falava, era rude, grosseiro e também estava facilmente irritável.
Até que um dia a bomba estourou.
Mas um dia de aula terminara. Já eram 5p.m e ela estava a sua procura pois eles sempre iam para casa juntos. Durante esses dias, que ele estava diferente, ou ele ia embora sem ela, ou saia na sua frente e ela tinha que correr para alcançá-lo. Nesse dia não foi diferente.
– Seeley! Me espera! – Ela corria atrás dele pelo corredor.
– É só você andar mais rápido! – Ele respondeu irritado, sem se dar ao luxo de parar a rápida corrida ou de virar para respondê-la “adequadamente”.
Temperance estacou. Aquilo estava indo longe demais. Já fazia umas duas semanas que ele estava agindo assim e sempre quando ela perguntava ele respondia que eram problemas familiares e blá blá blá. Ela já estava cheia disso! Eles eram amigos ou não? Porque ele não conversava com ela sobre isso, então? E porque estava a tratando assim?
– Booth! – Ela gritou. Ele parou na hora. Ela nunca o chamava pelo sobrenome, apenas quando “a porra ficava séria”. Ele se virou para ela, que estava há uns 7 metros dele. – Você tem duas opções: me segue e conversaremos sobre esses problemas entre nós ou vai embora e nunca mais fale comigo!
Ele pode perceber pela tensão no corpo dela que ela falava sério. Mesmo assim foi um idiota infantil.
– Você não manda em mim Brennan. – Ele deu ênfase no “Brennan”. Virou-se e retornou seu caminho.
– VOCÊ NÃO É MAIS MEU O MELHOR AMIGO, BOOTH! VOCÊ NÃO É MAIS O MESMO! VOCÊ MUDOU E EU NÃO SEI POR QUÊ! – Ela estava decepcionada. Ele estava sendo hostil, rude com ela, e ela não tinha culpa. Ela só queria ajudar! E ele saiba o quanto o “Brennan” ainda a machucava.
Ele virou a tempo de vê-la derramar as primeiras gotas de uma enxurrada de lágrimas. Sentiu seu coração quebrar-se. Estava se tornando igual á seu pai, machucando as mulheres. Não era fisicamente, como ele, mas palavras também machucam, e muito.
Ele a viu sair correndo corredor a fora.
– BONES! Bones me desculpa! – Ela percebeu que estava sendo seguida por ele e continuou a correr, sem rumo.
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Ela se deu conta que estava ao pé da pequena colina “deles”. Subiu-a e sentou embaixo da arvore, que, por ser primavera, estava toda florida. Flores rosa, pois era uma cerejeira. Ela encontrou-se no tronco, abraçou os joelhos com a cabeça sobre eles, e chorou. Chorou por estar perdendo seu melhor amigo, seu companheiro de todas as horas, a pessoa que mais confiava no mundo, o amor de sua vida. Sim, ela amava Seeley Booth! Mas temia que, caso se relacionasse romanticamente com ele, a amizade deles poderia ser afetada. E não achava que ele a amasse dessa forma.
Ela escutou passou próximos. Sabia que era ele. Sentiu seu perfume e o calor que emanava do corpo dele quando ele abaixou-se na sua frente e tocou-lhe os ombros.
– Bones... Eu... – Ele não sabia ao certo o que falar. – Me desculpe. Por favor!
Ela apenas continuava chorando.
– Temperance, me perdoa. Eu sei que fui um idiota com você nesses últimos dias. Mas é que estou passando por umas crises. Eu vou te contar juro! Você é minha melhor amiga! Mas primeiro eu tenho que entender tudo isso. Me perdoa, por favor Temperance! Eu não quis te machucar.
Ela levantou a cabeça. Seus olhos, nariz e rosto, estavam vermelhos e molhados. Ela respirou fundo várias vezes, até sua respiração se normalizar a ponto de deixá-la falar sem problemas.
– Eu posso te ajudar a entender suas crises Seeley. Eu estou aqui para isso. Estarei ao seu lado sempre! Assim como espero que você esteja do meu. Eu te perdôo. Até por que, não sei o que é minha vida sem você. – O vermelho de seu rosto não era mais de choro, e sim de vergonha, timidez.
– Ah Bones! – Ele a abraçou. Por estar de cócoras, ele perdeu o equilíbrio e caiu para trás, trazendo-a consigo. Eles começaram a rir da cena. Até a realidade e a aproximação dos corpos os atingiu.
Temperance ficou hipnotizada pelos olhos chocolates. Até que sua atenção se desviou para a linda e tentadora boca dele. Então, em um ato irracional, ela o beijou.
Era como se estivessem saindo fogos de artifícios de Seeley. Ele estava muito feliz! Era tudo que mais queria no mundo! Beijar Temperance era como um sonho bom. Ela era seu sonho bom. Aqueles que você nunca quer sair. Ele amava muito ela, mas tinha medo de esse amor não ser recíproco. Não tentou nada, pois achou que ela se afastaria dele, pensando que ele só queria usá-la ou sei lá. Mas ela havia começado aquele beijo. Isso significava que ela também sentia algo por ele.
Ele aprofundou o beijo, e o fez durar mais alguns, longos, segundos. Até que ela os separou.
– Oh my God Seeley! Eu não deveria ter feito isso! Me desculpe! – Ela fez menção de sair de cima dele, mas ele prendeu-a no lugar e rolou, ficando sobre ela.
Olhou fixadamente naqueles lindos olhos azuis.
– Você deveria ter feito sim. Agora eu sei que o que eu sinto por você é recíproco. Não se desculpe, isso é o que eu mais quero desde que te conheci. Mas por favor, não pense que só me aproximei de você pra te usar. Eu não sou assim. Me aproximei de você por que eu gosto de você. Por que... Eu amo você Temperance.
Os olhos dela estavam marejados. Nunca ninguém havia se declarado para ela. Ainda mais dizer que a amava olhando-a nos olhos. Ela o beijou novamente. Dessa vez foi mais calmo, mais romântico. Ao se separarem em buscar de ar, ela falou.
– Seeley, eu sei que você não quer me usar. Eu conheço você. – Ele sorriu. – Eu não sabia que o eu sinto por você é recíproco. Confesso que fiquei surpresa com sua declaração. – Ela disse sorrindo.
– Tolinha, só um gay não se apaixona por você. Você é maravilhosa Tempe. Inteligente, linda, engraçada, carinhosa... E tem um corpo que... Nossa! – Ele disse provocativo. Já eram íntimos para falar essas coisas. Porém sempre falavam brincando, mas dessa vez ela pode ver o brilho de desejo nos olhos dele. Dessa vez era de verdade. Ou será que todas as vezes em que ele falou eram de verdade?
– Hey! – Ela o tapeou no braço. – Depois você não quer que eu pense que você só quer me usar, não é?! – Ambos riram. – Ok, você é pesado sabia?
– Oh, me desculpe. – Ele disse levantando.
– Eu não disse que não queria você perto de mim. – Ela disse isso o puxando para cima dela novamente, e girando-os na grama, de modo que ela ficou por cima dele. – Assim está melhor. – Ele riu da atitude dela. – Do que você está rindo?
– Nada. Só que você é uma linda. E por trás dessa sua racionalidade, você até que é bem romântica.
– Eu? Romântica? – Ela riu. – Você só pode estar brincando.
– Não estou não. Mas agora... Que tal outro beijo, ein?! – Ele foi se aproximando sensualmente dela.
– Difícil resistir a um pedido desses. – Ela respondeu sorrindo e o beijou.
Ficaram o finalzinho da tarde namorando sob a arvore deles, na colina deles. Estavam tão concentrados e absortos um no outro que nem perceberam que estavam sendo observados, com ódio, por uma certa loira irritante.
– Ah, vocês estão juntos então? – Constatou para si mesma. – Você me paga Temperance. Seeley é meu, e só meu.
Notas finais
Beijo grande :)
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