— Como é possível alguém ser sequestrado em um hospital? – Gibbs gritou. – Ainda mais, quando todos estávamos aqui, e Derek foi drogado.

— Precisamos de acesso as câmeras de segurança do hospital. – Hotch se sentou em uma cadeira. – Como vou dizer a Emily que a melhor amiga dela foi raptada duas horas depois do nascimento da filha dela?

— Do mesmo jeito que eu vou ter que dizer a Jenny sobre. – Gibbs queria bater em algo. – Como Derek reagiu?

— Ele não disse uma palavra desde que descobriu. – Tim respondeu. – Não quando descobriu que foi sedado também. Ele presou ser contido.

— JJ saiu em disparada da sala. – Rossi olhou para Tony, que estava em silêncio. – Dinozzo?

O agente, até o momento em silêncio, olhou para todos com lágrimas caindo de seus olhos.

— Por que Anna levou Penelope? – Tony desabou na cadeira finalmente. – E o que ela vai fazer com ela?

Jenny olhou para a filha e teve vontade de chorar. Ela sempre soube que algo assim poderia acontecer com ela, ser mãe estava em seu DNA, mas a bandida que eles perseguiam escolheu sequestrar Penelope nesse mesmo momento.

Ela tinha um carinho grande por Penelope, como uma filha que ela sempre quis e mesmo tendo a própria Penelope nunca deixaria de ser. Ela esperava que Penelope estivesse segura.

Arrancando o soro do braço, ela se levantou da cama e começou a se vestir.

— Jen. – Gibbs entrou e fechou a porta. – O que está fazendo?

— Indo a procura de Penelope. – Ela foi levada a cama por Gibbs. – Jethro, você sabe o que Ana fará com Penelope. Todos sabemos que no momento que ela a tiver em qualquer lugar, ela vai matar ela.

— Mas você acabou de ter uma filha. – Gibbs apontou para Kelly. – Eu sei que está pronta para pegar a arma e dar tiros, mas até supermulheres precisam descansar.

— Então, ache-a, Jethro. – Jenny cedeu. – E mate Ana assim que a encontrar, ou eu juro por deus que vou sair daqui e eu mesma mato essa vagabunda.

— Eu prometo. – Gibbs a beijou. – Agora trate de dormir.

Emily olhou ao redor do quarto e sabia que havia algo errado quando o alarme de emergência do hospital tocou. Hotch entrou e se sentou na cadeira, tentando ser uma cara sem nenhuma leitura.

— Meu amor. – Hotch começou não sabendo como abordar. – Aconteceu algo com Penelope.

Emily tentou sair da cama, mas Hotch correu e a impediu. Ela desabou nos ombros de Hotch e começou a chorar.

— Você precisa encontrar ela, Aaron. – Emily praticamente implorou. – Ela vai matar Penelope se você a deixar.

— Não vamos descansar até encontrar Penelope. – Hotch beijou a testa da esposa. – Ela e Derek merecem ter bebês e eu vou ajudar eles a ter.

— Tim e Abby querem conversar com a gente. – Rossi falou e saiu.

— Eu volto, ok? – Hotch beijou Emily. – E você, precisa dormir.

Hotch foi em direção a equipe, agora com Derek muito desperto.

— Abby pegou o exame de sangue de Penelope. – Tim começou. – Ela notou a presença de quantidades absurdas de um remédio beta bloqueador.

— Desculpe. – Hotch balançou a cabeça. – Beta o que?

— Ele bloqueia os movimentos corporais simulando a morte da pessoa. – Abby explicou de forma clara. – Ele faz uma pessoa viva parecer morta. Nem os melhores scanners de coração conseguiriam pegar o batimento que fica.

— A mulher da segurança disse que Penelope foi tirada do hospital com um saco preto. – Gibbs falou. – Mas estavam deixando Derek dormindo na cama dela porque ele parecia cansado.

— Ele estava mais drogado que uma mula de drogas. – Abby foi sincera. – Alguém já avisou Ziva?

— Tony está com ela. – Gibbs falou. – Esperamos que ela não o mate depois de ele dar a notícia.

— Eu consegui algo nas câmeras de tráfico. – JJ veio correndo. – Uma van do instituto médico legal foi em direção a Alexandria, mas o perdemos depois de um beco.

— É arriscado. – Rossi falou. – Se passar por médica para sequestrar alguém sob nossos narizes.

Penelope acordou em um quarto completamente escuro e amarrada a cama pelas mãos e pernas, com tiras de couro e uma bola dura em sua boca.

Ana abriu a porta com um par de chicotes de couro e um com pequenas esferas de metal na ponta.

— Olá sua vadia. – Ana deu uma chicotada no rosto de Penelope. – Eu sempre quis te encontrar sua pequena puta.

Tirando a bola da boca de Pen, a analista ficou em silêncio enquanto olhava para a mulher maluca a sua frente.

Ela estava pronta para qualquer coisa hoje. Penelope olhou para a mesa de metal que um dos capangas rolou para a sala.

— Vamos ver o que esses medicamentos fazem em você. – Ana riu diabolicamente. – Vamos começar com o azul, sim?

— Você não precisa fazer isso. – Penelope tentava alguma saída. – Eu posso hackear o que você quiser, eu posso fazer isso.

— Doce Penelope. – Ana passou um dedo por seu queixo. – Quando eu queria, sua equipe te livrou daquilo, mas essa casa, eles nunca vão encontrar.

— Eu confio na minha equipe. – Penelope cerrou os dentes. – E eu confio na equipe NCIS e quando Gibbs te encontrar, eles vão te matar.

— Vagabunda! – Ana empurrou a cadeira para a parede com força. – Você deveria morrer.

Penelope sentiu a cadeira batendo com força na parede e suas costas machucadas.

Ana pegou a seringa azul, retirou a tampa e segurou os braços dela ainda mais apertados. Colocando a agulha, Penelope gritou com a intrusão do medicamento e a sensação de queimação em seu braço.

— Por favor, pare com isso! – Penelope literalmente gritou. – Por favor!

Ana começou a rir e por fim, injetou a branca. A queimação passou, mas Penelope sentiu seu corpo dormente, apesar de ainda estar longe de querer dormir.

Então ela ficou acordada. Ana se virou quando um dos ajudantes bateu na porta. Saindo e fechando ela sabia que algo estava acontecendo.

Gibbs correu com a informação ao seu lado. Tobias Fornell voltou assim que soube do sequestro de Penelope.

— Ana Silva. – Fornell clicou o botão do plasma. – Nascida em Minas gerais, no Brasil. Aos 24 anos entrou na lista de mais procuradas do Brasil e da Interpol depois de invadir a bolsa de valores brasileira. Logo depois, invadiu a rede Globo e excluiu vinte novelas inteiras.

— Maldade excluir novelas. – Tony comentou baixo. – Quero dizer, que mulher má. Mas porque sequestrar Pen e Abby?

— Daniel nos contou durante o voo que Ana queria Garcia para apagar registros de seus crimes. – Fornell clicou. – O plano era sequestrar Penelope, tirar ela e Abby do país, levar ambas para o Brasil. O homem que queria Abby se chama João Dória e ele é governador.

— Que bonito. – Gibbs balançou a cabeça. – Queria apagar pornografia?

— Desvios de verbas. – Fornell respondeu. – Foi preso semana passada, mas Ana sumiu.

— Aqui diz que ela tem uma casa em Alexandria. – Hotch viu. – É para lá que ela levou Pen.

— Vamos. – Gibbs pegou as credenciais e arma. – Vamos pegar nossa amiga de volta.

Todos se reuniram no elevador. JJ ficou com as mulheres que agora estavam no mesmo quarto por segurança, cada uma com seus bebês.

Isso iria acabar agora, esperançosamente, de um bom jeito.