Six Months In Hell.
12 Between two worlds.
Virando-se para o capanga, Ana sorriu diabolicamente, sacando a arma para o mesmo.
— Senhorita Ana, o que está fazendo? – O homem levantou as mãos, com medo. – Eu te ajudei a sequestrar ela.
— Exatamente, se eu vou sair daqui, tenho que eliminar você também. – Ana disparou logo em seguida. – Muito bem, Penelope Garcia, eu vou te desamarrar e vamos caminhar até a escada.
Penelope apenas assentiu. Ela já sabia o que estava para acontecer com ela, mas não tinha opção.
Jenny retirou o soro do braço, vestiu uma das camisetas e leggings deixadas por Gibbs e calçou as botas.
— Tem certeza que é um bom plano? – Emily arqueou uma sobrancelha. – Ao menos leve a Ziva com você.
— Eu estou fugindo do hospital, pronta para chutar uma porta. – Jenny colocou a arma na cintura. – Eu passei por quatro horas em trabalho de parto e não estou nenhum pouco a fim de deitar aqui.
Jenny retirou o soro de Ziva e as duas mulheres saíram devagar pelo corredor, se misturando com os pacientes e seus acompanhantes.
— Tem certeza que Gibbs não vai ter uma síncope quando descobrir? – Ziva driblou um segurança. – Quero dizer, ele vai te amarrar na cama logo que Pen estiver segura.
— Eu não posso deixar Penelope nas mãos daquela maldita. — Jenny respondeu. – Eu soube que Tony precisou de dar um sedativo logo que contou.
— Penelope se tornou uma amiga tão rápido e eu quero que ela tenha filhos com Morgan. – Ziva evitou a resposta. – E sim, Tony mandou me darem um sedativo depois de conseguir algo para o nariz.
— Ainda bem que não quebrou. – Jenny caminhou pelo lobby e a enfermeira apenas sorriu.
Ela sabia o que estava acontecendo e desejou ser corajosa feito Jenny e Ziva. As duas chegaram ao estacionamento e começaram a buscar um carro.
— NCIS. – Jenny abordou um motorista chegando ao carro. – Precisamos do seu carro. Questão de vida e morte.
— Espero que tenha seguro. – Ziva pegou a chave da mão dele. – Nós devolveremos ele. Talvez com umas marcas de tiro, mas a agência vai te dar um melhor.
Ziva deu um cavalo de pau no estacionamento e foi em disparada contra a direção que os outros haviam ido. O motorista apenas ficou olhando.
O médico passou no quarto onde as moças estavam e Emily apenas sorriu para o homem, que fez a notificação, porém era tarde.
— Senhorita Hotchner, eu preciso notificar os maridos delas. – O médico falou. – Essa idéia de serem supermulheres não vale para pós-parto.
— Com todo o respeito. – Emily se levantou um pouco. – É uma pena eu estar com dor, porque senão nós deixaríamos os bebês e iriamos todas dar uns tiros. É parto normal, não uma cirurgia de apêndice.
— Apenas garanta que elas voltaram para cá depois. – O médico admitiu a derrota. – Precisamos de melhor segurança.
Gibbs sentiu o celular vibrar, mas agora não era a hora. Um carro parou logo do lado e Tony e Jethro reviraram os olhos para as mulheres.
— Poupe o discurso. – Jenny sacou a arma. – Tudo o que importa é conseguirmos Penelope.
Concordando, cada uma delas se posicionou em um grupo. Foi quando ouviram um barulho alto dentro da casa.
Ana levou Penelope até a escada mais alta da casa, dois cômodos depois.
— Eu queria passar mais tempo com você, querida Penelope. – Ela zombou. – Mas no momento sua equipe pode estar chegando e eu não vou arriscar.
— Por favor. Não. – Penelope se virou. – Não!
Ana empurrou Penelope pela escada em espiral e assistiu tudo sem um pingo de remorso. Penelope girou, caindo cada vez mais e quando chegou ao fim, sentiu seu corpo paralisado pela dor.
Estava difícil respirar e ela tinha sangue caindo pelo nariz e boca. Ela ouviu uma porta abrir e outra fechar. Tudo o que ela queria era dizer o quanto amava Derek. Mas ela caiu inconsciente.
Gibbs, Derek, Jenny e Hotch entraram por um lado enquanto Ziva, Tony, McGee e JJ entraram por outro. Reid ficou incumbido de pegar Ana no pulo se ela escapasse por alguma porta fantasma.
Derek esqueceu o protocolo quando viu Penelope caída na escada e totalmente inconsciente, esqueceu da mulher rindo no alto da escada e se ajoelhou ao lado de sua esposa.
Ele queria tocar ela, queria chamar seu nome, mas sabia que ela estava muito longe agora.
Jenny sentiu seu sangue ferver e se esquecendo das regras especialmente a de nunca se envolver pessoalmente preparou a arma e foi atrás de Ana.
— O que você acha engraçado? – Jenny puxou Ana para a parede. – Quer que eu te mostre como é rolar pela escada também?
— Jenny! – Fornell correu. – Não deixe essa mulher aprendiz de Nazaré Tedesco te atrair para a teia dela.
— Penelope caiu como jaca podre. – Ana riu, enquanto Derek se enfurecia. – Ela nem gritou quando eu a empurrei.
— Ana silva. – Jenny pegou as algemas de Ziva. – Tem o direito de ficar calada, então cala essa boca ou eu vou fazer você ver por si mesma se isso dói.
— Jenny... – Gibbs pegou Ana das mãos da esposa. – Vá para Penelope e Derek.
Ela assentiu e desceu com cuidado as escadas, pegou as mãos de Penelope e passou outra pelos cabelos da jovem.
Derek chorava encostado a escada, com Tony cuidando da esposa e do amigo.
— Ei, Derek, olhe para mim. – Dinozzo pediu. – Todos aqui sabemos que Penelope vai ficar bem. E você vai ser feliz, como eu e Ziva. Como Jenny e Gibbs e como Hotch e Emily.
Os paramédicos entraram e mesmo precisando se afastar, Jenny se recusou a deixar o lado de Penelope.
— Ela precisa de uma mãe. – Jenny enfrentou o enfermeiro. – Eu não vou deixar ela sozinha.
O homem apenas assentiu e pediu a ajuda de Rossi para colocar Penelope na maca. Um colar cervical foi colocado e ela foi ligada à alguns fios e levada diretamente para a ambulância.
— Derek... – Jenny jogou um olhar. – Me deixe ficar ao lado dela, sim? Eu preciso voltar para o hospital de qualquer jeito.
— Certo. – Derek olhou para a esposa. – Cuide dela, sim?
— Como minha própria filha. – Jenny sorriu e entrou na ambulância. – Você precisa voltar, Pen. Voltar para aquele homem.
A ambulância ligou e foi às pressas quando a pressão e os batimentos começaram a cair.
— Mulher, 30 anos. – O paramédico informou pelo rádio. – Os batimentos dela estão muito baixos.
— Sala de cirurgia preparada. – A voz saiu pelo rádio. – Entre direto.
Jenny olhava para Penelope com olhar maternal, mas não previu...
— Ela está entrando em choque! – O paramédico dois se lançou para os desfibriladores. – Preparar carga. Afastar!
Penelope estava ali na frente de Jenny morta. A diretora sentiu seu mundo girar e de repente, ela apenas desmaiou no banco da ambulância enquanto um dos paramédicos ajudava Pen e o outro ajudava ela.
Momentos desesperadores estavam por vir.
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