Sixteen

2 First day


Notas iniciais
Para as meninas dos twitter que sempre leem as minhas histórias.
beijo grande

Sua vida dera um giro de 360º graus em pouco mais de um ano. Desde que fora abandonada pelos pais e pelo irmão, Temperance entrara no sistema de adoção, passando por vários lares adotivos, onde, na maioria das vezes, não era tratada como gente. Ela nunca considerava as pessoas que a adotavam como “família". Nem a sua família biológica ela considerava mais.
A solidão era sua mais nova companheira. Não por ela ser antipática, mas por não conseguir mais confiar nas outras pessoas. Ela tinha medo de ser abandonada novamente.
E com esses pensamentos ela entrou na escola naquela manhã de inverno. Trajando roupas pouco quentes, que eram as que tinha, as que sabiam na sua sacola. Não conseguira pegar muitas coisas, só o suficiente para encher uma sacola dessas grandes de lojas de roupas. E, seus pais adotivos, não lhe davam nada. Muitas vezes nem comida.
Estava tão distraída, que não viu que já estava no corredor, cheio de pessoas, e, acabou esbarrando em alguém.
– Oh! Me desculpe!
– Não tem problema. Sou eu quem lhe devo desculpas, eu quem estava distraída e esbarrei em você. – ela abaixou-se para pegar seus livros.
– De qualquer forma, — disse ele, abaixando-se para pegar os livros dela que caíram – eu deveria ter visto você e desviado.
– Bom... Então nós dois temos culpa, afinal. – ela levantou-se, seguida por ele.
– Seus livros.
– Obrigada. – suas mãos se tocaram. Ela sentiu algo diferente. Ele leu a capa de um dos livros.
– Antropologia Forense? O que é isso?
– Antropologia Forense, basicamente, estuda os ossos.
– Ah... Bones...
– Desculpe o que disse?
– Bones. Seu novo apelido.
– Hã? Eu tenho um nome sabia?
– E qual é?
– Temperance.
– O meu é Seeley. Seeley Booth. Você quer ser antropóloga forense então.
– Exato. E você?
– Eu vou me alistar no Exército. Você está em que ano?
– Estou no 2º. E você?
– Oi Seeley. – um grupo de garotas vestidas iguais passou e cumprimentou-no. “Lideres de torcida. Burras.” Pensou Temperance. Ele acenou rapidamente, sem interesse.
– Você é bem popular, não é? – Disse ela olhando para as meninas.
– Pois é. – ele ficou sem jeito – isso acontece quando se é capitão do time de basquete. A propósito, estou no 3º ano. Você sabe onde é sua sala?
– Não, mas eu consigo achar.
– Eu te levo, não tem problema. Estudo aqui há cinco anos, conheço bem essa escola. Alem do mais, não terei a primeira aula.
– Não precisa mesmo, obrigada. – ela falou andando de costas, afastando-se dele.
– Então tá. Nos vemos no intervalo?
– Talvez.
Ela foi em busca de sua sala. Ele não saía de seus pensamentos. “Quem sabe se eu estudar um pouco, eu esqueço ele?”
Ele foi para o ginásio. Ela não saía de seus pensamentos. “Quem sabe se eu treinar um pouco, eu esqueço ela?”


B&B


Ela chega na sala e senta-se no fundo. Uma garota com traços asiáticos senta-se perto dela.
– Vejo que você já fez amizade com o bonitão do Booth. – e sorri maliciosa
– Como?
– Oh, sou Angela Montenegro, e vi você e o Booth conversando no corredor agora pouco. Ele gostou de você.
– Como você pode saber isso? A propósito, me chamo Temperance.
– Bom, eu vi o modo como ele te olhava, e como ele esnobou as lideres de torcida enquanto falava com você.
– Ah, aquilo. Bom, ele deve esnobar todos quando está tentando conquistar uma garota nova. Ele é capitão de time, sei como eles são.
– Mas não o Booth. Ele é diferente, acredite. Estudei com ele do primário até a sétima série, que foi quando ele parou de estudar.
– Por que ele parou de estudar?
– E que... – o professor entra na sala.
– Bom dia. Temos uma aluna nova. Temperance poderia vir aqui na frente se apresentar? — ela vai.
– Meu nome é Temperance. Brennan. – ela não gostava de falar seu sobrenome, lhe trazia lembranças de pessoas que um dia disseram amá-la, mas no fim abandonaram-na. – Tenho 16 anos e pretendo ser antropóloga forense.
– Ela é adotada – sussurrou uma líder de torcida para a outra enquanto ria na frente de Temperance.
– E o que você tem a ver com isso? – ela ficou brava, não gostava que as pessoas se metessem na sua vida. Ainda mais nessa parte da sua vida.
– Nada. Só estou comentando que você é adotada, que foi abandonada. – Hannah. Esse era o nome da menina. Ela falou bem alto dessa vez, para todos da turma ouvir.
Temperance saiu da sala correndo. Angela foi atrás dela.
Ela entrou em uma cabine do banheiro e desabou a chorar. Angela entrou logo em seguida.
– Querida, você estám ai?
– Não quero falar com ninguém.
– Temperance, por favor. Eu não estou aqui para rir de você. Confie em mim.
– Confiei nos meus pais e eles me abandonaram. Por que com você seria diferente?
– Por que eu não sou igual a eles. Ninguém é igual a ninguém. Todos somos diferentes.
Ela destrancou a porta, mas não a abriu. Angela entrou e encontrou-a sentada na privada, abraçando os joelhos e com a cabeça sobre eles. Angela intuitivamente abraçou-a.
– Vamos lavar o rosto, você se acalma e então podemos conversar.
– Eu não quero conversar.
– Temperance, não dificulte ainda mais as coisas . Eu estou tentando ser sua amiga. Eu gostei de você. De verdade.
Elas se levantaram e foram para a pia. Temperance lavou o rosto. Seus olhos estavam vermelhos.
– Não vou lhe forçar a falar nada. Quando você estiver pronta, você pode falar que eu estarei pronta para ouvir. Vou buscar uma água para você, tudo bem?
– Não. Por favor.
– O que foi?
– Fique aqui comigo um pouco. – Angela ficou comovida com a atitude de Temperance.
– Tudo bem sweetie, o quanto você quiser.
Passaram-se poucos minutos. O banheiro começou a ser um local frio.
– Podemos sair daqui? Está um pouco frio.
– Tudo bem.
– Vamos lá na lanchonete. Tomamos um suco e conversamos, ok?
– Mas e a aula, Angela?
– Ah, é aula de artes! Sou muito boa em artes. Depois te mostro meus desenhos, e também te passo a matéria. E você não iria gostar de ficar lá. Aquele professor gospe enquanto fala.
Temperance riu fracamente.
Elas chegaram à lanchonete e encontraram Seeley sentado, tomando café e conversando com uma garota. Era a mesma loira que riu dela na aula.
– Olha lá o Booth... Ah não! – Angela que estava sorrindo fechou a cara.
– O que foi Angela?
– Ele está com ela.
– Ela é a loira que riu de mim. Quem é ela?
– É a Hannah. Uma loirinha metida à sabida. Ela quer porque quer ser namorada do Booth. Mas ele não quer nada com ela.
– Como você sabe disso?
– Confia em mim.
Então ele olha para o lado e vê as duas paradas na porta.
– Com lincença Hannah. — ele disse baixo, num tom que só ela poderia ouvir. — Nossa conversa já acabou — ele levantou e ia saindo.
– SEELEY NÃO! — ela berrou, agarrando o braço dele. — Eu ainda te amo!
– Não foi o que pareceu. — e ele continuou seu caminho em direção as duas amigas, que agora, estavam sentadas numa mesa conversando.
– Eu não te disse? — Angela sorriu vitoriosa — Lá vem ele.
– O qu..
– Oi Temperance.
A voz dele vez ela se arrepiar.

Notas finais
é isso. não sei quando terá um próximo capítulo, mas não vai demorar tanto, prometo.
beijo grande.