Situações Percabeth
2 Capítulo 2- Empire State
Notas iniciais
Pov's Percy
Bom, aqui estamos nós, com o Argos indo em direção ao Empire State contar para o lado divino da nossa família que vamos nos casar. Meu pai não será o problema, ele até gosta da Annabeth. O que me preocupa mesmo é Atena, ela já me odiava apenas por eu existir, imagina quando descobrir que eu vou me casar com a filha dela, bom, se eu sobreviver hoje. O dia estava lindo, perfeito para aproveitar a praia do acampamento com a minha noiva, mas tínhamos que ir até o Olimpo.
Enquanto estávamos na van do acampamento, me lembrei do momento em que anunciamos oficialmente o nosso noivado. Não foi surpresa pra ninguém, claro. Mas, um certo alguém chamado Piper, me obrigou a fazer isso para deixar mais do que avisado que íamos nos casar. No momento em que eu disse alto e claro "Nós vamos nos casar." todos gritaram de alegria e aplaudiram nos parabenizando, quer dizer, quase todos. Algumas filhas de Afrodite suspiraram decepcionadas e Annabeth percebeu, lançando um olhar mortal pra elas, até eu fiquei com medo. Logo as filhas de Afrodite começaram a se recompor, e eu abracei Annabeth pela cintura, a acalmando.
Mesmo estando noivos, ainda dormíamos cada um no seu chalé, por ordens de Quíron. Ele dizia que o certo era só depois de casarmos, só que isso não impedia Annabeth de colocar o seu boné da invisibilidade e dar uma escapada para o meu chalé na madrugada. Ela já estava acostumada a fazer isso, então não tinha como ser pega. Não fazíamos nada a noite toda e sim, somos virgens.
Voltando ao carro, percebi que estava muito nervoso, já sabendo que minha sogra não terá uma boa reação. Olhando para o lado, reparei que Annabeth estava calma. Ou não, ela sempre foi muito fechada, não demonstrava suas emoções quando se tratava de outras pessoas, não de mim, claro. Mas, ela podia estar mais nervosa que eu. Fiquei a fitando por alguns minutos sem ela perceber, lembrando dos bons momentos que passamos juntos.
– Amor? O que foi?- Ela perguntou. Só ai percebi que quase babava com a beleza da minha garota.
– Nada não- Respondi- Só estava admirando sua beleza e pensando nos bons momentos que nós tivemos- Ela sorriu e me deu um selinho, nos abraçamos e ficamos assim por um bom tempo.
Assim que chegamos no Empire State, meu nervosismo aumentou só de pensar o que a minha sogra faria comigo quando descobrisse. Nós entramos e fomos em direção ao porteiro para pedir o cartão, e o cara fez a mesma ladainha de sempre.
– O que desejam?- Ele nos perguntou sem tirar os olhos do livro que estava lendo.
– Nós temos uma audiência com Zeus- Respondeu Annabeth- Temos que ir ao 600° andar, por favor.
– Desculpe senhorita, mas esse andar não existe- Respondeu o porteiro.
– Olha aqui- Eu disse tentando ser educado, apenas tentando- Você sabe quem nós somos? Ela é Annabeth Chase, arquiteta oficial do Olimpo, filha de Atena. Eu sou Perseu Jackson, filho de Poseidon, já salvei o mundo diversas vezes, com ela ao meu lado. Temos 23 anos e somos filhos de deuses poderosos. Sabem o que dizem dos filhos de deuses poderosos que possuem 23 anos de idade? Eles atraem mais a atenção dos monstros, então, se não quiser esse lugar aos pedaços é melhor nos deixar subir.
Annabeth me olhou um pouco espantada, sei que fui um pouco rude, mas esse cara sempre diz a mesma coisa! Será que ele tem perda de memória? Quantas vezes nós já viemos aqui? Annabeth reconstruiu o Olimpo! Será que ele fazia isso com ela todo dia? O porteiro ficou nos encarando por alguns longos segundos e só se deu o trabalho de nos empurrar o cartão e voltar os olhos para o seu livro.
Assim que entramos dentro do elevador, colocamos o cartão no lugar e apertamos o botão para o 600° andar. O tempo que levou para o elevador chegar no Olimpo, nós ficamos calados, apenas ouvindo aquela música irritante que os deuses colocam para nos distrair. Quando as portas se abriram nós vimos o quão bonito ficou o Olimpo depois que Annabeth o reformou, ela olhava tudo com um olhar de superioridade e tenho que admitir que estou muito orgulhoso dela.
– Ótimo trabalho, amor. Ficou lindo- Não aguentei e falei pra ela- Estou orgulhoso de você.
– Obrigada, Cabeça de Alga- Ela respondeu corada. Continuamos andando até chegarmos a sala do trono, todos estavam conversando e pararam assim que nos viram. Com os olhares deles sobre mim, senti que ia morrer a qualquer momento.
– Olá- Eu e Annabeth dissemos juntos, nos curvando ao mesmo tempo- Nós gostaríamos de falar com vocês, queremos anunciar algo- Ela continuou.
– Olá, crianças. O que gostariam de nos falar?- Disse Zeus, olhando pelo canto do olho para Afrodite que estava com um sorrisinho no rosto e depois para Atena que estava com um olhar curioso, assim como os outros.
–Bom- Começou Annabeth, já que eu estava muito nervoso para falar algo- Nós gostaríamos de anunciar para vocês que nós vamos nos casar- Ela disse soltando o ar. Primeiro todos os deuses ficaram surpresos, menos Afrodite, Hera e Zeus. Logo depois, todos desceram dos seus tronos ficando do nosso tamanho e vieram nos parabenizar. Meu pai chegou perto de mim e disse:
– Mandou bem, hein filhão. Minha nora é linda, meus parabéns- Annabeth corou com o elogio, meu pai me abraçou e depois a ela. Mesmo sendo quem são, todos nos abraçaram nos dando parabéns, até mesmo Hera, sendo que Annabeth teve um pouco de receio ao abraça-la. Quando eu disse que foram todos, não contei com Atena. Ela continuou sentada no seu trono, se não me engano, estava me fitando com o olhar de "Vou te matar", como ela e Annabeth tinham os mesmos olhos cinzas intimidadores, esse olhar me fez tremer.
Minutos depois que os deuses havia nos parabenizado, Atena levantou, ficando do nosso tamanho, caminhando em nossa direção. Annabeth entrelaçou seus dedos nos meus como se dissesse "Calma, eu estou aqui, tudo vai dar certo." E eu a agradeci mentalmente por isso. A deusa parou na nossa frente, apenas nos fitando, até que começou.
– Você- Ela apontou pra mim- Você sabe muito bem o que eu penso sobre isso, eu nunca aprovei o namoro de vocês. Já te disse que não aprovava nem a amizade de vocês, só que você não me deu ouvidos. Não é segredo pra ninguém que eu te odeio, Perseu Jackson. Não aprovava a amizade, não aprovava o namoro- Pera, ela disse aprovava?- Mas, eu aprovo o casamento. Alguém me fez ver que minha filha não seria feliz sem você, foi difícil, mas me convenceram. Se você tivesse me dado ouvidos, minha filha poderia estar morta. Não é por você, mas por ela que eu aprovo o casamento. Eu ainda te odeio, filhote de peixe. E se você magoar minha filha de alguma forma, pode se considerar um homem morto. Frederick pode não ter dito isso por confiar totalmente em você, mas eu sim.
– Espera- Eu disse- Como você...?
– Como eu sei?- Ela interrompeu- Eu estava lá naquele dia, Perseu. Mas, vocês não me viram, pelo menos você. Frederick disse aquelas coisas porque sabia que eu estava lá, ouvindo a conversa de vocês. Enfim, não se esqueça do que eu disse, Perseu. Isso valerá para a sua vida toda.
– Sim, sogri... quer dizer, senhora Atena. Pode deixar, nunca magoaria Annabeth- Eu disse, olhando minha noiva nos olhos. Ela estava com um sorriso lindo estampado no rosto, assim como eu também estava.
– Awns, que fofos! Seus lindos! Eu amo Percabeth!- Adivinha quem disse isso. Se pensou ''Afrodite'' você acertou.
– Perca o que?- Todos perguntaram
– Percabeth, oras- Ela disse como se fosse óbvio- Percy+Annabeth. Como vocês são desatualizados. Mas enfim, pombinhos, se vocês quiserem ajuda com o casamento, podem contar comigo.
– Tudo bem, Afrodite- Disse Annabeth- Obrigada pela ajuda, mas não queremos nada rosa ou muito fru-fru. Queremos algo simples, normal, nada que pareça que foi feito por uma deusa.
– Ãhn... okay, né. Fazer o que- Disse a deusa, desapontada por não poder fazer as coisas do jeito dela. Revirei os olhos, afinal o casamento é nosso, nós que temos que escolher como vai ser.
– Bom, nós temos que ir- Eu disse enquanto todos voltavam aos seus tronos- Temos que voltar ao acampamento, os ataques de monstros ficam mais propensos durante a noite. Obrigada pela atenção de vocês.
– Não há de que, meu filho. E não se preocupe com os monstros- Disse meu pai.
E então, nós voltamos para o elevador com as mãos entrelaçadas
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