Sixteen
7 Jealousy
Notas iniciais
Mas ai está um capítulo novinho em folha, cheio de emoções pra vocês.
Dois meses depois...
SEGUNDA –FEIRA
– Atenção alunos da John Black Public School. Como todos sabem, daqui a duas semanas é o nosso Baile de Primavera. E, com isso, inicia-se a votação de Rei e Rainha do baile.
Para os alunos novos interessados, a votação funciona da seguinte forma: Até quarta-feira desta semana serão as inscrições, na quinta e sexta-feira será feita uma votação para escolher os favoritos, dois alunos de cada sexo. Na semana antes do baile, será aberta a votação oficial, onde vocês escolherão o rei e rainha do baile. O resultado será divulgado no dia do baile, sábado. Tenham um bom dia. – Assim falou o diretor, aparecendo nas telas de LCD em todas as salas do colégio.
O murmurinho pela escola se formou instantaneamente. Seria difícil eles terem aula agora.
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Sempre quando tocava o sinal para o intervalo, Seeley a esperava encostado na parede ao lado da porta de sua sala. Mas hoje, estranhamente, ele não estava lá. Ela saiu da sala, olhou para os dois lados e nada.
– Que estranho Angie... Ele sempre me espera.
– Ah querida, vai ver ele foi ao banheiro ou sei lá. Vamos para a cantina?
– Tá’. – respondeu desanimada.
Elas caminhavam de braços dados no corredor lotado. Eis que mais a frente estava ele, Seeley, encostado na parede e com... HANNAH? SIM! Aquele cabelo loiro era reconhecível em qualquer lugar! Ela estaca com as mãos ao lado do corpo dele, impedindo sua passagem. Eles conversavam algo.
Angela sentiu o corpo de Temperance se tencionar ao ver a imagem. À medida que se aproximavam da cena, a raiva dentro de Temperance crescia. E olha que ela era uma pessoa calma. Mas quando o assunto envolvia algum de seus amigos, ou seu namorado, ela poderia facilmente virar uma leoa.
Por sua visão periférica, Hannah pôde ver que Temperance aproximava-se. Então, sem pensar duas vezes, ela o beijou.
O beijo não durou mais que três segundos, mas foi o suficiente para dilacerar o coração de Temperance, que saiu apressada.
– HANNAH, VOCÊ FICOU DOIDA? – Ele esbravejou com ela e saiu corredor a fora, atrás de Temperance. Hannah sorriu. A etapa inicial de sua missão para separá-los estava completa. Agora era esperar e ver os resultados.
Ele saiu em direção à cantina e esbarrou em algo. Era Temperance, que andava apressada e pisando duro, sendo seguida por Angela.
– Ei meu amor. – Ele tentou pegar seu braço, mas ela se desvencilhou.
– Agora não grandão. – Angela disse-lhe calmamente, tocando-lhe o ombro. Ela sabia que a culpa não era dele. Sabia que Hannah tinha armado tudo. E ia dar um jeito de convencer Temperance disso também.
Por hora, ele não iria atrás delas.
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Assim, que seus pés tocaram o gramado dos fundos da escola, ela começou a chorar. Sem perceber estava correndo em direção à colina deles, onde a cerejeira florescia, dando boas vindas à primavera.
– Tempe, me espera! – Era Angie, correndo atrás dela.
Ela sentou-se embaixo da arvore, abraçou os joelhos e chorou compulsivamente. Angela chegou logo após e sentou.
Ao sentir a presença da amiga, Temperance a abraçou e chorou. Quando se acalmou um pouco, saiu do abraço.
– Por que ele fez... Isso Angie? Pra quê?
– Sweetie, a culpa não foi dele. Eu vi. Foi a Hannah, aquela vadia loira, quem o agarrou. Você mesma viu que ela o estava prendendo no lugar.
– Ele poderia... Ter a empurrado. – Ela falava com dificuldade, por conta do choro recente.
– Você, mais do que ninguém, sabe que o Booth não machucaria alguém sem motivos. Muito menos uma mulher.
– Ah, Angie. Eu não sei. Mas então por que ele não... Se afastou quando ela o beijou?
– Querida, acorda! O beijo não durou nem três segundos! Nem chamado de beijo aquilo pode ser. – Ela conseguiu arrancar um sorriso mínimo de Tempe.
– Com licença. Bones, podemos conversar?
Ela olhou para o lado oposto á ele. Mas ao fazer isso ela sentiu uma dor imensa no peito. Angela levantou e cochichou para Booth.
– Boa sorte gentleman. – Dando-lhe um tapinha no ombro e sorrindo.
Ele sentou-se ao lado dela, que continuava a olhar para o lado oposto.
– Bones. – Ele tocou o braço dela, e ela virou-se de costa para ele.
Ele não resistiu e foi se aproximando do pescoço dela, que estava descoberto por conta do cabelo preso. Ele beijou sua nuca, e a viu se arrepiar. Sorriu contra a nuca dela, e junto com o sorriso saiu uma espécie de gemido rouco, o que deixou Temperance mais arrepiada.
– Meu amor. Me desculpa. – Ele pontuava as frases beijando o pescoço e nuca dela. Arriscou abraçar-lhe pela cintura. Desta vez ela não recuou. Ele colocou uma perna de cada lado do seu corpo, e a cabeça sobre seu ombro, colando seus rostos. Ao fazê-lo, sentiu as lágrimas escorrendo pela bochecha macia e rosada. – Eu não deveria ter dado atenção a ela. Me perdoa?
Ela se virou para ele. Ficaram frente a frente.
– Agradeça à Angie por abrir meus olhos e me fazer perceber que a culpa não foi sua mocinho. – Ela disse séria, mas logo depois sorriu, fazendo-o respirar aliviado. – Mas, me explica uma coisa.
– O que você quiser meu amor. – Ele secou a ultima lágrima dela, e foi se sentando apoiado com as costas no tronco da arvore, colocando-a entre suas pernas e com as costas em seu peito. Ele colou a cabeça na curva do pescoço dela, não sem antes dar um beijinho no local.
– Por que você estava conversando com ela? Que assunto vocês ainda tem em comum? – Ela virou-se e ficou de frente para ele, para olhá-lo nos olhos.
– Você está com ciúmes? – ele riu.
– Responda minha pergunta! – Ela disse séria.
– Ah, ela veio com um papo idiota de que viu você com o Sully, no ginásio, de baixo da arquibancada. Disse que foi ontem à tarde.
– E você não acreditou né?! Até porque passamos a tarde inteira aqui. – Ela apontou para o chão.
– Mas... Teve aquela hora que você foi ao banheiro e...
– Booth! – Ela deu um tapa no braço dele. Ele segurou a mão dela e a puxou. Seus narizes separando suas bocas para não se encostarem.
– Hey, eu sei que você não me traiu. Que é só coisa dela para nos separar. – Ele a beijou. Foi um selinho provocativo na verdade. Ela continuou com os lábios entre abertos e os olhos fechados, esperando por mais. Ele percebeu e resolveu provocá-la. Foi em direção ao ouvido dela e sussurrou. – Você quer mais, Temperance? – Ela concordou com a cabeça, ainda de olhos fechados.
Ele colocou a mão dentro da blusa dela. Sentiu os pêlos da barriga plana arrepiarem-se.
– Mais? – Ele continuou sussurrando. Ela concordou novamente. Sua respiração acelerando. A mão dele foi subindo lentamente, mas só as pontas dos dedos tocavam-na. – Mais Bones? – Ele chegara à barra do sutiã.
– Uhum... – Foi mais um gemido do que uma resposta “decente”.
– Mas você sabe que não podemos fazer nada aqui, né?! – Ele sussurrou sorrindo.
Como se estivesse saindo de um transe, ela abriu os olhos e se afastou.
– Então por que você me provoca?
– Você fica linda quando está brava. – Ele riu. Ela continuou séria. Ele avançou pra cima ela, derrubando-a na grama. Ficou sobre ela.
– Io ti amo principessa mia.
– Eu amo mais. – Ela o beijou.
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Era sexta-feira e eles caminhavam lado a lado. Já havia virado rotina irem juntos para casa, uma vez que a casa dela ficava antes da dele.
– Você pode ir lá em casa se quiser. Pops não está, saiu com uns amigos para um fim de semana de pesca em alto mar. E Jared foi a uma festa na casa do amigo dele. Só volta domingo. – Ele deu a mão para ela. Entrelaçaram os dedos.
– O Will não vai gostar de saber que eu dormi na sua casa.
– Ele não precisa saber. – Ela o olhou confusa. – É meu amor, você diz que vai para a casa da Angie. – Ele sorriu charmosamente para ela, ela retribuiu.
– Booth, eu não sei... E se ele descobrir... Ele... Ele pode me matar. – Os olhos dela encheram-se d’água. Ele sentiu a mão dela apertar instintivamente a sua.
– Hey meu amor, calma. – Ele a abraçou. – Eu não vou ficar chateado ou triste se você recusar. Eu te amo Temperance. E eu entendo seus motivos. Tá’ bem? Não precisa chorar Bones.
– Obrigada Booth.
– Não faço nada demais. – Ele sorriu. Ela saiu do abraço, ficando de frente para ele. Seus olhos estavam avermelhados e úmidos, denunciando que ela havia chorado.
– Claro que sim Booth. Você me protege, me ajuda, me dá carinho, suporte, amor. Você é tudo para mim Booth. É tudo que eu tenho. Eu te amo. – Ao terminar a – rara – declaração, ambos estavam com os olhos marejados. Ele sabia que ela estava sendo sincera, pois realmente ela não tinha ninguém. Ele colou seu corpo ao dela e a beijou. Foi um beijo calmo, para selar as palavras ditas, e as não ditas.
Mas o beijo foi interrompido por um grito de dor vindo de Temperance.
Notas finais
Deixem reviews. u.u
Beijo grande,
HeyBones.
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